Defendo meus Amigos
Libertação dos "escravos"
Porém é algo que dói, tento não imaginar meus antepassados passando por tamanha humilhação, com fome, sem ter pra onde ir, sem ter apoio, sem ajuda alguma.
14 de maio de 1888, assim falaram na época, “estão livres” a Isabel concedeu-lhes o título de alforria, eis que tens a abolição da escravatura, podem comemorar.
A pergunta ecoa até hoje e vai durar por muito tempo, ir pra onde ? Com que direitos? Nenhuma resposta, não existe resposta, a escravidão nos desmonta, nos assola, nos assombra, sim, eles fizeram “escola”, o racismo é hereditário, estrutural e sem fim.
A “sociedade” finge demência, às escolas se calam, não ensinam as novas gerações sobre a importância de estudarem sobre o tema.
As igrejas “se envolta” em temas diversos e nos seus púlpitos são pregadas o cristianismo natural, carnal, sobre prosperidade, sobre milagres terrenos feitos por homens, mas, nenhuma palavra sobre racismo, sobre escravidão, sobre holocausto, sobre apartheid.
Quantos sermões sobre o período de escravidão do povo hebreu, por que não retratar o tema mostrando que ainda vivemos esse cerceamento, e assim acabar um dia por vez com essas formas de opressão.
Triste, muito triste, ainda vivemos nesse tempo, mas, nada se comparado ao que eles passaram.
Vamos continuar lutando, uma “falsa lei” não nos define, não nos cala, 14 de maio de 2023, remonta mais de 300 anos de escravidão, de sofrimento, de angústia, quantas vidas foram ceifadas por somente “a cor da pele”.
Essa é daquelas histórias que dificilmente terá um final feliz, não é vitimismo, não é pessimismo, é a vida como ela é. Não adianta uns poucos negros se “empoderarem”, não adianta uns caminharem e outros milhares não.
Enquanto houver um negro passando pelas mazelas desse racismo “encrustado” na sociedade, haverá dor conjunta, haverá dor em nós.
Eu atravesso os meus invernos com coragem porque sei que é só um trecho mais difícil e a cada passo eu me aproximo mais da primavera.
Enquanto muitos dormem, meus pensamentos vagam por uma infinitude de vazios que buscam ser preenchidos sem saber exatamente do quê...
Ódio abafado, frio e pesado.
Eu sinto meus olhos pegarem fogo e lágrimas evaporarem, eu sinto uma mão negra sair da minha garganta, sinto meu corpo ficar envolto em escuridão líquida, eu posso ver meu rosto desfigurado pelo ódio sem fim que sinto, eu posso sentir a carne dos culpados despedaçando nas minhas mãos, e eu amo isso, eu amo fazer a justiça, eu amo matar todos aqueles que merecem morrer.
Escrevo meus lamentos no papel,
Finjo que é poesia,
Ou algo parecido.
Vou mastigando meus sentimentos a contragosto,
Reprimindo as dores que apertam o peito
Por amar e não ser amado.
Tá aí o motivo de eu não gostar de matemática:
A soma do amor,
Em certas ocasiões, é injusta
E nunca resulta no que desejamos.
-deixa eu te incomodar
por um momento
e desabar meus sentimentos
e emoção.
Sei que que vai me achar
uma maluca que esmurra
a mesma porta
sabendo que está trancada
e não vai conseguir entrar.
Deve me achar uma burra.
Por repetir a mesma cena
todos os dias,o coração
sem conseguir parar.
As vezes,tudo o que temos
são sonhos e uma pena.
Hoje ninguém vai me obrigar a nada.
Me deixa aqui, no meu canto, no doce balanço dos meus pensamentos.
Só quero um tempo para reler, relembrar e me reconectar com essa parte minha que às vezes vem em abundância e, em outras tantas, se esvai.
Versos singelos que se expressam tentando tirar da alma sua mais pura essência.
Músicas tocam, cheiros no ar, alguém dorme ao lado sem imaginar os versos bonitos que essa alma quer resgatar.
_KM_
11/10 — 23h54
Karina dos Santos Megiato
Eu, Karina, me conecto com os meus ancestrais, agradecida por cada pessoa que fez parte da minha concepção.
Agradeço, honro e respeito.
A partir de hoje, sigo as minhas próprias crenças, na confiança absoluta de que a força divina me inspira e me move, sabendo que tudo o que eu preciso saber vem a mim na ordem, no momento e na sequência certa.
O dia me pertence, e neste início de dia farei o melhor que eu puder.
Realizo tudo o que me proponho a fazer com a sabedoria do infinito, ouvindo os comandos do meu coração, entregando os resultados ao mistério e renunciando às expectativas sobre os desfechos das situações.
Me abro para o campo das potencialidades puras, para esse espaço onde tudo é possível.
Sinto que sou capaz de mover o mundo e uso a minha intenção consciente para manifestar os meus sonhos.
Eu tenho o poder de mudar a minha realidade.
Exercitar-me-ei na paciência, na bondade e na longanimidade.
Desfruto de verdadeira abundância em todos os pilares da minha vida.
Sou persistente e trago à realidade aquilo que desejo e faz meu coração vibrar.
Desperto todo o potencial adormecido que há em mim.
Eu quero, eu consigo, eu posso.
Eu sou uma mulher muito feliz, próspera, realizada e saudável.
Eu sou a minha melhor versão.
Peço aos meus pais, avós e antepassados — até a própria origem do clã — que tiveram dificuldades devido à falta de dinheiro, que me abençoem quando escolho viver de maneira diferente.
Peço que me guiem e me inspirem até as origens da família, que viviam em abundância e prosperidade.
Confio em mim mesma e na minha capacidade de mover qualquer obstáculo que cruzar o meu caminho rumo aos meus sonhos.
Gratidão pela vida e pelas descobertas.
Gratidão pelo despertar, pois, na infinidade da vida onde eu estou, tudo é perfeito, pleno e completo.
Tudo está bem no meu mundo.
23/06/2020 08:58
Karina Megiato
Sobre os meus olhos, os mistérios diferentes.
Observe, observe... sobre ti, sobre ti.
Eu, eu disse: pequena solidão, pequena,
e, no meu imenso, imenso e grande, imenso,
liberdade.
Karina Megiato
06/10/25 – 21h01
"Meus olhos de pedra sangram
Flanela mergulhada em fantasmas
Meu sossego inquieto, desatino
Mesmo que for bom, transformo em nada"
(estrofe do poema: Medusa)
Envelhecer é estranho. Por dentro, sigo sendo a mesma.. meus sonhos, meus risos e até minhas inquietações continuam com a mesma voz. Mas o corpo, esse mensageiro do tempo, insiste em contar uma história que eu não sinto ter vivido tão depressa.
As pessoas que não me veem há anos se espantam com minhas marcas novas, esquecendo-se das que o tempo também gravou nelas. Às vezes dói esse choque nos olhos alheios, como se só eu tivesse atravessado os anos.
Envelhecer, para mim, é aprender a acolher essas mudanças sem perder a essência. É reconhecer que há beleza nos traços do caminho, mesmo quando a saudade do rosto de antes aperta. É um exercício diário de amor-próprio: olhar no espelho e enxergar não apenas rugas, mas histórias, resistências e memórias.
Um dos meus maiores desafios é desacelerar minha rotina caótica, porque ser produtiva, trabalhar fora , cuidar do corpo e da mente requer tempo e é muito cansativo. Eu vivo um loopping infiniro entre dormir bem e não conseguir ir na academia, dormir pouco mas conseguir treinar, dormir bem e treinar e não conseguir me alimentar bem.
