Declaração de Amor para Namorada

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O amor é um som que reclama um eco.

O amor é um estado essencialmente transitório. É como uma enfermidade. Tem a sua fase de incubação, o seu período agudo, a sua declinação e a sua convalescença. É um fato reconhecido e ratificado por todos os fisiologistas das paixões.

Sempre disse que uma mulher só se deve casar por amor - e continuar a casar-se até o encontrar.

O que é o amor? - um conto simples, dito de muitas maneiras.

O amor é o milagre da civilização.

Não se esqueça que o amor, tal como a medicina, é só a arte de ajudar a natureza.

O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.

O amor é como a febre, nasce e extingue-se sem que a vontade tome minimamente parte nele.

A clemência dos príncipes não passa muitas vezes de uma política para conquistar o amor dos povos.

O amor não existe, só há provas de amor.

Muitos são os remédios que curam o amor, mas nenhum é eficaz.

A honestidade das mulheres é muitas vezes o amor da sua reputação e da sua tranquilidade.

Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

Quão facilmente o amor acredita em tudo o que deseja!

No amor, as mulheres são profissionais; os homens, amadores.

Do amor para com a mulher, nasceu tudo o que há de mais belo no mundo.

No amor o mais importante é não fazer mal à outra pessoa. É secundário que se atinja este objetivo pela mentira ou pela honestidade. Infelizmente quase toda a gente odeia ser enganada.

Os raciocínios do amor-próprio não gozam do crédito das melhores consequências.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Anátema, 1850

O amor-próprio do tolo, quando se exalta, é sempre o mais escandaloso.

Primeiro Amor

Quero voltar ao início de tudo
Encontrar me contigo senhor
Quero rever meus conceitos, valores
Eu Quero reconstruir
Vou regressar ao caminho
Vou ver as primeiras obras senhor

Eu me arrependo senhor,
Me arrependo senhor
Me arrependo senhor

Eu quero voltar
Ao primeiro amor
Ao primeiro amor
Eu quero voltar a Deus