De Repente Nao mais que Derepente
Numa noite tranquila,
estava com ela no campo
conversando sobre a vida,
de repente, avistamos
uma forte luz
a poucos metros
de onde estávamos,
claro, chamou muito
a nossa atenção
e fomos até lá,
ao nos aproximarmos
sentimos uma veemente pressão
e assim, por ela, fomos puxados
pra o imenso espaço
entre as estrelase outros astros,
pra nossa surpresa,
podíamos respirar com facilidade
nem a força da gravidade era um problema,
ficamos até assustados
e, simultaneamente, encantados
que decidimos aproveitar
sem pensarmos nas consequências,
era uma oportunidade e tanto
por estarmos naquele lugar,
então, começamos a nossa aventura,
conhecemos algumas constelações,
passamos próximo de alguns planetas,
ficamos deslumbrados com as nebulosas,
uma mais bonita que a outra,
havia muitas belezas a nossa volta,
nem sentíamos o tempo passar,
até que uma linda estrela cadente passou bem na nossa frente
e uma intensa escuridão tomou conta,
neste ponto, uma pausa na nossa memória,
abrimos olhos e, no mesmo horário
e local, estávamos de volta,
se foi um lapso na realidade
ou um lapso temporal, difícil saber,
mas, certamente, foi uma experiência surreal ,
da qual nunca iremos esquecer.
Imagino detalhadamente como seria se de repente surgisse uma porta e se abrisse bem diante dos meus olhos, revelando um lindo mundo celestial com grandes nuvens bastante numerosas, vários atrativos para contemplar atenciosamente, lugares bonitos para conhecer, certamente, atravessaria feliz, sem pensar duas vezes para iniciar uma inusitada aventura, sentindo um ânimo veemente mesmo que parecesse ser loucura.
Assim que eu a atravesse, um espécie de mapa apareceria próximo aos meus pés, em seguida, uma grande embarcação no estilo pirata, uma mescla abrilhantada de época e de um aspecto futurista, movida frequentemente por uma força mágica, esplendorosa, que estaria a minha inteira disposição e muito deslumbrado, não perderia tempo, embarcaria de imediato, provavelmente, um dos principais momentos que vivenciaria.
Nevegaria destemidamente pelos ares, desbravando cada canto, imerso numa sensação honrosa de liberdade, a mesma encontrada em alguns seres alados e espirituosos que estariam voando a minha volta e em partes mais distantes, um cenário de muitas cores, um céu grandioso, formatos distintos, muitas luzes poderosas, caindo de certos pontos mais altos, riqueza de detalhes incrível que deixou o meu espírito liberto ainda mais entusiasmado.
E acredito que eu não seria o único, encontraria outros de outras embarcações e uns dentro de tipos diferentes de transportes, motivos particulares, necessidades próprias, todavia, todos seríamos fugitivos temporários da realidade, piratas em busca do tesouro, a rara tranquilidade, a viveza do amor próprio, portanto, aventureiros natos desta vez através do lúdico, do imaginário de mentes numa atividade constante e uma notória complexidade.
Estava desfrutando da minha solitude,
quando de repente fui transportado
pra um momento mágico,
uma linda mulher passou bem diante dos meus olhos, correndo pela areia da praia,
era encantadora como uma sereia,
pele delicada, cabelos soltos ao vento,
fazendo parte de um rico cenário,
até a água do mar parecia obedecê-la,
uma cena inimaginável e inesquecível,
nem parecia que estava mais nesta terra,
por alguns instantes, sentir-me como se estivesse num paraíso
tanto que fez eu ignorar tudo a meu redor,
só queria vê-la, apreciá-la
de uma maneira verdadeiramente intensa,
entretanto, ainda restava um pouco de clareza, não queria assustá-la
e achei prudente não ir até ela,
por isso, talvez, eu ainda me arrependa,
mas espero ter a chance de reencontrá-la
e que eu possa finalmente conhecê-la
ou terei que me conformar
e tentar esquecê-la.
