Dedicatórias de avós para finalistas
Tem que lutar
Para conquistar
Os seus objetivos
Se recuperar dos prejuízos
É questão de tempo
Tudo tem o seu momento
Não desiste
Possibilidade existe
Mesmo tão longe
Com 1% de chance
Tenha 99 de fé
Seja o que quiser.
Tentar:
Primeiro ato profético
Da conquista,
Me liga,
Se liga,
Wait for me,
O meu querer
Engloba a ti,
Eu luto
Sem me abalar
Com o recalque
E por mais
Que eu consiga
Ser bom,
Sempre terá um
Com uma opinião contrária,
Mas pára
É sério
Não quero seguir
A direção oposta.
Boa Noite... Doces sonhos... A vida é feita de infinitas possibilidades... Porém mais vale escolher o caminho com sabedoria... Sem pressa degustando cada conquista afinal tudo que é mais difícil tem mais valor💕
Toda noite você aparece em meus sonhos e quando amanhece eu perco você... Senhor dos meus sonhos... Te amo e desejo demais❤💕💋
Sonhos
Castelos de areia
Faz ferver e congelar
Tudo isso
Que me vai na veia
Alegres sonhos tristonhos
dos quais me recordo
Quando acordo
E retorno
Da Constelação de Peixes
Bela e singela recordação
Que me vai no coraçâo
Até que eu novamente
Adormeça
Me esqueça
Por favor...
Não me deixes
Houve manhãs
em que acordei
E pensei
que após uma noite de sonhos
Eu havia retornado em outro corpo
Em outra vida
Outra parada
Parecia simplesmente
Que eu acordei na vida errada
Passava horas e horas
Sentindo que eu apenas
Alguém que era menos que nada
Noutras horas me sinto
Voando ao sabor do vento
Passageiro de uma nuvem
Simplesmente
Algo que evapora
Some
Vai embora
Não chove e nem morre
Há momentos
Em que a decisão de tudo isso
Pousa finalmente em minhas mãos
E posso pensar mais calmamente
E escolho sonhar
Que sou nuvem que chove
E quando acaba a tempestade
Percebo que floresci
Nos galhos de linda parreira
E que ainda existe escolha
Alguma coisa que não tive
Por toda uma vida
Após a chuva
e depois de tão longo caminho
Eu posso ser suco de uva
E me resta a opção de ser vinho
Trilhar em paz o restante da estrada
Onde nunca mais
Ninguém há de me olhar
E não ver nada.
Edson Ricardo Paiva.
Sonhos.
Tem gente que sonha
Tem sonhos que vem a nós
Todo mundo sonha, enfim
Nada que se sobreponha
Às estrelas, que nos encobrem as vidas
Estradas atrozes
Um pouco de poesia
Sobre umas coisas poucas
Uma leveza inexistente
Que se houvesse
De sonhos não carecia
Nem de espera
Um cuidado que parecia excessivo
E não era
Era a gente imaginando a vida
Pouco sabia além
A bem da verdade, nada sabia
Pra tudo mais
Um pouco de poesia
A torná-la mais leve
Nada que se sobreponha
Aos sonhos que não acontecem
Mas teremos pra sempre
A noite, estrelas, palavras que não foram ditas
Ou que talvez tinham sido
Não nas horas em que a gente
Tanto precisava ouvi-las
Um breve devaneio
O olhar desatento
Pensamento errado na hora certa
Todo mundo sonha, enfim
Assim como também desperta.
Edson Ricardo Paiva.
Sonhei que sonhava contigo
e em meu sonho eu vivia esse sonho
e eu ontem, acordei bem tristonho
sem saber onde punha
o peso da realidade
Construi meu castelo sobre as nuvens
e não percebi aquelas sombras
tão sombrias
ocultando-se nas sombras
que a nuvem projetava
enquanto eu sonhava
transferi meu castelo pra areia
insistente
não havia firmeza
e eu me iludia na certeza imaginária
admirando tua falsa e sombria
sincera verdade
que nāo existia
Mas um dia veio a Lua cheia
e a luz que a tudo permeia
clareia a penumbra
descortinando as plùmbeas sombras
E agora eu já não sonho mais
agora vou viver em paz
Não há mais lugar pra você
Este é teu poema
O poema da despedida
Você não há de adentrar nunca mais
Nos meus sonhos
Em meus poemas
Nos meus Castelos
Na minha vida.
