Declaração de Amor para Namorada
Sejamos livres das palavras que fere
Da angústia que chega
Da maldade que assombra
Da ilusão que engana
Do cansaço que esgota
Da mentira que confunde
Da desafeto que afasta
Do orgulho que separa
Da mágoa que adoece.
Incrível como algumas pessoas fazem pequenos momentos durarem uma eternidade.
Você sente aquela vontade de que esses instantes nunca terminem.
Mas quando acaba é como se tivesse vivido um sonho.
A quem acredite que os dias são todos iguais vestidos com a roupa surrada da mesmice mas o inesperado tem a sutileza de nunca usar o mesmo perfume.
CORAÇÃO NÃO É FLOR QUE SE CHEIRE!
MINHA MENTE TE QUER LONGE,
MAS O MEU PEITO ANSIOSO
EM CRUZAR O TEU CAMINHO
NOVAMENTE .
CORAÇÃO BATE TÃO FORTE QUE O
CÉREBRO NÃO SUPERA
E ME FAZ PENSAR QUE É DELE(AMOR PLATÔNICO)
QUE EU PRECISO,
MAS O QUE POSSO FAZER
SE UM FORA EU O DEI,
SÓ POSSO ME ARREPENDER
DO PAPELÃO QUE PASSEI,
ACHANDO QUE JÁ TINHA ME ENJOADO
TE DEIXO PARA TRÁS,
QUANDO ME VEM COM DECLARAÇÕES
MEU CÉREBRO ENTENDE
QUE O PEITO JÁ NÃO QUER MAIS.
E AGORA A SOLIDÃO,
QUE ME PRENDE A ESSA TORTURA
TODOS OS DIAS,
NÃO TEM COMO O ESQUECER,
REENCONTRO-Ó EM TODOS OS LUGARES
AONDE QUER QUE EU VÁ,
E MAIS UMA VEZ MEU CORAÇÃO
ME MASSACRA VENDO ELE PASSAR.
Hoje sinto nos meus ombros o peso de todas as minhas escolhas.
É difícil ser sozinha
É difícil resolver tudo sozinha.
Sinto que minha força já não é a mesma de antes,
Sinto que meu corpo já não tem tanto vigor como eu gostaria.
A vontade que sinto as vezes é de deitar e esperar a exaustão passar.
Se fosse fácil eu apenas diria
Se houvesse momento certo
As palavras por si traduziriam
Mas não há momento, ou melhores palavras
Eu não consigo esconder mais
Quando te vejo eu sinto um turbilhão de desejos
Vontade de correr para os seus braços
Te dizer que faz tanto tempo que as palavras engasgaram-se em meu peito
Que se eu não falar eu não poderei respirar
Sonho com você vindo ao meu encontro
Que ao dizer que te amo, possa ouvir as mesmas palavras
Lábios puros, mãos firmes. Meu amor, de toda a vida.
-Tudo bem?
Ele perguntou e eu quis dizer que não. Quis dizer que só estaria bem depois que ele voltasse a bagunçar os lençóis da minha cama, os meus cabelos e a minha rotina. Que só estaria bem depois que ele voltasse a deixar bilhetes espalhados pela casa nos lugares mais improváveis para que eu achasse sem querer. Quis dizer tanta coisa que me afoguei nas palavras e sai sem responder o deixando pensar que eu não ligava mais, quando na verdade morria por dentro.
Ela encontrava-se sentada na cadeira branca que tinhas os braços unindo-se as costas e havia colocado-a perto do aparador. A perna direita servia de apoio para o caderno enquanto a outra passava por baixo desta e as pontas dos pés repousavam sobre o móvel.
O lápis corria preciso sobre o papel. Os longos cabelos cor de cobre caiam de maneira desordenada sobre seus ombros e ela sorria sozinha à medida que o desenho tomava forma. Nem percebeu a hora passar e só deu-se conta do quão tarde era, quando os raios de sol iluminaram o desenho.
Sorriu mais uma vez ao olhar a obra agora pronta. Era ele. Deitado em sua cama, adormecido. Era só um desenho, um desejo. Apesar da perfeição dos detalhes, da maneira que a coberta enroscava-se na perna dele, da mexa fora do fluxo no travesseiro, ele nunca estivera naquela cama, nem em nenhum outro canto daquela casa a não ser dentro dela.
… E vez ou outra apostaríamos corrida na chuva e entraríamos em casa molhando todo o tapete. Tomaríamos um banho quente, pegaríamos as canecas com cafe e começaríamos a rir antes mesmo de tomar o primeiro gole. As pernas estariam emboladas no sofá e o computador estaria tocando umas das musicas que vivemos mandando uma para o outro.
Apenas a luz da cozinha estaria acesa, para que a sala ficasse com uma meia-luz. Você mudaria de posição ao acabar o café e deitaria a cabeça no meu colo, fechando os olhos para logo pegar no sono.
Eu ficaria cantando baixinho as musicas que tocassem, mesmo com meu inglês ruim e mesmo sabendo que você certamente ouviria.
E eu finalmente velaria teu sono, como sempre prometi fazer…
Há uma infinidade de coisas que eu queria fazer e ter que aceitar que não poderei faze-las, é deveras devastador.
Eu queria faze-la rir convulsivamente de coisas idiotas todos os dias. Assim, por mais exaustivo que sua rotina tivesse sido, ela conseguiria esquece-la, ainda que apenas momentaneamente.
Eu queria tira-la da rotina. Arrasta-la comigo sem dizer para onde e na verdade, queria arrasta-la sem ter um lugar definido, só sair, olhar estrelas, sentir o vento. Os momentos insanos e não programados tendem a ser os mais memoráveis.
Queria provoca-la na hora errada. Talvez ela ficasse com raiva e me ameaçasse, mas sei que mudaria de ideia quando ficássemos a sós.
Queria por ela no colo toda vez que estivesse prestes a desabar e sussurrar em seu ouvido que tudo bem, que ela podia cair, eu seguraria o mundo dela enquanto isso.
Queria abraça-la forte quando estivesse tendo um daqueles pesadelos e cantarolar baixinho até voltasse a dormir aninhada em meus braços.
Queria ser o motivo da alegria dela, da paz dela, ser o que a faz levantar sorrindo todas as manhãs. Queria ser o que a tira do eixo e o que a traz de volta. Queria ser para ela tudo o que ela é para mim.
Há uma infinidade de coisas que eu queria fazer e ter que aceitar que é outra pessoas quem as faz, é deveras devastador.
Hoje re-li nossas conversas, fui até o inicio de tudo e me dei conta de como fui cega…Como demorei a admitir. A medida que lia, lembrava da sensação que cada palavra sua sempre trouxe, da força…Da felicidade. Foi amor antes de ser qualquer outra coisa, foi amor até quando te amar era “errado”.
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