Dedicatórias de avós para finalistas
Em tudo dai graças, em tudo creia e coloque fé. Tudo acontece na hora certa, tudo é da forma que Deus quer. Espere nas providências divinas. Os livramentos necessários para a felicidade de cada dia. Confie, espere e, com o coração leve, tenha gratidão por tudo de bom que vier.
Meu pai nasceu nessa casinha da pintura. Ela era exatamente igual esta retratada aí. Esse quadro foi pintado antes da casa virar ruínas e sempre que o olho, navego a um passado que me trás recordações quase vivas em minhas memórias.
Casa de tijolos de barro, piso de terra batida quase cinza, janelas e portas de madeira rústica entalhadas pelo formão e pelo machado, tranquilamente trancadas por tramelas. As madeiras do telhado eram feitas artesanalmente de majestosos troncos de árvores nativas da região e nas suas telhas de barro ainda podia se ver os rastros das mãos habilidosas de quem às fez.
Era linda. Arrumadinha. Fresquinha e cheirosa. Cheirava a rosas durante o dia e o perfume de jasmim invadia os cômodos à noite, com a sutileza que beirava a perfeição. Escondidos sobre a beleza da simplicidade os móveis pesados e robustos, arranjados com matéria prima que trazia mais vida ao lugar. As camas bem simples forradas com esteiras de talinhos dourados e pesados colchões de algodão cru, recheados ricamente com capim seco. Jarrinhos de flores, o pote, a moringa com água, o candeeiro com sua mancha de fumaça preta na parede e as imagens de Santos e Santas, faziam a decoração típica do interior da Bahia.
Nas recordações que meus sentidos me trazem, consigo sentir o cheirinho de café moendo, da panela de ferro cozinhando feijão catador, da lenha do fogão a lenha queimando, até o estalinhos eu consigo escutar. Ficava ali encostadinho observando aquelas cores vivas que o fogo improvisava, a dança louca das labaredas e imaginando que a fumaça que saia bailava ao comando de minhas pequenas mãos.
A visão pelas janelas me parecia quadros. As plantas, as árvores maiores, a vegetação nativa, tudo era encantador. O abacateiro grande e frondoso na lateral fazia sombra para o engenho de cana e o forno de farinha. Abacate, rapadura e farinha é a combinação perfeita. O pé de cereja com suas texturas, cheiros e cores era algo que se sobressaia no quintal, perto do rego de água, fazia sombra para as galinhas e aninhava passarinhos de todas as espécies que procuravam por seus deliciosos frutos. Eu era um desses passarinhos, com a habilidade de criança magricela escalava o mais alto que podia e ficava ali, vendo o tempo passar e comendo cerejas. A cerca que rodeava a casa era também por onde passavam várias pessoas a caminho de outros lugares e um cumprimento alegre era praxe. Toda criança que passava gritava um “Bença!” e ganhava um “Deus te abençoe” de cortesia e de coração.
Os sons ao redor da casa compuseram as melodias mais harmoniosas que já escutei. O radinho de pilha ligado em alguma estação, os pássaros livres e cantadores, as aves no quintal piando descompassadamente pra lá e pra cá, o barulhinho bom do rego de água que cortava fora a fora a linha do quintal, os berros do gado e dos bezerros, o relinchar dos cavalos acordando, os latidos dos cachorros mateiros, faziam daquilo tudo uma composição ímpar, transformavam a algazarra matinal em música pra mim.
Mas havia ainda o maestro. Calmo, porém opulente. Forte, todavia tranquilo. Imortal. O Arrojado! Aquele rio de águas doces, límpidas e frescas, era o que permitia se viver ali e o seu ronco, meio canto, meio barulho era ouvido de longe, de qualquer lugar. O arrojado como o próprio nome diz era destemido, cortava as terras desde o Gerais e levava vida a tudo e a todos. Era ele quem mandava.
