Dedicatória para uma Criança
O afeto e a atenção plena aos sentimentos devem fazer parte do universo de criação da criança. Infelizmente vivemos um tempo no qual tudo é muito rápido e superficial, pelo que a formação dos filhos tem sido muitas vezes defeituosa. Tudo isto acaba propiciando numa ansiedade, marcada pelo apego excessivo ou no distanciamento afetivo, afetando a intimidade já na fase adulta. Os sentimentos devem ser validados, permitindo o delineamento da formação da integralidade do sujeito. Este sujeito assim desenvolvido, poderá formar uma relação de interdependência, que seja saudável e em equilíbrio.
JOSÉ LUIZ DE SOUSA NETO - PSICANALISTA
TESTEMUNO VIVO👉🏻Van Escher
Sou um refúgio que virou gente.
Criança feliz que virou voz na comunicação desde os 11 anos de idade.
Mãe aos 18 que escolheu a vida quando me mandaram escolher a morte.
Mulher que aguentou 16 anos de tempestades e saiu só com a roupa do corpo, mas com as três filhas no colo.
Sobrevivente da COVID em 2019 quando tudo fechou.
Sou uma vencedora da depressão que veio depois com várias tentativas frustradas de se suicidar.
Motorista que pegou a direção da própria vida, mesmo depois de 5 acidentes tentando me parar.
Isso não é currículo.
É milagre em série.
Eu não desisti porque nasci para ser testemunha viva.
E a minha vida virou refúgio pra quem achou que eu não ia conseguir.
Pra você que tá no meio da tempestade: dá pra sair do outro lado sim tenha fé!
Deus não desiste da gente. 🙏🏻
Ass: Van Escher
*O PAPEL DE CADA UM*
Provérbios 22:6: "Ensina a criança no caminho em que deve andar..."
Ensina quem? Os pais.
Mas hoje o que eu vejo é pai terceirizando a criação.
Manda pra escola e fala "se vira".
Aí o filho chega sem limite, sem "bom dia", sem noção.
Dá trabalho, desrespeita, desafia.
E o professor que aguente.
Professor não é pai.
Não pariu, não criou.
Professor é mestre.
Tá ali pra repartir saber, não pra corrigir falta de base.
Se a criança não respeita os pais dentro de casa, não vai respeitar o professor na sala.
A conta é simples.
Cada um no seu quadrado: pai educa, escola ensina.
_Van Escher
Meu avô veio do céu
pra me lembrar:
"Eu já sabia quando você era criança,
loirinha do cabelinho cacheado,
que você era diferente."
Em meio a lágrimas,
em meio a risos,
o céu aplaudindo de pé.
Agora eu sei.
Eu gostei de ser quem sou.
Van Escher
O significado do Pré-escolar
O Pré é a ponte.
É onde a criança deixa de ser apenas pequena
e começa a se reconhecer como aluna, amiga e protagonista.
Se o Berçário é o acolhimento
e o Jardim é a descoberta,
o Pré é o despertar.
No Pré, a criança:
aprende a esperar a sua vez
entende regras com afeto
começa a expressar ideias e sentimentos 🗣️
desenvolve autonomia (“eu consigo!”)
se prepara emocionalmente para o Ensino Fundamental
Não é sobre saber ler ou escrever perfeitamente.
É sobre estar pronta por dentro.
"Projeto Gotinhas de Amor que Acolhem "
O aprendizado não é só da criança — é do adulto também, que aprende a persistir, perguntar e continuar mesmo quando o caminho parece difícil.
Entre marés e silêncios,
cada criança, cada jovem,
aprende a navegar.
E quando encontra acolhimento,
descobre que pode florescer
mesmo em meio ao mar.
“Nem toda criança consegue falar o que sente…
Mas toda criança mostra.
Eu transformei histórias reais em práticas pedagógicas para ajudar educadores a enxergar além do comportamento.
Esse é o projeto Gotinhas de Amor.”
Versinho da Autora
Cada criança é uma gotinha,
Brilhando em seu próprio mar.
Umas chegam como ondas fortes,
Outras aprendem devagar.
Há quem navegue em calmaria,
Há quem enfrente a imensidão.
Mas todas carregam consigo
Um tesouro no coração.
