Da Solidao Cecilia Meirele
O Canto da Alma em Solitude
No vasto palco da existência, um véu,
Solidão, não vazio, mas um céu
De pensamentos, onde a alma se refaz,
Em silêncio, encontra a própria paz.
Não a dor do isolamento, o frio chão,
Mas a escolha de um doce reclusão.
Onde o eu se encontra, sem disfarce ou pressa,
E a voz interior, enfim, se expressa.
Não é um castelo de sonhos, nem uma fortaleza da solidão.
É apenas um muro, sem fim, sem destino aparente.
Um simples muro que prova que sou capaz de persistir, de seguir firme com constância e determinação.
A solidão é o estado que mais produz,
extrai de nós as melhores reflexões, mas a maioria está cansada e ocupada demais nessa selva de gigantes.
Acenda a luz que existe dentro de você, pois quem vive na solidão tem que comer no prato do vazio.
Este é um prato fundo que qualquer um pode comer, mas nunca irá se saciar.
Cuidado com o mal da solidão, basta você dar espaço que ela te dominafazendo você acreditar que podes viver sozinho em um mundo tão dependente do outro.
A música espanta a solidão
Sete são as notas musicais
Felicidade é o meu refrão
No compasso da melodia
Dançar uma bela canção
Alegrar o enredo da vida
Cantar floresce o coração
Mesmo que em poucos dias, preenchestes minha solidão com tua onipresença , eras a notificação que nunca tive que clamar, eras o livro e não uma mera resposta a um diálogo vazio, era atenção de quem e não de onde, mas o verbo está sendo conjugado no passado…
A boa convivência com a solidão é um namoro apaixonado de você com você mesmo. Não saber lidar com a solidão, é na verdade, ser mais interessado na vida do outro do que à própria vida.
Observando então
Minh ‘alma vasculhando
O coração
No engenho da vida
Arquitetando minha solidão.
Juntando-me
Aos desejos
Que dizem quem sou
Que dizem aonde vou.
Afastando-me
De “quês”;
Coisas que devo largar mão.
Livrando-me de tudo o que me traz
Insegura satisfação.
O seu olhar revela a solidão do adeus. As lágrimas mostra que a saudade ainda machuca um coração que aprendeu a amar, mas não aprendeu a esquecer!
O peito doí, arde de saudade de você,
a distância sufoca e traz a solidão,
fazendo com que as lágrimas se tornem visíveis aos olhos da alma.
