Dedicatória para a Mãe
Curioso é o comércio onde os tijolos jamais desaparecem; apenas aprendem a mudar de destino. O cocheiro do aço e do cimento oferece dízimos à própria cobiça, enquanto o dono da balança cultiva a mais conveniente das cegueiras.
Nenhum deles é inocente. Um furta a matéria; o outro sepulta a verdade sob o peso da conveniência. Entre ambos ergue-se uma catedral de cal e concreto, cujos alicerces não repousam sobre pedra, mas sobre o pacto silencioso entre a avareza e a omissão.
Eis a ironia: edificam casas para os homens, enquanto demolam, tijolo por tijolo, o último abrigo da própria honra.
"Quem dá um passo maior que a perna geralmente cai. E precisa cair, para aprender a não ultrapassar os próprios limites. A regra do bom senso só é respeitada por quem tem juízo; quem não tem, paga o preço. Simples assim."
... não importa
a idade que você tem;
pois nenhum aprendizado
é fruto da pressa,
mas resultado da estatura
e consistência do
Ser!
... dizem
os 'Mentores da Luz' que
devemos aprender não apenas
com nossos próprios erros, mas também
com os erros dos outros. Afinal, não haverá tempo suficiente para cometê-los
sozinhos!
... nessas sucessivas
andanças de mundo,seremos
aprendizesem muitas vidas e aplicados
mestres em tantas outras. Evoluir, meus amigos,é desfrutar da nossa já consolidada autonomia; tanto quanto do pontual amparo
e reciprocidadedaquelesque, vez
ou outra, cruzamnossos
caminhos!
... o grande mal
do homem é o esquecimento.
E, por esquecer, nunca aprende.
Por não aprender, não evolui — e,
pior: abdica do mais caro dos
seus pertences, a sua
consciência!
Levei-te flores.
Não por esperança,
mas porque o amor,
às vezes,
não aprende a partir.
Cada pétala
carregava um "eu te amo"
que nunca encontrei coragem
de deixar morrer.
Mas, ao pensar em ti,
senti pena delas.
Flores não nasceram
para conhecer o ódio.
Não merecem murchar
diante de alguém
que já não consegue
olhar para mim
sem desprezo.
Talvez eu devesse
tê-las deixado no jardim.
Lá, ao menos,
morreriam pelo tempo...
e não por um amor
que só sobrevive
em mim.
"Quando aprendemos a enxergar com o coração, descobrimos que toda pessoa merece ser vista antes de ser julgada."
— Fabinho Martins
"Quando você aprende a ter compaixão, sua maneira de pensar muda. Mas, quando coloca a compaixão em prática, sua vida muda."
"Quando eu era apenas crítico, via inimigos por toda parte.
Quando aprendi a refletir, comecei a enxergar seres humanos."
"A maturidade não me fez abandonar as perguntas.
Apenas me ensinou a desconfiar também das minhas próprias respostas."
Fardo Leve.
Aprendi a dobrar a dor
até caber no bolso da calça.
Ela vira moeda trocada:
pago cafés, sorrio de volta,
ninguém desconfia do peso.
Carrego tempestade em copo d’água
e digo que é só sede.
Os nós na garganta viram
gravatas bonitas, bem amarradas.
Elegância é meu disfarce favorito.
De noite, tiro o fardo do varal.
Ele seca leve, quase pluma.
Mas se o vento muda,
lembro que chumbo também voa
quando a gente sopra forte.
No fundo, todo mundo nota:
tranquilidade demais
faz barulho de silêncio.
E o meu fardo, mesmo leve,
deixa pegada no chão.
(Saul Beleza)
Floresce a Bunga Raya
na minha direção,
A cada vez que com amor
leio e aprendo a Constituição,
Trago a Rukun Negara
em floração no coração,
Quem ama, respeita e preserva,
procurando sempre servir
ao Deus Misericordioso na Terra.
Desde distante terras,
lendo o Rukun Negara
Conhecendo poetas,
aprendendo a escrever
poemas e a florescer
para vir a te conhecer.
(O mistério da Bunga Raya).
Está em tempo de aprender
a respeitar e de reconhecer
o legado da ancestralidade
da terra e da que cruzou o mar,
e que até o nosso idioma
por cada qual foi moldado,
sem criar um novo pecado.
Cultivar o olhar não limitado
pela cronologia e que encontra
na mata o Vassourão florido
sob o céu de novembro vestido.
Deixar-se levar pela festa do que é
de fato culturalmente enraizado,
e não mais se permitir seduzir
por aquilo que nos foi empurrado.
Não quero que concorde
comigo sem antes aprender
a pensar por si próprio,
sem antes de saber quem
é a Aguia-careca, o Quetzal e o Condor,
sem antes de você saber
que você é filho do Gavião-real,
sem antes de você saber
quais são os territórios ultramarinos
no Hemisfério Ocidental,
sem antes de saber qual é
o cerne da Doutrina Monroe,
sem antes de saber quem
mais rasgou o Direito Internacional,
sem antes de relembrar
que avisei que o Deus da Guerra
poderia dançar dentro
da América do Sul,
sem antes de saber que a situação
é fluída e pode vir se espalhar,
sem antes de relembrar,
que não era preciso esperar
uma guerra para aprender
a amar de verdade a nossa terra,
não antes de saber que não
sou grande coisa na vida - apenas poeta.
Há anos ninguém aprendeu
e nem mais ensinou
nesta porção continental
a olhar para o alto
do nosso Hemisfério Austral.
Onde a posição, a voz
e a memória indígena
são todos os dias cortados
até em meio aos Andes,
Das lágrimas do povo
aguayos têm sido tecidos,
Nenhum dos capítulos
serão por mim esquecidos.
Por audácia e pretensão
continuo por herança
se a tal que incomoda,
A guerra sempre é
a dileta filha da fofoca,
Por isso quero ser sempre
que a minha língua
seja a espada que a corta.
Olhos e mente de Condor
sem pausa diante da vista,
ainda seja por pura poesia;
Porque a América do Sul
não merece virar nostalgia.
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