Cuidando do meu Jardim
Deus: só um meio para o meu fim de sucesso ou tenho entendido que eu sou um meio para o sucesso do plano dele na terra?Deus, alguém que sirvo ou algo que uso?
Ando na contramão. Trilhando meu próprio caminho. Vou devagar, no meu ritmo, no meu tempo. Vou enfrentando minhas lutas e vou vencendo aos poucos...
Posso não parecer grande coisa aos seus olhos, mas sou bem mais do que você enxerga e bem maior do que você imagina.
Por algumas vezes senti meu brilho esvair-se. Pouco a pouco minha essência se perdia...
Nem sabia mais quem eu era ou como eu era, para onde ia ou de onde vinha...
Era tomado por esse sentimento escuro e vazio. Masnão seria assim para sempre, pois eu lutei...
Era apenas uma fase...
Gosto do som que meu silêncio produz...
Há silêncios que tornam-se ensurdecedores... Mas não o meu...
Quando fico em silêncio é pra consumar aquilo que meu coração já sabia... Uma pitada de certeza...
Então respiro tranquilo.
Eu estava certo outra vez...
Traz-me a inspiração necessária pra viver, quando nas mais sombrias noites estás ao meu lado.
Espero e espero...
Por mais distante que esteja e mesmo que demore dias para encontrar-te, sei que nada vai mudar... Todos somos feitos de fases, mas mesmo que mude sei que vai estar sempre ali...
E nos encontraremos novamente e novamente e ainda assim será como a primeira vez...
Seu ser, seu brilho, seus olhos, seu sorriso...
És minha luz, meu guia, minha força...
Por todos os dias hei de seguir-te, como girassol que se inclina para o sol.
Minha vida, meu fôlego, minha essência, meu coração, são teus.
Lembro de ter dado tudo de mim e no final não ter sido suficiente. De fazer tudo ao meu alcance, da melhor maneira possível, e no final ser esquecido. De por muitas vezes ter chegado ao limite e ainda assim continuar, mesmo parecendo que tudo era em vão.
Lembro de nadar incessantemente contra a maré dos meus pensamentos, enquanto as ondas das circunstâncias me empurravam pra baixo.
Mas não lembro, em hipótese alguma, de ter desistido.
Aquele lugar não era meu lar e eu precisava sair dali, mas ainda cego permanecia. O que eu achava ser luz, era um mar de escuridão. E quando a senti, era tão densa que chegava a ser palpável. A inalei e quase sufoquei. Fui arremessado brutalmente num poço que parecia não ter fim. E caía como que em câmera lenta, vendo aquela saída cada vez mais distante.
Com um nó na garganta não conseguia pronunciar uma única palavra.
(...) Já não tinha mais forças para continuar me debatendo e fui levado pra longe por aquela maré de incertezas e solidão. Talvez só estivesse cansado de nadar contra ela, então deixei aquele lugar para nunca mais voltar.
Fé
Nada sou, se não acreditar que posso ser,
sem acreditar no meu punho, sem ter fé.
Nada sou, se não acreditar nos sonhos meus,
sem crer que minha força é capaz de ser.
Nada sou, se não ver a alegria nas manhãs,
nas tardes, no entardecer, ao anoitecer.
Nada sou, diante da imensidão da vida,
sem ver a grandeza do grande Criador.
Nada sou, se não seguir adiante sempre,
se não levantar, sempre que cair.
Nada sou, se não sentir o amor, a emoção,
nas crianças, nos amores, nas paixões.
Nada sou, se não sei amar, acreditar,
sem perdoar, ajudar, compartilhar.
Nada sou, se não for humana sempre,
tentando a cada dia melhorar meu pensar.
Nada sou, se não sentir, se não amar,
perdoar, ajudar, receber, ou doar.
Se é pra sempre não sei,
se for eterno, que bom!
Se meu futuro também é seu?
Sei lá! E se for?
Se for terei em mim a felicidade,
viverei eternamente o amor.
Se estiveres no meu futuro,
seremos cúmplices do amor.
Se continuarmos juntos,
não saberei mais o que é dor.
Infância
Foi mágica da infância, da janela do meu quarto
não sabia assim tão bem , como era do outro lado.
Debruçada na janela, sempre sonhava um bocado
mas não sabia de nada, da vida do outro lado.
