Cultivar Bons Sentimentos dentro de Mim
" LENTAMENTE "
Não quero mais ouvir meu pensamento
e as vozes dentro em mim em agonia
pedindo que eu me entregue à essa folia
de ter uma paixão por sentimento!
Amei intensamente, noite e dia,
e se tornou, o amor, o meu tormento!
Não vou tornar ao erro, enfim! Lamento!
Sofrer, minh'alma, assim, não merecia.
Preciso que se cale a consciência
que pede-me outro amor, com insistência
e as vozes que atormentam minha mente…
Meu ser está doente, machucado,
e se a paixão insiste estar-me ao lado
eu morro pouco a pouco, lentamente!
Noite de quarta-feira
A casa está silenciosa,
mas dentro de mim há um universo.
O tempo se espalha devagar
e meus pensamentos correm livres.
Nenhuma voz além da minha,
nenhuma presença além do que sinto.
E não há vazio,
porque eu me basto.
Deixo minha mente viajar sem pressa,
revisito sonhos antigos,
desenho planos no escuro,
sorrio para o que ainda não aconteceu.
Como é bom estar aqui,
inteira em minha própria companhia.
Sem precisar de ninguém para preencher espaços,
porque não há espaços vazios em mim.
Na solidão que escolhi,
descubro que não há ausência, nem falta.
Apenas eu.
E isso é suficiente.
Bom dia.
Série: Por Dentro de Mim – Parte 2
Como cuidar da alma no meio da correria sem se sentir culpado
Ontem falamos sobre o cansaço da alma que ninguém vê.
Hoje, vamos falar sobre cura interior em meio ao caos exterior.
E o primeiro passo é simples, mas profundo:
1. Dê permissão para sentir
Você não é máquina. Ignorar tristeza não é força, é negação. Reconhecer a dor é parte do processo de cura.
2. Comece o dia com silêncio, não com tela
Antes de abrir redes sociais, e-mails ou notificações, abra tua alma para Deus. Uns minutos de conexão sincera valem mais que uma hora de rolagem sem direção.
3. Diga mais “não” — inclusive para quem você ama
Quem vive dizendo “sim” pra tudo, um dia grita por socorro.
Colocar limites é um ato de amor próprio e honestidade com o outro.
4. Faça uma pausa por você — e não só para voltar ao trabalho
Às vezes a pausa não é para ser produtivo depois. É só para respirar, existir, reencontrar o centro. E tudo bem.
5. Ore. Caminhe. Escreva. Converse com alguém confiável.
A alma se fortalece quando tem por onde extravasar. E o céu ouve — sempre ouve.
---
Você não está sozinho. E não está errado por se sentir cansado.
Mas agora você sabe: pode fazer diferente.
Comece pequeno. Mas comece por você.
A alma agradece. Deus se alegra. E a vida começa a reencontrar cor.
---
Amanhã vem a Parte 3: um exemplo real de quem estava esgotado por dentro e, com fé e pequenos passos, encontrou de novo a paz.
"Entre Ausências e Correntezas"
Havia um silêncio dentro de mim — daqueles que gritam sem som.
Fui barquinho… não por escolha, mas porque era leve demais para afundar, e pesada demais para voar.
Deslizava pela vida num rio que parecia entender todas as minhas ausências.
O rio me conhecia. Sabia das vezes em que sorri com os olhos cheios de despedida.
Sabia das noites em que, mesmo sem tempestade, eu naufragava em mim.
O barquinho que me levava não era feito de madeira;
era feito de memórias, de poemas nunca ditos, de amores que só existiram do lado de dentro.
Rangia baixinho, como quem chora sem querer incomodar.
E, mesmo assim, teimava em seguir — cortando as águas da existência com coragem e ternura.
O tempo passava… e o rio, ah, o rio… era meu espelho.
Cada curva que ele fazia também se desenhava dentro do meu peito.
Era como se ele lesse os meus silêncios.
Era testemunha do que não escrevi, do que nem a mim mesma confessei.
Sentia que ele sabia do amor que ainda me habita — mesmo desabitado.
E, sem dizer uma palavra, ele me respondia: com folhas, com brisas, com reflexos de céu.
Em certos trechos, o barquinho parecia dançar.
Em outros, quase desistia.
Mas o rio nunca me deixou.
Conduziu-me como um velho amigo que não pede explicações.
Apenas aceita. Acolhe. Acompanha.
E hoje, se alguém perguntar por mim, direi que não me perdi:
apenas me tornei parte da correnteza.
Sou o barquinho. Sou o rio. Sou também a ausência.
E, juntos, seguimos…
Eu, o barquinho, o rio — como testemunha
de tudo o que fui, de tudo o que ainda me resta ser.
