Dedicatorias para Fitas final de Curso Namorado
MENTIRAS TÊM PERNAS CURTAS
Por Nemilson Vieira (*)
Final de semana chegado Antônio (o chamarei assim) saiu com os amigos para curtirem uma balada…
Conheceu uma linda garota e logo diz-lhe ser CONTADOR. — Passava a ideia de ser graduado em Ciências Contábeis.
Cheio de planos encheu a moça de promessas; firmaram um namoro sério…
A felicidade dos dois nos encontros festivos que se seguiram impressionava, dava inveja aos solteiros e os casados mal resolvidos. — Imagino.
O relacionamento ia bem demais da conta para ser verdade, até a casa desabar…
Indo ao centro de Belo Horizonte, a sua namorada resolveu passar na Padaria Diplomata e deu de frente com Antônio, de guarda-pó branco, com um balaio cheio de pães a carregar um veículo estacionado à porta do estabelecimento comercial. Estática não estava a entender o que via! Sem nada perguntar ao namorado soltou logo os cachorros no pobre: — Você não precisava enganar-me dessa maneira! Falasse-me à verdade e eu iria gostar de você do mesmo jeito…
Antônio calado estava e ficou. Saiu rápido da sua presença, de cabeça baixa com o enorme balaio já vazio na cabeça, para mais transportes dos produtos da panificação. Já quase a desaparecer do seu campo de visão ouve da namorada — transtornada com a situação:
— CONTADOR NÃO É?
Antônio morria de vergonha; ainda assim a olhou pela última vez por cima do ombro e respondeu:
— Sim! CONTADOR de PÃO.
* Nemilson Vieira
Acadêmico Literário
(19:03:20)
Fli e Lang
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nunca desista. A morte não põe um ponto final, é apenas um capítulo neste caminho contínuo. A nossa batalha persiste enquanto estivermos vivos, sempre avançando em busca do progresso.
Ao final da Guerra Fria, potências globais concordaram que o mundo ficaria melhor com poucas armas nucleares. Essa era chegou ao fim.
E no balanço final do meu abandono, ela havia me deixado um velho forno, um pouco de trigo, sal, ervas...
Bati a poeira e vi que eu só precisava mesmo de uma boa companhia para sovar a massa, tomar café e partir o pâo.
Mais alguma coisa? Não, obrigado.
E no final, não é sobre o que você tem, no final é sobre aonde você quer ir e os caminhos que te ajudam a chegar lá, eu espero que você ache isso justo, porque você só tem uma vida para viver, então, não tome por certo essas pequenas coisas, essas pequenas coisas que são tudo que temos.
Pra que lutar? se no final quem perde sofre e quem ganha morre!
E por que não lutar se somente é digno de viver aquele que por alguma coisa ou causa luta.
A estrada é um livro aberto de terra,
onde a alma escreve passos,
sem título, sem ponto final,
só versos
entre curvas e silêncios.
Hoje foi o dia do meu teste final.
Temeroso entreguei a minha prova.
O professor, em seu olhar severo, me perguntou:
"Que nota devo te dar?"
Fiquei em silêncio,
E o silêncio foi o meu exame de consciência.
Revivi, no lento caminhar do tempo, o ano todo,
E percebi que faltei não apenas nas aulas,
Mas em tudo:
No estudo, no esforço, nas promessas feitas
A mim mesmo e ao que eu deveria ser.
Fui ausente, incapaz,
E, na prova, a resposta foi o reflexo de meu descaso.
Penso então:
Seria justo me dar um 10?
Seria justo, depois de minha negligência,
Receber o mesmo que aquele que se entregou,
Que se dedicou, que foi à luta?
E, se fosse assim, qual seria a verdade?
Minha vida tem sido uma série de ausências.
Faltei à Bíblia, ao rezo, à missa;
Faltei ao que é essencial, como quem falta a si mesmo.
E, diante de Deus, como posso justificar minha farsa,
Meu descaso?
Só me resta uma única resposta:
"De-me um zero, e lance-me ao inferno,
Se assim for a justiça do mundo e do homem."
Que há de mais justo em minha condenação?
E o que há em minha aprovação que não seja uma mentira?
Fui um péssimo aluno, Senhor,
E Tu foste o Mestre perfeito,
Com tua sabedoria infinita, com teu amor sem limites.
