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Decepção e Vingança

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Encantamento

Voltei a escrever versos pra você ao som de Ella Fitzgerald. Voltei porque me decepcionei tanto com esses
possíveis amores que no fundo eu pensava que preencheriam sua falta e lucidez.
Eu tentei romantizar pessoas que não sabem o que é entardecer comprando livros
ou doer até a alma pedir um pouco de cinema americano.Esses com finais felizes, flores e grinaldas.
Fiquei triste. Estou me poupando mais.
Eu que já me poupo excessivamente; agora vou embolorar de tanto esconder meu coração .
Quero escrever sobre você até o último encantamento.
Escreverei nos invernos mais rígidos e nos verões escaldantes.
Repouso minha saudade nas folhas de Outono.
É sempre primavera quando você volta .

Você sabe o quanto dói se decepcionar com os amigos? Então sabe o quanto é difícil superar a dor.

As vezes a gente se apaixona.
As vezes a gente simplesmente gosta.
E as vezes a gente se decepciona.
As vezes a gente ensina.
As vezes não entende.
Mais quase sempre a gente aprende.
As vezes a gente esquece.
E as vezes a gente passa pela frente e faz de conta que não conhece.
As vezes a gente fica triste, e acha que a felicidade nem existe.
Mais quase sempre, ela esta presente.
A gente não enxerga, mais a gente sente.

O amor nunca é como nós esperamos. Ou ele nos surpreende, ou ele nos decepciona...'

SONETO

Às vezes é só o tamanho da sua alegria
às vezes é só o tamanho da sua decepção
às vezes não é, nem um e nem outro
às vezes são só coisas do coração

muitas vezes são só palavras
em outros casos oração
algumas vezes são viáveis
outras vezes é a situação

todas as alegrias gritam
todas as tristezas somem
todas as palavras voltam

tudo a sua volta, sente
tudo em você é diferente
tudo na vida mostra a gente.

B.

Imagine algo extremamente decepcionante? Pronto já conseguiu ver o que você foi em minha vida!

Meu coração me diz uma coisa, mais minha razão esta gritando no meu ouvido, que eu vou me decepcionar de novo, eu nunca na minha vida ouvi minha razão eu sempre fazia totalmente o contrário, mas dessa vez ela esta pesando muito. e não quero ficar chorando noites e noites por uma decepção a Mais. eu Já sofri tanto com essa tal de paixão amor sei lá e eu sei o quanto dói.

Pare de pensar nos outros e comece a pensar em você. Chega de decepções.

O ódio, a inveja e o desejo de vingança ligam muitas vezes mais dois indivíduos um ao outro do que o podem fazer o amor e a amizade.
Pois está em causa a comunidade de interesses interiores ou exteriores e a alegria que se sente nessa comunidade , onde é muitas vezes determinada a essência das relações positivas entre os indivíduos, o amor e a amizade é sempre relativa e não é em nenhum caso um estado de alma permanente, mas as relações negativas, essas são, a maior parte das vezes, absolutas e constantes.
O ódio, a inveja e o desejo de vingança têm, maior poder sobre o sono do que o amor. O menor sopro os desperta, enquanto que o amor e a amizade continuam tranquilamente a dormir, mesmo sob o trovão e os relâmpagos.

Quem nunca se decepcionou por um amor platônico, puramente ideal, um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve. Aquele que reveste-se de fantasias e de idealização.(?)

Amei demais, valorizei demais, me iludi demais, me decepcionei demais. Exagerei em tudo.

A vingança da vida é pagar a arrogância dos vaidosos e a maldade dos poderosos, dando-lhes o mesmo destino terreno que é dado aos pobres e feios!

O pior em uma decepção, não é o golpe que causa a ferida e sim a dor que acompanha os dias. Sempre que olhamos a cicatriz.

Não há amor humano que não decepcione, pois ele não é mais do que uma porta para um amor maior. Eu te amo!

