Dedicatória

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Em silêncio revisitei os poemas

como forma de resposta poética

ao amor que encerrou as portas.

Ser amada é claro que importa.

Se crê naquilo que não vê,

não sou eu que vou mais

lembrar do que ficou atrás.

Deus sabe o quê faz.

Eu bem queria desacreditar,

já não te conheço mais;

muita falta você faz.

Inclusive, em datas solenes.

Um amor perene não se compra,

não se vende e não se prova;

amor que é amor é para sempre.

Amor que é amor encontra jeito.

Não sou mulher que se esqueça,

sou flecha que se honra no seio,

cumplicidade e amor bem feito.

O meu coração ainda chora.

Em oração escrevi as prosas

ao amor que importa muito

como se planta mil rosas.

O amor não escolhe outras vias.

Em recolhimento supero

a sua falta de diálogo,

eu assim decreto.

És o meu porquê, e eu a tua razão.

Uma tristeza de amor não cura

pelas mãos de outro amor

apenas se condena a secura.

O meu coração vibra, é feito de fibra.

Ontem, escrevi até um poema

no afã de te fazer país reconquistado,

foi letra semente para o amado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Venha, e fale comigo:
- Se só o amor tem sentido!

Porque quem deseja algo

- concreto -

Faz do diálogo um jeito

De fazer o tempo aberto

Para nadar em mar calmo.



Venha, e fale comigo:

- Se só o amor tem razão!

Porque quem deseja amor

- verdadeiro -

É sobretudo, objetivo!



Não dá para adivinhar,

Se você não falar comigo.

Não dá para varrer

- os teus receios -

Se não abrir o caminho.



Você não está comigo,

Daí o desespero!

Porque amar é muito,

Ser amada é importante,

Para me fortalecer,

E me fazer invencível:

Quero tê-lo embevecido!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Cheguei para ficar,

Como a tua saliva,

A deslizar pela boca,

Sou o teu desejo

- intrépido-

O teu riso sem juízo,

A tua curiosidade louca.



Cheguei para enluarar,

- Repare!-

Já que tudo é poesia,

Estou até tirando a roupa,

Para te aceitar, e te amar,

E me entregar a delícia

Deixando-te me experimentar...



Cheguei maliciosa,

Perfumada e perigosa,

A perfumar o teu corpo,

Como a Lua sobre a praia,

Dando licença às estrelas,

Para que não se esqueça:

Do quanto sou capaz de ser

Completamente maliciosa...



Assim intrépida te excito,

Nesse prazer em verso,

Que ainda não foi cometido,

E está sendo planejado,

Descobri que sou a tua canção,

Quero a tua mão,

- o teu coração -

Ocupar objetivamente a tua emoção,

É o que eu planejo,

Ter em mim os teus olhos negros,

A tua boca santa,

O teu corpo místico

No profundo de minhas entranhas...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Calmamente seguindo a rota,

Adoçando docemente a rosa,

Colhendo simplesmente

- a semente -

Que um dia plantaste.



Psicodélica é a forma,

Que me desfolho e me revelo,

Corajosa de alma e coração,

- sou tua aquisição

A tua vaidade garbosa,

Honrada a cada delírio de paixão.



Sedutoramente revelando a rosa,

Desabrochando sensualmente a rota,

Embalando ritmicamente

- só o que sensibiliza -

Porque é o quê nos faz sentido.



Perca em mim o juízo,

Assim é como te quero,

- doce e carente -

Não menos contente,

E totalmente entregue...,

Para ser todo dos meus beijos quentes.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Testemunho versal

dos amores dos outros,

A minha poesia é

refúgio indestrutível

Feita de talvez,

salto no abismo

De peito aberto,

sem asas,

Porque é humana.



Abrigo celestial

dos rumores da vida,

A minha utopia é

amor impossível

Cheio de esperança.



Sentimento invernal

das dores do mundo,

A minha nostalgia é

por ti desnorteada

Porque te perdi.



Motivo abissal

dos desejos profundos,

A minha magia é

de amor inesquecível,

Para vencer a distância,

causa por mim reconhecida:

Insegurança feminina,

voto de amor eterno,

Que por medo não vivi.

Inserida por anna_flavia_schmitt

De que adianta ter olhos

E não ter coração?

Ter olhos e não ter coração

De nada adianta,

Porque sem coração

Não se enxerga nada.



Os versos que escrevi

E não te contei estão

- aqui -

Os poucos que escrevi

Me distraí com amores

Dos outros esperando

Tu chegares de longe.



De que adianta não ter

Os teus olhos e coração?

Não tê-los me reduziram

Ao grau máximo do nada.



Escritos com lágrimas,

Talvez não mais belos,

Versos de sangue,

Rimas com bravura

Quero viver mil vidas,

Para dizer ao mundo

Que sem o teu amor

Atinjo a [loucura].





Meus versos são tentativas,

Que talvez jamais serão

- lidas-

O nosso reencontro

Não tem previsão,

Poderá ocorrer daqui

Algum tempo ou nunca,

E não sei [onde].



