De Repente Nao mais que Derepente
GRANDE VENTO
Oh grande vento!!! Que não se mede os lados, nem o comprimento... que és forte, mas fraco em algum momento... que é muito e às vezes encontramos poucos... pode ser frio como pode ser quente;
Oh grande vento!!! Que não espera por ninguém e é esperado por todos... que não depende de ninguém para viver e aos poucos está morrendo
Oh grande vento!!! Que seca roupas, lágrimas, barro e cimento, que traz a chuva, mas também a leva, que muda de direção sem errar os caminhos, que anda só, mas nunca sozinho;
Oh grande vento!!! Que é calmo feito o amor, mas como o ódio pode ser violento, que ensina a todos, mas poucos adquiri seus conhecimentos.... Que não tem cor nem sabor, mas em tudo te sentimos, em tudo te vemos;
Oh grande vento!!! Quando é ausente, vive procurado e quando chega às pessoas, vive se escondendo
Oh grande vento!!! Muitos não o entendem, eu já o compreendo... Oh grande vento implacável feito o tempo, mais forte que todos os sentimentos, conhece o dono do conhecimento, não para sequer um momento e é chamado de vento!
Oh grande vento!!! Mesmo que não espera, espere um momento, enquanto lhe respiro por fora, você me enche por dentro... sem você ninguém existiria e para mim é um sentimento
Oh grande vento!!! Chamado de alguns nomes, mas por nenhum eu atendo, como pode ser doce e salgado ao mesmo tempo?
Oh grande vento!!! Que sopra o fogo pelo ar... a água por um momento faz tempestade com areia e brinca com todos os elementos
Oh grande vento!!! Como que se mistura a tudo sem se misturar em nenhum momento? Oh grande vento... quem te explica de tudo já está sabendo, quem fala que o domina não sabe o que está dizendo... é hipocrisia dizer: cadê o vento?
Oh grande vento!!! Peço em oração para que leve todo tormento, que refrigere a alma para que possa dar seguimento, para que seja meu amigo até quando estiver morrendo
Oh grande vento!!! Não se compra, não se faz e alguns estão vendendo.... se tivesse olhos como se esconder de ti em algum momento?
Oh grande vento!!! Tudo está se acabando e sei que está vendo... é chamado de silêncio, mas grita alto enquanto estou escrevendo... se fosse surdo para quem estou lendo?
Muitos querem vários amigos, eu quero só mais um pouco de vento...
Oh grande vento, Oh grande vento... um dia andarei nas suas asas feito minhas palavras e será o meu mais feliz momento;
Oh grande vento!!! Amigo da vida, mas anda com a morte ao mesmo tempo....
Oh grande vento!!! Enquanto vou falando, você vai batendo
Oh grande vento... Oh grande vento... espere só mais um momento.... Oh grande vento!
17 anos.
Ah… meus 17 anos.
Foi ali que algo em mim despertou. Não como um grito, mas como um sussurro insistente dizendo quem eu era — e, com ainda mais clareza, quem eu jamais seria.
O mundo parecia pequeno e infinito ao mesmo tempo. A escola seguia seu ritmo previsível, enquanto eu me perdia em risadas altas com amigas insanas, em novos rumos improvisados, em horizontes que surgiam sem pedir licença.
Fugíamos para a Floresta da Tijuca como quem foge do destino traçado, inventávamos aventuras dentro de ônibus em movimento e dividíamos lanches simples, sempre banhados em Natasha com limão, como se aquilo fosse um ritual secreto da juventude.
Meu primeiro emprego veio com cheiro de essência. Numa fábrica de sabonetes artesanais, meus dias eram feitos de lauril, flores esmagadas, ervas secas e mãos úmidas de criação.
Eu já carregava a natureza entranhada na alma, mas ali ela me atravessou de vez. Quis saber os nomes das plantas, seus segredos, suas curas invisíveis. Algo em mim se abriu. Meu lado espiritual floresceu sem pedir permissão, e mergulhei inteira em uma tenda espírita, como quem retorna a uma casa esquecida.
Dois anos passaram como um rito de passagem. Foram anos de aprendizado, de quedas e renascimentos silenciosos. Crescia em mim uma urgência quase dolorida de viver segundo meus próprios ideais — ideais que batiam de frente com o mundo que me havia sido dado.
Minha mãe vivia uma vida de Amélia: mãos ocupadas, coração devoto, fé firme em Nossa Senhora… em todas elas. Cuidava da casa, das filhas, do marido, como quem se anula por amor e tradição.
Meu pai era feito de samba e ausência. Sambista nato, mulherengo incurável, espalhava traições como quem espalha confetes pelas madrugadas, uma mulher diferente a cada roda de samba.
