Da Solidao Cecilia Meirele
A sociedade ovaciona o palco, mas a metamorfose da alma é um evento silencioso, forjado na solidão dos bastidores.
A solidão foi um deserto que precisei atravessar, na areia deixei expectativas mortas, no vento encontrei o som da minha própria respiração, e no fim descobri que nunca estive realmente só, eu estava comigo e isso era suficiente.
Aprendi que solidão não é castigo, é ferramenta. É na distância do mundo que a consciência afia sua própria lâmina. E com ela, cortamos ilusões que sempre nos mantiveram presos. A liberdade começa quando deixamos de ter medo de
estar conosco.
A solidão que carrego às vezes veste meus melhores trajes. Sai comigo para jantar, sorri, cumprimenta desconhecidos. No trecho de volta, tira a máscara e chora soprando o travesseiro, como quem revela ao mundo a própria face cansada de fingir.
A solidão às vezes vem com voz de amigo. Sento-me com ela à mesa e aprendo a ouvir. Ela me conta segredos que o mundo esqueceu de me dizer. Quando me despeço, sinto que cresci um centímetro por dentro. É estranho, mas a solidão tem lições que a alegria não ensina.
A solidão que me visita é de companheira e não de inimiga. Ela me aponta lugares onde precisei crescer. Fica tempo suficiente para me mostrar mapas íntimos. Quando se vai, deixa calmaria como quem arruma a casa. E eu sigo sabendo o caminho de volta.
O medo da solidão é o medo de ter que encarar a si mesmo. Se você não é boa companhia para si, como espera ser para o mundo?
A solidão me afinou como instrumento, hoje toco minha vida com mais harmonia, já não desafino tanto, já não me perco nas notas, sou melodia própria.
O pior para um Chefe é a solidão do comando.
Um Chefe leva fardos sozinho, não por vaidade, mas, porque às vezes o que carrega é indivisível.
Essa busca por independência acabou criando um novo tipo de solidão. Os homens, muitas vezes inseguros, têm medo de serem traídos. As mulheres, mesmo sendo mais livres e fortes, podem se sentir presas pela pressão de ter que ser perfeitas em tudo. Mas, o que as pessoas mais querem é uma conexão de verdade. Sente-se falta de coisas simples: andar de mãos dadas, um abraço sem pressa, uma conversa que não vire uma competição. A vida ficou focada demais no trabalho e na imagem, e isso nos tornou pessoas eficientes, mas com o coração vazio.
O maior desafio hoje em dia é se permitir sentir. É não ter medo de parecer diferente. A felicidade está nessas coisas simples que a gente esquece no dia a dia.
Tem dias que tudo pesa. A mente não para, e a solidão aperta no meio da confusão. Todos querem um pedaço de você, mas ninguém parece enxergar a sua luta.
Para. Respira fundo. Você não é essa pressão toda. Você é mais forte. Cada pequena coisa que você faz é um passo importante para a sua vida. A paz que você precisa já está dentro de você.
E se alguém sumir? Se o silêncio machucar? A verdade é essa: sua força não pode depender de quem não está. A sua luz é sua...
Os desejos e a solidão ( letra de música)
(Verso 1)
No silêncio da noite, a dor me invade,
Um passado dominador, em almas que ardem.
Sonhos desfeitos, em luta constante,
Amor perdido, num mundo distante.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.
(Verso 2)
As palavras se perdem, na voz que clama,
O violão chora, a melodia inflama.
Em cada acorde, a saudade persiste,
Em cada verso, a esperança resiste.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito de alma, em busca de redenção.
(Ponte)
No horizonte, a luz que se esvai,
Em cada lágrima, o adeus que cai.
A guitarra chora, a voz se eleva,
Em busca de um novo amanhecer.
(Refrão)
Paredes invisíveis, em um inverno denso,
A lua testemunha, a brisa do mar em meu pensamento.
Solidão que ecoa, em cada canção,
Um grito
Deusa da solidão
Na ilha no meio de tantas outras ilhas perdidas no meio do oceano, existe a Deusa dos ventos que batem sem direção,
Os sons que se reproduzem de acordo com a temperatura ou através dos movimentos que não se podem ver são frenéticos assim como os do mar quando batem nas paredes de corais,
Um mundo fantasioso se cria no crepúsculo bem como a realidade tão esperada se oferece como uma miragem,
Duros são os golpes dias após dias da lua no sol e do sol na lua e nessa rotação frequente sem vencedores o perdedor é o telespectador que assiste ansioso sentado observando juntamente com a Deusa das ondas e desse horizonte,
Os pássaros cantam, a cachoeira flui, as estações vão e vêm, mas a caverna é silenciosa e escura, sem sombras e sem pena,
Na ilha perdida em meio a tantas outras o mar em volta é profundo, os quatro ventos sussurram e o corvo é o vigia da insônia e da dor,
A coragem pode vencer o medo, navegar no intenso talvez seja um caminho,
Na ilha, o farol esta aceso, seis galhos secos e uma corda estão jogados na areia a três metros do mar, a escolha entre o afundar ou o afrontar é tua.
Solidão, se afaste das minhas pernoites,
Dúvidas, parem de lucrar com o meu repouso,
O aperto na garganta e as dores no estômago são aventureiras na superfície das noites alheias,
Almejo cruzar a porta que transborda o que os meus olhos fechados veem,
Solução me abraça!
