Dedicatória para a Mãe

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Há pessoas que fogem da zona de perigo; eu aprendi a fumar um cigarro e permanecer nela

A solidão deixou de ser uma prisão quando aprendi a dançar dentro dela

Eu aprendi a sorrir
na zona de perigo

⁠“Para a pessoa que aprendeu a deixar ir e deixar ser, nada mais poderá atrapalhar.”

O sorriso é o disfarce que o coração aprendeu a usar —
um véu de serenidade sobre o caos silencioso da alma.
Por dentro, a dor consome em silêncio, paciente e invisível,
mas o mundo não precisa saber.
Então, sorria...
pois há batalhas que se travam no íntimo,
e o riso, ainda que frágil, é a última forma de resistência.

É na tristeza que aprendemos o verdadeiro valor da felicidade.
É na ausência que entendemos o quanto a presença era importante.
É preciso atravessar dias difíceis para reconhecermos a leveza dos dias tranquilos.⁠

Uma coisa eu aprendi. Quando você diz pra alguém que mais tarde fala com ela, eu penso que "mais tarde" pode ser tarde DEMAIS!

Aí você diz para si mesma que não vai mais cometer aquele erro, quando vê já fez novamente. É aprendizado ou é burrice?! As vezes me sinto como o apóstolo Paulo.

Como você viveu até aqui não deve definir quem você será amanhã. Erga-se! Aprenda a cair sempre para cima, independente de ter sido um fracasso.

De que adianta o esforço, se não aprendermos a servir uns aos outros e à Igreja aqui na terra?
Se o nosso coração resiste ao serviço agora, como estará preparado para servir a Deus na adoração perfeita no céu?


Servir não é um detalhe da fé, é o seu reflexo mais visível. A adoração que oferecemos a Deus começa no amor concreto ao próximo. Quem se nega a servir o irmão, fecha o coração para o próprio Deus, pois foi Ele quem nos ensinou que amar é doar-se.


A Igreja, ainda imperfeita e humana, é o lugar onde aprendemos a viver o céu desde já. Aqui somos moldados, corrigidos, chamados à humildade. Se não conseguimos amar, perdoar e servir nesse chão de fragilidade, como viveremos a plenitude do amor na eternidade?


O céu não será um lugar de espectadores, mas de servos que amam sem medida. Por isso, o serviço aqui na terra não é perda de tempo — é preparação eterna.

⁠Em certos momentos da vida, aprendemos que nem toda dor pode ser dita.
Algumas precisam ser guardadas, e algumas renúncias, aceitas.

“Tem relações que a gente precisa aprender a soltar não porque foram pequenas, mas porque continuar nelas custa a nossa paz.”
Dr Ederson Dantas psicanalista CBO 2515-50

⁠Aprendi que nem toda ausência é perda. Algumas chegam para devolver o que o excesso de permanência havia levado: a paz.


O tempo não leva apenas pessoas; ele também devolve a nós mesmos. E quando isso acontece, entendemos que certas despedidas não são o fim de uma história, mas o início de um reencontro com a própria essência.


Desde então, deixei de temer os finais. Passei a temer apenas permanecer onde a alma já havia partido.

Professor ensina para aprovar e não para reprovar o professor ensina para aprender e não para certificar-se que não aprendeu.

Versos de Esperança


Quem aprende a esperar, descobre que o tempo também sabe curar.

Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.


Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.


E tudo bem.


Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.


No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.

Orar sem cessar


Aprendi que a oração não é um lugar para onde vou. É um lugar onde permaneço.


Sim, há momentos em que o silêncio de um quarto fechado se faz necessário. Há dias em que tudo o que preciso é parar, respirar e derramar a alma diante de Deus. Jesus nos ensinou o valor desse encontro íntimo. Mas limitar a oração a esses momentos seria esquecer que Deus caminha comigo também do lado de fora.


Oro enquanto estou viva.


Converso com Deus enquanto trabalho, enquanto cuido da casa, enquanto lavo a louça, enquanto caminho, entre uma fotografia e outra, enquanto observo o mundo através da minha lente. Muitas das minhas orações sequer atravessam os meus lábios. São diálogos silenciosos, profundos, que nascem no pensamento e encontram um Deus que conhece cada palavra antes mesmo que ela seja pronunciada.


É isso que entendo quando a Bíblia nos exorta a "orar sem cessar". Não significa viver ajoelhada o tempo todo, mas viver consciente da presença de Deus o tempo todo.


Orar é transformar a rotina em comunhão.


Também descobri que algumas orações precisam ser escritas. Não porque Deus necessite ler aquilo que já conhece, mas porque eu preciso me lembrar do que entreguei. Escrever é um ato de fé. É registrar o que pesa, o que espero, o que temo e aquilo que ainda não compreendo.


Quando Deus responde, essas palavras deixam de ser apenas orações. Tornam-se testemunhos.


Voltar a elas é perceber que Deus já estava trabalhando quando eu imaginava que apenas escrevia. Cada página se transforma em memória da Sua fidelidade, lembrando-me de que nenhuma oração sincera se perde diante d'Ele.


A oração não é uma obrigação religiosa, nem um conjunto de palavras decoradas. É relacionamento. É abrir o coração sem máscaras, sem discursos elaborados, sabendo que Deus não espera uma eloquência perfeita, mas uma sinceridade inteira.


Por isso, não espero o momento ideal para falar com Ele. Eu O encontro em qualquer lugar, porque Ele está em todos eles. Faço da oração uma conversa contínua, um diálogo que atravessa os meus dias e habita os meus silêncios.


Porque a oração não interrompe a vida.


Ela é a maneira como escolho vivê-la, em constante diálogo com Aquele que nunca deixa de me ouvir.

Há um rio dentro de mim
que não aprende a ter margem,
carrega luas sem fim
e se alimenta de coragem.
Quando a noite me atravessa,
não sei se é dor ou passagem.


Guardo estrelas no silêncio,
como quem guarda oração,
há mistérios que florescem
sem pedir explicação.
E há verdades que só chegam
quando escutam o coração.


Já fui casa de tempestade,
já fui janela e clarão,
já fui barco sem destino,
procurando direção.
Mas descobri que até o caos
pode ensinar navegação.


Há quem procure respostas
como quem procura um chão;
eu aprendi que certas coisas
não cabem na explicação.
Às vezes, Deus escreve torto
para endireitar a visão.


Tenho cicatrizes antigas
que não pedem compaixão;
são mapas de outros tempos,
são vestígios de travessão.
Quem olha apenas a ferida
não conhece a reconstrução.


E quando penso que termino,
alguma coisa principia:
uma esperança pequenina
acendendo a noite fria.
Como a flor que rompe a pedra
sem anunciar que nascia.


Talvez eu seja esse enigma
que o tempo tenta entender:
um pouco de maré e terra,
um pouco de perder e ter.
E quanto mais me descubro,
mais aprendo a não me prender.


Se a vida é uma parábola,
não quero a moral no fim.
Prefiro seguir a estrada
que ainda não falou de mim.
Pois há caminhos que só existem
quando a gente diz: “enfim.”

E tenho aprendido que certas belezas passam despercebidas aos olhares apressados que já determinaram um certo padrão de rotina tornando a visão um simples hábito de olhar com os olhos do mundo!
Aprenda a ver com o coração e a vida terá um novo sentido!

Aprendendo que não se deve guardar fotos e lembranças com feridas, a não ser que as fotos te façam sorrir, as recordações não tenham um peso e as feridas estejam cicatrizadas.