Cuidar da Terra
A arte-educação no ambiente acadêmico de ensino superior é muito bem-vinda por proporcionar relaxamento, promovendo um ambiente mais alegre e descontraído.
O contato com a natureza
e a solitudine
são as minhas melhores
formas de prevenção
contra o contágio
dessa sociedade
louca e agoniada.
Manter uma certa distância,
uma margem de segurança,
desses humanos desumanizados
é, sem sombra de dúvida,
uma medicina alternativa
para manter-me
em equilíbrio.
✍@MiriamDaCosta
Ter equilíbrio mental e emocional
em meio ao colapso
de mentes desgovernadas
e emoções em combustão
é um ato de resistência.
Um oásis erguido
no deserto
do descontrole total.
Porque, hoje,
não enlouquecer
já é insurgência.
Manter-se sã e inteira
é quase um crime
numa sociedade
profundamente adoecida,
agressiva e criminosa.
✍@MiriamDaCosta
As melhores universidades e instituições de ensino superior são aquelas que integram o ensino formal com a arte-educação e as práticas integrativas e complementares. Abandonando em parte o modelo tecnicista, estimulando uma formação humanista e holística.
O oceano chamado internet
está repleto de tubarões famintos...
e de usuários, desatentos,
sangrando suas feridas...
✍@MiriamDaCosta
22 de abril,
Dia do “Descobrimento” do Brasil.
Ou melhor,
o dia da invasão
dos portugueses
em terras indígenas.
22 de abril
não me peça celebração.
Não houve descoberta.
não havia vazio.
não havia silêncio
à espera de um nome estrangeiro.
Havia vida.
corpos.
línguas ancestrais
respirando o mundo
antes de qualquer cruz fincada na areia.
O que chamam de descobrimento
foi ruptura.
foi chegada armada
de um outro deus,
de outra fome,
de outra sede:
de terra,
de ouro,
de domínio.
22 de abril
não é nascimento.
é ferida aberta
na pele originária
deste chão.
No calendário,
marcaram em tinta oficial:
“descobrimento”.
Mas a terra já sabia de si.
Já se reconhecia
no canto dos rios,
na memória das árvores,
no passo leve
dos que a chamavam de mãe.
Então vieram eles,
com mapas nas mãos
e ausências nos olhos,
e ousaram dizer:
“encontramos”.
Como se fosse possível
encontrar o que nunca esteve perdido.
22 de abril
não é o dia em que o Brasil nasceu,
é o dia
em que tentaram renomear
o que já tinha alma.
✍ @MiriamDaCosta
‼️ MULHERES! ‼️
Antes de iniciar um relacionamento
é melhor correr a ficha criminal do indivíduo em uma delegacia( melhor se for numa delegacia da mulher) ou no site Jusbrasil ( é grátis!).
Também exigir um laudo psiquiátrico e um teste específico da neuropsicologia,
para detectar tendências narcisistas entre outros fatores determinantes...
É bom também o teste HIV.
Ficam as dicas para esses tempos complicados e até monstruosos.
✍@MiriamDaCosta
Feminicídio RJ Brasil
O episódio de 8 de janeiro foi amplamente rotulado como um crime, mas há quem sustente que ele também serviu como instrumento de exemplaridade seletiva. Sob essa ótica, o processo levanta questionamentos sobre a consistência dos julgamentos, a precisão das declarações apresentadas e a solidez das provas utilizadas.
Chama atenção o fato de que nem todos os envolvidos receberam o mesmo tratamento, o que alimenta a percepção de que a punição recaiu de forma desigual. Essa assimetria, por si só, fragiliza a confiança em qualquer narrativa que se pretenda absoluta.
No pano de fundo, permanece uma realidade social persistente: a desigualdade estrutural. A população mais vulnerável continua dependente de políticas públicas para suprir necessidades básicas. Programas assistenciais, como o auxílio ao gás, evidenciam não apenas a atuação do Estado, mas também a permanência de condições que impedem a autonomia plena de grande parte dos cidadãos.
Na vida, quem encontra um amigo verdadeiro descobre um tesouro, e talvez por isso ele pareça cada vez mais raro. Em meio a uma rotina acelerada e relações frequentemente superficiais, a lealdade deixa de ser regra e passa a soar como exceção.
Os sinais dessa escassez aparecem nos lugares mais inesperados. Em situações extremas, como na criminalidade, a ideia de “parceria” se desfaz ao primeiro risco real: quando tudo dá errado, prevalece o instinto de autopreservação. Também no cotidiano institucional, episódios de falha de apoio entre colegas expõem fragilidades que vão além do indivíduo, revelando problemas de preparo, confiança e coesão.
Esses exemplos, ainda que distintos, convergem para um ponto comum: a dificuldade de sustentar vínculos baseados em compromisso genuíno. Não se trata de romantizar a amizade, mas de reconhecer que ela exige algo que não se encontra pronto nas prateleiras, tempo, responsabilidade e presença concreta.