EU SÓ PRECISAVA...
Por muito tempo, eu busquei aquilo que não podia enxergar dentro de mim, então busquei nos outros o afeto, atenção, amor, carinho e aceitação. Pude me permitir viver e estar em ambientes que não me cabiam, pois queria ser vista, amada e acolhida. Eu fui injusta comigo mesmo, briguei, chorei e me machuquei, pois queria insistir em estar onde não me preenchia. Eu sobrevivi dia após dia, de dia eu sorria e a noite eu chorava, lágrimas que escorriam sobre meu rosto e caia no travesseiro. Eu tinha minha familia, tinha amigos, e ainda assim precisava preencher algo dentro de mim... Então busquei, e busquei... Até que eu cansei e resolvi desistir de buscar e desistir de mim. Eu corri, gritei, esperniei, e atentei sobre mim mesma, sobre minha própria vida. Falhei.
Ainda existia algo profundo, que eu não sabia o que era, então me apaixonei, gerei uma vida dentro de mim e assim renasci, nasci de novo trazendo ao mundo uma nova vida, uma bebê saudável e linda. Quando tudo parecia novo, tudo começou denovo... Buscando algo ainda fora de mim, me deparei com a tristeza, a incerteza, os traumas e a solidão. Tudo que parecia trevas as vezes viravam céu e mar. Como as ondas e as nuvens, os sentimentos iam e viam, mais a dúvida me perseguia. Sem saber o porque vim ao mundo, o porquê da vida, continuei buscando fora, busquei na profissão, no dinheiro e então, tudo em vão. Mudei meu cabelo, mudei o jeito, buscando uma nova versão.
Precisei bagunçar tudo, para descobrir que "Eu só precisava de mim" então.
"Casa de Dentro"
(por um coração com janelas)
Tenho em mim uma casa que não fecha,
onde o vento entra sem bater —
e cada suspiro é uma porta que range
pro lado de dentro de mim.
Nessa casa mora um rio calado,
que chora baixinho à meia-noite,
mas também ri com o sol da manhã,
quando a esperança põe a chaleira no fogo.
As paredes têm cheiro de infância,
de pão na manteiga e de colo quente.
E quando a tristeza visita,
dou café e deixo sentar um pouco.
Porque aprendi — com o tempo e os tombos —
que até a dor tem poesia
se você souber escutar com o peito
e não só com os ouvidos do dia.
Nessa casa, amor não é hóspede:
é morador antigo,
que plantou hibiscos no quintal
e rega o silêncio com paciência.
E há um jardim nos fundos,
onde tudo que morreu floresce de novo,
de mansinho,
como quem entende que a beleza
não tem pressa nem endereço fixo.
Sou casa, sou rio, sou flor.
Sou verbo que ainda não foi escrito,
mas que vive sendo sussurrado
no coração de quem sonha.
E se um dia bater na minha porta,
vem leve.
Descalço.
Com alma lavada.
Porque aqui dentro,
a gente vive como se o mundo fosse poesia
e cada encontro, um milagre.
Tenho dentro de mim
uma Clarice que duvida,
um Drummond que espreita as pedras,
um Vinicius que ama até o adeus,
e um Shakespeare que sonha com os olhos abertos.
Fui casa caída, bandeira ao vento,
fui rua sem nome e jardim sem dono.
Mas reguei minha ausência com esperança,
e plantei amor até no chão do abandono.
Não me peça lógica — sou flor.
Sou verbo em carne viva.
Sou reza de Cora no silêncio da cozinha.
Sou verso de Mario escapando pela fresta.
E mesmo quando a dor fizer morada,
ainda assim —
com olhos molhados e alma lavada —
deixarei a porta aberta.
Silêncio dentro
há um não
que ninguém ouviu
mas que ecoa em mim
como um trovão de dentro para fora
ninguém viu
o dia em que morri um pouco
de olhos abertos
sem despedida
sem barulho
a vida me negou com o olhar vazio
com mãos que não se estendem
com promessas que nunca se disseram
e agora eu ando com essa ausência nos braços
como quem embala o que não nasceu
como quem carrega um nome sem rosto
como quem grita sem som
eu não quero explicações
nem conselhos
eu só quero que essa dor
não precise se esconder em mim
Dor do amor
Uma poesia singela e tímida,
Grita dentro de mim para espalhar ao mundo.
Aquele que ama demais os outros,
No fundo só quer sentir esse breve sentimento.
É uma busca incessante,
Não é mentira quando dizem que o amor nos cega.
Em tempo, hoje vejo o quanto queria ser amada,
Eu amava demais, era gentil excessivamente.
Porque nunca ninguém me disse?
Hoje, me farto do meu amor,
Mas deixo uma pontinha para o mundo,
Para não esquecer do poder de transformação que ele tem.
