Dedicatórias para Presentes
Não se iluda com imagens, falas bonitas ou escritas inteligentes, nem com presentes e muitas gentilezas. Amor é sentir dentro de nós; não mora nos olhos nem nos ouvidos: mora no coração e fica, mesmo na ausência.
Amor, flores e perdão são presentes para se dar em vida.
Há sentimentos que precisam ser ditos, gestos que precisam ser feitos e abraços que não deveriam esperar pelo amanhã.
Talvez voce tenha visto presentes, passeios, e surpresas. Eu via outra coisa: Cada oportunidade de transformar meu amor em alguma coisa que voce pudesse sentir!
Todos estão iludidos pelo espaço, quando estão presentes num pequeno ponto, indo e voltando, sem sair do lugar.
Uma das graças da sabedoria é a etapa de construção dos momentos evolutivos presentes: Jesus nos ensina que pensar é a emanação do espírito.
O tempo passa e a vida vai recriando outros rumos para as pessoas que um dia já foram presentes em nossa convivência. Elas buscam novos horizontes e nessa trajetória, o passado fica apenas nas lembranças.
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância como em comum é dito mas esta situação pode avançar para a vida toda. A maior dificuldade, consiste em preparar o autista para viver na sociedade fora que tem códigos comportamentais bem diferentes. E longe do constante protecionismo daqueles que emocionalmente os cercam, por um determinado tempo, imprevisível. Acredito em pequenos núcleos de autistas, uma comunidade selecionada e interligada pela trajetória de cada um independente de seus níveis. Logico que com um tutor, porto seguro para administrar excessos e introspecções.
Quando a filosofia, psicologia e biologia não estão presentes, cada um pensa o que pode e parece que Deus se ausenta.
Quanto mais presentes somos na vida das nossas crianças, menos espaço damos para o mal.
Quando ocupamos o lugar dos nossos filhos, o inimigo perde terreno.
Fiz, em meu tempo, cartas de amor, declarações e presentes. Ofereci palavras, flores e pequenos gestos que, embora simples, carregavam consigo partes inteiras daquilo que eu era. Em contrapartida, pouco ou nada recebi de volta. Talvez pelas circunstâncias, talvez pelas limitações da vida, talvez até por questões financeiras. Ainda assim, confesso: o mais humilde dos presentes, o menor dos símbolos, teria sido suficiente para me encantar.
Não me arrependo do que fiz. Pelo contrário, há certo conforto em saber que o primeiro buquê de flores que alguém recebeu em sua vida foi entregue por minhas mãos. Algumas pessoas colecionam bens, outras colecionam lembranças; eu talvez tenha escolhido colecionar momentos que sobreviverão à própria memória.
Recordo-me da célebre frase que diz que todas as cartas de amor são ridículas. Talvez sejam. Mas arrisco uma pequena discordância literária: ridículas não são as cartas, nem as declarações. Ridículas são apenas as criaturas que amam profundamente e, ainda assim, jamais encontram coragem para transformar sentimento em palavra.
Porque amar em silêncio é humano; mas declarar o amor é um raro ato de bravura.
— Vitor Ferreira de Paula
Polímata e curioso diante do mundo, 2026.
... mais do que
lamentar nossos fracassos,
sejam os presentes ou pretéritos
na verdade, estamos adiando
melhores soluções as nossas
vidas!
Há pessoas que chegam à nossa vida como presentes do céu. Você é uma delas: uma amizade que acolhe, ilumina e deixa tudo mais bonito. Sou grata a Deus por ter cruzado nossos caminhos e por ter colocado em minha vida alguém tão especial. Obrigada por existir e por ser esse pedacinho de luz que torna meus dias mais felizes.
Escolha quem traz paz ao seu coração, porque presença que acalma é um dos mais raros presentes da vida.
As perguntas que me fiz há anos retornam como visitas. Algumas trazem presentes, outras, cobranças. Recebo-as com a mesa posta e um chá forte. Pergunto de volta, sem medo de parecer rude. Porque diálogo com o passado é a maneira honesta de crescer.