Tudo parecia tranquilo,
naquele meu imaginar,
pessoas boas felizes,
sempre vivia a sonhar.
A vida era dosada, luxo nem podia pensar
vestidos de seda, mamãe não podia me dar.
Sabia que existia, no meu inocente sonhar
só não podia tocar, muito menos usar.
Mas a vida era feliz,
eu conseguia sonhar,
os beijinhos da mamãe,
tudo podia amenizar.
Nada lá me faltava, tinha onde brincar
rua branca e macia, com areia para pisar.
Campinho de futebol, em frente meu lar
um lugar interessante, pra poder brincar.
Era linda,
minha terra,
meu cantinho,
meu lugar.
Um rio maravilhoso, onde eu podia nadar
com árvores frondosas, uma beleza de lugar.
Com margens enfeitadas, o rio sorria pra mim
eu com os pés na chão, ficava mais um "poquim".
Mas um “poquim” mamãe!
Eu sempre falava assim,
e acabava mergulhando,
banhando mais um "poquim".
A noite era alegria, a vizinhança à conversar
a meninada reunida, pular, brincar, gritar!
De repente aquela música, era do cinema
indicava que era hora, do filme começar.
As horas iam passando,
o povo ali conversando,
a meninada brincando,
e minha vida mudando.
Era menina morena, com pés no chão eu corria
simples assim era feliz, desse jeito eu crescia.
Cabelos negros ao vento, minha infância vivia
crescendo ficando mocinha, eu nem percebia.
Da vida da janela
à rua que eu conhecia,
brincando e sonhando,
eu mudava como a lua.
Saudades da terrinha, onde pude sonhar
de pessoas amigas, com quem pude partilhar.
Dos amigos de infância, das pessoas do lugar
do cheiro de terra molhada, era marca do lugar.
Meu oásis
Meu oásis és tu meu bem
teu corpo matará minha sede
esta louca e tórrida sede
esta sede que me toma
por completo
me domina
me deixa louca.
És tu meu bem
a fonte que preciso
quando saciará minha sede?
Quando matarei a sede de ti?
Quando virás?
Estou aqui...
Meu voto
Quando voto meu amigo,
estou em ti a confiar,
pensando que é "honesto",
para a mim representar.
Não dou chave de banco,
para que possas enricar.
Não te dou o direito,
de querer me "enganar".
Quando voto meu amigo,
quero o bem do "cidadão",
não espero vê-lo mentindo,
passeando de carrão.
Não te dou o "direito",
de achar que sou pateta.
Pois já sei que fica por aí,
escondendo dólar na cueca.
Quando voto meu amigo,
estou "ciente" do que faço,
Mas tem gente que não sabe,
vende-se por uns trocados.
Não se engane aí "doutor",
quatro anos passa rápido.
E o povo com seu voto,
tua vida pode mudar.
O sol em mim
Mesmo que haja saudades
Mesmo que lágrimas tentem me sufocar
Mesmo que meu coração tenha sangrado
Mesmo que minh'alma grite como tu sabes
O sol ainda brilha dentro de mim.
Ando lendo meus percalços, medindo meu espaço, analisando onde me encaixo.
Quero muitos goles, desta taça que me oferece a vida.
Já quis muito mais, hoje só o que me deixa em êxtase, paixão, me acrescenta vida.
É verdade, que entre o meu eu lírico e eu, abriu-se um abismo. E na tentativa de nos entender, percebemos que há também entre nós, um moinho. Este, alterna-se com o abismo. E entre a distância -entre nós, e o moinho que nos mistura, estão os mais eloquentes versos.
Tudo depende do meu ponto de vista, de como processo o esperado, ou o por acaso. Posso sentir por um tempo o poder do desespero do por acaso, mas logo o mesmo se aproxima do esperado, e o que é dor, torna-se aprendizado, fortalecimento. Então eu rio por dentro, e em minha face floresce um sorriso tímido, para em seguida resplandecer em meus olhos a alegria de um sorriso maroto, mais gracioso e realmente feliz. Enfim, entendi que o meu tudo sou eu, e que a felicidade reside em mim.
Em meus devaneios poéticos, sempre ouço meu eu lírico dizer: _Toma mais esta dose de versos, que passa!
(Re) encontro
Estavas tu
A minha espera
E eu furtivamente
Ia ao teu encontro.
Meu coração
Da angústia
Fez-se euforia
Na sofreguidão
Daquela espera
