Declaração de Amor de Mãe para Filha
Acredito que Deus é uma mulher, só uma mãe teria a força necessária para suportar o peso da morte, só uma mãe teria a força para dar glória à ressurreição e suportar em matéria carnal os dissabores do preconceito cotidiano
Uma mãe é a materialização de Deus na Terra, mais do que isso, é a resposta salutar da carta que enviamos antes de nascer pedindo proteção perpétua da espiritualidade junto aos astros
A gentileza é um bebê de fraldas, que está sempre a engatinhar em direção a sua mãe chamada virtude
O Véu de Lete
Antes do alvorecer, fui tudo.
Rei e réptil, mãe e mártir,
ferro e flor.
Fui punhal e promessa,
fui incêndio e oração.
Mas ao nascer, bebi do rio.
E esqueci.
O nome da lâmina que me cortou.
O rosto da alma que me amou.
Os juramentos murmurados entre dentes
na última noite de outra vida.
Tudo se perdeu.
Como areia entre os dedos do tempo.
E no silêncio do não saber,
floresceu o saber maior.
Não o saber das lembranças,
mas o saber do instinto,
da escolha que pulsa sem porquê,
do medo que avisa, da paixão que chama,
do erro que retorna como mestre.
Esquecer foi meu pacto.
Minha chance de ser novo
sem me ferir do antigo.
Pois se eu lembrasse…
ah, se eu lembrasse!
Perdoar seria impossível.
E amar, um risco repetido.
Cada gesto se tornaria prisão.
Cada encontro, um julgamento.
Mas neste esquecimento sagrado,
a alma dança.
Livre de correntes de glória ou culpa,
ela ousa errar de novo.
E ao errar, aprende —
não com a mente, mas com a essência.
No final, quando o corpo dormir
e o véu se erguer,
voltarei à margem do rio.
E saberei.
Mas por ora, bendito seja o esquecimento.
Ele é o ventre onde renasço.
É o chão fértil do esquecimento
que guarda a semente da eterna sabedoria.
Eu me ferrei todinha por seguir alguns conselhos de minha mãe, mas a maioria deles ainda tá valendo.
Cuidar de um pai ou de uma mãe na velhice (na VelhIcE) é uma questão de cidadania, é obrigação, não uma opção.
Se hoje eu tivesse que escolher uma palavra, apenas uma, para personalizar a minha mãe, eu diria “rosas”. A minha mãe plantava rosas. Ela tinha um jardim só de rosas. Uma vez ela ganhou um jardim inteiro de rosas, era um presente romântico. Houve um tempo em que ela nos levava todos os dias àquele jardim. Depois de um tempo as rosas murcharam, e o jardim morreu. E minha mãe nunca mais teve outro jardim. Mas, aonde quer que eu vá e encontre rosas, lá está ela.
Mãe sábia não fala mal dos seus filhos com ninguém, nem mesmo qdo eles a decepcionam profundamente. Isso tbm é amor incondicional.
O Brasil mais parece a casa da mãe Joana, onde tdo mundo faz o que quer, e tdo mundo mete o bedelho.
" O 'SIM' de uma mãe à um espírito abatido pelas culpas, é um recurso sublime para desobstrução dos infernos em que vive essa alma. E o aborto é a negação do sagrado."
☆Haredita Angel
