Dedicatória para a Mãe
Na vida, aprenda a não mendigar atenção nem acolhimento. Quem é visto pelo Senhor não precisa ser notado pelos homens; pois, em cada dia e em todo momento, é por Ele cuidado e acolhido.
O tempo não perdoa atalhos. É possível colar, copiar e até fingir que aprendeu, mas, ao concluir o curso, o medo, a insegurança e a consciência da mentira se manifestarão no exercício profissional.
Aprendi algo valioso: destaque verdadeiro não vem de quem tenta chamar atenção, mas de quem constrói respeito. Seja lembrado pela sua competência ou será esquecido pela sua vaidade.
O sábio não é aquele que acumulou todas as respostas, mas sim aquele que aprendeu a conviver em paz com as perguntas que o silêncio não responde.
Durante a vida experimentamos a alegria, a dor, os encontros, as despedidas e o aprendizado de sermos humanos.
O homem pode aprender a atravessar os céus, explorar os oceanos e decifrar os mistérios da matéria; mas, por mais longe que vá, continua caminhando dentro da criação.
O maior desafio da nossa geração não é encontrar informação, mas aprender a discernir, porque conhecimento sem sabedoria confunde.
Com o tempo a gente aprende
a enxergar quem apenas nos quer
por perto por mera utilidade...
E, com isso, é mais fácil dizer NÃO.
- Não!
Eu gosto de estar perto de quem me quer,
principalmente
... quando sou inútil.
O silêncio tem sido meu remédio.
Foi com ele que aprendi a me ouvir e reconhecer.
Silenciar a mente é um bem que não se mede. Precisa praticar!
#bysissym
Eu já desmoronei em silêncio,
já me levantei cansada e tremendo.
Mas aprendi a ser muralha e flor,
vento e raiz.
Porque dentro de mim mora uma força
que não faz barulho,
mas que me reconstrói todas as vezes.
E sigo — bonita, quebrada, inteira.
Esta é a minha história, uma jornada de descobertas e crescimento.
Ao longo dos anos, eu aprendi que a vida é cheia de desafios e oportunidades, e que é importante nunca desistir de nossos sonhos.
" Uma Flor no meio do Obstáculos
A pandemia passou pelo corpo, mas ficou no coração.
A gente aprendeu a se proteger tanto — do toque, do outro, da perda — que muitos não conseguiram voltar.
Não é que as pessoas ficaram más.
Elas ficaram cansadas, desconfiadas, com medo de sentir de novo.
Antes:
a conversa era ponte
o café era desculpa
a visita era afeto
Depois:
o silêncio virou hábito
o celular virou escudo
a distância virou conforto
O coração não esfriou de repente.
Ele foi se fechando devagar, para sobreviver.
Mas ainda tem algo bonito nisso tudo:
quem percebe essa frieza… ainda sente.
Quem se incomoda com a falta de conversa… ainda tem calor por dentro.
Talvez agora a gentileza precise ser reaprendida.
Como quem volta a falar depois de muito tempo em silêncio.
Filha de Anselmo
Aprendi cedo que gentileza não fazia barulho.
Ela morava nas sacolas da feira, quando minha mãe voltava com frutas a mais, porque sempre havia um vizinho que precisava.
Morava no biscoito feito por quem morava sozinho, mas nunca quis ficar só.
Morava na panqueca trocada por um doce, sem nota fiscal, sem contrato, sem fotografia para provar.
Era assim que a gente se reconhecia gente.
Na escola, não havia tecnologia avançada, mas havia mãos estendidas.
Um ajudava o outro porque ninguém chamava isso de favor — chamava de convivência.
A vida nunca foi fácil.
Meu pai trabalhava à noite.
Meu avô acordava às quatro da manhã.
João Figueira, meu avô, foi um dos fundadores do Sindicato da Estiva.
Veio de Portugal, trocou o comércio pelo peso da sacaria, comeu seu peixe ensopado antes do sol nascer e saiu para trabalhar.
Não havia romantização. Havia esforço.
Havia luta.
E havia dignidade.
Hoje dizem que o mundo mudou.
Mudou mesmo.
Agora quase tudo tem preço.
Faz-se trabalho.
Faz-se prova.
Faz-se até aquilo que deveria ser aprendizado — desde que caiba no bolso.
A gentileza virou discurso.
O cuidado virou status.
A educação virou número.
Quando me incomodo, me rotulam.
Já me chamaram de petista.
Mas não sou de partido algum.
Sou filha de Deus.
Sou filha de Abselmo.
E talvez seja isso que incomode.
Porque não falo por ideologia.
Falo por memória.
Por crianças suando em salas quentes enquanto o discurso sobre natureza é feito no ar-condicionado.
Por professoras que aprendem a silenciar para sobreviver.
Por um tempo em que ninguém filmava tudo, mas todo mundo cuidava de alguém.
Não busco palco.
Busco coerência.
Não busco status.
Busco respeito pela infância.
Se isso hoje parece subversivo, talvez seja porque esquecemos demais.
E alguém precisa lembrar.
Mesmo em voz baixa.
Rosana Figueira
O aprendizado não é só da criança — é do adulto também, que aprende a persistir, perguntar e continuar mesmo quando o caminho parece difícil.
Entre marés e silêncios,
cada criança, cada jovem,
aprende a navegar.
E quando encontra acolhimento,
descobre que pode florescer
mesmo em meio ao mar.
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