De Repente não mais que de Repente
Um amor tão delicado que, de repente, não se sente mais. Mas ele vem, acordado, constantemente encantado, na janela do banco de trás
Estava só, curtindo minha própria companhia. De repente, percebo que não estou mais sozinho.
Relembro nossos momentos, que sem explicação parecem ganhar vida novamente e te sinto aqui comigo, outra vez.
De repente tudo que era seu, não é mais. As pessoas se mudaram e te esqueceram sem ao menos dizer adeus.
Sabe o que dói mais? As pessoas não me perdem aos poucos, me perdem de repente e ficam achando que vão me achar de novo. Doce ilusão, fiz questão de aguentar até o meu limite, acabou, acabou e ponto. Não vou mudando aos poucos, você nem vai perceber, porque eu faço questão que doa mais. Perder aos poucos é muito bom, dói mesmo é de repente.
Simples...
De repente me vejo dentro dos teus olhos.
Tão sublime.
Ah! Eu não quero mais sair de dentro deles.
Aquela dor que dói não sei porque nem onde,
Que chega de repente,
Que é mais forte que muita gente,
Aquela dor que dói mesmo contente,
A dor que sente e mente
Que novamente não a sente.
Não adianta correr, mais cedo ou mais tarde o seu destino se apresentará a você...
E de repente, você estará fazendo parte de algo que nunca imaginou, mas sentiu no fundo do seu Ser por muito tempo.
Tentou esconder, porque o mundo que vc vive é uma MENTIRA. E você paralisa, não acredita, pq é tudo muito claro e escuro, luz&sombra, inferno¶íso, tudo ali diante dos seus olhos. Cabe você escolher, foi te dado o livre arbítrio.
Se entregue...
Você foge, mas será que consegue?
Porque depois que provou o infinito tudo se torna vazio, sem cor, e aí você começa a ver a mentira que viveu.
De repente, tudo o que construímos não faz mais sentido e em meio ao pânico, descobrimos que precisamos aceitar que é hora de refazer os alicerces sobre os quais, edificamos tantos projetos.
by/erotildes vittoria
" Existência"
De repente as coisas mudam
Não é mais dia, e sim noite
Não é mais mais claro, escuridão
Não dão-se as mãos, e sim lutam.
As emoções, as lembranças se vão com a gente
O que fica é só uma breve saudade
Parece que há um bloqueio na mente
O ser humano esquece tudo com facilidade.
E isso é, surpreendentemente, necessário
Se não, ficaríamos parados no tempo
O ser humano é, da existência, arrancado
Difícil de entender? Compreendo.
Algumas pessoa já foram arrancadas de mim
Outras se foram, espontaneamente
Confesso que senti saudade, me reprimi
Mas passou, tive que seguir em frente
Um dia vai ser comigo
Um dia, da vida de alguns, desaparecerei
Alguns vão sofrer escondidos
Outros irão gritar por mi, e não responderei.
Mas, de fato irá passar
Uma hora nem lembrarão que existi
Por isso sofro pra tentar restaurar
Tudo que um dia eu destruí.
Mas ainda luto prara deixar meu legado
Nessas folhas escrevo o que sempre senti
Talvez um dia esteja rasgado, borrado
Mas tento deixar a ideia de que vivi, e não apenas existi.
Flores que não florescem.
E, de repente, mais uma vez eu sinto necessidade de você, vida. Ao acordar, e
tudo me lembrar: a brisa da manhã, alta velocidade e ipês floridos, a sua alegria
e beleza ao vê-los retratados, além de tudo de mais bonito que avistava e
admirava. Tudo só não é mais bonito que nossa paixão louca, estridente e
incandescente. O pior que lembrar é ter a certeza que ela não voltará para ele.
Miguel e Jade se conheciam há bastante tempo. Ele, um rapaz da cidade grande; e
ela, uma bela mocinha do campo. A forma que se conheceram foi um pouco inusitada:
Miguel trabalhava com vendas. Um dia de inverno, Miguel precisava vender móveis por
aquela região. Se sentia um pouco perdido, o tempo escurecido e sem sinal de vendas, até
que começou uma tempestade. Era uma região pequena, pouquíssimas casas a compunha.
