Da Lutas e Decepcoes da Vida vem a Vitoria

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O verbo amar vem do latim “amo”, que é uma contração de “a me o”: “saio de mim”. Amar é sair de si, doar-se ao próximo.

Não acredito muito em auto-ajuda, mas acredito na ajuda que vem do Alto.

Aprendi que o artista não vê apenas. Ele tem visões. A visão vem acompanhada de loucuras, de coisinhas à toa, de fantasias, de peraltagens. Eu vejo pouco. Uso mais ter visões. Nas visões vêm as imagens, todas as transfigurações. O poeta humaniza as coisas, o tempo, o vento. As coisas, como estão no mundo, de tanto vê-las nos dão tédio. Temos que arrumar novos comportamentos para as coisas. E a visão nos socorre desse mesmal.

Manoel de Barros

Nota: Trecho da entrevista publicada na edição 117 de Caros Amigos, em 2008.

nunca fui fã de um eu te amo.
sou mais dos pensei em você,
pô saudade,ouve essa música,
vem cá..

Já repararam que geralmente a lição de moral vem de alguém que não tem moral nenhuma?

Esse poema é dedicado a uma grande amiga, a qual eu amo muito, e que há alguns anos vem passando por uns perengues, mais que logo eu sei que vai ter fim.


Loucura lacrada (?)

Inesperada visita,
Mas uma vez a loucura acaba de chegar
E instalasse em mim.
Mas uma vez vou abrir e remexer
Todas as caixas
Que tanto tento lacrar
De forma definitiva.
Em dias e momentos assim
“cato” todas elas, as abro e me
Embriago de lembranças
Junto a esse surto
Existem fotografias,
Bilhetes, cartas, declarações,
Velas para (te / nos) celebrar
Incensos para purificar o ar
Que insiste em ficar denso com o peso das recordações,
Insistentemente a chuva da minha alma
Começa a cair (deixando o meu céu fechado e branco)
E eu, sento incredulamente há espera de um milagre,
Onde mostre que o Reino da Imaginação é real.
Besteira minha,
Outra vez faço uma varredura (vasculho) em meus desejos
A espera de um final para os sonhos
Mas, tem instantes que minha amnésia manifesta-se
E a saudade aproveita para mostrar suas garras
E me trazer você ...
Ai, mergulho no vácuo criado pela ilusão
E alimentado por esses instantes
De ausência de sensatez
Que hora por outra me acomete.
Me perco completamente,
Entre o sonho, o desejo, as lembranças e
Os infinitos motivos e razões pra não te querer
De repente,
Um lampejo, um reflexo,
Um raio incandescente de razão
Se mostra e aos poucos
Vou recobrando a consciência
E o nexo (sentido) das coisas
Novamente percebo que
Preciso encontrar tempo e uma forma eficaz
De aprender a te esquecer ou
Ao menos te querer menos
E após esse lampejo de realidade
Junto todos os recortes e “cacarecos”
E novamente os guardo em minhas caixas de recordações.



_ onde vou continuar a procura de uma forma definitiva de lacre, onde não dê mais chances para a loucura fazer a festa.

Volta, vem outra vez ao meu lado, não consigo dormir sem teu braço, pois meu corpo está acostumado...

Roberto Carlos

Nota: Trecho da música Volta (composição de Lupicínio Rodrigues).

Dependendo de quem vem, um "dorme bem" vale muito. E a gente acaba mesmo indo dormir bem.

Quantos neguinhos vem com o dedinho pedindo paz, me dão um abraço pela frente e uma facada por trás.

Todos sabem que os melhores presentes vem nas menores caixas.

Hoje acordei com aquela sensação que vem do coração mas se sente no estômago.

Troque seus prazeres pelo propósito.
Porque a autoridade vem junto com a renúncia!

⁠Talvez haja um grande fogo em minha alma, contudo ninguém jamais vem aquecer-se nele, e os passantes só veem uma fumacinha saindo pela chaminé e seguem seu caminho.

Vicent Van Gogh
The Complete Letters of Vincent van Gogh (1978).

Nota: Trecho de carta ao irmão Theo, escrita em julho de 1880.

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Sentimentos mudam, paixões diminuem, parceiros vem e vão. Nisso tudo, uma coisa é sagrada: a amizade!

A verdadeira felicidade vem da humildade e do reconhecimento que, sozinhos, somos muito pouco
ou quase nada. E a vida somente se completa com o real sentimento de amor ao próximo!

O inimigo de um amor nunca vem de fora, não é homem ou mulher, é o que falta em nós mesmos.

Anaïs Nin
NIN, A., Uma Espia na Casa do Amor

Nota: Uma espiã na casa do amor

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E a pergunta que me vem, em tom de agradecimento, é: por que será que você aconteceu na minha vida? Não espero respostas, mas deixo-me aos seus cuidados.

Vem comigo procurar algum lugar mais calmo, longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita. Tenho quase certeza que eu não sou daqui.

Junto à maturidade vem o desapego, o desinteresse pelo fogo de palha, aventura... E a atração pela estabilidade, segurança e pelo que dura pelo menos o suficiente para ser inesquecível.

Elogio e crítica, ganho e perda, prazer e dor vem e vão como o vento. Para ser feliz, descanse como uma árvore gigante no meio de todos eles.