Dedicatórias para finalistas pré-escola
"A terra é para todos, mas as sementes são para poucos, se você não aprender a dividir, muitos não poderão multiplicar."
“Depois que passei a vida inteira correndo atrás de asas, aprendi que não precisava delas para voar.”
“Uma consciência jovem não sabe discernir o que aprende, mas uma consciência adulta sabe o que ensina.”
“Se você quer trabalhar, acorde bem cedo, se quer ganhar dinheiro, aprenda a fazer investimentos, se quer ficar rico, multiplique seus investimentos, se quer ficar milionário ou bilionário, saiba que a ganância pode te levar à falência.”
“Você tem que aprender a proteger sua casa antes do ladrão entrar, depois que ele entrou, você tem que saber rezar.”
Dizer que aprendi a viver...
Eu não posso
Mas eu posso dizer
Que habituei-me à vida
Adaptei-me ao mundo
Percebi a existência do inverso
A força da leveza
Na ausência da vaidade há beleza
Escuridão na luz
Quando o mundo
Busca a luz na escuridão
O bem no mal
Qual se isso fosse igual
A alcançar sua velocidade
Abraçar a verdade do universo
Sem nenhum apego
Dizer que se sabe viver
Não cabe a ninguém
A vida não é uma luta
Muito menos um jogo
Aprendi somente a não tratá-la assim
Pois o vento traz canções
Mas a voz do silêncio é a que fala no fim
Feliz de todo aquele
Que se cala para ouvi-la
Porque tudo é um mero sonho
Pendurá-lo numa nuvem não basta
É preciso depois
Dela afastar-se
Simulando a cautela tranquila
No momento mais exato
Que pro jogo e pra luta
Enveredem
Eu jamais aprendi a viver
Sei somente
Quando não fazer igual
Porque sei
No final
Todos perdem.
Edson Ricardo Paiva.
Fale-me
Sobre alguma coisa que aprendeu
Me ensina a fazer as contas
Me diz o que devo dizer
Me diz alguma coisa sobre a vida
Esse barco que segue vazio
Prosseguindo sob o Sol ou vento frio
...e apenas vai
Me diz o que é que sente
A folha que cai, durante a queda
Por que foi que a gente quis ser gente
Em vez de ter sido uma pedra
Ou, quem sabe, um passarinho
Eu quero aprender sobre a dor que dói mais
da saudade, quando a dor se vai
da verdade, quando é dor que fica
Só não tente ensinar-me o amor
Quando a gente sabe muito pouco sobre a vida
Sabe
Que o amor, esse, quando é de verdade
Não se explica.
Edson Ricardo Paiva.
Fazer o melhor que podia
eu sempre ouvi dizer que era preciso
Assim aprendi
e a todos os lugares onde eu ia
eu fui até não poder mais
era assim que eu fazia
e desse modo eu percebi:
Não era aconselhável ir a todos os lugares
E pensei que era mais fácil assim viver
Mas a vida
Tem sempre outra verdade escondida
Em busca da verdade
Assim que eu vivia
E logo descobri
Que é preciso eternamente perseguir um novo modo
Há sempre um outro desafio
O preço disso é o recomeço
Por conta de desfiar, buscar a ponta do fio
Fazer o melhor que eu podia...ainda era possível
Por vezes sem conta eu o fazia
O difícil era saber o que fazer
Depois que tudo estava feito
Na hora em que chega o dia:
Um dia essa hora chega
Mas ninguém nunca me avisou que isso doía
O que nos rói é o não fazer...é desistir
é querer chorar e rir...é rir sem rir
Olhar e ver
O desfeito se desfazendo
Depois, olhar o que não fez
Compreender que, por ora
era o melhor a se fazer
descobrir que não sabia é descobrir
Que nada se pode fazer
E quando nada fizer....se alguém disser
Ouvir que ficou perfeito
Fazer o melhor que podia era a parte fácil
Difícil é não fazer nada...e a isso fazer bem feito..
Edson Ricardo Paiva.
Nunca se prenda a nada
Nem prenda nada a você
Aprenda que o certo é deixar partir
Que teu coração seja deserto
E que tenha saída
Mantenha sempre aberta
Uma porta de entrada
Mas, lembre-se
Que pra tudo existe sempre
Um outro ponto
Este, o de partida
Assim como toda criança
Que se despede pra brincar na rua
E que nem sempre te escuta
Até que um dia, ela nem te ouve mais
E dessa vez ela parte, mas pra vida adulta
Aquela que você foi um dia
Nem essa jamais foi sua
Mas há de sempre regressar
Por aquela porta aberta que você deixou
Deixe-a
Deixe que ela venha pelo menos de manhã
Mesmo que ela venha cada vez menos
Assim como há pureza
No café que sempre fica
No fundo de uma xícara que você põe
Debaixo da torneira que goteja
E que vai perdendo a pureza
A cada vez que uma gota cai
Que teu coração seja assim
Porque no fim, tudo muda
O ponteiro, a goteira, o movimento de rotação
Algo sempre oferece ajuda
A planta cresce, a folha cai...tudo se vai
Exceto a sua essência, a parte mais bela da vida
Permita que ela sempre volte pra te falar das coisas
Se ela ainda é ou se não é mais aquela
Que teu compromisso seja sempre em deixar partir
Assim é a vida, no fim a gente compreende
Que isso não chega a ser tão triste
E que não existe outra opção
Mas deixe uma porta aberta pra ela
Pra que assim as coisas venham
Sejam belas
e depois se vão.
Edson Ricardo Paiva.
Uma tarde de fevereiro.
