Cuidando do meu Jardim
Eu não prometo te amar para sempre, pois a morte desvanece o amor, mas prometo te amar enquanto meu coração bater teu nome, enquanto você for minha saudade, minha vontade de viver, enquanto a vida continuar a me jorrar amor, eu prometo amar você.
Para o momento, quero apenas o isolamento, escolher meu canto e derramar meu pranto.
Lavar as janelas do meu ser, tirar o embaçado para que eu possa ver.
Só quero ficar no.meu canto, buscar novamente o encanto, a ilusão da vida em meu ser, preciso sim, voltar a viver.
Vou me despedindo, despindo do meu ser
A cada lapso temporal, desprende fragmentos, sem que possa mensurar. Sim, vou me despindo de meu eu, depreendendo da razão, esvaindo a emoção, até que em dado momento, satisfaça a extinção.
Palavras, deixa-me exprimir, quero esvaziar meu ser, que saturado em ânsia, roga externar. Sabe o quê? Sei lá.
Deixa eu escrever, me distrair com letras garrafais, dar voz ao pensamento, expressar meu sentimento.
Ignores se não curtir, mas deixe meu caminho eu seguir.
Água e pó constitui meu ser, assim também toda espécie animal ou vegetação. Vidas que dó pó vieram, para ele retornarão.
Eu já não me importo com o julgamento de juízes leigos, sou culpado, carrego sobre meu ser a sina do pecado, mas tenho me esforçado, e para me defender, tenho o melhor advogado.
Eu já não me importo com religiosidade, preciso seguir o caminho da verdade, olhar para o porvir e aguardar poder entrar na santa e eternal cidade.
Eu já não me importo com juízos apócrifos, comentários jocosos, palavra maligna, ou gente atroz, preciso ouvir de meu salvador sua mansa e suave voz, receber seu imerecido favor, na manifestação de seu puro amor.
O mal vai ter seu merecido fim, a criação geme e ansia sim, pela manifestação do autor e consumador da noasa fé, Jesus de Nazaré.
Aplainar meu ser, paralelo ao horizonte e voar no imaginário, nesta grande rede do meu eu, viajando no inesperado, nas repentinas do pensar, e sentir o ritmo do pulsar da energia vital de meu coração, que insiste em lutar, desbravando vada instante em meu viver, impulsionando a energia que circula em meu ser.
Descompromissado com meu eu a despir em textos meu. Deixo me levar em palavras sem sentido, e provavelmente com toda intensidade em meu ser, manifestos nos mais complexos sentimentos desconexos da realidade fática que me oprime.
