Cuidando do meu Jardim
Pego meu barquinho
E parto pelo atalho
No talho do teu coração
Mas o porto está fechado
Bato, afundo e encalho,
No mar da solidão.
Olhei pela janela e vi
Meu passado e meu futuro.
No passado vi a ti,
Do meu lado.
No futuro, vi a mim
Na janela . . .
Oh marinheiro dos sete mares
Meu náufrago da solidão
Vou "hangariar" novos lugares
Para te guardar a embarcação
Neste abrigo não há luares
Mas tempestades de paixão
(hANGARIANDO BELEZA)
Podes me ver
entre-Olhares!
São entradas e saídas
entreabertas e insulares
de meu intrépido coração.
Podes me ouvir
entre sussurros entrecortados,
nas entrelinhas das palavras,
são enigmas entrelaçados
a entremeios de paixão.
Podes me sentir
na entrega, entresseios
no entra boca e entre-eixo
entre tantos de meus anseios
de ti.
(Entre)
Teu lixo
É meu luxo
Meu capricho
Teu muxoxo
Teu cochicho
Meu arrocho
Teu esguicho
Meu repuxo
Teu seixo
Meu debuxo
(Luxo o lixo)
Ainda vivo da viagem
Na nossa carruagem
E fico sem coragem
De ir embora
Meu bem
Tiravas a embalagem
E ficávamos de beberagem
No vai e vêm
Do crepúsculo à aurora
De que eu era refém
Eras meu remédio, sem dosagem
Tempestade, sem estiagem
Eras o motor e a embreagem
E eu, do teu corpo senhora
Aderente feito tatuagem
Eu era uma, eu era cem
Era todas do teu harém
E todos nos olhavam com desdém
O que me resta agora?
Tudo o que eu viva, estará aquém
(eFEITO taTUagem)
Meu bem, meu bem
Joguei mal olhado
Pra te manter apaixonado
Deixa a maldita e vem
Meu bem, meu bem
Te espera nossa maloca
A cama malajambrada,
Me cobre de malmequeres,
Me sufoca
De maledicentes prazeres
Quero teus olhares maldosos
Tua saliva bendida
Me benze, me unta,
Estou mal prescrita
Meu bem, meu bem
Me trata bem mal
Minha salvação
É o pecado original!
Moça
Que não almoça
Não faças troça
Do meu amor
Ouça
Meu chamado endossa
Venha e destroça
A minha dor
Moça
Que no meu corpo se enrosca
E de minh'alma se apossa
És meu anjo pecador
O indelével
Deleite
Que te delego
Meu deleto
Delito
É uma delícia
Delgada
Deliberadamente
Deleitosa
Que delapida
Um delírio
Deliquente
Bem delineado
(Só delírio )
- É um simples "eu te amo",
que te digo meu bem!
Pois se te digo "eu te amo",
digo a outro também!
- Pois quando te disse "eu te amo"?
Foi ontem? Que desdém!
Pois se te digo "eu te amo",
não digo a mais ninguém!
- Tu superestimas o "eu te amo",
não vês que nenhum valor tem!
Até disseste pra Maricota
"te amo também"!
- Pois sei que te amo,
mesmo tendo te despachado meu bem!
Se digo que te amo, é porque te amo,
Amém!
- Te amo, te amo, te amo...
Dizes quando convém!
Será que tu GOSTAS de mim?
Gostar, vai muito mais além!
( te amo, te amo, te amo ...)
- Ouça meu desabafo ...
- Não, assim eu desabo!
- ... como me doem teus desabraços...
- Tu! Tu me baniste, me desabrigaste!
- Amor, a minha alma, tu desabrochaste!
- Pois com teus desacatos, me mataste!
- Foram apenas desacelerações!
- Não, foi tudo um desacerto. Ilusões!
- Vem pro nosso leito, ainda em desalinho...
- Disse-me meu médico: "totalmente desaconselhável"!
- Não sejas deselegante! Te quero a todo instante!
- Tu és meu desafeto!
- Não creio! Te desafio: venha desafogar em mim!
- Sabes bem que não desafino!
- Sei. Adoro teus desaforos!
- Desairosamente de acordo!
Para meu Pai (26/06/2017)
Ao pé de ti, segurava tua mão sentada no banquinho onde devias apoiar teus pés para não incharem...Segurava a tua mão ao pé de ti, mão que pouco me deixaste segurar ao longo da vida, mas que tanto me segurou...A mão que me amparou, que me guiou e muitas vezes me prendeu...Que algumas, mas certeiras vezes me puniu e tantas e tantas vezes me apontou o caminho a seguir... Essa mão que ao longo da vida pouco se deixou segurar, porque um pai da sua época só tocava a filha quando era imprescindível...Mas essa mão, no final foi tão minha...Que no final queria ficar horas na minha mão e segurava como amigo, como segurava a vida que já lhe escoava pelas mãos. Agora a minha mão estará eternamente segurando na tua.
Chocolate, minha essência,
Doce extravagância, pura indulgência,
Meu exagero, minha fantasia,
Prazer supremo, que alegria!
Veludo e brilho, és meu poder,
Luxúria intensa, meu renascer,
Balada eterna, infância perdida
Canção de amor, minha vida.
Lina Marano
Meu celular, seguro mais que barra de chocolate. Dele espero tuas palavras doces, que há muito ficaram poucas, mas quando chegam, adoçam minha alma, pois te amo desde de antes de nascer.
Meu amor, meu chocolate, meu vício bendito e maldito, que me distrai das amarguras da vida, que me aquece nas finitas noites sem fim. No teu peito entorto meu pescoço, e indireito meu coração machucado que não desisite de ti.
Quero-te perto,
onde a palavra falha
e a pele aprende
a dizer meu nome
sem voz.
Que teus olhos me percorram
como quem invade um templo
e não pede perdão;
que tua respiração
se misture à minha
até não sabermos
quem começou o desejo.
Eu te darei a vertigem
dos frutos proibidos,
a febre escondida
sob a seda,
o arrepio que floresce
quando a distância
já não suporta existir.
Alzira Aquino Mendes
Quero escrever o verso que ninguém escreveu,
Quero muito esse mundo seu no meu,
Quero um abraço, quero o sorriso que o sol te deu.
Quero sentar ao lado de um campeão,
Quero vinho e pão.
Quero seu lenço na algibeira, comer besteiras,
Ouvir teu silêncio dizendo "não".
Quero que me queiras, fazendo arte.
Quero teu corpo, parte á parte.
Quero um poema de ti , que seja poema de mim.
Quero falar_te , em versos que não escrevi.
Te fiz em mim rais !...
Te enraizasses em meu ser... por não ser, ausência de um padecer por mim...retiro-me em descanso . E o acaso me abraça e te durmo em meu abraço. ..de sonhos me alimentas em um só,(ser)mos nós...côncavo e convexo ,por assim te amar !... por assim me amar !...
Paro o meu castigar,
Paro o silêncio, o meu consentimento de dor,
Paro as lágrimas,
Paro o sussurrar de soluços sem cor,
Se me disserem onde devo parar,
Se o caminhar ainda é a inspiração...