Banhar nas águas daquele rio era um capítulo a parte, era a aventura maior de todas e ir além de onde se conseguia colocar o pé no chão, me exigia uma coragem sem tamanho. Com os pés flutuando meu coração ia à boca, de medo e de respeito pelo rio. “Rio não tem cabelo menino”, eu escutava dos mais velhos a advertência e assim procurava sempre respeitá-lo como se respeita um Mestre.
Várias lendas e histórias eram contadas a respeito das águas do Arrojado. Algumas pra rir, outras pra meter medo. Quem nunca ouviu falar do Nêgo D’àgua? Aquela criatura imaginária, folclórica e bagunceira deixava minha imaginação fértil. Sempre fui doido para vê-lo, ainda não tive a sorte.
A noite, sentado nas cadeiras no quintal da casa, podíamos ver o maior espetáculo do mundo: O céu!!! Que lua imponente e gigante, dava pra ver a luta de São Jorge com o Dragão todas as noites. Quantas estrelas vinham exibir seu suntuoso brilho. O céu era magnífico e eu ficava por horas, paralisado, olhando pra cima, desenhando coisas, ligando pontos, viajando pelo espaço daquela imensidão de pontinhos de diamantes. Somente os vagalumes, aquelas estrelinhas que voam perto de nós, quebrava o hipnotismo. As candeias disputavam a atenção com sua pequena chama laranjada e seu cheiro gostoso de querosene queimando. A luz mesmo estava era dentro daquelas pessoas: Luz Divina, era a luz de Deus que nos protegia, iluminava e acalentava a noite de sono.
Naquela casinha onde meu pai nasceu, passei bons momentos de minha vida, talvez por conta da dureza da vida e do aprendizado recebido, forjei um pouco do meu caráter, aliás, forjamos, pois somos uma família unida e numerosa e todos que beberam da água do Arrojado se tornaram homens e mulheres virtuosos e agradecidos por ter naquelas casinhas simples da região, um berço de sabedoria, humildade, simplicidade e amor pela vida.
A memória dentro de nós é um tesouro que estará sempre conosco, não pode ser roubado, não deve ser vendido e jamais deve ser esquecido.
À casinha e tudo que ela representa, meu muito obrigado!
Aos bichos e a natureza que vi e me viram crescer, muito obrigado!
Ao Arrojado, meu rio, meu muito obrigado!
Aos meus avós, pais, tios, primos e irmãos, muito obrigado mesmo, família é tudo!
Obrigado Deus, serei eternamente agradecido por viver isso tudo!
Eu já estava com quase 3 meses quando me descobriram dentro da barriga da minha mamãe. Meu papai achando que eu era excesso de pão e minha mamãe pensava que eu fosse cuscuz demais. E eu lá, aguardando quietinha para fazer uma surpresa. Por um acaso do destino minha mamãe resolveu mudar aquela pilulazinha que me impedia de chegar, nunca dava certo, mas dessa vez por causa dessa troca, deu. Fiquei ali escondidinha só crescendo. Mamãe desconfiou que algo não estava certo. Fez xixi num palitinho e a resposta que viu ali a fez cair em prantos. Era eu! Nessa hora, dei um sorrisinho como se estivéssemos brincando de pique-esconde e eu tivesse sido descoberta. Acho que ela sentiu. Ela não acreditou no resultado e comprou um palitinho diferente, fez novamente o teste e chorou mais ainda. Era eu! Lá dentro da barriga dela, sem entender direito tudo isso, notei que ela estava com mil sentimentos aflorados naquela hora, era choro, surpresa, um misto de alegria-tristeza-dúvidas-incertezas, tudo isso a fazia tremer, suar, sentir frio e calor. Iria perder sua coleção de calças, sua barriga sequinha, iria passar por tudo de novo! Caiu na real...Não era cuscuz, não era pão. Era eu, a Rafaela. Era eu ali vivinha, saudável, e querendo nascer pra ver a cara desse povo. Meus pais já tinham decidido só pela Júlia, minha irmã mais velha, 13 anos (nesse mundo louco ela já tem idade pra ser minha mãe!). Era aquele dilema: Mais outro? Sim? Não? Talvez? E “se”? E “se” e nas tantas incertezas ficaram no “não” mesmo. Mas quem sabe de tudo é Deus, e em uma conversinha com Ele, arrumei um jeitinho de pegá-los de surpresa, meu plano deu certo e estou aqui contando esta historinha pra