A ausência de si
Talvez exista uma forma de ausência que nunca percebemos.
Estamos presentes fisicamente, cumprimos compromissos, conversamos, trabalhamos, produzimos, conquistamos, respondemos mensagens e continuamos funcionando.
Mas funcionar não significa necessariamente estar presente.
Podemos comparecer a todos os lugares e ainda faltar dentro de nós mesmos.
Talvez essa seja a ausência de si.
Não é desaparecer do mundo.
É permanecer nele durante tanto tempo respondendo ao que esperam de nós que já não sabemos distinguir aquilo que fazemos por escolha daquilo que fazemos por repetição.
Existem pessoas extremamente ocupadas que talvez estejam, na verdade, ocupando-se para não se encontrarem.
Porque o silêncio produz perguntas que o barulho consegue adiar.
Quanto mais barulho fazemos do lado de fora, menos ouvimos aquilo que continua falando do lado de dentro.
Produzir pode ser realização.
Mas também pode ser fuga.
Trabalhar pode representar propósito.
Mas também pode evitar encontros internos.
Ajudar os outros pode ser generosidade.
Mas, algumas vezes, cuidar permanentemente de todos pode ser uma maneira sofisticada de nunca precisar olhar para quem cuida.
Por isso, nem toda produtividade significa evolução.
Há pessoas construindo grandes coisas enquanto silenciosamente deixam de construir a si mesmas.
Talvez tenhamos aprendido a medir demais aquilo que fazemos e muito pouco aquilo que estamos nos tornando enquanto fazemos.
Perguntamos:
Quanto produzi?
Quanto ganhei?
Quantas pessoas alcancei?
Quantas metas cumpri?
Mas raramente perguntamos:
Quem estou me tornando enquanto conquisto aquilo que desejo?
Essa talvez seja uma das perguntas mais importantes do desenvolvimento humano.
Porque nenhuma conquista chega sozinha.
Toda conquista também constrói o conquistador.
Cada caminho modifica aquele que caminha.
Cada escolha repetida transforma-se gradualmente em comportamento.
Cada comportamento repetido participa da construção de uma identidade.
Por isso, talvez exista algo anterior ao sucesso.
Não basta perguntar se estamos chegando. Precisamos perguntar quem está chegando conosco.
Podemos alcançar o destino e perder partes fundamentais de nós durante o percurso.
E existe uma ironia nisso:
passamos anos tentando construir uma vida melhor para nós mesmos e podemos acabar construindo uma vida na qual já não existe espaço para nós.
Uma agenda cheia também pode esconder uma existência vazia de presença.
Talvez o contrário de vazio não seja preenchimento.
Talvez seja presença.
Porque preencher todos os espaços não significa habitar nenhum deles.
Podemos preencher a agenda, a casa, a conta bancária, o currículo, as redes sociais e até os relacionamentos e, ainda assim, permanecer ausentes da própria experiência.
Por isso proponho outra ideia:
Presença não é estar onde o corpo está. É conseguir existir conscientemente onde a vida está acontecendo.
E a vida sempre acontece agora.
Não ontem.
Não depois da próxima conquista.
Não quando tudo estiver resolvido.
Agora.
Talvez tenhamos desenvolvido uma extraordinária capacidade de registrar momentos que já não sabemos experimentar.
Fotografamos antes de observar.
Publicamos antes de sentir.
Compartilhamos antes de compreender.
Transformamos experiências em conteúdo e, algumas vezes, deixamos de transformar experiências em consciência.
Nunca registramos tanto a vida e talvez nunca tenhamos precisado tanto aprender a vivê-la sem registro.
Não se trata de rejeitar tecnologia, trabalho, ambição ou progresso.
Trata-se de impedir que os instrumentos criados para ampliar nossa existência acabem ocupando o lugar dela.
Porque existe uma diferença entre possuir ferramentas e ser conduzido por elas.
Entre utilizar o tempo e ser utilizado pelas urgências.
Entre construir reconhecimento e depender dele para reconhecer a própria existência.
Talvez liberdade não seja fazer tudo aquilo que desejamos.