Minha vida parecia um sonho
Que eu vivia acordado
Estava de acordo com tudo
Porque tudo parecia ser verdade
E agora, não sei onde eu ponho
Pois não tenho como carregar sozinho
O peso desta triste realidade
Passei minha existência
Somando e dividindo
E agora
Não quero aprender a conjugar
O verbo perder
No presente do indicativo
Pois "Não querer"
Sempre foi e continua sendo
Meu único princípio ativo
Minha história foi escrita
Conforme a luz das estrelas
chegava do Céu
Estava ficando bonita
Mas agora acabou
Elas continuam lá
Mas algo fez
Com que mesmo sem querer
Eu terminasse por perdê-las
Seus brilhos agora
Irradiam luzes de muitas pontas
E eu continuo aqui a olhá-las
Porém, minha vida se desmonta
Bem diante dos meus olhos
Que durante todo tempo
Permaneceram abertos
Pensando que estavam certos
Quando não estavam
E todas as imagens, mensagens
visões e conclusões
Não passaram de ilusões erradas
e apesar de pesada
A minha realidade
Não é nada.
Eu sonho um Mundo
Em que todos tenham direito
A rir e sorrir de qualquer jeito
Um Mundo que tenha um Deus
Mas não tenha nenhum Rei,
Senador e nem Prefeito
Resumindo: Um mundo perfeito
Onde chova suco de uva
Aos meus pés, espelhos d'agua
No peito, nenhuma mágoa
E eu possa caminhar
Entre as Florestas de Guarda-chuvas
Sem nunca espetar nenhum olho
Lá, as crianças terão piolho
Mas as mães não vão jamais
machucar as suas cabeças, ao tirá-los
Meus pés não terão mais calos
Mas eles existirão em minhas mãos
de tanto ajudar meus irmãos
a construírem as suas casas
nas quais trabalharemos
todos os domingos
E antes que eu me esqueça
Todos os dias serão domingo
e em todos os quintais
Haverá dois pés de manga
No centro da cidade
Uma Torre de Babel
Montada qual Torre Jenga
E tudo será brincadeira
E todos vão falar a mesma língua
idioma e dialeto
Ninguém vai viver à Mingua
E todos serão corretos
Todos os sonhos serão concretos
E tudo de ruim será abstraído
Todos os livros
Ali serão lidos
E todos os nossos problemas
Finalmente resolvidos.
Abrace antes o Mundo
E encare a vida face a face
Mergulhe fundo nos teus sonhos
Antes que os anjos se afastem
E o tempo leve seus melhores amigos
Não deixe que seus desejos
Se transformem em sonhos antigos
Sem que antes tenha tentado
Não existe nenhuma garantia
de que vão se realizar
Mesmo assim
Não permita que um dia
Você mesmo se cobre
Pelo arrependimento nada nobre
de ter visto a vida passando
e que você não disse
não fez, não foi e nem viveu
por medo
Não permita que enterrem
Junto a ti
Os teus segredos
Viva os teus sonhos
Grandes ou pequenos
E permita que eles permaneçam vivos
depois de você
Outro dia, em sonho, entrei na mata
E à beira de uma cascata eu vi sentado
Sem qualquer possibilidade de fuga
Não sei se era tartaruga
Não sei se era Jabuti
Não sei se era Cágado
A única certeza que eu tenho
É que foi numa tarde de sábado
Num galho pertinho dele
Me olhava manso, o Sabiá
Não me canso de lembrar
Que cansado que eu estava
Disse quase resfolegando
Fica tranqüilo meu amigo
Em minha presença não há perigo
Hoje ando quase tão lento
Quanto a Preguiça e quanto a ti
Minha passagem por aqui
é coisa que invento
Pra espantar a solidão
Nem trago no coração
A antiga maldade de outrora
E somente o que peço agora
É um pouco de companhia
E então o bicho respondeu
Pois eu há muito espero este dia
Pois já te vi correr como o vento
E percebi
quando começaste a ficar lento
No meu íntimo,
também conheço os teus intentos
Apesar da aparência de bicho
Sou alguém que há muito conhece
e nunca andei depressa
Apesar das tuas preces:
Meu nome é tempo
Aquele, que mesmo quando você me esquece
Te encontra nas ruas
e ainda te reconhece
Quando do tempo eu tentei fugir
O Pássaro encantado
Que até então, se encontrava calado
Olhou pra mim como que rí
e simplesmente falou:
Bem-te-ví
Quando eu era jovem
Prometi que um dia eu ia
Realizar um sonho que eu tinha
E buscar a Lua pra ela
A Lua seria dela
E ela seria minha
De mão dadas nós iríamos
caminhar até aquela linha
Onde o Sol encosta na Terra
Hoje
Eu olho pro Céu e não vejo mais
As mesmas coisas que eu via
Agora as nuvens são verticais
Os olhos dela também
Não exibem aquele brilho
Que pareciam dizer
"Se eu estiver com você
então, tá tudo bem, meu filho"
Olho pro espelho e percebo
Que não foram apenas o Céu
E o brilho nos olhos dela que mudaram
Meus traços também se alteraram
e muito
Porém aquele espaço
Que eu tenho no coração
pra guardar um amor
E a vontade de dar um abraço
