Declaração de Amor para Casamento
Se existir realmente amor entre duas pessoas, quero te amar. Se eu acreditasse no casamento, sonharia em me casar com você. No entanto, eu acredito no querer, e por isso vou me esforçar para continuar a estar com você.
— Surpreende me que os pais consintam. É um casamento de amor, segundo ouço dizer.
— De amor? — exclamou a embaixatriz — Onde foi colher essas ideias antediluvianas? Quem fala em amor nos nossos dias? — Que quer, minha senhora? — disse Vronski — Essa velha moda ridícula ainda não acabou de todo.
— Tanto pior para os que ainda a usam! Em matéria de casamentos, só conheço uma espécie feliz o casamento de conveniência.
— Pode ser, mas, em troca, a felicidade desses casamentos muitas vezes desfaz se em pó justamente porque surge o amor, no qual não acreditavam — replicou Vronski.
— Perdão, chamo casamento de conveniência a esse em que ambas as partes já pagaram o seu tributo à mocidade. O amor é como a escarlatina, todos têm de passar por ela.
— Então, seria bem melhor que se arranjasse maneira de inoculá- lo artificialmente, como se faz com a varíola.
— Quando rapariga, apaixonei me por um sacristão — declarou a princesa Miagkaia — Mas não sei se isto me serviu de alguma utilidade
— Fora de brincadeira — interrompeu Betsy —, sou de opinião que, para conhecermos o amor, temos primeiro que nos enganarmos para depois então corrigirmos o erro.
— Mesmo depois de casadas? — perguntou, rindo, a embaixatriz
— Nunca é tarde para nos arrependermos — observou o diplomata, citando um provérbio inglês.
— Exactamente. — aprovou Betsy — Cometer um erro e, depois, repará-lo, eis o verdadeiro caminho. Qual a sua opinião, minha querida? — perguntou ela a Ana, que ouvia a conversa, calada, um meio sorriso nos lábios.
— Eu acho — disse Ana, brincando com uma das luvas — que se é verdade que cada cabeça cada sentença, há de haver tantas maneiras de amar quantos os corações.
(Anna Karenina)
"Às vezes, o amor pelos filhos é a única algema que mantém o pai no cárcere do casamento."
— Valter Martins / Santo da Favela, o Poeta da Rua
Eu não acredito em fases do amor, em tipos de amor.
A vida tem fases, a lua tem fases, o casamento tem fases, o amor, não tem.
Ele só tem começo, não existe meio e fim.
Quanto termina, é porque não era amor, era paixão.
Paixão é assim, quanto você pensa que está começando, ela já chegou ao fim.
Amor é eterno, é sólido...
Não existe outros tipos de amor.
Amor não tem ponto e nem vírgulas.
O amor é assim...
Simplesmente amor.
Um casamento feliz e saudável contém ingredientes do amor, da aceitação das diferenças, de bases espirituais iguais, dos mesmos objetivos, dos acertos sob o perdão e da mútua fidelidade.
O que nutre de verdade?
Amor, num casamento,
não é o prato cheio
quando a mesa está vazia de olhar.
Não é o teto firme
se o silêncio cai pesado
sobre os corpos que dormem longe
mesmo deitados juntos.
Amor é o gesto pequeno
que não pede aplausos:
a mão que procura a outra
no meio da noite,
como quem diz
“estou aqui, você não caiu sozinho”.
É presença que não disputa,
é escuta sem pressa,
é riso que nasce do nada
e faz o dia caber melhor no peito.
Amor nutre
quando toca sem ferir,
quando acolhe sem invadir,
quando cuida sem controlar.
É alimento invisível:
olhar que aquece,
voz que acalma,
corpo que oferece abrigo
sem exigir senha, desempenho ou prova.
Num casamento,
amor não pesa,
ele alivia.
Não cobra ,
ele compartilha.
Não substitui a fome do corpo,
mas alimenta a alma
para que o corpo também queira viver.
Porque pão sustenta a carne,
mas é o afeto que sustenta a vida.
E onde há amor assim,
a casa respira,
o coração descansa,
e viver junto
deixa de ser sobrevivência
para virar caminho.
Quero tanto um casamento
romântico, pra não ter dúvidas
que casei por amor, mas a minha
loucura acaba com todo o meu
romantismo.
De todos os juramentos feitos no casamento, nenhum mencionava a solidão. Falou-se de amor, de parceria, de cuidado mútuo, de atravessar juntos o que viesse — mas ninguém avisou que, às vezes, o silêncio dentro da própria casa pode pesar mais que a ausência de qualquer pessoa no mundo.
A solidão compartilhada é estranha: você divide o teto, divide a rotina, divide até o espaço na cama, mas não divide a alma. E quando o coração começa a se sentir sozinho ao lado de quem prometeu ser abrigo, algo dentro de nós se quebra aos poucos, silenciosamente. Não é um rompimento abrupto — é um desgaste. Um desgaste que corrói devagar, quase invisível, até que um dia você percebe que está acompanhado, mas não está junto.
Talvez os votos não mencionem a solidão porque ninguém quer imaginar que ela possa existir no amor. Mas a verdade é que ela existe. E quando chega, ela dói de um jeito único, porque não é só a falta do outro — é a falta de nós dois.
O amor
É doar-se em alma,
Manter-se a calma,
Conexão mortal,
Casamento final.