Talvez exista uma liberdade ainda mais rara:
não precisar demonstrar permanentemente que estamos vivendo para conseguir sentir que nossa vida possui valor.
Quando a existência depende excessivamente do olhar externo, podemos começar a viver como espectadores de nós mesmos.
Perguntamos como parecerá antes de perguntar como será vivido.
Escolhemos aquilo que poderá ser mostrado.
Construímos uma versão publicável de nós.
E, gradativamente, podemos começar a confundir visibilidade com existência.
Mas ser visto não significa ser conhecido.
Ser conhecido não significa ser compreendido.
Ser admirado não significa estar realizado.
E ser seguido por milhares não impede alguém de ter perdido o caminho para dentro de si.
Visibilidade é quando muitos conseguem nos encontrar. Presença é quando ainda conseguimos encontrar a nós mesmos.
Talvez essa distinção se torne cada vez mais necessária.
Porque o mundo continuará disputando nossa atenção.
Empresas querem nossa atenção.
Redes querem nossa atenção.
Pessoas querem nossa atenção.
Problemas querem nossa atenção.
Objetivos querem nossa atenção.
Mas existe uma pergunta anterior:
quanto da nossa própria atenção ainda permanece disponível para nós?
Aquilo para o qual entregamos repetidamente nossa atenção participa silenciosamente da construção da nossa consciência.
Talvez, portanto, atenção seja muito mais do que concentração.
A atenção é uma forma silenciosa de autoria: aquilo que escolhemos observar começa, pouco a pouco, a participar daquilo que nos tornamos.
Se entregarmos nossa atenção apenas ao barulho, o barulho passará a habitar nosso interior.
Se entregarmos nossa existência apenas às urgências, poderemos passar uma vida inteira resolvendo aquilo que precisava ser feito sem descobrir aquilo que precisava ser vivido.
Talvez o verdadeiro desenvolvimento não consista somente em acrescentar competências.
Talvez também exija recuperar presença.
Voltar a habitar as próprias escolhas.
Voltar a escutar as próprias perguntas.
Voltar a perceber aquilo que sentimos antes de explicar aquilo que sentimos.
Voltar a existir antes de representar que existimos.
Chamo isso de presença consciente:
a capacidade de participar da própria existência enquanto ela acontece.
Porque talvez exista uma tragédia maior do que perder alguma coisa durante a vida.
É chegar ao final e perceber que estivemos presentes em quase todos os acontecimentos, mas ausentes de nós mesmos enquanto eles aconteciam.
Não permita que sua existência se transforme apenas em evidência de que você existiu.
Esteja nela.
Porque uma vida pode ser longa em anos, enorme em realizações e repleta de acontecimentos…
e ainda assim ter sido pouco habitada.
A maior distância que alguém pode percorrer talvez seja aquela que, sem sair do lugar, o afasta de si mesmo.
E talvez uma das maiores conquistas humanas seja exatamente o caminho contrário:
voltar a estar presente na própria existência.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
Tanto os pensamentos positivos quanto os negativos estão presentes em minha mente, é claro. Mas o importante é saber discernir essas duas interpretações e transformá-las de acordo com o que me convém.
Por exemplo, se eu percebo uma situação de forma negativa, eu tenho o poder de mudar essa percepção, transformando algo negativo em algo positivo através da minha mente. Sim, eu posso fazer isso.
Se, por acaso, sinto angústia sem uma razão clara, eu posso, naquele momento, usar o poder da minha mente para mudar essa interpretação inconsciente de angústia para algo novo e positivo. Eu posso aprender com esse sentimento, transformando-o em uma oportunidade de crescimento, e assim, reverter a sensação negativa em algo que contribua para o meu bem-estar.
"Já compraram meus presentes de Natal? Não? Meu Deus, como vocês desejam Mundo melhor, mais justo, mais humano se o primeiro passo vocês ainda não deram? Hein?"
0742 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
" 'Mãe a gente só tem uma' . Ainda bem! Já pensou ter que dar presentes e levar para almoçar 4, 5, 6 Mães? Poizé!"
Texto Meu 0870, Criado em 2017
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