toda vez que eu a vejo
São ainda muito grandes
E muito
Muda a maneira de vêr e olhar
Hoje
Até mesmo as ondas do Mar
Parecem quebrar diferente
Mas tem coisas
Que por mais que o tempo passe
Não passam
Portanto
Basta querer que eu te abrace
Que meus braços, felizes
te abraçam
Existe alguma coisa
da qual ninguém se recorda
É como um sonho
Que rapidamente se dissipa
Assim que a gente acorda
E isso permanece latente
Independente do que a gente viva
E enquanto a gente vai vivendo
Coloca tantos outros interesses
Acima daquilo que interessa realmente
Principalmente a pressa
Que não nos permite
Enxergar os raios coloridos
Que a Terra também emite
Todo dia, quando o Sol se põe
O quão bonito que é
Olhar os pássaros a se recolher
Eles pousam em algum lugar
Sempre em bando
E um deles fica distante
Piando de vez em quando
Procurando algum recalcitrante
Que ainda não veio
Eu gosto de olhar as folhas que caem
e a maneira que se comportam
Cumprindo a sua missão
encerrando seu ciclo, humildemente
às vezes, elas tem ao seu lado as pedras
E está tudo interligado
Intrinsecamente unido
de modo que a única coisa que falta
é aquilo que eu disse
que a gente não recorda
Se a gente descobrisse isso
Talvez a gente se integrasse a esse todo
E deixasse de ser somente
Um Ser à parte
Perdido e esquecido
Tenho a impressão de que somos
Em meio à criação
O pássaro que não veio
E tudo isso está esperando por nós
Pra não nos deixarem sós
Eu procuro sempre segurar os meus sonhos nas mãos, se as mãos estiverem ocupadas eu os ponho nos bolsos, quando tenho sono eu os guardo embaixo do travesseiro, quando eu acordo, eles fugiram. Talvez eu os tenha sonhado...
Abaixo do Sol
depois de outra noite
sem sonhos
Tanta gente acorda
E se propõe a sonhar
Portanto se lavantam
E se põe a correr devagar
Por uma estrada acidentada
Que a bem da verdade
Ninguém sabe onde ela conduz
Talvez não leve a nada
Inconscientemente acordados
Fazem um acordo consigo
Abaixo do Sol
Muitos sonhos amansam
Tristonhos
Se lançam à vida
Numa dúvida doída
A única certeza
é que as folhas caem
após o outono
Mas os sonhos não descansam
Talvez seja por isso
Que em certas noites
Eles não vem durante o sono.
Bailarina aparece-me em sonhos
flutuando me mostra sua dança
vem dançar cá, na palma da mão
eu não sei como e se cansa
de trazer-me esta curta alegria
vem fazer rir meus olhos tristonhos
anuncia a chegada do dia
mais um dia a viver de saudade
eu queria poder te dizer
é tão linda esta nossa amizade
alivia a pena de existir
bailarina, porque tens que ir?
eu te espero outro dia surgir
passa a vida, não passa tua idade
vem menina, vem me fazer rir
hei te te esperar na noite que anteceda
o dia da hora de partir
pra um lugar que não tenha mais nada
nada além de um sorriso de fada
Por mais que leves sonhos
um dia chumbem
diante de tantos olhos
que um dia os viram
flutuar livres no espaço
por mais que o coração
fique aos pedaços
por desconhecer qual a razão
que todo tempo tem
de num determinado ciclo
a triste obrigação
de romper laços
mesmo assim
você vai encontrar
vontades que jamais sucumbem
por mais que o tempo tente
insistente
duros qual diamantes
longe anos e oceanos
contrariando todos os planos
que por mais que tenham sido
apenas breves
e por mais que parecessem
serem leves
quando existe e prospera
aquilo que se chama amor
não pode haver quimera
a implantar o dissabor
neste momento impera a vontade
não havendo vento frio
a apagar a chama
daquele coração que arde
e o medo da distância
e de se ver distantes
vem galvanizar os laços
com o mesmo frescor
de anos antes.
Hoje eu acordei sem saber ao certo
Se eu pertenço mesmo a este mundo
Ou fazia parte de um sonho
do qual fugi, do qual eu desertei
Recordando a mim mesmo,
nos últimos anos
ficou ainda mais difícil saber
Se estava certo
se aquela sensação
era somente um triste engano
Abro a caixa do correio
Nenhuma mensagem
Saio à rua e me sinto
Como se eu fosse apenas
Um despercebido pedaço da paisagem
Em casa, há tempos sou um móvel
Um quadro na parede
Patética imagem imóvel
Minhas mensagens poéticas
Carecem de estética, de forma, justeza
Minha vida, há muito tempo
vou vivendo sem certeza
Mesmo os sonhos mais sem lógica
Como mágica me fazem sentir
Como se eu fizesse parte
daquele mundo distante aonde vou
sempre que a inconsciencia vem buscar
e parece me dizer
Não acorde, filho
fique aqui com a gente
pois aqui é teu lugar
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