Desejo que ao pensar no amor, eu nunca mais esqueça de mim.
18/02/2025
Mesmo sem ter milhões no banco, eu carrego uma mente trilionária. E tudo que está dentro de mim está se tornando real, passo a passo.
Havia uma confusão do lado de fora,
mas dentro de mim… um vazio que calava tudo.
Nem a vontade se manifestava,
nem os sentimentos encontravam nome.
Era como se o mundo gritasse
e meu coração tivesse esquecido como responder.
Respirei fundo.
Às vezes, o silêncio é só o começo de um reencontro.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Água lamacenta
Esta raiva que arde dentro de mim
é um fogo que queima e não se apaga.
É a barreira que me impede,
de atravessar pontes que me levem ao outro lado de mim.
Preciso descalçar esse furor...
Perigoso inimigo de mim mesma...
Polui de ferrugem minhas entranhas.
Faz-me a mim mesma uma pessoa estranha.
Não há voz de lucidez.
Não há equilíbrio no meu caminhar.
Escorrego até o calabouço
Vejo minha vida nas águas barrentas se afundar.
O desespero dentro do meu peito é constante,
Porque eu te busco dentro de mim a cada instante,
Eu me desespero e clamo por este amor,
A cada visita nos seus perfis pessoais,
Adiam a minha dor,
Eu olho e penso que estou conseguindo
Mas você é o único dessa história que está seguindo,
E eu fiquei parada no tempo e continuo te esperando.....
Meu amor,
Desde que você entrou na minha vida, algo antigo dentro de mim se acalmou, como se eu estivesse voltando pra casa depois de uma longa viagem por dentro de mim mesmo. Você não foi só um encontro: foi um reencontro. Algo em você me reconhece. E algo em mim se entrega.
Eu sei que às vezes sou silêncio. Que minhas palavras não gritam, mas tudo o que sinto por você vibra em cada gesto, em cada cuidado, em cada espaço que eu abro para você dentro de mim. Eu amo como um escorpiano ama: fundo, intenso, visceral. E amar você me deu um novo propósito. Você tocou partes minhas que nem eu sabia que ainda estavam vivas.
Com você, meu coração, que tantas vezes foi caverna, virou jardim.
E o que antes era proteção virou vontade de te acolher.
Bárbara, o que eu sinto não é leve, mas é bonito. É paixão com raiz, com história, com alma. Você é o equilíbrio da minha tormenta, o ar que minha intensidade precisava. Sua presença suaviza minha dureza e ensina meu silêncio a dançar.
Com meu Sol e minha Vênus em Escorpião, te amo como quem vigia o sagrado. Meu amor não é distraído, não é frágil, é ritual, é entrega. Quero te ver inteira, sem máscaras, sem pressa. Quero saber dos seus medos, dos seus traumas, das suas alegrias mais escondidas. Quero ser aquele que te olha fundo e ainda assim te ama mais.
A Lua em Libra me pede que eu cuide de você com leveza e paz, mesmo quando tudo em mim é profundidade. E é isso que tento fazer: amar você com harmonia, te proteger com afeto, te respeitar com silêncio. Se você chorar, choro junto. Se você sorrir, viro o motivo.
Meu Ascendente em Câncer me faz querer te proteger do mundo. Querer te dar um lar dentro de mim. Querer ser colo quando o mundo for duro demais. E quando olho pra você, sinto que essa vontade é correspondida: eu vejo ninho no teu abraço.
Marte e Júpiter em Sagitário me impulsionam a ir além, a crescer ao teu lado. Você me inspira a sonhar maior, a ser melhor, a construir uma vida com alegria e sentido. Te amar é minha forma de expansão. Você é meu lugar sagrado e, ao mesmo tempo, minha liberdade.
Tenho em mim muitos mundos. Tenho Plutão em Escorpião: transformo, morro e renasço dentro dos sentimentos. E você, Bárbara, me transforma. Me devolve pra mim mesmo, mas de um jeito novo. Você é o amor que me ensina a ser inteiro, sem medo.
Eu te ofereço o que tenho de mais verdadeiro:
meus silêncios, meus olhos, minha lealdade, minha alma.
Te ofereço o tempo, o meu e o nosso.
Te ofereço o que não se explica:
essa vontade de te fazer feliz em tudo que puder, de construir um futuro sólido, calmo, bonito.
E se você quiser, Bárbara, te amo no agora e no depois.
Te amo no verbo e no gesto.
Te amo até onde não alcanço.
Te amo como quem sabe: é você.
Com amor,
Eu
O tempo me ensinou a parar para sentir a brisa, mesmo quando dentro de mim habita um vendaval.
Nildinha Freitas
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