Dança
Ela Cerveja, Ele Coca Cola. Ela disco, ele tinta. Ela toca, ele pinta. Ela dança, ele tenta. Ela sorri, ele não aguenta. Ela escandalosa, ele calado. Ela festeira, ele sossegado. Ela quer ir, ele tá de boa. Ela desiste, ele ‘me perdoa’. Ela pontual, ele demora. Ela tem pressa, ele sem hora. Ela espera, ele vai embora. Ela pergunta, ele enrola. Ela desencana, ele peleja. Ela explica, ele boceja. Ela respira, ele fraqueja. Ela entende, ele a beija. Ela ponto, ele porém. Ela forte, ele do bem. Ela do momento, ele do além. Ela ama, ele também.
A questão é que você é legal, dócil, jovem e esperta. Nunca a vi dançar, mas aposto que você é boa nisso também, porque você é boa em tudo. Você é incrível! Seja mais gentil com você mesma.
Gosto muito de um cinema com pipoca e refrigerante, mas dançar relaxa meu corpo. Adoro enlouquecer sozinha.
Terra do Divino
Indiaroba, berço de encantos,
onde o tempo dança com o vento,
nas águas que abraçam memórias,
no olhar que reflete o sentimento.
Terra sagrada, solo de fé,
onde o Divino deixa sua marca,
em cada reza, em cada festa,
na chama que nunca se apaga.
Do Rio Real que conta histórias
às mãos que moldam o destino,
Indiaroba, alma viva,
és poesia, és Divino.
— ©Jorgeane Borges
Entre Tambores e Risos
Vem ver meu povo dançar,
De gorro na cabeça, espada a empunhar,
Riso solto, corpo a girar,
Tinta na pele, brilho no olhar.
No chão, passos firmes e o som de espadas a tocar,
No som do tambor, o tempo a ecoar.
Boneca que gira, cesto a equilibrar,
Princesa caminha no meio da festa.
O rio nos chama, a água nos resta,
Nosso canto ressoa, o corpo a vibrar,
E a história resiste, firme, sem pressa,
Na memória vai ficar.
Comer devagar. Se arrumar ouvindo música. Cantar.
Dançar sem cansar. Beijar com vontade. Abraçar apertado. Amar a noite inteira. Ler um livro. Copiar na agenda as frases mais lindas.
Não esquecer datas importantes. Distribuir sorrisos. Poetizar.
Poder lembrar-se dos bons momentos sem que doa. Nostalgia.
Oração. Sem demagogia. Viver o que diz. Falar o que condiz.
Torcer pela felicidade daqueles que amamos. E aceitar a felicidade daqueles que nos fizeram mal. Ser feliz. Por dentro. Sem precisar provar nada a ninguém.
Perdoar. Pedir perdão. Esquecer. Lembrar pra sempre.
Bem-querer. Perder algumas horas com futilidades. Saber separar quem vale a pena de quem nunca valeu um minuto da sua vida.
Amar e se deixar ser amada. Se amar, mesmo sem um amor. Viver o hoje. Acreditar no amanhã. Sorrir com o ontem.
Ser transparente. E aceitar o que é. Tentar corrigir os defeitos. E se orgulhar das qualidades. Elogiar quem merece. Aceitar elogios. Sorrir todos os dias. Chorar quando sentir vontade.
Tirar da vida as melhores coisas que ela oferecer. Aprender com as piores. E ser. Na essência. Na verdade. No olhar que fala. De alma tranquila e coração aberto.
E de consciência sempre em paz.
[K]
Naveguei num sonho perfeito, onde vi o sol, dançar com os anjos, beijar a lua mil vezes, mais nada e tão bom que ter uma amiga como você.
E tem gente maravilhosa que, de repente, vai ficando longe, difícil de ver – e aí dança. Mas também acho que aquilo que é bom, e de verdade, e forte, e importante – coisa ou pessoa – na sua vida, isso não se perde. E aí lembro de Guimarães Rosa, quando dizia que “o que tem de ser, tem muita força.
Depois, o calendário mudou de página, agradeci. Aprendi que, cada pessoa que dança valsa no baile da minha vida, é um mestre que escreve, a giz, na folha da minha eternidade. Eu não culpo as pessoas que preferiram mudar de vagão. Eu as liberto de qualquer acusação. A vida é feita de escolhas e de laços, não de amarras nem de nós.
O Ser Humano sempre expressou seus sentimentos através da dança, onde ele manifesta sua comunhão com o universo.
Espécie de arte
Ela é espécie
do gênero arte.
É música,
pintura, teatro,
dança, poesia.
É encanto, desencontro,
tormento e melodia,
de uma nota só.
Quando vc dança com o diabo, vc não controla o diabo, é o diabo quem controla vc.
Se o que os olhos não veem, o coração não sente, como se explica a saudade?
A arte de ver Deus em tudo.
Essa, eu tenho.
Está no vento que dança entre as folhas, no silêncio que repousa entre um pensamento e outro.
Está no olhar que me acolhe, na dor que me ensina, no riso que liberta.
Está no detalhe esquecido, na simplicidade das coisas pequenas, no instante que se repete e, ainda assim, nunca é igual.
Ver Deus em tudo é reconhecer que o divino não se esconde atrás de altares distantes, mas se revela na vida que pulsa, mesmo no que parece comum.
É compreender que cada passo é sagrado, cada encontro é propósito, cada despedida também é bênção.
E assim sigo: não porque sei demais, mas porque sinto.
E sentir é, para mim, a forma mais pura de oração.
Templo
respeite o tempo
o toque do silêncio
o fluxo da seiva
o aroma do infinito
a dança dos vendavais
o som das montanhas
o turvo, o lume, a sombra
os mistérios do mar
a gota, a chuva, a tempestade
a morte, as ondas, o ar,
e o beijo da palavra
(respeite)
Os leves passos de uma bailarina revelam a delicadeza de uma mulher que dança sobre o vento, e com gestos suaves e bem armados desvenda os mistérios de uma canção que nem mesmo o tempo ousou revelar.