E eu… eu não cabia naquele cenário.
Minha alma era livre demais, sonhadora demais, inquieta demais para suportar aquele cotidiano repetido. Eu precisava de direção, mas não de limites.
Precisava de caminho, mas não de cercas. Ainda não sabia o que queria ser, porque eu não queria ser apenas uma coisa.
Eu queria o mundo inteiro.
Eu queria tudo.
É bom você entender: quando um homem ama
é pra valer, é inteiro, é raiz.
Amor de homem não aceita pausa disfarçada,
não cabe nesse “vou viajar, depois agente decide”.
Refrão
A mesa farta um dia pode faltar,
o riso vira silêncio, o luxo vira chão.
E quando o amor não foi tratado com verdade,
só restam sobras e migalhas
pra alimentar a solidão.
Quem ama não põe o sentimento em espera,
não negocia presença nem adia verdade.
O coração não funciona com aviso prévio
nem com promessa morna de saudade.
Refrão
A mesa farta um dia pode faltar,
o riso vira silêncio, o luxo vira chão.
E quando o amor não foi tratado com verdade,
só restam sobras e migalhas
pra alimentar a solidão.
Homem que ama enfrenta, sustenta, fica.
Não divide o pão quando a fome aperta,
porque quem reparte na escassez
já decidiu passar fome sozinho.
Pega a visão, mulher.
Amor não é ensaio,
não é descanso emocional,
não é refúgio temporário.
Refrão
A mesa farta um dia pode faltar,
o riso vira silêncio, o luxo vira chão.
E quando o amor não foi tratado com verdade,
só restam sobras e migalhas
pra alimentar a solidão.
BARQUINHO FURADO
Corrente d’agua que não prende, pelo contrário, anda livre seus caminhos, e assim, vai se unindo de pouquinho em pouquinho, sem sequer fazer emenda.
Ah corrente d’água, qual a direção, qual a parada?
Até quando vamos ser alvos de descargas de águas paradas?
Sujas, limpas, que seguem sua jornada!
Se quiser me prender, me prenda numa corrente d’água, pra eu dar risada, ver de novo toda a palhaçada que não aprisiona a sua mente e liberta dos políticos!
Eu disse que era um risco mexer com esse tipo de bicho, que come de tudo e não tem organismo... se der a mão pra você, te solta no abismo, na Evangélica é crente, na Macumba está presente e pede voto no Catolicismo...
Vivo sorrindo, o mundo é lindo... feio é enxergar mal, ver só o pouco se tornando um louco, repetindo tudo que já viu e ouviu por aí
Parece mentira, mas é real, ouvindo corrente banal, tipo pro “perreco e tchau”, e ninguém está partindo
Ah mundo louco, se essa corrente apertar, as águas vão secar e talvez a corrente se quebre e nada mais fique unido
Vai ser é sumiço! Sumiço disso, daquilo... morreu mais um coadjuvante por nome de Danilo... e o Francisco? Tá bem sequinho, ressecado por dentro e fora, quem vê, nem lágrima chora, pois também está desnutrido, e partindo...
A corrente boa na “lagoa”, puxando ou empurrando barco? Calma que deu embaraço, essa corrente parece um laço, já tô todo envolvido...
Queria saber ler o que as águas têm a dizer, talvez pra isso precisamos de um silêncio não só de boca, não só de ouvidos...
Precisamos silenciar no sentido de parar, feito fogo vou clarear, para que tudo fique entendido!
Até analfabeto vai ler, desentendido entender, as coisas que tenho escrito, vivido, e não é mito!
Queria uma corrente forte, ou fraca?
Sabe onde posso encontrar?
Depende de qual corrente quer comprar
Tem do preço pequenino e outros do tamanho da corrente do mar...
Que corrente é essa que não se atrasa, mas tem pressa e bate nas pedras, cheia de ódio com seus gritos!
Tudo isso põe a culpa no tempo e no vento, falando que fazem parte do tipo de corrente que usa no dia
Assim, a corrente se emenda num cordão doce e salgado, melhor tempero temperado
A temperatura talvez tenha esquentado, não é qualquer encontro, uma não prende a outra, não se faz cadeado, passou aqui, mas não é passado, continua presente mesmo sendo parte do início, desde onde tudo foi gerado!
Sumir nos dias de hoje tem um só culpado, que também escreve esse texto mudando de pensamento, pois vieram com o tempo e o vento e mudaram a correnteza ao qual estava o barquinho furado da minha vida!!!!