Só digo mais uma coisa:

- A literatura salva da morte,

E a poesia salva da vida,

Só me resta saber se serei

Para os teus braços devolvida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O céu despencou,

O chão se abriu,

O peito sangrou

O ciúmes surgiu.



Cartas enviadas

Não esclarecidas,

Cartas malcriadas

Palavras engolidas.



O tempo passou,

O amor sobreviveu,

O tempo [surgiu,

O coração não esqueceu.



Cartas não respondidas,

Devolvidas e rasgadas;

Cartas persistentes

Palavras perdidas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sempre acreditei no amor,

E que se um dia houvesse

Salvação para o amor;

É porque nunca deixou

De ser e viver o [amor...



Por triste desventura

Não houve salvação

Para o [amor

É porque era [tudo]

Só não era [amor].



Sempre acreditei no amor,

E que se um dia viesse

Abandonar esse amor;

É porque tu desertou

De ser e viver de [amor.



Distraí-me com o 'amor'

E o tempo passou,

O 'amor' era dos outros,

Só não era o teu;

O destino comprometeu,

E o tempo passou,

É porque o teu amor

Nunca me pertenceu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Guarde contigo:

rima de sonhar,

verso peregrino,


canção de mimar.





Além continentes:


trilhas poéticas,

poemas amáveis,

rotas contentes.




Doces vertentes

sabem velejar

poesias silentes

sabem mapear.




Alma envolvente:

feita de [mar],

verso continente,

quero te beijar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pelo amor que há de ser,

não é justo 'prometer'.



Porque há de se esgotar

um sentimento anterior.



Para que se fique em paz

com o amor primeiro.



Porque em nome do último,

que seja verdadeiro.



Pela missão de ser e receber

o amor derradeiro:

Não é exagero que ele

seja [inteiro].

Inserida por anna_flavia_schmitt

Prometo escrever uma canção:

Feita de areias, mar e paixão.

Para ser cantada pela morena

Nascida para a tua rota acenar,

E tomar conta do teu coração.



O Farol em dias de Sol,

E em noites de luar e calma.


Ao som de uma boa prosa

E malemolentes sambas de roda,

O vigia será sempre o Farol.



Chamego os versos para você:

Versos que ainda não escrevi

Ainda na Bahia eu não vivi.


O cheiro, o cafuné e o beijo,

E o banzo para embalar a alma.




O Farol da Barra que vive brilhar,

Do Céu provém a inspiração,

Eu sinto a emoção marulhar

Na Bahia de Todos os Santos,

O encontro na beira do mar.



Esqueço e deixo tudo para trás,

Jogo firme a rede no mar,

Sou embarcação para navegar

Sou o vento a enfunar,

O Axé, a poesia e a paz...



Disseram muitas coisas...,

O Forte é de Santo Antônio.

Ainda vou até a Bahia,

Encontrar este meu sonho.



Dizem quem já foi à Bahia,

Não se esquece mais;

Se enamora para sempre,

E não volta atrás.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você sabe muito bem,

que eu não quis admitir:

- Que nós somos iguais!


Você me conhece bem,

por isso não preciso falar

que você mora em mim.


Eu sei que moro em ti,

fingi não [perceber]:

para não me entregar...



Você sabe que vou além,

que escrevo com o gentil

- arrimo -

Destes teus olhos celestiais,

e eles não se apagarão jamais!



Eu vivo uma inevitável

primavera que não passa,

a minha alma te abraça.



Eis o solstício irremediável

eterna chama que não abrasa

a vontade na imensidade.


A inspiração particular,

em tons solares e florais,

só para te embriagar demais.



Você me conhece muito bem,

- ilustre cidadão do meu peito -

e devastador como ninguém.

Você venceu o próprio tempo,

viraste paixão em poemas inteiros!



Sou senhora da minha liberdade,

- proprietária do meu nariz -

e boêmia das palavras.


Além das matizes mais florais

e de todos os bons 'setembros',

Eu reconheço que estou assim

- vivendo -

A mais colossal das estações:

- A Primavera do amor demais...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sou aquela que não quis ver:

o teu olhar como um oceano,

Louco para me [ter]

morando no teu castelo,

Cortejando o mais profano.



Ninguém pode me tirar o direito

de te amar em [silêncio],

Ninguém pode nos roubar de nós:

a jura, a ternura e o compromisso.

Entraste na minha vida como magia,

pleno com este doce [feitiço...



Sou a ilustre cidadã que vaga

[nua] no teu mundo:

- A aventura impensada,

o teu esquecer das horas,

e a tua Lua na madrugada.



Ninguém pode contra nós,

juntos somos imbatíveis!

Ninguém nos [conhece],

os nossos olhares se reconhecem,

Falamos de amor olhos nos olhos.



Sou a alma insubordinada,

que apeou no teu [forte],

E tocou no teu coração.

O teu querer virou atordoado,

o teu impulso será multiplicado!



Ninguém pode me tirar de você,

e nem mesmo o [tempo;

Ninguém pode me tirar você

de dentro de mim.

