Dedicatória para a Mãe
Deixe me viver nesse mundo onde minhas leis destram meu destino. Deixe me viver nessa realidade onde ilusões são tomadas por sonhos. Deixe me viver esse momento que a mim tanto interessa. Deixe me sonhar mais um pouco nesse mundo que tão poucos sonham alto. Deixe me iludir por um futuro que as minguas chegam a mim. Deixe me usufruir dessas sensações que aos poucos vem se tornando minha razão. Deixe me ser feliz dessa minha maneira indiscreta de tentar gritar ao mundo, em defesa de meus ideais. Deixe eu ser levado por essa falsa liberdade a qual me idêntico. Deixe me questionar por pensamentos vagos que na verdade formam o que eu sou.
Você pode ter o dinheiro do mundo, mais não comprará felicidade, muito menos o amor, pois, você terá de conquista-ló.
Ei você! Você mesmo, aí, começando a ler isso. Pense em alguém. Esse alguém é com quem você quer passar o resto dos teus dias não é mesmo? Agora pense como vocês seriam felizes se essa pessoa que você gosta, gostasse da mesma forma de você. Imagine uma história para vocês dois. Isso não seria nada demais para as outras pessoas acredito eu... Mas e para você, seria "apenas" o ideal não é?
Cicatriz
Lágrimas de tristeza caem feito chuva no meu coração de papel
O que será de mim agora?
Sou pobre sonhador,
Boneco repleto de solidão, paixão e melancolia,
A procura de alguém que me renda uma boa poesia.
O VIAJANTE
JÁ FIZ VÁRIAS VIAGENS,
CONHECI MONTANHAS GELADAS,
CONHECI VALES VERDEJANTES,
CONHECI CÉU DE TUDO O QUE É COR.
JÁ FIZ VÁRIAS VIAGENS,
CONHECI BELOS REINOS,
CONHECI PRINCESAS E CAVALEIROS,
CONHECI O AMOR, CONHECI A DOR.
JÁ FIZ VÁRIAS VIAGENS,
CONHECI VÁRIAS PESSOAS,
CONHECI VALENTES E MEDROSOS,
CONHECI GENTE DE TUDO O QUE É COR.
JÁ FIZ VÁRIAS VIAGENS,
MAS NÃO SOU NADA RICO,
E PARA REALIZAR MEU SONHO DE CONHECER,
CONHECI APENAS, BONS LIVROS.
Sim, assumo, quero viver uma realidade inventada, porém, inventada por mim, movida por meus próprios sonhos e recheada de amores, realizações e que nisso tudo, só eu saiba qual a motivação para seguir.
A criatividade tem faltado na hora de escrever, o inimaginável é pensado no momento de dormir, os sonhos são cheios de coisas surreais, mas tudo isso se resume no que busco da realidade, eu não busco uma realidade perfeitamente desenhada, eu prefiro entender a realidade que a sociedade chama de abstrata.
A sua simetria induz a liturgia do meu sorriso
De algoz impaciente, fera ferida em víeis descontente,
a um novo prisma sintomático enfático, sonho bom.
Destaca-se a protuberância do sentimento
Enquanto desatento, fiz do acaso meu sustento,
hoje conhecedor do sentir amado.
Enalteço meus delírios, pois já íntimos do teu querer
Sussurra no meu ouvido o que eu tinha esquecido
ressurge contrito essa vivencia de te querer.
A sinergia desse embate é crucial para a união
de tantos embaraços não me vejo em outros braços
senão nos teus, os meus abraçam.
Sábio é entender, porém forte é esquecer
o lado escuro de quem simplesmente aprendeu a amar.
Sem melanina exagerada, vejo as veias pulsantes
concorro com as mãos aceleradas e olhar penetrante,
atrevo-me o envolvente anseio, creio no beijo e no poder
que ele tem.
É surreal, envolvente astral que a gente tem,
quando me cubro de angustia, tua presença afasta
tudo aquilo que não me convém.
Futuro amor presente, passado é descontente
por isso já passou!
Quero apenas adiantar os dias, combinar as loucuras
e alegrias, de duas mentes livres desimpedidas,
saciar a liberdade da vida sem me transformar
ou enclausurar quem sou.
Que os confrontos sejam sempre suados e no final olhos fitados, mãos cruzadas e a calma na alma
realizando que um dia o nosso sonho relatou!
O coração ainda anseia por momentos fabulosos
Plenos de uma alegria capaz de fazer esquecer o passado...
As frias sombras de rostos perfeitos
Com mentiras ressurgidas na atmosfera da vida...
Nos lábios criminosos de falsos heróis
Fui derrotada pela vilania dos meus sonhos
Ao desejar roubar dos romances que li
Os amores que nunca me pertenceram...
Tais Martins
Travesseiros brancos
Macio feito suas coxas
Onde eu debrucei
e flutuei no dormir
Entre as nuvens do seu sonho
André Luz
Eu não sei o sentido da vida, nem o significado da morte, aliais, isso deixou de ser interesse meu quase que por completo.
Descobri que Isso é ansiedade,
e sobre esse assunto sou phd, não como profissional, seria muita pretensão achar que "estudei" tão bem o inimigo.
Mas, como "gente", aprendi e me pós graduei na compreensão de que a ansiedade, rouba o passado e mata o futuro, consequentemente te faz anestesiado do presente.
Antes de adormecer, me concentro no que é possível transformar em sonhos, abandono todas as lembranças e encerro meu eterno delírio de futuro.
Por algum tempo duvidei
Em alguns instantes vacilei
Mas em todo o tempo te amei
Amei de um forma sincera
Na fraqueza, na alegria e na espera
Amei com tudo aquilo que eu podia dar
Ao amanhecer vendo você dormir
Aquilo era a minha força pra levantar
Mas na arte do amor
Talvez não fui um bom artista
Queria cedo aprender
O que só se aprende numa vida
ingênuo, fraco ou sonhador
Não sei ao certo o que me define
Mas de uma coisa você nunca duvide
Eu sempre, sempre te amei
A VIAGEM
cansado,
o veneno corre pelas minhas veias,
a fumaça que dissipa,
é a mesma que entorpece,
enlouquece,
não a mente,
a vida,
a vida se esvai a cada baforada,
a cada viagem,
segue-se um rumo que afasta o real,
aproxima o ilusório,
coisas novas surgem,
apenas em na mente,
um mundo mais colorido,
alegre,
todos falam com você,
até cachorros,
e no fim da viagem,
quando se aporta no idilico xangrilá,
nada existe,
apenas um vazio,
que a cada viagem,
se torna maior,
a cada viagem,
a ida se torna mais rapida,
o caminho de volta mais comprido,
tão comprido,
que os braços que desejam ajudar,
não mais podem segurar,
os chamados de volta,
são apenas vagos ecos de uma memoria destruida,
confusa, apática,
inerte,
a razão se confunde com o racional,
argumentos mais insanos,
são encontrados para justificar a insólita viagem,
que se tornam piadas,
para os lúcidos fora da viagem.
Mais uma baforada,
a fumaça sobe,
hora de ir,
para onde eu não sei,
sigo apenas a ilusória estrada de tijolos amarelos,
de ferrugem, não de ouro,
acompanho meus amigos,
montado em um elefante cor de rosa,
que voa livre entre os girassóis,
que acompanham a lua,
enquanto esta,
submersa em um mar de lágrimas,
sorri loucamente,
velando mais uma parte de uma memoria que se vai.
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