Da Lutas e Decepcoes da Vida vem a Vitoria
"A cada dia que passa, começo a perceber que nosso nivel de força depende unicamente da nossa teimosia de persistir, viver e buscar a vida que desejamos ter.
Não há doçura neste remédio, além do mais puro néctar de descobrir que somos mais capazes do que imaginamos, após suportar o horror indescritível de confrontarmos a nós mesmos e ousar triunfar sobre sí!"
"A ignorância se espalha feito fogo quando as consciências das pessoas estão fracas feito palha..."
"A Paciência não é uma qualidade!
Ela é uma habilidade, é o ato consciente de preservar a Paz Pessoal frente a um desafio ou adversidade.
Como tal, é como qualquer outra, cuja prática nos amplia e naturaliza o domínio - ela não pode ser concedida, apenas merecida pelos nossos próprios esforços, sendo uma recompensa em sí!"
"Não faço críticas construtivas, pois você não as aceitaria.
Não gero críticas destrutivas, pois também não lhe desejo o mal.
Minhas críticas são apenas críticas, questionamentos... um apelo maior!
.. porque quando deixamos de questionar aquilo que acontece ao nosso redor, verdadeiro progresso deixa de ser alcançado"
"Não há mais desculpas que nos faça evitar o remédio, nada pode ser mais amargo que se sentir prisioneiro onde deveria ser nosso porto seguro"
Eu amo como se fosse verdade,
Num mundo de mentiras;
Como um bêbado da noite, na sobriedade da manhã;
Como um adolescente entusiasmado, por razões senis;
Amo como um inocente condenado à forca,
Que mesmo assim, ainda crê na Justiça!
Amo como se fosse luz, na mais completa escuridão;
Como se fosse partida, no trem da volta!
Amo como se fosse vida, no seio da morte;
Como se fosse pra sempre,
Desesperadamente pra já!
Rosa, no canteiro,
Ouve um chamado...
Arrepios, no corpo inteiro,
Enquanto Cravo, canta!
E Rosa levanta,
Rodopia, se assanha...
Cravo acredita!!!!
Ela aceita e não barganha.
Rosa se agita!!
Cravo, seu amor,
De outra vida, ressuscita!
Pare de reclamar
Que partiram seu coração.
Triste é viver,
Sem saber que tinha um.
Viva. Ame.
E morra feliz .
A dança das cadeiras
Ciranda da vida, a dança das cadeiras,
Cada volta um ciclo, destino que desenrola.
A música soa, novos ritmos, novas brincadeiras,
E à cada parada, permanecer na dança, nos consola.
Na orquestra do tempo, novas melodias incluídas,
Cada reinício, um novo interesse, uma nova paixão,
Novos rostos, de velhas presenças desapercebidas.
Neste jogo de estar, uns ficam, outros se vão.
A cada parada, um adeus, uma despedida,
Como folhas que ao vento partem, vida após vida.
Mas há o encontro, na pausa, uma nova mão estendida,
Em cada assento vazio, uma história nova, uma ferida reaberta, uma ferida esquecida.
Assim gira a roda, na aproximação da distância,
A cada ciclo, a vida nos ensina a resiliência, a importância,
De saber dançar mesmo quando a música parece incerta,
Pois a cada volta, novo desafio, uma nova descoberta.
E quando a música finalmente parar, o que nos resta?
O eco dos passos, as memórias desta Festa.
Com suas perdas e ganhos, cada momento, uma chegada.
Na dança das cadeiras, da vida, o prêmio maior é a jornada.
A premissa “A finitude da vida é a certeza do amor de Deus por nós” sugere uma perspectiva espiritual e filosófica profundamente significativa. Se considerarmos que a vida é finita, isso não é um mero limite imposto, mas um presente que dá sentido à nossa existência. A mortalidade, longe de ser uma punição ou um obstáculo, pode ser entendida como uma moldura divina para a obra-prima que é a vida humana. É como se Deus nos concedesse um tempo definido para aprendermos, crescermos e nos dedicarmos àquilo que realmente importa: o amor infinito e misericordioso.
A finitude, paradoxalmente, torna o amor infinito. Quando sabemos que o tempo é limitado, cada momento se reveste de uma intensidade única. O amor torna-se mais urgente, mais real, mais profundo. É nesse horizonte de limite que podemos experimentar algo divino: a possibilidade de amar sem medidas, mesmo em um espaço de tempo limitado.
A prática do amor infinito em uma vida finita é um ato de fé e um reflexo do amor de Deus. É a oportunidade de superarmos nossas imperfeições, de vivermos para além do egoísmo e das pequenas vaidades, e de nos aproximarmos da essência divina. Essa essência está enraizada no amor que acolhe, perdoa, e compreende.
Ao mesmo tempo, a finitude nos ensina sobre o valor da misericórdia. Saber que tanto nós quanto os outros somos limitados em nossas ações e em nosso tempo é um convite para sermos mais compassivos, para perdoarmos com mais leveza e amarmos com mais intensidade. A vida breve é, portanto, um chamado à eternidade do coração humano, onde o amor e a misericórdia são as únicas verdades que permanecem.
Assim, ao percebermos a vida como finita, não nos desesperamos, mas encontramos a graça. Pois, no tempo que temos, podemos amar com a intensidade de quem sabe que não há garantias de amanhã, mas há a certeza de que, no ato de amar, tocamos o eterno. Dessa forma, a finitude da vida não é apenas uma prova do amor de Deus, mas uma oportunidade para que também sejamos reflexos desse amor no mundo.
O sofrimento egoísta pela perda de um ente querido surge quando nos concentramos mais na ausência que sentimos do que na libertação e continuidade do caminho daquele que partiu. É natural sentir dor, mas o apego exagerado demonstra uma visão limitada da vida como um todo. O verdadeiro amor deseja o bem ao outro, mesmo além da matéria, compreendendo que a morte é apenas uma passagem e que o espírito segue vivo, amparado e em evolução. Transformar a dor em resignação e prece é a forma mais elevada de honrar quem amamos e de contribuir para sua paz e progresso espiritual.
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