Brindamos com [convencimento]

a certeza do amor ter nos encontrado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O céu e o mar no maior cortejo

Porque se possuem os amantes,

E mesmo estando (distantes):

Possuem o embalo e o aconchego

De dividirem os seus segredos

Mais íntimos e impressionantes.



O Sol e a Lua dançam no infinito,

Porque se fundiram num corpo só:

O masculino e o feminino;

Giram os astros de contentamento

Pela potência dos amantes

Com o vigor nas coreografias

Expandem desejos flamejantes.



O verso é a fruição deste mistério:

Repleto de Sol, Lua, Céu e Mar

Dois amantes e seu (Universo).



A poesia é flutuação e oráculo

Do hemisfério sensual;

É manifestação e espetáculo.



É a devoção masculina derramada

Ao infinito feminino...,

É cumplicidade (apaixonada)!



É o invadir potente o corpo

Da tua amante,

E conduzi-la ao sonho:

De ser gigante.



É o espargir do teu perfume

- marcante -

E convencê-la aos teus jeitos

De amar sem freios.



É escrever o soneto despreocupado

Do teu modo,

E temperá-lo apimentado.



E assim em versos livres de rigor

- reconhecer -

Que a potência e o vigor nascem

das graças e do porte da mulher

- amante -

Derretendo-a com carícias plenas,

Efusivas, magníficas e extasiantes.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Às vezes percebo que

tenho vivido assim:

rumo à uma Pátria

desconhecida.

Mulheres rebeldes

fazem história

ou viram poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pernas são como laços
para enfeitar a toda hora,
Para na hora do prazer:
você confundir os passos
Com os doces abraços.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não importa o tamanho

da nossa [fantasia...,

Ela apenas nos compete;

e com ela a gente se refugia.



És tu a minha estrela

com a tua luz [invasora

da minha intimidade;

És tu deidade cósmica

de joelhos sou adoradora.



Não importa o tamanho

do nosso [desejo...,

Ele apenas é o tempero;

com ele a gente faz a receita

para embalar a sintonia.



És tu a minha embriaguez

com a tua tez [sedutora...,

Da minha infante lucidez:

és a parte mais promissora.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Estes versos escritos

são feitos de suspiros,

Assim como as estrelas

que busco do olhar,

Doces beijos infinitos

não quero negar,

Ao belo monumento

que foi feito para uso,

fruir e não me saciar.



Tens tudo de sal,

És adorável;

Tens tudo de mar,

És admirável,

Tens tudo de amor

És agradável ao paladar.



Estes passos ousados

são feitos de desejos

Nascidos do primeiro olhar;

Estes poemas místicos

são feitos das ondas

Que irão trazer-te pelo mar.



Este poemas perfumados

são feitos de desejos

Servidos de um cobiçar:

- uma ousada escultura

Que está a me inspirar

Versos para te provocar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Nada neste mundo tirará

o meu direito de ser poeta,

Nenhum infortúnio roubará

o teu direito de ver inteira:

- A poesia inabalável.

Nada neste lugar julgará

o nosso direito e leveza de ser

- unidos -

Pela poesia [inabalável;

Porque nada nos desamparará

do nosso dever romântico,

Que mesmo sem escrever

a inspiração não deixa abandonar,

O amor valente e [imensurável].





Os nossos olhares não se perderão,

Os dois estão presos pelo coração.



As nossas bocas sempre irão arder:

Os beijos jamais irão [esquecer].



Os nossos corpos não se desgrudarão,

Os dois jamais apagarão.



Os carinhos que ninguém há de negar,

As vontades jamais hão de [passar].



No fundo, sei que não se sente seguro,

porque confiava estando ao meu lado

Um protegia o outro do desdouro:

de todos, de tudo e do mundo.

No profundo de ti não sossegas,

sente muito a minha falta...,

Porque não sente sequer o teu sonho

velado com amor e toda a calma,

Sei também que estás sofrido,

carente, desprotegido e sem afago.

- Não te enganes mais! -

Sou o teu doido amor,

A chaga aberta e em chamas:

- Não cicatrizarei jamais!-

Inserida por anna_flavia_schmitt

Feito ave rara a me procurar

no final deste verão percebi:

o quão próximo está o final

dessa nossa íntima espera.

Tenho tanto a te confessar

no início deste lindo outono:

que nunca deixei de pensar

no futuro do nosso encontro.



Ledos toques e cetins enredos

no bater dos sutis peitos...,

Não há nenhum (engano)

desta preferência e plano.

Viris sinais e doces enleios

na crença que me faz bela,

Na espera que me faz tua,

no estímulo que me inspira.

Porque você tem (nome),

para mim és o meu enigma;

Dotado de especial talento

e da inesquecível promessa

De ouvir até o teu silêncio.



Sou a polaridade que mexe

contigo e te 'emociona'...,

És a imensidade que desconcerta;

Tu és alma livre que me cativa

fazendo de mim coração em prece.

Sou o poema a ser lido por ti

bem no remanso da noite, corra...

Não me perca nenhum segundo,

te apresse e me 'desconcerte'.

Inserida por anna_flavia_schmitt