Amor... é a religião que eu preciso, você precisa, o mundo precisa... não adianta pedir perdão a Deus se você não sabe perdoar, não adianta pedir ajuda a Deus se você não ajuda ninguém... O amor cura a alma... Alma curada cura o mundo.
Não abandone o barco ao menor sinal de naufrágio
Hoje olho para trás e não tenho do que me arrepender,se errei paguei para aprender,mas me orgulho de não pular nenhum capitulo da minha historia,até hoje enfrento e resolvo tudo que tenho que resolver,não me acovardo jamais,cumpro tudo que tenho que cumprir por mais que eu sofra tenho a plena certeza que é bom para meu aperfeiçoamento,continuo seguindo firme e forte,se tem dias que fraquejo faz parte nem tudo são flores,mas para quê existem outros dias ?...se não para nos refazer e continuar vivendo para que coisas novas venham tornando a vida diferente,então continuo vivendo e aprendendo,quem se acovarda pensa que estar facilitando sua vida,mas engana-se porque a lição que você deixou para trás vai te reprovar lá na frente,colhendo o que plantou...portanto viva tudo o que tiver de viver,passe tudo o que tiver de passar,não abandone o barco ao menor sinal de naufrágio,acalma a tempestade com a tua fé depois da calmaria vem um novo sol, um novo dia,e dias melhores virão após cada tempestade.
Deus não tarda ele age na hora certa...ele escreve em linhas certas...
quem escreve por linhas tortas somos nós.
Deus é perfeito em tudo.
Ilumina-me Senhor... afasta de mim pensamentos egoístas pois o mundo não é só meu,qualquer pensamento de inveja pois o mundo tem lugar para todos,que eu seja luz em vez de escuridão,que eu seja flor em vez de espinho,que os anjos falem por minha boca para que eu não fale o que não deva...Senhor me guia na direção certa,me usa quando preciso for,me abençoa para que possa seguir a caminho da luz.
Escrevo meu mundo,meus sonhos...Se as palavras que escrevo não forem minhas verdades não adianta escrever mentiras,pois não terá sentido mentir para mim mesma e fingir o que não sou para os outros e viver uma mentira.
Sigo sempre em frente de cabeça erguida,porém olho para trás com dignidade e não esqueço que os caminhos que percorri foram de aprendizado e superações suportes para meu amadurecimento,quero continuar seguindo em frente até onde Deus permitir, espero sorver tudo que a vida tem para oferecer pois amo a minha vida e espero muitas alegrias pela frente se Deus quiser.
"Nunca subestime a sua capacidade de superar os obstáculos da vida. Não permita que o medo do fracasso o impeça de tentar. Cada obstáculo superado é um degrau mais alto rumo aos seus sonhos, e as maiores vitórias são conquistadas por aqueles que se recusam a desistir.''
Raphael Denizart
Não aceites subornos. O suborno por maior que seja, nunca paga o teu valor, despe-te e tolhe a tua liberdade de movimentos. Recusa com um sorriso que mostre que não estás à venda.
Desde cedo nos ensinam a estudar e trabalhar, mas não a viver essa sobrevivência contínua, lutando pra pagar um teto, água e comida.
Chora não, cobra, ela sempre diz que vai voltar.
Sai no rolê da geral, jura que é distração.
Some na poeira da noite, inventa ocupação.
Dizem que é rotina velha, costume de quem não para.
Promete pouco, entrega menos,
vive de ida e volta como se fosse normal.
Vai, faz o que quer da vida,
e depois retorna como se fosse leal.
São hábitos repetidos,
de quem não conhece respeito.
Você fica na espera,
acreditando em conto malfeito.
Refrão
Corno manso, pra que esse desespero?
Ela sempre volta quando acaba o passeio.
Se aquieta, boi, para de ilusão,
onde a vaca anda solta,
o boi segue atrás ou decepção.
Ela chama de liberdade,
você chama de amor.
Mas no fundo é dependência
disfarçada de dor.
E assim o ciclo se fecha,
ela vai, você espera em vão.
Ela vive o mundo inteiro,
você preso na mesma estação.
Corno manso porque o desespero.
Ela sempre volta após fazer a caridade.
Te aquete boi onde a vaca vai o boi cheira atrás.
Dizem que ela vai na oficina limpar o escapamento.
Passa no encanador pra desentupir o encanamento.
São rotinas da rameira.
Após ela prestar o serviço volta pra casa.
Te avexi não boi ela volta.
A vida literalmente não existe, porque a verdade que nós não aceitamos é que ela nem sequer tem uma razão.
Viver é uma aventura que só se conta no fim. Se for no princípio não tem interesse. Se for no meio cria suspense e mais nada, mas se for no fim, tem motivos suficientes para escrever um livro.
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