vocês. Eu sempre soube que pra DEUS nada é impossível. Muitos não têm essa sorte. No céu, muitos de nós ficamos por lá, esperando a hora certa pra vir, alguns vêm e ficam, outros vêm e voltam antes do tempo, por diversas razões, desculpas, justificativas, problemas, eles voltam para o fim da fila. Não culpo os pais deles, não culpo a religião dos pais deles, não posso culpar eles. Nós, anjinhos, não podemos e não sabemos nos defender, dependemos tão somente do amor de vocês. Mas que ninguém tenha o direito de julgar o outro, sem ser o outro, sem passar pelo que o outro passa, sem viver a vida do outro. Eu tive a sorte de estar cheia de saúde, mamãe também, papai e mamãe mesmo sem me esperar, me queriam e me amaram desde o primeiro instante. Foi meu destino. Graças a Deus, mesmo chegando de surpresa, sem aviso, sem bater na porta sequer, fui entrando, me acomodando, ficando por ali, fui descoberta, fui amada, desejada e esperada. Hoje com quase 3 meses que nasci, agradeço a papai e mamãe por terem, mesmo depois do susto, me amado desde aquele xixi no palitinho. É maravilhoso estar aqui, escutar a voz que meu papai faz pra falar comigo, tomar o leitinho gostoso da mamãe, deitar no colo da minha irmã, adoro ver a cara de todos brincando comigo. Olho nos olhos de todos e abro um sorriso enorme de felicidade. Deus foi bom comigo. Sou grata, eu tive direito a viver, eu tive a oportunidade de nascer, eu amo a vida!
"Jesus tinha menos de 3 meses na barriga de Maria quando sua presença fez João Batista estremecer e Isabel ficar cheia do Espírito Santo." (Lc 1.56)
Aproveite a noite com o que te faz bem. Esqueça os problemas do dia e nem se preocupe com os que talvez nunca aconteçam. Deixe a tranquilidade te invadir, se entregue nos braços dos bons sentimentos e perceba que ficar em paz é o que te faz feliz. Aproveite seu tempo, viva sua noite, ela te pertence, e o amanhã?Ah... o amanhã chega tão cedo e já está nas mãos de Deus!
Uma noite com Deus sempre será um noite abençoada. Uma noite com orações é uma noite protegida. Uma noite com fé é sinal de um amanhã vitorioso.
Coisa boa é saber que Deus cuida da gente. Coisa boa é deixar tudo em Suas mãos. Coisa boa é adormecer aquecido de amor e acordar transbordando de autoestima e confiança. Coisa boa é saber que o amanhã será mais um presente em nossas vidas. Coisa boa é sorrir sabendo que Deus nos ama!
Era uma noite como todas as outras, até que em seu coração, um desejo de falar com Deus o levou a orar, e em suas orações percebeu e sentiu a presença do Pai. E o que era um anoitecer qualquer, se tornou um momento de fé e paz, que abrandou seu coração das dores e ansiedades e o fez adormecer com a certeza de que o amanhã será abençoado e vitorioso. Deus te espera, faça de alguns minutos de sua noite o momento mais especial do dia: Converse com Deus, Ele quer te ouvir, Ele quer te ver, Ele quer te amar!
Deus sempre nos dá oportunidades onde podemos mudar decisões, opiniões e escolhas. Sempre surgem as ocasiões em que é possível modificar aquilo que nos deixa infelizes. Deus está em nossos corações, falando baixinho nos mostrando que é preciso ter forças para acreditar e reconhecer que os caminhos em que estamos, vão muito além daquilo que a gente pode ver e compreender. Muitas vezes são bons, algumas vezes são ruins, é preciso enxergar. Lembre-se: Nós e Deus, estamos completamente ligados, temos uma relação muito estreita. Seja lá do que nossas almas sejam feitas, a dEle e a nossa são iguais. Isso significa que você pode chamar, falar, ouvir, a qualquer hora, em qualquer lugar, quando desejar ou tiver necessidade de Seus direcionamentos divinos. É a partir dessa aproximação recíproca, que as coisas começam a dar certo, é a partir disso que os caminhos tornam-se iluminados, é a partir daí que os fardos ficam leves e começamos a entender como funciona a fé e a receber com toda gratidão o amor que vem de Deus. É só assim que a vida real começa a se tornar bem melhor que os sonhos.
