Dedicatória para Mim
Soneto da mulher inútil
De tanta graça e de leveza tanta
Que quando sobre mim, como a teu jeito
Eu tão de leve sinto-te no peito
Que o meu próprio suspiro te levanta.
Tu, contra quem me esbato liquefeito
Rocha branca! brancura que me espanta
Brancos seios azuis, nívea garganta
Branco pássaro fiel com que me deito.
Mulher inútil, quando nas noturnas
Celebrações, náufrago em teus delírios
Tenho-te toda, branca, envolta em brumas.
São teus seios tão tristes como urnas
São teus braços tão finos como lírios
É teu corpo tão leve como plumas.
Há uma teimosia em mim que não suporta ser assustada pela vontade dos outros. Minha coragem sempre aumenta a cada tentiva de me intimidarem.
Não acredito em verdades relativas, para mim, a verdade tem que ser absoluta. Uma verdade relativa é uma meia-verdade e uma meia-verdade não passa de uma meia-mentira
Tem gente que fala que não gosta de mim, que sou metido, mas a única coisa que sabe de fato sobre mim, é o nome.
O verbo amar vem do latim “amo”, que é uma contração de “a me o”: “saio de mim”. Amar é sair de si, doar-se ao próximo.
[...] Lisa: Explique para mim o que está acontecendo lá fora.
Dean: Lisa, não posso trazer essa porcaria para você.
Lisa: Está falando de seu trabalho?
Dean: Estou falando da minha vida.
Porém, meus olhos, minha cor perdida, meu sorriso, meu silêncio, por mim falam, e não dizendo nada, digo tudo.
Fui Sabendo de Mim
Fui sabendo de mim
por aquilo que perdia
pedaços que saíram de mim
com o mistério de serem poucos
e valerem só quando os perdia
fui ficando
por umbrais
aquém do passo
que nunca ousei
eu vi
a árvore morta
e soube que mentia
Monólogo dos olhos
Os olhos! Por mim o órgão mais esplendido do ser humano. Herdando pelo meu avô, invejado por todos, cansado, escravo, amaldiçoado.
Ele simplesmente ver tudo e fala tudo, apenas com um olhar, você senti, ou ver o sentimento do seu próximo, O único órgão que não podemos controlar!
Podemos mentir, mas, ele sempre estará olhando para direita e esquerda para mostra a nos a verdadeira face do indevido.
Na morte es ultimo a morre ele precisa ver quem o ferio, para ter com ele sua vontade. No amor o primeiro a brilhar depois vá ter com coração.
Na vida es o primeiro a chorar, para limpar a alma. No fogo es primeiro a se fechar! Por não querer se queimar por pouca vida.
Meu pai foi para mim um grande exemplo de ternura, de trabalho... e acima de tudo de compreensão de todos os meus problemas.
Sei que dizem que é fato científico, mas, para mim, que sou um medieval, só acredito na ciência quando vem no formato de resultados de exames de laboratório, e não quando tem a ONU no meio e gente nas bordas ganhando milhares de para salvar o planeta.
E criei pra mim uma rotina de paz, e deixei de admirar muita gente e a apreciar outras. E vivi muita solidão, muita solitude, muito aconchego também.
As palavras são os meus passos, cada frase será como uma pedra que deixo atrás de mim para não me perder no regresso.
Tem muita gente que pensa que ama. Não sou ninguém para julgar o amor dos outros, longe de mim. Mas o amor, o amor mesmo, o amor maduro, o amor bonito, o amor real, o amor sereno, o amor de verdade não é montanha-russa, não é perseguição, não é telefone desligado na cara, não é uma noite, não é espera. O amor é chegada. É encontro. É dia e noite. É dormir de conchinha. É acordar e fazer um carinho de bom dia. É ajuda, mãos dadas, conforto, apoio. E saco cheio, também. Porque de vez em quando o amor enche o saco. Tem rotina, tem manhã, tarde, noite, tem defeito, tem chatice, tem tempestade. Mas o céu sempre limpa. Porque o amor é puro como o azul do céu.