Como posso eu, um pecador,
Que falhei em tudo,
Olhar nos teus olhos e me considerar digno
De uma nota que só existe na ilusão dos que estão enganados?
Como?
No final, apenas lembranças e sinais da vivência.
Podemos ter variedades de frutas e legumes em nossa geladeira ou em nossa mesa.
Prontos para comer.
Mas se deixarmos lá, vão apodrecer, feder e, teremos que jogar fora, pois não suportaremos nem o cheiro.
Aquilo que era bom, maravilhoso, estragou, porque preferimos guardar para o amanhã ou para um suposto momento certo e, o tempo de validade passou.
Assim é a vida.
Para tudo há um momento de desfrutar, é o agora.
Seja a conquista de um sonho ou um simples sorriso da alma, pois no final, restará apenas lembranças e sinais da vivência.
A Vida diz: "você pode ter tudo que quiser, isso não importa, porque no final será apenas empréstimo".
Anjos existem?
Uma alma em aflição outras no silêncio eterno esperando julgamento final, a batida do meu coração entra em sincronia com meus pensamentos mais tenebrosos, ouço passos próximo da porta um vulto invade meu quarto para minha surpresa recebo convite de um espírito para explorar os mistérios da vida noturna, noite adentro em um ritual de teletransporte vejo almas em sofrimento corpos e pessoas que clamam pela vida vejo a maldade dominando mente e corações das pessoas grande parte da humanidade estão crise de existência dominados pelo mal diante desse dilema complexo sou forçado a fazer uma reflexão estamos sendo guiado por anjos ou demônios? Na minha lucidez conheci e vejo que anjos bons existem conheci alguns de carne e osso, espíritos também 😉.
Gilson de faria
19/01/2021
Que a paz de Deus
esteja com todos
nós neste diatão abençoado!
Não desanime o Final de Semana promete… O amor está no ar.
Confie em Deus…
O amor de Deus é infinito.
Vós, que tendes a foice na mão, dai à Árvore da Superstição o golpe final. Não vos contenteis em podá-la: arrancai pelas raízes essa planta de tantos efeitos nocivos.
SOMBRAS TARDIAS
Após dias luminosos, é possível contemplar melhor as sombras do final da tarde.
Elas chegam se esgueirando pelos cantos das varandas, dos alpendres, dos terraços. Aproximam-se dos nossos pés, como se quisessem um impossível afago.
Vão se espreguiçando silenciosamente, até conformar a noite definitiva.
Retributivas, quando são miradas, entregam como recompensa as lembranças da vida.
Aos poucos, vão largando pelo chão as dores, os remorsos, as tristezas da gente. E fazem malabarismos com as recordações de emoções vividas, das fantasias esquecidas, dos beijos, dos abraços, das felicidades passadas.
As sombras, assim como as artes, expandem a vida para muito além de seus limites conhecidos.
Às vezes, em regiões ermas, trazem o urutau, cantando solenemente.
As crianças, ao ouvirem a ave estranha e rara, correm para os colos seguros de seus queridos mais velhos.
Alguém comenta: - Acho que ele está naquele mourão mais alto. E os pequenos olham de rabo de olho, com mais pavor ainda!
Uma visita indesejável diz uma inconveniência: - Ele está anunciando algum velório! E as crianças arregalam os olhos, como se não quisessem ver mais nada.
Em uma sala de estar tradicional, esses fantasmas inofensivos contornam quadros de molduras altas, com fotos antigas da família. É um sinal de respeito! Ou pavor de alertarem as pessoas para acender as luzes artificiais, que as escondem, torturam, mutilam, despedaçam.
Ainda no acinzentado, quando ficam meio invisíveis, produzem sons inaudíveis das cantigas românticas e significativas para cada um.
Vem também o gostinho dos jantares quentinhos e servidos em louças de ágata decoradas com motivos florais.
É possível sentir a roçadura do tecido suave do pijama ou o toque de braços envolvendo o corpo criança.
Com elas, vem o pedido velado e a oportunidade das orações de agradecimento, religiosas ou profanas.
As sombras tardias não assombram, pois trazem a luz em sua natureza.
E sempre se apresentam nuas como as verdades, vestindo apenas um manto diáfano de saudades.
Sérgio Antunes de Freitas
Maio de 2022
No final das contas vão dizer que você estava certo o tempo inteiro quando deixou alguns ambientes e algumas amizades, você não combina andando com corvos!
Você é um projeto que deu certo!