Se o amor for nossa bússola,
E o cuidado, nosso farol,
Toda infância encontrará caminhos
Para florescer sob o sol.
Com escuta, afeto e respeito,
Aprendemos a compreender:
Que a diversidade é a beleza
De cada criança ser quem é.
Rosana Figueira
Pedagoga, Escritora Infantil e Especialista em Estudo Infantil
O Espaço Lúdico a Diversidade
No espaço lúdico a alegria tem lugar,
Cada criança pode sonhar e brincar.
Não existe pressa, nem jeito igual de ser,
Cada um tem seu tempo para crescer.
Tempo de aprender, descobrir e criar,
Tempo de sorrir, imaginar e cantar.
Tempo de alimentar o corpo e o coração,
Cultivando afeto, amizade e união.
Entre cores, histórias e muita emoção,
A diversidade floresce em cada mão.
Pois quando o respeito caminha junto ao amor,
Todo espaço se transforma em jardim de valor.
🌻 No seu tempo, no meu tempo, no tempo de cada um,
Brincamos, aprendemos e fazemos do mundo um só jardim comum.
O coração da criança recebe e acolhe as diferenças com mais naturalidade, afinal desde pequeno percebe que na vida, ninguém é igual.
Sempre alerto para o perigo do diagnóstico precoce, de uma criança com um suposto transtorno do espectro autista TEA, para não se tornar uma "sentença" que apaga toda a subjetividade e por seguinte uma melhor comunicação e uma maior compreensão do comportamento inclusivo. O "isolamento" autista não deve ser visto necessariamente como um déficit social, mas como uma forma particular de gerenciar as fronteiras de suas emoções sensíveis na permissão, contato e retirada. O objetivo, não é forçar o contato do autista para com pessoas a seu meio, mas sim respeitar o ritmo individual de cada pessoa e ampliar cada vez mais as possibilidades de contato, quando cada qual, se sentir seguro.
A maternidade de uma criança com transtorno do espectro autista TEA, desde que se percebe, cria uma genuína e intrínseca cumplicidade divina, uma cumplicidade intra-uterina, de mãe e fruto de seu ventre, muito além da compreensão linear, que vai acompanhar a vida toda, mesmo que muitas vezes, a inicio, esteja despercebida ou inconsciente. Como eu já disse uma vez, e continuo dizendo, com a mesma opinião. " Não se busca outro igual para viver a cumplicidade, mas alguém que verdadeiramente, nas palavras da alma, nos complete." A chave mestra da superação está no amor de mãe, e mesmo depois de sua ausência, é pela certeza deste amor que a vida segue em frente.
Faça amizade com uma criança e saberá o significado da pureza de um coração.
As crianças nos lembram do mundo sem máscaras, sem julgamentos, sem pressa. Em seu riso, aprendemos a leveza; em sua curiosidade, descobrimos a maravilha do simples. Ao nos aproximarmos de uma criança, tocamos a essência da inocência e da sinceridade, e redescobrimos dentro de nós mesmos a capacidade de amar com transparência e alegria genuína.
EU - PARTE I
Jovem ainda... talvez...
Ouvi tantas histórias quando criança
Rezei, senti medo, cresci...
Ganhei feridas , perdi tantas vidas
E ainda, vivo, estou aqui.
Jorge Floriano.
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
O menino e o furacão
Diziam, em silêncio:
"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."
Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.
Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.
Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.
Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,
mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.
E ele…
O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.
Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”
E ninguém via mesmo.
Mas eu vi — vi além.
Tentei falar, e ninguém se importou…
Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?
Era apenas um estágio.
E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:
A dele —
gritando por reconhecimento.
E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.
Dozy di X
Ser criança é viver no paraíso sem escalas.
Ser criança é comer tudo de tudo.
Ser criança é errar o alvo.
Ser criança é cantar semitonando em gritos falsetes.
Ser criança é fazer um golaço com uma bola de meia.
Ser criança é sentir dor e continuar correndo.
Ser criança é tomar banho sem vontade.
Ser criança é brincar de vida real.
Ser criança é sonhar sem se preocupar com o amanhã.
Ser criança é ler sem a mínima fantasia.
Ser criança é crer no nunca.
Ser criança é um caldeirão de verbos, como a sutileza de uma pluma colorida e a veracidade de um dragão preto e branco.
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