De repente, o tempo para e dá início a um momento simplesmente emocionante, temporário, mas que dura o suficiente para ser marcante, então,
o fascínio oriundo da tua naturalidade pode se destacar, a leveza cativante dos teus cabelos soltos, o teu rosto singular, tua pele sensível,
pétala suave de uma flor incrível, amável, alma intensa, beleza natural como a de um céu azul, ricamente, ensolarado, minha interpretação poética, incomum e de fato.
" A paz
reinava em meu ser,
de repente chegou
um furacão que
acabou por me
entristecer...
Por fim,
alegria não
vem mais me ver..."
Tati Oliveira-
16.02.2013
É moda xonada que eu faço
É verso no repente que eu digo
Já bebi ouvindo umas modas
Já bati na mesa e dei uns gritos
Aconteceu de surtar e subi a serra, vez ou outra deixar os parente preocupado
Alô parente
Num carece, cê já me conhece, deixa que mais tarde a gente resolve nos berjo e nos abraço
É tudo tão tranquilo, tão forgado
Se ocê bem me conhece
sabe que eu vou padecer
basta ligar o rádio
tocou Jads e Jadson
é claro que eu volto a beber
Então cê pode acostumar
num me pega pelo braço
num me puxa não
deixa eu ouvir minhas moda
beber forgada
e chorar às mágoas de uma velha paixão.
Por tanto tempo esperei por um amor, e de repente encontrei, e derrepente vi que antes de amar este amor tinha que conquistar, derrepente percebi que este amor não era meu, só eu amei, amei sem saber que não era meu este amor, por tanto esperar um amor amei quem não sabe desse meu amor por este amor, escrito por Armando Nascimento
Teu beijo
Sinto- me leve,
vagarosamente em movimento,
tudo muito de repente,
partindo nas asas do vento
Acho que vou longe,
não sei porquê, não sei pra onde,
mas de uma coisa eu sei,
num relance, num instante
Percebo-me no universo,
na carona de um cometa,
entre correntes de estrelas,
dando voltas em silhuetas
Viagem de uma vida,
na fantasia de um desejo,
quando despego de tua boca,
quando deixo o teu beijo
Sinto-me como desenhando
Em uma tela pequena
E tudo
Parece um conto de fadas!
De repente
Vejo-me em uma tela grande
O medo, a ansiedade e o pânico aflora
Pensei que estivesse no controle!
Sapo
Quando o meteoro riscou o universo
O sapo e o inseto se olhavam fixamente
Foi de repente
A língua do batráquio engoliu capricórnio...
Mimi sorriu pra mim meio displicente
E num bocejo o mosquito invadiu seu coração
a emoção que eu tinha
Morreu com sua tosse
Não tomei posse
calei meu grito
no infinito catei constelação.
No coaxar do sapo tem a história do universo,
Na sua língua morre o inseto
E o meteoro que viaja na imensidão,
Reluz tal qual estrelas a satisfazer desejos...
COMO ÍNDIO
O que acontece de repente
Quando ela se pinta diante do espelho,
Batom, sobrancelhas e cílios...
Tomara que caia justinho,
Cambraia estampada,
Nem lembra dos filhos
O que fantasia, tão bela diante do espelho
Com poses e closes pra postar no face,
O marido disfarça, fingindo reler um jornal antigo,
Mas instiga, seus risos e bicos,
Meu amigo malandro metido a filósofo
Dizia que mulher é como índio
Quando se pinta quer guerra
E a vejo tão bela com a escova
E um decote generoso
Falando em lift e massagem
E uma taruagem na coxa,
Poxa ninguém é de ferro e parece provocação,
Mas tem a tal “maria da penha”
O que fazer com o ciúme
Se trejeitos e excesso de perfume
Me fizerem perder a cabeça?
Meu amigo dizia por experiencia própria
Que mulher é como índio
Quando se pinta quer guerra...
