Dedicatorias de Amor de Madrinha para Afilhada
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Nada há de mais belo e legítimo do que o homem fazer o bem e como deve ser, nem ciência tão difícil do que saber viver esta vida bem e naturalmente; e, de todas as nossas doenças, a mais terrível é desprezar o próprio ser.
Não há perda maior do que apartarmo-nos de Deus, nem maior ganho do que voltarmos para Ele.
Há apenas duas formas de subir na vida: pelo nosso engenho ou pela estupidez dos outros.
O arqueiro que ultrapassa o alvo falha tanto como aquele que não o alcança.
O Brasil não é um país sério.
A sensibilidade e a imaginação conservam a mocidade imortal da alma.
Aprendei que todo o adulador
Vive à custa de quem o escuta.
Os ritos são no tempo o mesmo que o domicílio é no espaço.
Quando a alma fala, já não fala nada.
Se não foste feliz quando jovem, certamente que tens agora tempo para o ser.
Para os cristãos, encontrar algo inacreditável é uma bela ocasião para acreditar.
Para manter uma lamparina acesa, precisamos continuar colocando óleo nela.
A mulher deve ser boa e, mais ainda, deve parecer boa.
Não há bom raciocínio que pareça tal quando é muito longo.
A sinceridade é muitas vezes louvada, mas nunca invejada.
Come pouco ao almoço e menos ainda ao jantar, que a saúde de todo o corpo constrói-se na oficina do estômago.
Os costumes são a hipocrisia de uma nação.
Uma das maiores subtilezas da arte militar é nunca levar o inimigo ao desespero.
A gentileza faz com que o homem pareça exteriormente, como deveria ser interiormente.
Relíquia íntima
Ilustríssimo, caro e velho amigo,
Saberás que, por um motivo urgente,
Na quinta-feira, nove do corrente,
Preciso muito de falar contigo.
E aproveitando o portador te digo,
Que nessa ocasião terás presente,
A esperada gravura de patente
Em que o Dante regressa do Inimigo.
Manda-me pois dizer pelo bombeiro
Se às três e meia te acharás postado
Junto à porta do Garnier livreiro:
Senão, escolhe outro lugar azado;
Mas dá logo a resposta ao mensageiro,
E continua a crer no teu Machado.
Machado de Assis
Obra Completa, vol. III. Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1994.
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