Matrimônio único,
Ato benéfico,
Compreender o nós,
Desatar o entre nós.
Vibração somática,
Por vezes errática,
Cultural é sua prática,
Monumental e metálica.
"Jesus não rejeitou o casamento; rejeitou a ideia de que o amor possa ser reduzido à posse de um corpo."
CASAMENTO, CELIBATO E POLIGAMIA À LUZ DO ESPIRITISMO: A EVOLUÇÃO DO AMOR SEGUNDO A LEI NATURAL.
Entre as diversas leis morais apresentadas pela Doutrina Espírita, a Lei de Reprodução ocupa lugar de grande importância por tratar de um dos aspectos mais profundos da existência humana: a continuidade da vida e o aperfeiçoamento moral do Espírito. Longe de restringir-se ao fenômeno biológico da geração, essa lei alcança as dimensões da responsabilidade, da afetividade, da família e do progresso espiritual.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec demonstra que as leis da Natureza possuem uma finalidade superior. Nada foi criado ao acaso. A reprodução dos seres vivos integra a harmonia universal e assegura a continuidade da vida em todos os seus aspectos. Entretanto, ao conceder ao homem a inteligência e o livre-arbítrio, Deus também lhe confiou a responsabilidade de agir como colaborador da própria Natureza, jamais como seu destruidor.
Por essa razão, os Espíritos ensinam que o ser humano pode regular a reprodução quando houver necessidade legítima e em benefício do equilíbrio natural. O que se condena não é o uso consciente da inteligência, mas a tentativa de frustrar deliberadamente a finalidade da reprodução apenas para atender aos excessos da sensualidade e do egoísmo. Quando o prazer torna-se um fim em si mesmo, separado da responsabilidade moral, evidencia-se o predomínio da matéria sobre o Espírito.
Nesse contexto, o casamento representa um dos maiores marcos da evolução da Humanidade. Kardec pergunta se a união permanente entre dois seres seria contrária à lei natural, e a resposta dos Espíritos é clara: trata-se de um progresso na marcha humana. O casamento transforma a simples atração física em compromisso, fidelidade, cooperação e responsabilidade recíproca. A família deixa de ser apenas um agrupamento biológico para tornar-se uma verdadeira escola de aperfeiçoamento moral.
O comentário de Kardec é particularmente significativo ao afirmar que a abolição do casamento significaria um retorno ao estado primitivo da Humanidade. A união estável dos cônjuges favorece o desenvolvimento dos sentimentos, fortalece os vínculos familiares e cria condições para que Espíritos reencarnados encontrem no lar um ambiente de educação, reparação e crescimento espiritual.
Ao mesmo tempo, a Doutrina Espírita distingue claramente as leis divinas das leis humanas. A indissolubilidade absoluta do casamento não pertence à Lei Natural, mas às legislações criadas pelos homens. Isso significa que a união matrimonial deve ser preservada enquanto cumprir sua finalidade de auxílio mútuo, respeito e crescimento moral. Quando se transforma em instrumento permanente de sofrimento, violência ou degradação dos envolvidos, o rompimento do vínculo jurídico não constitui afronta à lei divina, mas consequência das imperfeições humanas ainda presentes na sociedade.
Outro tema frequentemente mal compreendido é o celibato. O Espiritismo não considera o simples fato de permanecer solteiro um estado de superioridade espiritual. Se motivado pelo egoísmo, pelo orgulho ou pelo desprezo à vida familiar, o celibato não possui qualquer mérito diante de Deus. Contudo, quando representa um sacrifício voluntário realizado para dedicar integralmente a existência ao serviço da Humanidade, adquire elevado valor moral. O mérito nunca está na condição exterior da pessoa, mas na intenção pura que inspira seus atos.
Também a poligamia é analisada sob o prisma da evolução moral. Os Espíritos afirmam que ela não constitui uma lei natural, mas uma instituição humana vinculada a determinados períodos históricos e costumes sociais. O casamento ideal, segundo as leis divinas, fundamenta-se na afeição recíproca. Onde predomina apenas a sensualidade, desaparecem os elementos espirituais do amor verdadeiro. À medida que a Humanidade progride, substitui as relações baseadas na posse, no poder e nos interesses materiais por vínculos construídos sobre o respeito, a igualdade e a fidelidade.
Essa compreensão revela um aspecto essencial da Doutrina Espírita: a verdadeira evolução consiste na educação dos sentimentos. O homem deixa gradualmente de ser governado pelos impulsos instintivos para orientar sua vida pela consciência, pela razão e pelo amor. O casamento, a família e a própria sexualidade deixam de ser simples expressões da natureza biológica para converterem-se em instrumentos de crescimento espiritual.
Em última análise, a Lei de Reprodução não trata apenas da multiplicação dos corpos, mas da educação das almas. Cada lar constitui uma oficina de aperfeiçoamento onde Espíritos aprendem a renunciar ao egoísmo, desenvolver a paciência, exercitar o perdão e construir laços de amor que ultrapassam a própria morte. A família, assim compreendida, torna-se um dos mais importantes mecanismos da Providência Divina para conduzir a Humanidade ao seu destino de perfeição.
Fontes:
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Parte Terceira – Leis Morais. Capítulo IV – Lei de Reprodução, questões 693 a 701.
Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulos XIV (Honrai a vosso pai e a vossa mãe) e XXII (Não separeis o que Deus juntou).
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