Que nas necessidades do dia, Deus nos socorra. Que nas dúvidas da alma, Ele nos oriente. Que em todos os momentos, possamos sentir Sua presença ao nosso lado. É bom saber que somos seus filhos. É bom sentir-nos amados. Deus faça o nosso dia conforme Tua vontade, pois sabemos que o que queres pra gente é providência, é livramento, é graça, é amor, é felicidade!
O mundo anda tão barulhento, tão cheio de pressa, tão indiferente com tudo, tão sem cor, tão sem amor... E você? Também anda assim? Pare às vezes, cale os sons do mundo, escute somente o seu coração, diminua o passo, se preocupe com o outro, faça diferente. Em suas pausas, escute Deus, olhe as belezas à sua volta, nem tudo é da forma como você está acostumado, mas a gente só consegue sentir a diferença, quando aprende que a beleza está no coração de quem sente, está nos olhos de quem vê, está na alma de quem tem fé! A gente só consegue ver um mundo melhor, quando nosso olhar está voltado para a direção certa. Procure enxergar e sentir as coisas boas à sua volta e surpreenda-se!
Jesus me acalma, me abranda, refrigera minha alma e me coloca sempre de pé diante das dificuldades que enfrento. É o Senhor quem me dá a paz, é o Senhor o sinal da Cruz que faço em meu peito, a oração que faço em meu leito, é o Senhor a quem meus olhos procuram no céu.
É tão bom se sentir seguro, se sentir amado, sentir a presença de Deus ao nosso lado. É bom saber que tem uma luz que guia, que faz bem, boa energia, harmonia. Acreditar é o que possibilita o milagre, se crê de verdade vai acontecer. A fé é que faz realizar, pois pra acreditar, não é preciso ver. Tudo que desejas já é seu e há coisas muito melhores à espera de quem confia e espera em Deus.
Planos, expectativas, desejos.
Um sentimento admirável,
Um sentimento vulnerável.
Acordamos com planos de ter... de ver... de ser...
Mas o dia não quer nem saber.
Provações são inseridas,
Em meio a horas corridas.
Encontros são desfeitos,
Mas a verdade é:
Nunca foram feitos.
Oportunidades batem a porta.
Toc ...
toc ...
toc ...
Mas nem sempre abrimos,
Como medo de agirmos,
Ou então de desistirmos.
A vida segue,
O sentimento prossegue,
Pois mesmo que o dia não queira saber,
Aqui dentro do peito,
O sentimento ainda está a arder.
Sorriremos então,
pois o novo dia amanhece,
E bobo que somos,
Alimentamos os sonhos
E esperamos o som:
Toc ...
Toc ...
Toc ...
Para então abrirmos
Aquele grande sorriso.
Cair, levantar... Errar, acertar...
Desanimar e animar!
Quantas vezes necessitar
devemos Recomeçar!
Sonhar é preciso.
Renova as forças e somente sonhando
iremos em busca de nossos objetivos.
Tu és…
Tu estás…
Sinto e vivo a tua luta diária.
Recolho as tuas lágrimas. E absorvo aquelas que não choras.
Eu olho. E vejo. O teu semblante… endurecido.
Eu vejo. E olho. A tímida centelha… no teu olhar.
Não mates o teu sorriso.
Não amordaces a tua vontade.
Do teu peito ferido, como a flor que abre, é o amor que renasce.
Fica. Não partas.
Não partas de ti.
Não partas… tão perto de mim…
Corra desesperadamente em busca dos seus objetivos, porque o tempo passa muito depressa e o que devemos deixar é um bom legado.
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