Cruz
Vejo gente crucificando gente todo dia, pregando na cruz do ódio e do desrespeito.
Vejo gente que diz ser quase "Deus", que bate no próprio peito de ateu e diz que tem fé, sem ter.
Vejo gente todo dia matando pobres, negros,gays, lésbicas ou quem diz "não" ao sistema de submissão. Vejo essa gente que anda com um livro sagrado na mão e a mentira no coração, matando sem atirar.
Eu vejo gente que mata com o olhar e com o cantinho do olho mira para matar.
Gente que mata por quase nada e ainda dorme sem acordar de madrugada.
Vejo gente matando gente toda hora, pregando na cruz um João, uma Maria, um filho de Jesus e de Sebastião e matam com as próprias mãos.
Nildinha Freitas
Tudo na vida se torna secundário quando refletimos a cruz em nosso viver diário. A cruz de Jesus de Nazaré é a realidade da morte do nosso ego.
A cruz não é uma tragédia, mas é algo que temos que carregar para que não nos voltemos para o orgulho. Assim imitamos nosso mestre que carregou sua cruz e sempre fugiu da plataforma dos holofotes.
Precisamos voltar a nossa vida para a crucificação em Cristo e trazer a centralidade da cruz para a nossa caminhada todos os dias da vida.
Precisamos da graça da cruz para vencer o nosso ego obeso de tanta empáfia, de tanto orgulho (Meu novo livro Redenção graciosa, p.124).
Na cruz o amor se revela ao encarnar-se no Ser que quer amar e amar por amor, para que todos os amados do amor encarnado se percebam assim tão amados por esse amor, que a única razão de se verem amados de fato e de verdade seja o amor que não tem outra razão, senão amar os Seus por esse amor que não tem troca de favores. Aleluia! Somos amados. Basta!
A Cruz é o tribunal de Deus e o infrator da lei tem que morrer juntamente com Cristo para que a vida de Cristo seja a alternativa (O crime da letra).
A cruz e o sofrimento do servo sofredor trazem amizade para nossa caminhada com ele. Tornamo-nos aqueles que são parte do rebanho do pastor por excelência, Jesus de Nazaré, Jesus da Galiléia, o Jesus de Samaria, Jesus de Lázaro, o Jesus de Zaqueu, o Jesus de Maria Madalena, o Jesus do Gadareno.
A cruz é o poder de Deus para nós porque ela carrega tanto a morte como a ressurreição de Jesus Cristo. Esta é a fraqueza que é transformada em força.
Este é o poder que emana vida, e vida em abundância. Esta é a loucura do evangelho de poder que vem do céu por meio de uma manifestação do amor sincero de Deus por gente que não vale nada.
A loucura do evangelho de poder por pecadores está no amor, cujo significado é uma cruz onde o Jesus Nazareno se dá e se entrega livremente.
Entre a cruz e o sino há um longo caminho que se deve percorrer na conduta da fé como norma que rege a vida. Hipocrisia, sacrifício, medo, até se perguntar sobre aquilo que realmente quer compreendê-lo e torná-lo livre, desalmado, das coisas que não fazem bem.
Via Crucis
A cruz é o símbolo mais pesaroso, a maior representatividade da angústia e do sofrimento de Cristo, também serve de referência para o cristão na perspectiva de castigo e libertação. Jesus foi traído pelos bons costumes da moral por desejar uma nação seguidora dele, por ser o protagonista da paixão incondicional e do amor a Deus. Radicalizou na defesa de seu ideal e da ideia de supremacia em Deus. A igreja cristã adotou Jesus como um pacificador, utilizou-se da bondade e humanidade para amenizar todo o sofrimento e dar causas e esperança de vida eterna.
A. V.
Jesus está morto, Deus não! Para tanto o Natal de luzes para simbolizar o nascimento e uma cruz como máxima das simbologias de uma tragédia anunciada. Deus o todo poderoso cheio de dotes colocou o homem sobre um muro em todas as suas peculiaridades para utilizar-se do livre arbítrio, mas conforme o lado em que cair ele usará de seu poder de condenação.
Sobre o nascimento de um salvador ainda requer dúvida na função “salvação da humanidade”, porém a morte desse filho permitida aos olhos do pai é o ápice para as crendices. “Com deus não se brinca”, frase jargão, do tipo religiosamente correta, para fazer valer a máxima em um possível castigo dos deuses. A humanidade não segue religiosamente os ensinamentos de Deus, desde Eva e Adão, então ele já acabou com o mundo em fogo. Não sendo possível melhorar o mundo com o milagroso nascimento de Jesus, Deus permitiu a maior atrocidade já feita a um ser humano, dado ao sacrifício e morte em benefício do mesmo povo já condenado; de nada adiantou!
Faz-se necessária uma nova ideia ou à vinda de um deus todo poderoso raiando sobre nuvens, até mesmo um fogaréu do inferno, por que já se acostumou com essas ideias, acaso enviar mais um filho será de tamanha crueldade e fim, porque nada é superior a ridicularidade e vontade do ridículo homem.
Amauri Valim.
A Verdade caminha na estrada da omissão. Enquanto isso, O Senhor da Luz continua preso em uma cruz.
O Senhor da Luz foi o Maior Mestre e Defensor dos Direitos Humanos. Morreu na cruz e sem riquezas, desejando apenas que pudéssemos amar uns aos outros como a nós mesmos.