Tentei te dar consolo
Quando seu velho homem te decepcionou
Como um tolo, me apaixonei por você
Você virou meu mundo inteiro de cabeça pra baixo

Sabe, não tenho palavras que possam expor o quão triste e decepcionada estou.
Meu mundo está chorando de modo tão sinistro que quando abro a janela, apenas vejo uma mãe chorando, pelos seus três filhotes que caíram de seu ninho, e que não podem mais voltar; pois se perderam de forma muito brusca num mundo que não tem mais volta.
Sua mãe, apenas, muito entristecida com a perda, se remoí e chora tão, mais tão amargamente, que ninguém pode imaginar.
Ela apenas espera o dia em que sua alma seja elevada ao céu, pois só neste dia, sua dor sanará de forma com que seu coração se purifique diante dos fatos.

Primeiro dia sem você

Acordo feliz, nada como acordar triste para não carregar a espera da decepção. Tomo um banho demorado escutando Cake no último volume. Claro que não é para te provocar, você não está lá para ouvir a banda que você tanto odeia apenas porque você tem ciúmes de tudo o que eu gosto, mas é para impor ao mundo que eu voltei, estou única e exclusiva novamente. Eu e o meu mundo. Eu e minha solidão sem preconceitos e sem lições de moral, minha melhor amiga, a solidão, nunca vai me achar estranha justamente porque é filha predileta da minha estranheza.
Tomo café com ela que, assim como eu, não come muito. A solidão precisa manter a forma para me acompanhar eternamente, e eu preciso não vomitar pelo inchaço que ela me causa.
Coloco uma roupa estranha, minha pulseira de dentes que você odeia, minha bota que não me deixa nada feminina e pinto os olhos, adoro não precisar parecer uma moça com dono.
No carro escuto Nação Zumbi no último volume, você não conhece, nunca se interessou, como pode? Um movimento tão charmoso ou, no mínimo, uma música boa pra dançar. Lembro que você escuta o mesmo cd do Bob Marley há vinte anos e só troca quando algum amigo seu te dá alguma dica, as minhas dicas são sempre chatas, meu mundo te encheu, como você disse. Dou graças a Deus de estar tão bem acompanhada dentro do meu universo. Eu e Nação Zumbi, eu e Billie Hollyday, eu e Cake, eu e Frank Sinatra, eu e o silêncio do meu carro, sem ninguém pra me dizer que eu freio muito depois do que deveria.
Se eu quiser, hoje, alugo um daqueles filmes europeus p&b e assisto embaixo da minha coberta com um pijama bem feio e meu cabelo em seu pior estado. Quem sabe eu não tiro umas melecas do nariz, beijo minha cachorra na boca e solto pum. Eu e meus filmes prediletos, eu e minha filha peluda, eu e as extensões do meu corpo.
Faço aula de yoga ou musculação? Encontro o meu novo amigo interessante para um café ou bato papo com a minha nova amiga sobre essa nossa mania de não saber ser feliz, mas impor ao mundo o tempo todo a cartilha da felicidade?
O mundo é enorme sem você, sem o seu amigo que solta fogos de artifício com o cofrinho aparecendo mas me acha uma babaca, sem o seu amigo que nunca nem olhou na minha cara direito mas bate em mulheres, e sem a sua amiga que cheira enquanto o pinto do marido não levanta e a bebê chora. O mundo é enorme sem toda a culpa que eu carrego por não ser a menininha leve e sem preconceitos que curte ver o desenho da Lua no mar e não se abala com tanto amor e nem com o medo e o cansaço que viver causa.
Eu sei que sou pesada, triste, dramática, neurótica, louca, insatisfeita, mimada, carente. Mas você se esqueceu da minha maior qualidade: eu sou só.
Eu era só aos cinco anos quando eu não entendia porra nenhuma do que estava acontecendo e corria para rezar no banho. A fumaça de cigarro tomando toda a casa enquanto meus pais decidiam absolutamente nada em longas discussões que sempre terminavam com a minha mãe jogada em algum canto tremendo e vomitando, e eu com a certeza de que ela morreria cedo. Hoje em dia ela sinaliza o tempo todo que pode morrer por falta de carinho, e eu não consigo dar a mínima.
