Defendo meus Amigos
Teus cabelos ondulam nas noites de meus sonhos,
onde os Orixás sussurram que devo tomar cuidado
para não me perder em teus encantos de sereia.
Mas eu não dou ouvidos às advertências
e sigo enfeitiçado por teu olhar,
sedento por teus lábios,
desejando ardentemente
mergulhar nos prazeres do teu corpo.
És Filha de Iebá,
dona de mistério e magia
que fascina todos os homens,
e os atrai como imã
para que te sirvam
e façam tudo o que você quer.
Alguns terão a delícia dos teus beijos,
outros viverão apenas a suspirar por ti.
Mas eu confio nos desígnios de Iemanjá
que atou nossos destinos
para que esta sede que me toma
seja saciada entre tuas coxas
onde hei de me encontrar
para te proporcionar o mais intenso ardor
em marés infinitas de prazer.
Botei a cara e vou nesse mundão
Humildade e disciplina com meus pés no chão
Quem duvidava hoje come na palma da mão
Com o passar dos anos e com a chegada dos meus 37 anos, a maturidade trouxe consigo uma compreensão mais profunda sobre minhas próprias necessidades e limites. Passei a identificar, de forma cada vez mais clara, a importância de preservar minha paz espiritual e, por esse motivo, tenho me abstido de prazeres momentâneos e superficiais. Estou em busca de conexões verdadeiras e profundas, que contribuam para a minha evolução pessoal.
Diante disso, optei por permanecer solteira até encontrar alguém cuja visão de mundo se alinhe à minha e que ressoe com a perspectiva de vida que venho construindo. Não estou em busca ativa, pois alcancei a plenitude em estar só e em apreciar minha própria companhia. Tenho escolhido não me envolver carnalmente com outras pessoas, pois acredito fielmente em valores que considero cada vez mais raros, como fidelidade, reciprocidade e integridade.
Somente me permitirei envolver novamente com alguém que desperte meu interesse de forma genuína e que respeite integralmente minha maneira de ser, agir e pensar. Almejo uma relação com alguém disposto a assumir-me e a assumir, de maneira consciente, todas as responsabilidades afetivas que esse compromisso exige. Portanto, só me envolverei novamente com alguém que deseje, comigo, construir uma família.
“Falo do que não vivo”
✍️ Valter Martins / Santo da Favela, o Poeta da Rua
Em meus poemas,
falo de cigarros que nunca acendi,
mas sinto a fumaça deles
entrando na alma.
Falo de bebidas que não bebo,
mas conheço o gosto amargo
de quem tenta afogar o que sente
no fundo de um copo imaginário.
Falo de lágrimas que não caem,
porque já chorei demais por dentro —
lá onde ninguém enxerga,
mas tudo dói.
Falo de amor,
mesmo sem saber amar,
porque o amor é isso:
tentar entender o fogo
sem nunca ter tocado a chama.
Escrevo pra não morrer calado,
pra dar nome ao vazio,
pra fazer das palavras
o abrigo que o mundo me negou.
E talvez seja isso o que me salva —
mentir em versos
pra dizer a mais pura verdade.
Marcadores de sensação
Meus marcadores de sensação
não se prendem à imagem crua,
vão onde a vista não alcança,
onde a alma se insinua.
São pulsares no silêncio,
ecos de um sentir sem cor,
onde o olhar é só passagem
para o rastro do amor.
Eles vivem no arrepio,
no som que dança no ar,
no cheiro que conta histórias
que ninguém pode escutar.
Atravessam o olhar
como a luz atravessa o vidro:
sem pedir licença,
sem deixar o sentido perdido.
Meus marcadores são tempo,
memória viva a vibrar,
para além do que se enxerga,
onde só o sentir pode tocar.
Dizer eu "te amo" em palavras tão frias, é muito pouco para quem tomou meus pensamentos, sentimentos, meu corpo e já habita a minha alma!
Verinha Fagundes
Dos meus surtos, despertar pra ser feliz foi a que mais me alucinou, aliciou e inebriou. Pois, ser feliz é uma das melhores overdoses que se pode ter. Porque insanidade é não correr atrás e nem ao lado da felicidade. Insanidade é não ser feliz; é deixá-la pra trás!
Entre Cachos e Destinos
Entre os seus cachos soltos,
dançam meus sonhos proibidos.
Cada volta do seu cabelo
é um caminho onde me perco,
onde o mundo silencia
e só o seu nome faz sentido.
Nos olhos castanhos que carrega,
mora um pôr do sol que não me pertence.
Brilham tão perto…
mas o destino, ciumento,
me impede de tocá-los.
O amor que sinto por você
é daqueles que o tempo cala,
que o coração grita,
e que a alma eterniza.
Se o universo fosse gentil,
seríamos verso e rima,
seríamos encontro e abraço,
seríamos coragem e destino.
Mas sigo aqui — amando em silêncio —
porque há amores que não nascem,
apenas florescem no impossível.
E você…
é o impossível mais lindo
que meu coração já ousou amar.
Não quero nada além da paz, que nasce em meus dias, permanece adentro as minhas noites e lá fica. Não importa quão barulho o mundo produz. Cultivo a minha paz interior e lá sigo comigo, fazendo os meus silêncios, falando no calar de mim, numa voz que me ecoa vida.
Que em meus dias...
Não conto quantos anos se passaram, quantos 365 dias eu vivi. Porque, apesar de fazerem parte da minha vida e da minha história, eles se foram e nada posso mais fazer pra mudar ou para alterar o que aconteceu, nem o que não aconteceu. É tão natural dizermos: tudo passa. E isto é fato incontestável. Do bom ao ruim, do doce ao azedo, da alegria à tristeza, tudo passa. A relativização do que seja bom pra mim e do que seja ruim pra mim é equivalente: tudo passa na mesma proporção do passar, do ir embora, do se transformar num passado inalterável. A cada primeiro de janeiro, teremos mais um conjunto de 365 dias, novamente. Desses dias, tem-se o ano. O que você fez no ano que se foi, já foi. Mas, o que você irá fazer no ano que se inicia? Nunca se sabe! Planos, sonhos, desejos, todos nós temos. Realizações e fracassos, conquistas e frustrações todos nós iremos ter. Entretanto, está em nossas mãos o que fazer com tais resultados. Podemos escolher! Importante entender que tudo que nos acontece, tem o seu motivo, uma razão. É de extrema relevância sabermos separar o joio do trigo, como também compreendermos as entrelinhas de cada evento que ocorre. Assim, enquanto o sol chega pra clarear, as estrelas vêm pra brilhar. Enquanto a neve nos promove buscar dias aquecidos, o calor nos lança ao frescor das sombras. Enquanto o nascimento chega para nos fazer esquecer a morte, a morte nos faz lembrar que é preciso viver em vida. Enquanto a guerra vem pra separar, a paz vem pra juntar. Enquanto o amor é transformador, amar nos transforma no que melhor podemos ser. Portanto, que em meus dias e em todas as idas e vindas da vida, eu tenha levado amor e trazido amor comigo. Este é o único sentido de viver. Este é o meu sentido de ser feliz!
Se meus critérios para me relacionar cada vez mais mudam, como posso saber o que de fato ganhei e o que de fato perdi em cada relação?
Oração do dia: Que eu invista meus esforços naquilo que realmente importa. E entenda que algumas batalhas não merecem ser travadas. Dá-me Senhor o discernimento necessário!