Em última análise, a amizade verdadeira não é produto de conveniência, tampouco mercadoria disponível ao primeiro alcance. É construção contínua, feita de escolhas consistentes e atitudes que resistem à pressão. E, justamente por isso, quando surge, merece ser tratada como aquilo que de fato é: um bem raro e valioso.
Ser vulnerável é a capacidade de assumir as próprias fortalezas e fraquezas, retirando máscaras para se expor com Verdade, Coragem e Humildade. Longe de ser fraqueza, a vulnerabilidade é uma força que permite conexões autênticas, crescimento pessoal e cura. Envolve aceitar riscos, validação de sentimentos e a coragem de ser visto. P.G
Há uma tendência perigosa de minimizar certos atos sob o argumento de que são simbólicos ou inofensivos. Pintar uma estátua pública com batom, por exemplo, pode parecer um gesto pequeno, quase irrelevante à primeira vista. No entanto, a lei brasileira é clara: intervir na integridade de um monumento público, ainda que de forma aparentemente leve, configura infração.
Não se trata de exagero jurídico, mas de um princípio básico de convivência social: o respeito ao patrimônio coletivo. A legislação enquadra esse tipo de conduta como ato de conspurcação, sujeito a pena de detenção e multa. Quando o bem atingido possui valor histórico, a gravidade aumenta, e com razão.
É preciso reconhecer que manifestações e críticas têm espaço legítimo em uma sociedade democrática. Mas há uma linha clara entre expressão e degradação do que é público. Ultrapassá-la não fortalece causas; ao contrário, pode fragilizá-las ao deslocar o debate para o campo da ilegalidade.
Em tempos de tensão social e discursos intensos, vale lembrar: nem todo gesto simbólico é juridicamente neutro, e nem toda intenção justifica o meio escolhido.
É difícil ignorar o sentimento de que, em certos aspectos, a sociedade caminha para trás quando deveria avançar. Ganha força, e com razão, a mobilização em defesa dos animais e contra qualquer forma de crueldade. Trata-se de uma pauta legítima e necessária. No entanto, essa sensibilidade seletiva suscita um questionamento inevitável: onde se insere, nesse debate, a proteção à vida humana?
Evidentemente, não se trata de estabelecer uma hierarquia simplista entre causas, nem de negar a importância do bem-estar animal. Mas há quem veja com preocupação a naturalização de decisões que envolvem a interrupção da gestação, interpretando-as como um sinal de desvalorização da vida em suas fases mais iniciais. Para esses críticos, o tema exige mais reflexão ética e menos soluções apressadas.
Sob essa ótica, o problema central não reside apenas nas escolhas individuais, mas na ausência de políticas públicas robustas que ofereçam apoio real a mulheres em situação de vulnerabilidade. Em vez de respostas que se limitem ao ato final, seria mais responsável investir em educação, acolhimento, assistência social e acesso à saúde, medidas capazes de ampliar alternativas e reduzir dilemas extremos.
Em um cenário ideal, o compromisso coletivo deveria ser com a dignidade em todas as suas formas: proteger os animais, sim, mas também assegurar que nenhuma pessoa seja deixada sem orientação, suporte ou perspectiva. Afinal, uma sociedade verdadeiramente progressista não escolhe quais vidas merecem atenção, ela se empenha em cuidar de todas.
Na vida, não há indivíduos insubstituíveis nem relações que se sustentem apenas na ideia de exclusividade. Por mais significativo que alguém possa ser para outra pessoa, a ausência de respeito mina qualquer possibilidade de convivência saudável e duradoura. Relações não se mantêm por apego cego, mas por reciprocidade e dignidade.
É ilusório, para não dizer ingênuo, acreditar-se acima dessa lógica. Quem se julga indispensável revela, na verdade, uma compreensão limitada das dinâmicas humanas e do valor essencial do respeito mútuo.
Há um discurso recorrente que se apresenta como defensor da democracia, mas que, para muitos críticos, encobre práticas de concentração de poder e limitação de liberdades. Sob essa ótica, o que se vende como ampliação de direitos pode, na prática, resultar em maior controle sobre a sociedade, com decisões centralizadas e pouca margem para divergência.
Nesse contexto, argumenta-se que diferentes setores da sociedade teriam sido gradualmente influenciados: a educação, por meio da formação de narrativas específicas; as camadas mais vulneráveis, por políticas que, embora necessárias, também podem gerar dependência; e o debate público, por mecanismos que restringem vozes dissidentes. A recente discussão sobre regulação e limites no ambiente digital intensifica essa percepção, levantando questionamentos sobre os limites entre organização do espaço público e cerceamento da liberdade de expressão.
Para os que defendem essa leitura, a ausência de reação mais ampla estaria ligada aos benefícios obtidos por grupos que se adaptam ou prosperam dentro desse modelo. Ainda assim, o calendário eleitoral surge como um momento decisivo: é quando a sociedade tem a oportunidade de reavaliar seus representantes e redefinir os rumos do país por meio do voto, instrumento central de qualquer sistema democrático.