O que é que está acontecendo comigo
o gato que eu era em cima do telhado
de repente soltou seu miado
e sardinha, a piranha que dormia na calha
se espreguiçara indiferente
o meu olhar quarenta e tres
só vale dez por cento dos dez por cento que valia
Aceb, o mulçumano,
não entendia eu te amo
como eu entendia Aceb e sua filosofia...
o que acontece comigo
não olho mais o por do sol como eu olhara um dia
não arquiteto o teto sob estrelas
e tê-la, somente tê-la é minha obsessão,
só resta-me uma vida, só uma vida, das sete que se presumira
a brisa que leva seu perfume, leva a minha existência
e o felino que habitava este coração
caminha silencioso sob o firmamento riscado por meteoros buscando entender o que acontece...
De repente, as flores floresceram no outono, a noite passa a ter Sol, a vida volta a sorrir e seus sonhos, entram em cena na Broadway.
RETENTATIVA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De repente o pente fino
das verdades do destino
me pegou; nem deu aviso...
Os meus olhos vertem soro,
solidão aplica o choro
que desfaz qualquer sorriso...
Tudo está chegando ao sim
do seu não; do nosso fim;
da constatação do nada...
Mas ainda nos proponho
acordar o velho sonho;
retomar a mesma estrada...
Pela força deste humor,
tento estar de bom amor
e retento ser feliz...
Não pretendo virar longe,
pois não quero ficar monge
da mulher que sempre quis...
MANHÃ
Demétrio Sena, Magé RJ.
De repente alcanço este sossego de saber quem sou. De saber o que faço e me sentir caber em mim. Chega o tempo em que alcanço meus sonhos e durmo para o medo que sempre tive de saber os mistérios do meu próximo passo. Do pouco além de onde piso.
Faço das verdades que agora me assaltam, meus ases num jogo. Minha pilha, minha fogueira, recarga vital. Razão pela qual sei ganhar mais um dia na roleta ou na mesa das noites. É assim que driblo essa enorme fila de assédios da hora sexta ou tardia. Consegui me alcançar na vertigem das horas, e tão somente pouso em meu colo, para me deixar seguir. Navegar na leveza de não ter mais pressa.
O meu fogo é de lenha, mas de lareira em chalé. Minha paz é de quem é, mas ao mesmo tempo se deixa estar. Hoje fecho meus olhos, abro a minh´alma e sinto este cheiro de manhã que rompe as tardes, vence as noites e continua sendo manhã.
SANGUE FRIO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De repente o vazio que me toma;
uma grande lacuna sobre o nada
que já teve uma essência, uma coluna,
mas não foi de fumaça; foi de amores...
Quero ter meus sentidos novamente;
coração que não caiba no meu peito;
minha mente repleta em fantasias
e um leito pra mais do que dormir...
Sem amar e também sem ser amado,
sou leão acuado; nau sem mar;
ter pra dar, e pra ter, faz tanta falta...
De repente o repente que me acorda
com a corda no pulso que nem pulsa,
pois o tempo esfriou meu sangue quente...
PERSONALISMO E SOCIEDADE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Estava quieto em meu canto, e de repente alguém liga para mim. Uma entidade cultural estaria com inscrições abertas para quem desejasse concorrer ao prêmio de maior empreendedor cultural do ano, na região em que moro. Para tanto, bastaria reunir os meus trabalhos de um ano inteiro, com especificação de local, data, contexto e natureza de cada evento, ação, participação etc. Não era um concurso literário, musical, científico nem qualquer outro que premiaria o melhor trabalho, especificamente, nem o melhor projeto em qualquer área. Também não se tratava de uma escolha feita pelos organizadores, para decidir quem era o melhor profissional de fosse lá o que fosse.