Em meio àquela grande chuva, Miguel bateu na porta de uma casa. Um senhor o recebeu e
lhe disse que passasse a chuva lá. O que esse senhor não sabia é que aquele dia mudaria
a vida de sua querida filha, Jade, sua maior riqueza.
Sr. Henrique, pai protetor, mas distante emocionalmente, pediu que alguém
trouxesse um chá quente, para que o rapaz se aquecesse. Sempre obediente às ordens de
seu pai, Jade o atendeu e levou o chá para o mocinho.
Ao chegar na sala em que estavam, a jovem Jade se sentiu encantada por aquela
beleza: um homem diferente, alto, forte, moreno, olhar de anjo caído e misterioso. Miguel
carregava um mistério no olhar. Ao avistar a mocinha, ele também se sentiu atraído, avistou
em Jade uma pureza, uma beleza extraordinária e um olhar de luz, a luz que poderia clarear
sua vida ou escurecê-la de vez. Estremeceram por alguns segundos se olhando, até que o
senhor Henrique tossiu e Jade entregou a xícara ao rapaz e voltou em seguida ao seu
quarto, onde permaneceu até o fim da tempestade.
Ao terminar a chuva, Jade voltou à sala. Lá só encontrou seu pai. Tentou perguntar
quem era o moço que estava em sua casa. Senhor Henrique, desconfiado de tanto
interesse da filha em um desconhecido, apenas retrucou que não sabia o nome do infeliz e
que só o recebeu por causa do temporal. Jade, aborrecida, não o questionou mais. Depois
daquele dia, Jade e Miguel ficaram presos em pensamentos.
Passaram muitos dias, mas nenhum dos dois haviam esquecido aquela maravilha
de encontro. Jade, como costumava ir para a escola todos os dias de manhã cedinho,
estava no caminho admirando as árvores. O ipê amarelo que tinha ali era seu favorito,
quando viu alguém se aproximando. Não recuou e continuou caminhando. Ao se aproximar
mais, viu que era Miguel em sua linda moto cor de vinho e um capacete meio estranho. Os
dois se olharam fixamente e riram timidamente.
— Que bom te ver novamente — disse Miguel.
Jade, sempre tímida, apenas riu faceiramente. Conversaram pouco, tão pouco que não
tiveram chance de perguntarem seus nomes. Logo o caboclo subiu na sua moto e
rapidamente, em grande velocidade, desapareceu naquela estrada deserta. Depois daquele
dia, a mocinha não tirou Miguel de sua cabeça. Era seu primeiro pensamento do dia, e em
silêncio, pois os pais de Jade eram conservadores e não aceitariam a filha apaixonada por
um rapaz de tão longe e que não conhecessem. Mesmo em segredo, a garota só pensava
em Miguel e pensava em quando o veria novamente. E assim continuou, na espera de seu
misterioso. As esperas sem sucesso fizeram com que Jade acreditasse que não veria mais
seu amado, pois de repente Miguel se distanciou da região, mas poderia ser por conta do
seu trabalho.
Muito tempo depois, a família de Jade precisou ir embora dali, para cuidarem de
familiares que viviam adoecidos. Jade não sabia que agora viveria na mesma cidade que
seu grande amor. Depois de uns dias tentando se adaptar à vida longe do campo, lá estava
a jovenzinha dentro de uma biblioteca lendo seu livro favorito de romance, quando viu
alguém com a mesma fisionomia de Miguel brincando com uma mulher e uma criança na
praça, em frente. Jade apenas tentou observar de longe, não tinha certeza de quem era.