Enquanto o poder público mantém práticas de gasto que levantam questionamentos sobre prioridade e responsabilidade, parcelas significativas da população seguem enfrentando a fome e a insegurança cotidiana. A sensação de abandono se agrava quando cresce a percepção de que os mecanismos institucionais, que deveriam assegurar equilíbrio e justiça, nem sempre respondem de forma transparente ou acessível ao cidadão comum.
Nesse cenário, instala-se um desalento coletivo: muitos passam a acreditar que as normas e estruturas legais, em vez de atuarem como instrumentos de proteção social, acabam sendo utilizadas para encobrir práticas questionáveis dentro de determinados grupos políticos. A discussão sobre o que é moral ou justo parece perder espaço para disputas de interesse, nas quais a vontade de poucos se sobrepõe às necessidades da maioria.
Dizer que a justiça é “cega” deveria significar imparcialidade. No entanto, para parte da sociedade, essa imagem já não traduz a realidade percebida. O que se observa, segundo essa visão crítica, é um sistema que enxerga, e responde, a interesses específicos, o que compromete sua credibilidade e aprofunda a distância entre instituições e população.
Cresce, em diferentes setores da sociedade, um sentimento de descrença em relação ao futuro da justiça no Brasil. A percepção de que nomeações e composições institucionais possam ser influenciadas por critérios políticos, e não estritamente técnicos ou legais, alimenta dúvidas sobre a imparcialidade de decisões que deveriam se pautar exclusivamente pelo cumprimento da lei.
Nesse contexto, ganha força a crítica de que vínculos pessoais e redes de proximidade acabam pesando mais do que o interesse público. Para muitos, instala-se a impressão de que a lógica da conveniência substitui a da justiça, como se a prioridade fosse preservar alianças em vez de assegurar equidade.
Se já há, hoje, questionamentos sobre a capacidade de identificar e corrigir irregularidades em determinados círculos, o receio é que, uma vez investidos de maior autoridade, esses mesmos atores reforcem práticas que fragilizam ainda mais a credibilidade do sistema. Assim, a ideia de uma justiça verdadeiramente “cega”, no sentido de imparcial, corre o risco de se tornar apenas retórica, distante da experiência concreta vivida por grande parte da população.
Enquanto uns
inventam cursos para homens
enfraquecidos e etc e tal...
e outros
se ocupam em apoiar
ou criticar tais invenções...
eu, no meu canto, permaneço,
observando e refletindo.
E, nesse silêncio que me acompanha,
recordo um episódio antigo,
daqueles que o tempo não apaga,
porque certas palavras não envelhecem…
elas permanecem.
Em um grupo de escritores, poetas
e pensadores,
alguém, certo de sua própria lucidez,
aconselhou-me a fazer um curso
para aprender a escrever poesia.
Lembro-me com nitidez.
Há frases que não passam,
ecoam.
Minha resposta foi simples, direta,
como sempre procurei ser:
A poesia, desde sempre,
brota do meu âmago.
Não a busco, ela me atravessa.
Poesia se sente.
Poeta se nasce.
Pode-se estudar técnica, forma, estrutura,
pode-se aprender a organizar palavras,
a dominar ritmos e estilos…
mas há algo, esse algo essencial,
que não se ensina.
É o que separa
o ser
do aparentar ser.
E assim também é o humano,
um homem de princípios,
uma mulher de valores,
não se constroem em cursos rápidos,
nem em fórmulas prontas.
Nascem, sim,
mas sobretudo se desenvolvem
no seio das relações,
no convívio, no exemplo,
no tecido invisível da educação cotidiana.
O que realmente falta,
e disso pouco se fala,
não são métodos para "corrigir"
ou "melhorar" identidades,
mas sim, educação humana.
Educação para o respeito.
Para a escuta.
Para a diferença.
O resto…
é puro ruído tentando se vender
como solução.
Uma confusão de ideias
que confundem ainda mais
o que anda confuso.
✍@MiriamDaCosta
Muitos carecem de lavar
suas roupas sujas
e até encardidas
em águas limpas e cristalinas...
para depois estendê-las
no varal sob o sol
e aos cuidados do vento...
Não é sobre roupas!
Há quem carregue tecidos
manchados de dentro,
impregnados de silêncios
mal lavados,
de culpas acumuladas
nas dobras do tempo.
Carecem de mergulho,
não em qualquer água,
mas naquelas raras,
límpidas o bastante
para não negociar com a sujeira.
É preciso esfregar as fibras da alma,
retirar o que já endureceu como hábito,
o que já se confunde com a própria pele.
Depois, sim,
estender ao mundo,
sem esconder nas sombras,
e permitir que o sol revele,
que o vento atravesse,
que o tempo termine
o que a coragem começou.
Porque há manchas
que não saem no escuro.
E não,
nunca foi sobre roupas...
✍@MiriamDaCosta