Pelo que vi, não houve uma busca ou pesquisa de campo; nenhuma incursão no mundo cultural; nenhuma entrevista com terceiros, para colher opiniões, evidências de méritos e provas de atuação, sem o conhecimento dos apontados ou escolhidos. No fim das contas, não se tratava de uma homenagem natural; um reconhecimento de fora para dentro. Nada era fruto de observação criteriosa, especializada e com fundamentos relevantes. Ou seja: ninguém se deu a qualquer trabalho que não fosse o de receber calhamaços com relatórios de quem se julgasse por si mesmo, a personalidade, para que uma bancada lesse tudo aquilo e decidisse pelo maior acúmulo de dados. O currículo mais numeroso. O autoelogio mais convincente. A melhor e mais gritante apologia de si mesmo.
A que ponto a sociedade leva um ser humano: pedir para ser homenageado. Concorrer a um elogio. Dedicar dias e noites à busca de um reconhecimento que já é natural; já existe à sua volta, porque alcança pessoas; enriquece a cidade; a região; o mundo. Não precisa de placas, troféus, comendas, porque a satisfação do fazer ou a enorme alegria do ser já se configura uma recompensa. Se todos nós precisamos de algum reconhecimento pelo que somos ou fazemos, ele só é válido, verdadeiro, sincero e natural quando vem do outro; não quando sai de nós, em forma de pedido, reivindicação e disputa, para voltar como coroação de um mérito mendigado. Cavado a duras penas, com artifícios e discursos (orais ou escritos) que visam provar o quanto somos melhores do que os demais.
Gosto de saber que o que faço encanta e conscientiza. Fico feliz com o reconhecimento, até a homenagem de alguém, uma entidade ou grupo, e coleciono momentos especiais em que fui agraciado espontânea e sinceramente. Mas nunca pedi essas homenagens. A nenhuma concorri. Jamais me debrucei sobre discursos ou apologias a mim mesmo, visando objetos símbolos de superioridade sobre quem faz o mesmo. Concursos e festivais? É claro que sim. Entregar uma obra específica, um projeto e até um trabalho para ser avaliado e ter como resultado a premiação simbólica ou financeira me afirma como escritor e fazedor cultural. Mas não me peçam para pedir um elogio; uma homenagem; um endeusamento.
A VINGANÇA DOS DEUSES
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De repente o artista cai no palco. Ou cai do do palco. Silêncio completo; público apreensivo; sem iniciativa. Então o artista se reergue, sereno e resignado, e sem nenhuma explicação reassume o palco. Dá continuidade ao show.
Fosse qualquer outro profissional, não de palco, esse não seria o desfecho. O trabalhador não se reergueria; seria reerguido. Não voltaria imediatamente aos afazeres. Alguém lhe daria um pouco d´água, examinaria suas condições de retorno ao ofício, e talvez o dispensasse naquele dia, para ir ao médico. E o médico, por sua vez, atestaria mais um, dois ou três dias, para ele se recompor do acidente que, no fim das contas, não foi mais do que um susto.
Há momentos em que os deuses trocam de lado com os mortais. Enquanto estes têm que amargar sozinhos as próprias quedas no inferno de suas solidões, os mortais se acercam de anjos e benfeitores no céu de uma solidariedade ora espontânea, ora por força de lei. É claro que as presentes linhas tratam de grandes artistas, e de outro lado, funcionários de boas empresas.
A vingança de um deus está em ele saber ser humano, mais do que um ser humano sabe ser deus, nessas horas. O grande artista, quando sofre o tombo e se reergue para continuar, transforma esse momento na parte mais aplaudida em seu show.
ANJOS RAIVOSOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De repente um país de gente pura,
com moral pra julgar, dar veredito,
segue um mito e se apossa da verdade
que até ontem não tinha detentor...
São arcanjos raivosos e medonhos;
guarda-costas de santos preconceitos;
castram sonhos, proíbem liberdades,
calam seres e coisas que se opõem...
Céu terrível pra quem pensa por si,
pros que sabem quem são, não se renegam
e não pregam virtudes irreais...
Guardiães de moral regurgitada;
moralistas untados de azedume;
uma farsa montada em cada ego...
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