Ficou pensando, foi para casa, mas aquilo era sua única preocupação. A garota sempre
voltava ali, era seu lugar favorito. Um dia, ao sair lendo seu livro, não percebeu e esbarrou
em alguém. Quando levantou para pedir desculpas pelo descuido, viu o belo rosto de
Miguel rindo para ela. A alegria de Jade estava estampada em seu semblante, igual era a
expressão de Miguel. Logo ele a chamou para entrarem na biblioteca, mas nunca, jamais
conversaram na praça. Jade não questionou nada. A felicidade dela era tão grande que ela
não se importava em lhe perguntar nada. Ficaram juntos ali por um tempo, agora se
sentiam mais próximos. O rapaz lhe perguntou se ela podia lhe acompanhar a um lugar. A
mocinha não hesitou e foi com ele. Lá ficaram a tarde toda, em uma casinha afastada, que
não morava ninguém. Conversaram muito, até que a menina perguntou se aquelas pessoas
que ela viu se tratava dele. Logo ele a olhou com uma expressão assustada e lhe disse que
sim, que estava com sua irmã e sobrinha. Jade, tão ingênua, acreditou. Logo voltaram para
a realidade. Ali era o lugar de fuga do casal, mas Jade precisava voltar para casa e Miguel
para sua vida verdadeira.
Os jovens viveram bons momentos. Eles batizaram esses momentos de refúgio,
fuga e descanso, onde se sentiam bem e longe dos problemas. Ali era um lugar mágico,
não havia preocupação, apenas o amor importava. Era sempre no mesmo lugar, na casinha
abandonada e afastada. Miguel sempre trazia presentes para sua amada, trazia belíssimas
fotos de ipês floridos, representações de rios, riachos, de belezas naturais. Ele sabia que
ela amava. Depois de um tempo, Miguel se afastou, havia algum problema.
Certo dia, Miguel escreveu para Jade que precisava vê-la. Logo se encontraram no
refúgio, mas agora era diferente, existia um problema ali, e Miguel se dispôs a contar para a
garota. Lhe contou que não poderiam continuar se encontrando e que existia uma parte em
sua vida que ela não conhecia. Miguel lhe disse que a mulher e a criança que estavam com
ele eram sua esposa e seu filho. Jade não poderia acreditar e jurou ser blasfêmia dele. Ele
ainda disse que a amava, mas não podia abandonar sua família e que não poderia a
envolver em problemas da sua vida.
Os dias de Jade mudaram completamente. Pensava que Miguel não poderia tê-la
enganado de tal maneira. Passou a viver dias tristes e doentios. A família de Jade não sabia
que tristeza era essa da garota, tentavam ajudá-la, mas era impossível. Ela sabia da
ignorância de seu pai e como ele não a compreenderia. Eles não sabiam da história de
amor que a filha viveu. Se passaram muitos dias e semanas. Jade não levantava da cama.
Com tanta tristeza, a menina não sentia necessidade, nem vontade de nada. Ela só
pensava em Miguel, como tudo isso não significava nada para ele. Com tudo isso em sua
cabeça e em silêncio, a dor silenciosa de Jade culmina em sua morte: suicidou-se.
Suicidou-se por não aguentar viver tudo isso sozinha, carregando a culpa do amor, da
confiança, por ter se entregado a alguém que não a queria em sua vida.
Senhor Henrique sofreu muito, por ter perdido sua riqueza tão precoce, tão jovem,
tão linda. Miguel também sofreu ao saber do acontecimento, e se culpou muito. Mudou de
cidade para tentar esquecê-la e conseguir viver com sua família.
A sua vida importa! Converse com sua família ou alguém próximo, não sofra em silêncio. A
sua dor merece ser ouvida, você é maior que ela.
Se eu me calar de repente ou não souber mais o que falar, por favor olhe nos meus olhos. Pois muitas vezes o meu olhar diz o que não consigo descrever em palavras.
Aquela era a minha casa e, de repente, não era mais. Eu não me reconhecia em nada, como se eu não pertencesse mais àquele lugar.
De repente por mais rápida que seja a vida para
São coisas que acontecem
Não é acabar é simplesmente parar
Só cabe a gente esperar que ela ande de novo
Para num toque
Para num momento
Para num gesto
Ato
Mas o mundo continua a andar
A seguir
Como pode o tempo andar
Mas a vida parar
Mas eu espero
Bom dia