Eu era só quando descobri que não controlo a vida, primeiro a minha mãe namorando justo no horário do Corujão do sábado, o horário em que eu podia ficar acordada até mais tarde namorando ela num mundo escuro e longe de tudo, depois as uvas lavadas em vinagre me esperando para sempre e meu avô morto no quarto ao lado, as meninas da escola ganhando corpo e charme antes de mim, o meu jeito estranho de ter medo de perder o controle e de multidão.
Eu era só pesando doze quilos a menos, quando o mundo inteiro queria que eu comesse pra não morrer, e eu querendo viver tanto que tinha medo de não conseguir, como tudo que sempre quero muito, e acabo fodendo logo pra não ter que viver com a ansiedade do desejo maior do que eu. Eu quase morri de tanto que queria viver. E eu tô quase acabando com o seu amor por mim, de tanto que eu quero que você me ame. Percebe? Louca. Louca e só, porque ninguém vai agüentar isso.
Eu sempre estou só quando sou tomada por um susto longo e paralisador que dá vontade de me concentrar apenas em mim, e não ver nada e nem ninguém, por isso quis chorar só e escondida atrás da porta, como um rato que todo mundo tem nojo, que causa doenças, que tem um longo rabo deixando tudo entreaberto para trás, mas que no fundo só quer um pouco de queijo, como qualquer criança bonitinha. Carregar nossa alma, com tudo o que ela tem de bom, de mal e de incompreensível, é uma tarefa solitária.
Eu sempre fui só querendo ter uma família grande, café da manhã, Natal, cachorro, e eu continuo só quando te vejo como minha família, mas você me deixa sozinha com duas ou três opções de suco para uma ou duas opções de pão. O mundo é cheio de opções sem você, mas todas elas me cheiram azedas e murchas demais.
Eu continuo só quando quero escrever uma vida com você, mas você detesta meus caminhos anotados e minhas regras. E eu detesto seu sono e sua ausência. Eu detesto seu riso alto e forçado pisoteando o meu mundo de sombras, eu detesto você saindo pela porta e as paredes se fechando, se fechando, e eu sem poder berrar para, pelo amor de Deus, você me resgatar, e me colocar no colo, e me dizer que você me entende e sofre também.
Eu sou só porque enquanto eu pensava tudo isso, você impunha aos quatro ventos, querendo parecer muito forte e macho para seu grupinho muito forte e macho, que você poderia simplesmente abaixar meu som ou mudar de canal, como um programa chato qualquer que passa na sua tv.
Eu hoje fui ao banheiro duzentas vezes para ficar longe do meu celular e do meu e-mail, ficar longe de todas as possibilidades da sua existência. Me olhei no espelho bem profundamente para enxergar minhas raízes e ganhar força, chorei algumas vezes, fiquei sentada no chão do banheiro, para ver se meu corpo esquentava um pouco ou porque estava mesmo me sentindo um lixo. O ar-condicionado hoje está insuportável, mas eu não acho que mude alguma coisa desligá-lo.
Estar sozinha não muda nada, conheço bem esse estado e, de verdade, sei lidar até melhor com ele. O que me entristece, é ter visto em você o fim de uma história contada sempre com a mesma intensidade individual.
Eu tinha visto na sua solidão uma excelente amiga para a minha solidão. Achei que elas pudessem sofrer juntas, enquanto a gente se divertia.

Palavras podem gerar expectativas...expectativas podem gerar decepções...afinal imprevistos acontecem e muitas vezes não podemos controlar nosso destino e acabamos deixando ele nós controlar, por isso aguarde o momento certo e prove com atitudes, pois esta vale muito mais do que mil palavras.

Decepção é algo tão vulnerável quando o vazio te faz bem.

Vingança é apenas um modo rápido e válido de mostrar ao outro que você aprendeu bem a lição.