Cruz
A Sexta-feira Santa é o dia do silêncio, da cruz e da entrega. É o momento em que Jesus, sem culpa alguma, assume sobre si o peso do pecado da humanidade e se oferece por amor.
Diante da cruz, somos convidados a parar. A olhar com profundidade. A refletir sobre o significado do sacrifício de Cristo. Não foi apenas uma morte foi a expressão máxima do amor de Deus por nós.
Hoje não se celebra a Missa. O altar está vazio, e o clima é de recolhimento. É um dia para lembrar que o verdadeiro amor vai até as últimas consequências.
Que a cruz de Cristo nos ensine a não fugir das dificuldades, mas a enfrentá-las com fé. Que ela nos ensine a amar mesmo quando o caminho for o da dor. E que, em meio ao silêncio da Sexta-feira Santa, o nosso coração se encha de esperança na vida nova que virá com a ressurreição.
A Cruz e o Silêncio
Na tarde que se deita sobre o mundo,
o silêncio pesa mais que a pedra do sepulcro.
Há um homem suspenso entre o céu e a terra,
e o seu corpo é a ponte entre o abismo e o eterno.
Sexta-feira, dia sem cor,
em que o sangue se torna verbo
e o madeiro, altar de um sacrifício antigo
como o tempo que nos escapa dos dedos.
Não é a dor que nos salva —
é o amor que aceita a dor
sem exigir resposta,
sem exigir justiça.
Cristo não grita contra os pregos,
não amaldiçoa os que o erguem ao vento:
olha-os como quem compreende
que só o amor cego pode ver o mundo claro.
E morre, não como quem perde,
mas como quem entrega.
Entrega-se ao Pai,
entrega-se ao silêncio,
entrega-se a nós.
A cruz, então, já não é castigo,
mas espelho:
e nele vemos o que somos
quando deixamos de fingir.
Na Sexta-feira Santa,
não se celebra a morte,
mas a entrega.
Não se chora o fim,
mas o princípio escondido na última palavra:
“Está consumado.”
E o mundo, suspenso com Ele,
aguarda o terceiro dia
em que a pedra será rolada
e o silêncio se fará luz.
Hoje o céu silencia…
A cruz nos lembra do amor que se doa, da dor que redime e da esperança que não morre.
Que esse dia toque o coração, renove a fé e nos lembre que o amor sempre vence.
A Cruz sempre vence, porque nela o amor foi cravado, a morte foi vencida, e a esperança ressuscitou.
A Cruz Sempre Vence
Ela se ergue em silêncio,
entre o céu e a dor dos homens,
não como derrota,
mas como um trono onde o Amor reina.
Não há treva que a ofusque,
nem tempo que a desgaste.
Na Cruz, o fim se torna começo,
e o sangue, semente de eternidade.
Quando o mundo zomba,
ela permanece de pé.
Quando os fortes caem,
ela levanta os humildes.
Pois a Cruz não é apenas madeira,
é ponte entre o pó e o infinito.
E quem a carrega com fé,
caminha para a vitória que não se vê,
mas que já está escrita no alto.
Sim... a Cruz sempre vence.
Porque ela carrega em si
o nome do Vencedor.
A cruz não é metáfora, é destino. De quem não se vende, de quem não edita a própria voz pra ser aceito. De quem não pede licença pra existir. E de quem não abaixa a cabeça pra não ferir sensibilidades alheias.
“A Cruz não é algo que aconteceu; a crucificação é algo que está acontecendo. Pode ser encontrada em qualquer lugar e em qualquer hora na raça humana, pois é a luta épica das forças do bem e do mal.”
O preço imensurável que Jesus pagou por nós, na Cruz.
Jamais poderemos compreender o preço imensurável da entrega de Jesus por nós na Cruz, Ele voluntariamente se entregou, e com um amor incondicional e perfeito nos amou.
Do pecado, do juízo e do julgamento da ira de Deus Ele nos salvou. A nossa redenção estava sobre si, e Ele tomou sobre sua vida toda maldição, toda transgressão e em um ato imensurável de graça nos libertou de tudo que nos aprisionava pelo ato de amor e nos aproximou de Deus, e reverteu a condenação que estava sobre nós.
Agora e para sempre, podemos viver livremente pois Ele sofreu por nós, e a sua graça nos eternamente nos salvou.
O primeiro passo na reconciliação sempre deve ser nosso, pois Cristo na cruz nos justificou gratuitamente, espontaneamente e por amor, através do seu perdão incondicional, sendo nós devedores Dele.
No jardim do Éden perdemos para o diabo, mas na cruz do calvário Jesus venceu por nós para sempre.
Renato Oliveira
É impossível amar a Deus sem amar a cruz; um coração que experimenta a cruz, considera as coisas mais amargas, uma doçura.
Portugal: o Mito e o Destino -
E a cruz ao alto erguida, lá,
onde a terra acaba e o mar começa,
desperta em mim a memória das naus ...
Essa longinqua quimera,
saudosa Epopeia, Sonho mais alto!
O nosso Sonho!
Escalda-me então o sangue nas veias,
bate-me o coração a compasso desmedido,
minha'Alma levanta voo,
parte em direcção ao infinito ...
Busca outro chão, outros Povos,
outras Raças, outro Deus!
Mas não vejo a Cruz!
Os barcos perderam-na!
E as quilhas?! Onde?!!
Perdeu-se também o sonho,
desfez-se também o Mito,
sepultaram-se Poetas e visionários ...
E a Alma Portuguesa recolheu! Onde?! Onde?!
E Eu?! Que farei agora Eu sem Deus?! ...
(No cabo da Roca)
As velas sem cruz são a modernidade. O discurso político deixa de ser religioso (sem cristo e sem cruz) e passa a ser económico a partir da Guerra dos Trinta Anos - a partir da Paz de Vestefália ... A confusão entre economia e política fez com que todas as guerras, depois de 1648, tenham sido económicas.
Esta, a do século XXI, é isso mesmo: uma guerra económica e monetária.
E só deixaremos este ciclo quando separarmos a política da economia. Ou seja, voltarmos a Cristo!
Um Embaixador para a Economia da Alma...
(Analise de um amigo Economista)
