Dedicatória para Mim
Vai dizer que tu não sentiu prazer em zuar de mim e do Chapolim?
Na verdade, eu sempre quis te fazer feliz, por isso te dedico esta cicatriz.
pra ti ver que no fim eu nem sou tão ruim assim, porque você gostou de gargalhar de mim.
já lembrou que meu corpo sangrou e alegrou até os seus amigos.
pra ti ver que muitas vezes em sorrisos eu estava lá contigo.
Eu sou humorista, eu te fiz feliz, na moral.
Fiquei machucado mas por outro lado foi legal...
O amor é traiçoeiro e engana a gente;
"Hoje você sorriu para mim
e eu timidamente pensei comigo
mesmo, simpatia ou uma chance
de te conhecer melhor e tentar
novamente ser feliz.
E isso a felicidade ainda não
desisti, passo por você todos dias
e seu olhar você não desvia.
Ainda chegará este dia, um oi eu
vou dizer, porque agora percebi
um clima com harmonia ficou no ar.
E olha você novamente aqui, quando
apareceu o coração acelerou, e um oi
escapou, você sempre simpática sorriu.
E amanhã tem mais.
O amor é traiçoeiro
vem de repente e engana a gente, mais
eu teimoso como sempre nunca desisto,
sempre persisto, a felicidade eu almejo
sem nenhum medo de ficar sozinho, pois
o amor vem de repente e engana a gente.
E eu desvio e o contorno, e vejam só fui
enganado de novo, mais espera aí, agora
acho que não é engano porque se fui enganado
você também foi meu anjo, porque agora estou
sendo correspondido, e de repente o amor é traiçoeiro e enganou a gente......
O amor é para mim e para ti;
"Esta poesia escrevo para ti
que como eu adora sentir, uma
sensação de amor no ar, quero
contigo compartilhar, venha amiga,
venha amigo, tente sentir o clima
de amor chegar.
Quem nunca sentiu não
sabe o que esta perdendo, viver uma
linda historia de amor, é para poucos
quem alcança a paixão é tão bom quanto.
Várias pausas, porque o amor vem e não
não tem hora de ir embora, se você deixou
ele entrar, feliz de você, sinta correndo
por suas veias, este amor puro e gratificante.
Emocionante, que não te fará esquecer jamais"....
O que seria de mim sem
você, e o que seria de nós
dois sem esta chama que se propaga
chamada amor....
Uma pessoa bonita de aparência física, porém feia de espirito, para mim é semelhante a um outdoor de uma super modelo, nunca ficará tão conservado pois pegará umidade, chuvas, sol excessivo.
A beleza não abre porta alguma, nem para mim, e acredito que para ninguém. Sim para um modelo quem sabe, mas além de beleza ele terá que ter postura e outros requisitos para entrar nos certo padrões da moda. Um pobre belo sem um tostão no bolso não vai muito longe no mundo atual em que vivemos no qual o status sempre esta em primeiro lugar.
Cansei de tentar fazer com que os outros gostem de mim, minha nova meta é me sentir bem do jeito que eu sou. É completamente uma tarefa árdua agradar tudo mundo, e se contentar como quem realmente somos, na realidade é mais difícil ainda.
O Vazio de Ivan em Mim
Não é que eu não queira crer.
Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere.
Mas há em mim — como havia em Ivan — um vazio que não se preenche com promessas, nem com orações que ignoram o grito dos que padecem.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso onde o preço seja o choro inconsolável de uma criança torturada.
Se a matemática da salvação exige esse débito, então que me excluam da equação.
Devolvo o ingresso. Não me serve um céu comprado com sangue inocente.
Minha dor não é a do ateu. É a do exilado.
Não me falta fé — me falta reconciliação.
Entre o que vejo e o que dizem que há.
Entre a razão que me habita e o absurdo que me cerca.
Entre o amor que imagino ser divino e o horror que assola o mundo sem trégua.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta todas as noites. Me acorda. Me sangra.
Mas prefiro essa dor do que o conforto mentiroso da inconsciência.
E, no entanto, por vezes, invejo os que crêem sem feridas.
Os que chamam de “mistério” o que eu ouso chamar de “injustiça”.
Os que abraçam um Deus com olhos fechados, enquanto eu — pobre de mim — insisto em fitá-lo de olhos abertos, sem saber se Ele me vê.
Talvez um dia eu compreenda.
Ou talvez minha travessia seja essa mesma: caminhar com o coração em ruínas e a mente em labaredas,
entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens.
Mas sigo.
Não por esperança.
Nem por fé.
Sigo porque parar seria entregar-me à loucura.
E entre a insanidade e a ausência de sentido, escolho — por ora — a lucidez dolorosa de quem carrega o vazio como cruz e como bússola.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
1.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso comprado com o choro de uma criança torturada.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
2.
Minha dor não é a do ateu.
É a dor de quem foi expulso do paraíso da certeza.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
3.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta mais do que conforta.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
4.
Entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens, eu sigo com a alma em ruínas e a mente em labaredas.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
5.
Não é ausência de fé.
É excesso de consciência diante de um mundo que sangra sem explicação.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
6.
Devolvo o ingresso à eternidade se para entrar for preciso aceitar a injustiça como preço.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
7.
Invejo os que creem sem feridas.
Eles dormem. Eu vigio.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
8.
Talvez minha travessia seja essa:
Habitar o exílio da certeza e suportar o peso de um Deus que talvez não me veja.
Fragmentos de “O vazio de Ivan em mim”
(por Leonardo Azevedo)
9.
Não creio por conforto.
Se creio, é apesar da dor — não por causa dela.
