Dedicatória para Amigo

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Amigo é aquele que te empresta a escada, e te ajuda a subir.

Se a cor de alguém te incomoda, ah, meu amigo, você não é deste mundo.

Seja aquele homem que os amigos te procuram para ouvir um conselho, e te seguir.

O tempo te mostra tudo, até quem não é teu amigo.

O tempo é amigo de quem presta, reparem como o rosto brilha.

Feliz aquele que tem um amigo, e recebe dele um abraço.

Feliz aquele que cede uma escada a um amigo.

Não seja amigo daqueles que te tomaram a escada e te jogaram no chão, fuja.

Acorda, em dias de sol até o vento é teu amigo.

Sucesso é você abraçar um amigo, mesmo na derrota.

Ande de bolso vazio e você verá quantos são os seus amigos.

Brinca uma hora que você ficou rico, e você verá o tanto de amigos que irão te abraçar.

⁠“Amigo é quem sabe que ao cativar tem a responsabilidade de cuidar, ouvir, acalmar, elevar, ensinar e aprender, incentivar e alegrar. E que sobretudo sabe que tem o dever de corrigir”
Ney P. Batista
Jul/20/2021

Amizade não é um cargo que se ocupa, é um cuidado que se exerce. Quem só aparece no ON e foge no OFF, nunca foi amigo.

A amizade não morre de uma hora para outra; ela apaga aos poucos quando um lado cansa de insistir em ser visto.

A amizade é semelhante a uma via de mão dupla, onde o fluxo vai e vem, quando essa dinâmica deixa de existir, a via perde o sentido e é desfeita para novas construções.

É muito fácil apontar o dedo para o fim de uma amizade quando você escolhe ignorar os passos que deu para chegar até lá. Algumas pessoas preferem perder um amigo incrível a ter que encarar o espelho e admitir que também erraram.


Diante desse cenário, o pior cego é aquele que chora pelo fim da amizade, mas se recusa a enxergar as próprias omissões que a sufocaram. Se você acha que não deveria perder um alguém pelo valor que ele tem, pela fraternidade que ele oferece e pela presença que te traz conforto, deveria pensar duas vezes e deixar a soberba de lado; enfrentar o próprio ego e ser o dono da sua consciência.


Afinal, uma amizade não desmorona sozinha; ela cede sob o peso dos erros que um lado cometeu e que o orgulho insistiu em não ver.

É uma situação dolorosa e, infelizmente, muito comum. Ver uma amizade querida desbotar porque a balança da iniciativa ficou pesada demais para um lado só deixa um misto de saudade com cansaço.

É triste tentar não se convencer e perceber que a nossa amizade não acabou por uma briga, mas sim pelo silêncio de quem cansou de procurar e de quem nunca fez questão de responder.

Existe uma crueldade sutil na amizade que arrefece sem brigas. Quando há um conflito, há uma demarcação clara: um fim, uma justificativa, uma ferida exposta que exige cicatrização. Mas quando o afeto simplesmente evapora, restamos nós, equilibrando o peso das memórias contra a leveza do desinteresse do outro.


É um processo confuso. Olhamos para trás e lembramos do carinho genuíno, das palavras de apoio, da presença que parecia inabalável. Aquilo existiu. Não foi uma mentira. O que torna tudo mais difícil de digerir é perceber que a mesma pessoa que um dia se importou profundamente, hoje escolhe a indiferença, o "tanto faz".


Aos poucos, as mensagens ignoradas, as respostas monossilábicas e as desculpas automáticas vão desenhando um novo cenário. A palavra "amigo" passa a soar como um eco antigo, um rótulo mantido apenas por conveniência ou nostalgia, mas desprovido de substância.
Aprender a recolher o próprio afeto e dar um passo atrás não é um ato de orgulho; é um ato de preservação. Afinal, a verdadeira amizade não exige reciprocidade matemática, mas exige, no mínimo, um porto seguro onde a nossa presença ainda faça alguma diferença.