Decisão
Amanhecer e olhar a vida atraves de sua janela. Eis a questão... sentir-se vivo e participar da vida... ou deixar o barco correr a deriva. A decisão é sua de como ela vai ser, de como você vai viver. Pode-se receber cartas marcadas, mas nada melhor que fazer sua vida acontecer.
Sabemos evitar buracos por onde passamos. Podemos evitar tudo o que não faz bem. As escolhas são o santificado direito que temos a grata satisfação de merecer. É a decisão da trilha; mais que isso, é o hoje que plantamos e amanhã vamos colher.
O preguiçoso anda tão devagar, que suas atitudes refletem a lentidão de interior e de sua vida, causando a morte de qualquer ação decisiva, em seu benefício próprio.
O homem prudente que não tem sagacidade no pensar, ou seja, rapidez de raciocínio, prefere criar tempo até a decisão principal, isso é burocracia apurativa e sabia
Se amar é cuidar, por que deixamos para lá?
Porque amar é se entregar ao futuro ou ao presente.
A decisão é quem vai determinar, o medo do futuro
Pode então nos moldar, tentando fazer do amar pendurar.
Mas o futuro é incerto, caro interlocutor,
E o amor que se põe no futuro pode se desluir.
Assim dizia: por que deixamos para lá?
Se somente o presente pode usufruir e barrar,
Fazendo o amor, agora, se fazer e cuidar.
Alcançar e o invisível são faces da mesma moeda.
O sucesso nasce onde habita a persistência.
O futuro ainda que nomeado é bruma,
e só a decisão o atravessa.
Ele permanece à beira do limiar, o vento frio da estação tocando seu rosto enquanto o trem repousa por um momento. A porta aberta à sua frente é um convite silencioso, mas a decisão pesa como um fardo nos ombros. De dentro do vagão, ele observa o caos organizado da estação. Pessoas correm de um lado para o outro, cada uma com seus próprios destinos, carregando sonhos, dores e despedidas. A estação é imensa, cheia de vida, cores que se misturam em um psicodélico turbilhão de emoções, refletindo o turbilhão dentro dele.
É como se o mundo inteiro estivesse em movimento, exceto ele.
Ali, parado no limiar, com os pés ainda dentro do trem, ele sente a hesitação apertar seu peito. O próximo passo não é apenas uma escolha física — é uma decisão que ecoa na alma. Há tanto peso no ato simples de sair do vagão, como se estivesse deixando para trás uma parte de si, uma vida que já não faz sentido continuar. Cada rosto que passa por ele é uma lembrança do passado que tenta se afastar. Há dor, sim, mas também há uma promessa de algo novo do outro lado. Só que para dar esse passo, ele precisa deixar algo para trás, algo que talvez nunca mais volte a ser.
E então ele percebe: a verdadeira viagem não é sobre o destino. É sobre as paradas, os momentos em que decidimos se seguimos em frente ou se ficamos.
A estação pulsa à sua frente, vibrante e viva, mas a escolha é dele. Ficar no trem, confortável no familiar, ou descer, enfrentar o desconhecido e descobrir o que a vida reserva do outro lado?
No fundo, ele sabe que o trem não esperará para sempre.
A falta de responsabilidade é um motivo inconsciente para justificar a falta de controle em situações que exigem decisão e administração das emoções e sentimentos. Se alguém não se vê responsável por algum comportamento, atitude ou sentimento dificilmente conseguirá tomar decisões coerentes.
