Cuidando do meu Jardim
Se não tem com que enxugar
não censure meu pranto
e deixe assim derramar
as lágrimas em forma de canto.
Não o canto de alegria
mas o canto que exalta a dor
assim louco me faria
tendo um delírio de amor
Me vi um tanto louco,
mas aprendi a sonhar
tive desgosto há pouco
mas consegui me curar
Na estrada da cura
tem choro, mágoa e desilusão
mas nunca negue a fatura
da cobrança do coração.
Quer discutir sobre política e não pratica a mais simples: a da boa vizinhança.
Aí não dá, né meu caro?!
Pessoas nem sempre vão gostar de meu modo introspectivo e muitas vezes distante, porém, se lembrarão que eu as deixei com tudo de mais intenso e sincero. Nunca deixe uma pessoa que gosta sem saber tudo que acha sobre ela já que essa oportunidade pode um dia ser perdida para sempre. A vida de máscaras e superficialidade não me pertence. Você terá de mim o que você estiver disposto a dar e vice-versa.
As pessoas ainda acham que irei viver meu mundo a partir de suas aparências sobre ele. O pior que elas ainda continuam certas.
Não é Faculdade que te tornará mais inteligente ou sábio, meu caro. Na Universidade você adquire apenas conhecimento. Sabedoria é outra coisa!
E assim, vou vivendo dia a dia em meu silêncio solitário quando chego à minha casa, a solidão grita para me fazer companhia.
No meu tempo, cristão não usava bermuda, nem short, nem brincos, nem tatuagem, nem roupas modernas e nem cortes de cabelos da moda, a Bíblia embaixo do braço, não andava com ímpios, não jogava futebol e nem Loteria, não falava gíria, a igreja clara com luz acesa e nada de chapéu.
Amor em névoa
Sofro de amor contido,
De melodias irregulares,
A bruma do meu coração,se entristece,
A cada dia,uma prece é solicitada,
Perdi os retratos afetivos
Esqueci o que é ser entusiasmada.
Desarmonia.
Eu já conheci muitas pessoas
Mas eu destoava com todas elas,
O meu prazer é descordar de pensamentos e ideias,
Pois no meu mundo, elas se encaixam em pilhas podres de flanela.
Nó em 8.
As águas bravias de minha memória
Destoa do meu presente,delirando em solilóquio.
Aos poemas vazios e melodias persuasivas,
Minha alma desatina,me fazendo focar no desfoco.
Seus olhos lacônicos são celestes ao se encantar
Eles vivem em mim como um doce e mal cantar,
Refletindo sua autonomia moral e forma de vida
Ainda me lembro do desejo descontente da "despedida".
Tudo e todo.
O meu papel não é dizer tudo, que o todo nunca fica dito. Mas dizer o suficiente, para provocar o pensamento.Quem se sentir provocado que pense ...!
Quase um lembrete
Quase um adesivo
Quase nada fui nessa porcaria
Mas antes do meu fim.
Virei poesia.