Agora, é como se eu sentisse
Que agora sei de tudo
e que aprendi
Como se fosse
De novo os doces velhos tempos
Que olhava em volta e me iludia
Alegria de infância
Ver a lua atrás das nuvens
Quando a luz do dia não permite ela brilhar
E era como alguém comum
A andar na rua
E que nunca lutou numa guerra
Mas que sempre se molhou na tempestade
E tinha a chave que abria a porta
Ela não abria
Andou descalça em algum momento
E que valsou sozinha, diante do espelho da vida
E que ficou vermelha, por vergonha de si mesma
Que era por ninguém saber
O tanto que ela sabia
E sabia consertar a cerca
E sabia misturar e misturava as cores
Que, em resumo, era esconder a dor
De andar sem rumo e sozinha
Numa estranha e triste solidão
Que, quem sente, sabe que ela existe
Repleta do saber
Que vem depois de tanto a dia amanhecer
Da lição não aprendida
Quando encontra uma pena de anjo
Depois de tanto ir lá
Sem rumo e em vão
E descobrir
Que lá não tinha nada
E que todas as flores secam
Mas nem sempre o espinho precisa ferir
Houvesse alguém pra te dizer
Se eu puder ajudar, me avisa
E te acompanhasse, sob o mesmo guarda-chuva
Regar junto pela vida afora, as mesmas flores
Cultivá-las é como à lição
De misturar a cor da lua à luz do dia
E ver dissipar-se o vapor que colore
O ar da cidade após a tempestade
Olhar o mundo da altura da lua
Só que, dessa vez
Enxergar a verdade
Sem precisar
Esconder-se... atrás da doce loucura
De dizer que o Sol foi lá no fim do dia.
Edson Ricardo Paiva.
Pensa
e espera
Pensa
e aprende
Observa
Que este Mundo
Na qualidade de esfera
Gira
E girando surpreende
Tanto a gente
Às vezes
Nos alcança
Manso como um sonho
Encontre o ponto de equilíbrio
e duvide da conclusão
Que a tua dúbia interpretação
Inquestionavelmente aceita
Como se ele fosse
Tão branco quanto os lençóis
da cama
Sobre a qual se deita
Sem sono
e quando menos pensa
Aquela densa atmosfera te envolve
e devolve pensamentos
Nos quais há muito nem lembrava
de havê-los um dia pensado
Os pensamentos
Tem todo o tempo
deste
E de tantos outros mundos
Eles te espreitam
e te esperam
Quando voltam
No teu sono profundo
Parece
Que não passou-se
Sequer um segundo.
Edson Ricardo Paiva
Foi amando que aprendi
Que a vida me deixou aqui
Pra que eu pudesse
aprender a amar
e vivendo descobri
Que tem coisas
Que para aprender, demora
No percurso
A gente ri e a gente chora
Buscando motivos pra vida
E a existência das estrelas
Rebuscando, em momentos de dor
A causa que me fazia
Vê-las tão distantes
E não ver o amor
Que a vida toda esteve perto
Vida, viagem longa e passageira
varia, dia a dia
Pois
Enquanto o tempo vaga
Sem pressa
Fazendo-me perder-lhe a conta
há nele sempre
duas pontas e a gente o remonta
Mas não existe amor que se meça
Existem sim
Amores que o tempo dilui
e de volta ao infinito, flui
Voltando ser parte integrante
da verdade que não vimos
Mesmo existindo
por toda uma eternidade, pois
O amor é a verdade sem pressa
e que sempre
há de voltar depois.
Sonhar
Sempre sonhar
Sonhar mais
Sonhar demais
Sonhar sempre demais
Aprender sempre mais
e querer
Querer sempre o melhor
e fazer
Fazer o melhor que puder
e dividir
Com que chegar e estiver
e ficar
Ficar somente
Com o que precisar
e jamais precisar
odiar ou mentir
repartir
Tudo aquilo que sonhar
e sonhar e querer e fazer
e um dia partir
e deixar por aqui
O que de melhor puder
e saber
saber de uma forma
Consciente e serena
Que a vida valeu à pena.
Edson Ricardo Paiva
Enquanto o tempo passava
E enquanto eu aprendia
Ria da cara da sorte
Não sentia medo
Nem mesmo da morte
Um dia, então, me enganei
Abandonando aquele escudo
Por pensar que sabia de tudo
Saindo ao mundo
Sem nem mesmo um guarda-chuva
Cara fechada, coração vazio
Sem medo de perder
Por sentir, que tudo já estava perdido
Ontem, eu acordei com medo
e eu o sinto, ainda hoje:
Medo de quebrar cristal,
Medo de perder o que não tenho,
Medo de perder de novo
Tudo que estava perdido
Um novo medo a cada passo
Medo de escrever coisa boba
Medo de morrer num sonho
E não voltar nunca mais
Medo de perder sorrindo
Como naqueles jogos de gincana
A toalha de linho,
A luz na janela,
As xícaras de porcelana
E aquela esperança que eu tinha
Um medo que eu pensei
Que não ia sentir nunca mais
Medo da despedida
Onde a última alegria desta vida
Se vá
Sem nem mesmo olhar pra trás
Edson Ricardo Paiva
Eu sou alguém
Que não duvida de nada
Porém,
ao longo desta longa Estrada
Aprendi
Que não existem certezas
Nem Neste e nem Noutro Universo
Pois mesmo este Imenso Infinito
Pode nem ter sido escrito ainda
De Sorte
Que eu não duvido da morte
Mas creio somente em vida
E duvido
de todo mundo que diz
Que duvida
Portanto
Minha dúvida mais acertada
Por enquanto
É aquela que diz
Que Neste Universo
Antes que haja certeza
da existência
desta vida
Não há que se duvidar
de nada
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