Cuidando do meu Jardim
Não me compare a ninguém. Sou única, com meu jeito, meu modo, meu costume. Cada um tem sua particularidade, cada um tem uma diferença. As pessoas não precisam se igualar, elas precisam se completar. E eu estou completa!
quero saber se meu gosto ainda resiste
em viver na sua língua
enquanto você tenta
me esquecer beijando outros.
Baile de ideia é a minha sina
Mexe teu corpo vidrando nas rima
Bate cabeça sentindo o meu lema
Vai até o chão destroçando o sistema
Retirada
Respeite o silêncio
a omissão,
a ausência.
É meu movimento de deserção.
Abandonei o posto,
rompi a corda,
desacreditei de tudo.
Cansei de esperar que finalmente um dia,
minha fotografia
fizesse jus ao seu criado-mudo.
O sol sempre nascerá para mim; um dia, não nascerei para ele. Que meu agradecimento por tão flamejante companhia seja minha vida ardente.
TODAVIA
Não creio, todavia,
Você está chegando a meu lado,
E a noite é um punhado
De estrelas e de alegria.
Apalpo, sinto o gosto,
Vejo seu rosto, seu passo largo,
Suas mãos e, no entanto,
Ainda não creio, todavia.
Seu regresso tem tanto
Que ver com você e comigo
Que por sorte lhe digo
E canto,
Ninguém pode substituí-lo
E as coisas mais triviais,
Se tornam fundamentais,
Porque você está chegando.
No entanto, todavia,
Chego a duvidar de minha sorte,
Porque tê-lo junto a mim
Às vezes me parece fantasia.
Mas você vem,
Com certeza,
E vem com seu olhar
E por isso sua chegada
Torna mágico o futuro.
E ainda que nem sempre
Eu tenha entendido
Minhas culpas e fracassos
Sei, para compensar,
Que, em seus braços,
O mundo tem sentido.
E se beijo a ousadia
E o mistério dos seus lábios,
Não há dúvida
De que o amarei mais
A cada dia,
Todavia.
(Tradução livre – Eduardo Andrade)
Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena
de mim.
Meu rosto em teu olhar e,
o teu no meu reflete.
E do manto do rosto o coração se veste.
Um par de hemisfério que melhor se complete.
Onde há, sem norte ou declinante oeste?
Em desigualdade tudo que morre está.
Se nosso amor é um só e formamos um par;
De Amor tão igual ninguém morrerá...
Não preciso mais pensar em você, pois és o próprio pensamento. Todo meu mundo gira ao seu redor (e é tão gostoso vê-lo assim)
Pensando bem, acho que o problema está em você que vê todo o meu sacrifício pra estar contigo e mesmo assim vive fugindo de mim.
Muito obrigado, Jesus, por tudo, eu agradeço do fundo do meu coração... Que o Senhor abençoe todos os meus dias que irei viver neste mundo, proteja minha família, os meus amigos e que eles sejam muito felizes.
Oh, meu Deus, se eu tiver crédito contigo ainda... Atende esta minha súplica, e que os seus anjos desçam e nos protejam de todo o mal... E que cada momento difícil nos reconcilie e nos ajude a passar por ele...
Só que desta vez por mais nojeiras que imaginasse sobre meu corpo caído lá embaixo, não sei por que, a vontade de saltar continua. Mas eu resisto. Não que alguém fosse sentir muita falta minha ou se achar, sei lá, sacaneando com a minha morte. (…) Ninguém. Eu comecei a enumerar nos dedos quem poderia sentir a minha falta: sobraram dedos. Todos estes que estou olhando agora.
Guardo o meu amor por dentro. É precioso. Pensar nele faz com que eu tenha vontade de cuidar de mim mesmo, então é bom. Guardando, guardando, feito joia. Precioso, delicado. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Minha necessidade não é de falar, é de ser ouvida. Você pode ter meu silêncio, se compreender o que dizem meus olhos.
Meu pai não bebia, não fumava e morreu cedo. Não roubava e morreu pobre. Tirava o que tinha para dar para os outros e teve poucas pessoas pra carregar seu caixão. Depois que ele morreu, nenhum parente perguntou se seu filho precisava ou não de algo. Ou seja, em vida meu pai me ensinou a ser a melhor pessoa que eu conseguir. Em morte, me ensinou a não esperar nada em troca por isso.
