Dedicatória para a Mãe
Vale do Ribeira Haikais
Aqui há muito a oferecer,
não só da terra, mas do ser
que aprende a viver.
Venham todos ver,
e sentir o tempo andar
no ritmo da simplicidade.
Venham ficar, morar
onde a vida conversa
sem pressa de acabar
A simplicidade fala,
e quem escuta com o coração
encontra amizade.
Um olhar basta,
e duas palavras simples
constroem confiança.
Aqui ninguém é estranho,
o tempo aproxima gente
sem precisar explicação.
Poucas palavras ditas,
mas todas cheias de sentido
e verdade no gesto.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
"A vida nos concede a honra de ensinar algumas lições, mas nos impõe a necessidade de aprender muitas outras. Quem deixa de aprender envelhece e quem continua aprendendo permanece jovem, ainda que os anos se acumulem."
"Limites não são muros. São portas. E quem entra por elas precisa aprender a respeitar quem você é."
Nunca duvide de um coração partido, pois é ele quem aprendeu a amar sem medo, e é em seus cacos que reside o brilho mais raro da superação.
Há quem já traga consigo uma inclinação natural para o caráter e, ao longo da vida, aprende e fortalece seus princípios. Mas também existem aqueles que crescem sem essa base e, sem caráter, os princípios não encontram solo fértil para se desenvolver.
Sem princípios, os valores deixam de ser guia e passam a ser apenas palavras vazias. E quando isso acontece, a vida perde direção, pois são justamente os valores que sustentam decisões, moldam atitudes e definem quem alguém realmente é.
No fim, não é o que a pessoa diz que revela sua essência, mas aquilo que ela pratica quando ninguém está olhando.
Aprendi a chorar...
Porque,
quando guardo
tudo para mim,
a dor transborda
de maneiras
muito mais
difíceis.
Hoje o sentir virou
minha forma de cuidado,
com a minha história
e comigo mesma.
“Aprendi a falar pouco — só o necessário.
Com o passar dos anos, aprendi a ouvir mais, a acertar mais,
porque já não tenho tempo para erros.”
— Wander Von Müller
A maldade humana tornou-se um souvenir,
distribuído gratuitamente por aqueles
que nada aprenderam com a própria existência na terra.
Há pessoas que, ao despertar,
servem-se de um banquete de sombras.
Estão tão acostumadas a esses maus hábitos
que eles já se alojaram na alma,
como parte da própria espiritualidade.
E, não satisfeitos com o próprio sofrimento,
chamam outros para participar
desse projeto medíocre que chamo de maldade.
O preço?
A breve satisfação
que ilumina o coração sombrio
de quem a pratica.
Faça o bem —
sem buscar explicações.
Faça a sua parte
durante o tempo que lhe foi dado.
É assim que se revela
quem você realmente é.
É necessário distinguir
o certo do errado
com os olhos divinos
que habitam em cada um de nós,
e não com os olhos
daqueles que tentam manipular
e moldar o nosso modo de pensar.
Caminhe pela boa estrada,
e lembre-se:
respeitar pessoas, princípios, valores e crenças
é sabedoria.
E sobretudo —
não tente mudar ninguém.
A verdadeira sabedoria
é colocar-se no lugar do outro.
Com o tempo, aprendi a ser quem sou
e a ouvir o meu próprio ritmo.
Entre o barulho e o silêncio,
é na calma que encontro paz
e onde minhas ideias florescem.
Gosto da vida simples,
das pequenas alegrias
que iluminam o dia sem esforço.
Não sigo padrões que aprisionam;
prefiro a liberdade da mente desperta.
Alguns vivem presos à própria verdade,
girando em círculos sem perceber.
Por isso escolho a serenidade:
um lugar silencioso
onde a alma respira
e a mente vê além dos olhos.
A mudança acontece agora, mesmo quando não a vemos. Ela caminha junto do tempo, e quando aprendemos a perceber seu ritmo, ela deixa de ser lenta e se faz veloz. Passamos então a compreender a força da ação correta no instante exato, quando o ser humano se alinha às leis invisíveis que regem tudo o que vive.
“A ciência suave de amar”
Amar é um estado químico que aprende a ser humano.
Começa no corpo antes de virar escolha.
No início, o amor é dopamina em festa: euforia, foco absoluto, aquela vontade quase infantil de estar perto, de repetir o encontro, a conversa, o cheiro. É o cérebro dizendo “mais disso, por favor”. A pessoa vira ideia fixa, não por fraqueza, mas porque a serotonina cai e a mente passa a orbitar um só nome — como se pensar nela fosse um hábito involuntário.
Aí vem o frio na barriga: a noradrenalina e a adrenalina aceleram o coração, suam as mãos, deixam tudo mais vivo. O amor, nessa fase, é risco gostoso. É expectativa. É o corpo em alerta, como quem sabe que algo importante está acontecendo.
Com o tempo — se houver cuidado — a química muda de tom.
A paixão barulhenta aprende a falar baixo.
Surge a ocitocina, que não grita, mas fica. Ela constrói confiança, abrigo, vínculo. É o conforto do abraço que acalma, da presença que não exige performance. O amor amadurece quando deixa de ser só fogo e vira lareira: menos urgente, mais constante. A vasopressina entra em cena e sustenta a ideia de “nós” ao longo do tempo.
Então, pelas experiências humanas, amar é isso:
Um processo onde o corpo se apaixona primeiro
e o coração aprende depois a ficar.
Amor não é só química — mas também não existe sem ela.
É quando os hormônios acendem a chama,
e as escolhas diárias decidem mantê-la acesa.
Na vida, ninguém aprende enquanto age com dureza, vingança ou descaso.
O aprendizado surge quando o poder se desfaz e a perda revela seus limites.
É nesse ponto que a consciência se forma e o ser humano passa a compreender.
Entre Silêncio e Recomeços
Aprendi que o silêncio não é fraqueza, mas clareza.
Não se trata de ignorar o mundo, mas de não gastar palavras com quem não deseja ouvir.
Não explicar-se tornou-se meu maior ato de maturidade.
Aprendi que afastar-se não é orgulho, é autoproteção.
Cortar laços com ambientes e pessoas que drenam nossa energia
É plantar o solo fértil para que a própria vida floresça.
Aprendi que a dor da decepção não nasce do outro, mas do que projetamos nele.
Expectativas não cumpridas não são falhas alheias, mas lembretes para olhar para dentro.
Recomeçar é aceitar a própria vulnerabilidade e, ainda assim, caminhar de cabeça erguida.
O amor-próprio não é vaidade.
É coragem.
É saber que cada silêncio, cada recomeço, cada desapego,
É um passo firme rumo à liberdade emocional.
Na tua ausência, aprendi a fazer do pouco um refúgio.
Inventei universos paralelos onde, ao menos lá,
meu coração podia experimentar o gosto de te ter.
E nessa fome de ilusões, aceitei migalhas —
tua amizade bastava, mesmo quando teus olhos
se perdiam em outros amores,
enquanto eu, em silêncio, me desfazia em espera.
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