Cronicas de Marta Medeiros Felicidade
..............Crónicas de Adonis Silva..............
Quanto mais me lês, mais me despes
Na penumbra do entardecer, ele caminha com elegância pelas ruas, seus passos parecendo flutuar no ar. Seus olhos são como duas esferas de mistério, brilhando com a intensidade de estrelas distantes. Ele é um homem bonito, e não há quem não erga um olhar curioso ao seu passar.
O sobrenatural o envolve, como uma aura invisível que o acompanha. Alguns dizem que ele é feito de sonhos, que sua beleza é apenas uma reflexão de um reino desconhecido. Outros creem que sua aparência é uma manifestação das forças místicas que governam nosso universo.
Seus traços parecem esculpidos à perfeição, uma harmonia inigualável de curvas suaves e ângulos precisos. Seu sorriso, um convite ao devaneio, deixa no ar um rastro de encantamento. Ele sabe que sua beleza é uma dádiva, mas também uma responsabilidade.
Ele se deleita com os olhares admirados, mas não se deixa envolver pela vaidade. Sabe que sua verdadeira essência reside nas profundezas de sua alma, mais do que nas feições físicas. Ele utiliza sua beleza para inspirar, para alegrar o coração dos que o cercam.
No entanto, esse dom não vem sem desafios. Alguns buscam se aproximar dele em busca de benefícios, desejo ou inveja em seus olhares. Ele é sensível a essas energias indesejadas, mas não se deixa abater. Com a sabedoria que adquiriu ao longo dos tempos, ele aprendeu a filtrar as intenções e a focar naquelas genuínas e verdadeiras.
Ao se permitir saborear o sobrenatural de sua beleza, ele mergulha em um universo paralelo, onde não existe espaço para superficialidades. Ele transcende a noção do efêmero e mergulha nas profundezas do ser humano, explorando a conexão entre as almas.
Ser um homem bonito, para ele, é uma dádiva que vai além da aparência física. É a oportunidade de tocar o sublime e de utilizar essa graça para trazer luz e amor ao mundo. Sua busca pela beleza verdadeira não se limita a espelhos, mas a momentos de empatia, gentileza e compaixão.
Portanto, enquanto ele caminha por estas ruas, deixando o charme em seu rastro, ele sabe que a verdadeira beleza reside na capacidade de enxergar além do que os olhos veem. Em cada sorriso iluminado por sua presença, ele compartilha o mistério e o sobrenatural que o habitam.
Lembrando sempre que a beleza está no coração daqueles que escolhem também irradiá-la ao mundo.
Portanto sejam bonitos de qualquer forma.
( Adónis Silva )
..............Crónicas de Adonis Silva..............
Quanto mais me lês, mais me despes
No dia em que bebi o teu charme de mulher,
E provei o teu suor, sabor doce e singelo,
Saboreei órgão que fica entre os pulmões,
Foi quando descobri o verdadeiro céu pelo qual anelo.
Teus olhos, estrelas brilhantes e divinais,
Naquela noite, me guiaram pelo universo,
Em teus lábios, encontrei o doce mel do amor,
E nos teus abraços, senti o fogo que tudo dispersa.
Foi assim que me perdi em teu encanto,
No dia em que bebi a essência do teu ser,
Teus suspiros harmonizaram-se com o ar,
E minha alma, com prazer, pôs-se a crescer.
Descobri em ti um órgão além dos limites do corpo,
Uma melodia que embala minha jornada,
E no calor da paixão, encontrei a iluminação,
No dia em que bebi o teu charme de mulher, amada.
Esse encontro eterno ficará gravado em meu peito,
Como a mais bela poesia, o mais puro refrão,
No dia em que bebi o teu charme de mulher,
Descobri o amor verdadeiro, sublime e então.
( Adónis Silva )
..............Crónicas de Adonis Silva.............
Quanto mais me lês, mais me despes
No dia em que o tempo parou,
O mar se escondeu nas estrelas,
A brisa se aquietou, o silêncio tomou conta.
No horizonte, um quadro se revelou,
O céu era um mar de luzes cintilantes,
Refletindo a imensidão do amor.
A areia beijava meus pés descalços,
Enquanto os olhos capturavam o espetáculo,
Das ondas que dançavam nas constelações.
A lua, serena testemunha daquele momento,
Derramava seu brilho prateado como um acalento,
Envolvendo tudo com seu encanto sedutor.
No mar de estrelas, a alma se perdia,
Nas cores que dançavam no céu e na fantasia,
De um mundo onde o tempo não existia.
E na imensidão daquele instante mágico,
Eu me sentia parte desse universo tão rico,
Cheio de mistérios e beleza indescritível.
No dia em que o tempo parou o mar,
Aprendi que a vida transborda em cada olhar,
E cada segundo tem o poder de eternizar.
Que mesmo nas perdas e nas adversidades,
Podemos encontrar a paz e a felicidade,
Basta olhar para o céu e deixar-se encantar.
Então, quando o tempo voltar a fluir,
E o mar voltar a encontrar seu lugar,
Guardarei em meu coração a memória de um dia,
Em que o tempo parou e o mar se escondeu nas estrelas.
( Adónis Silva )
..............Crónicas de Adonis Silva..............
Quanto mais me lês, mais me despes
A brisa da manhã acaricia suavemente o meu rosto enquanto me preparo para mais um dia de aventuras. As asas batendo no ar, o vento sussurrando nos ouvidos, sinto-me totalmente livre. Ser um pássaro é uma bênção que me foi concedida e eu aproveito cada momento.
Enquanto sobrevoou os campos verdejantes, observo a majestade da natureza. O céu azul se estende até o horizonte, parecendo infinito. Abaixo de mim, posso ver pessoas indo e vindo em suas vidas agitadas, completamente inconscientes da liberdade e paz que os meus voos me proporcionam. É uma sensação indescritível.
Ao passar por nuvens macias e esvoaçar com elegância dentre elas, sinto-me transportado para outro mundo. É como se eu pudesse tocar as estrelas e alcançar os mais altos sonhos. A adrenalina corre pelas minhas veias, me fazendo sentir vivo e vibrante.
Os outros pássaros dançam ao meu redor, como uma orquestra perfeita que executa uma sinfonia mágica. Observo seu movimento gracioso no ar, cada um com sua cor e forma singular. Cada um traz consigo uma história de vida, uma jornada na imensidão dos céus.
Enquanto deslizo pelos ares, não posso deixar de me maravilhar com a vastidão do mundo que me rodeia. Montanhas majestosas, extensas florestas e rios fluindo em harmonia criam uma paisagem de tirar o fôlego. Sinto-me pequeno diante de tanta grandiosidade, mas, ao mesmo tempo, poderoso por ser parte dela.
Nessas jornadas solitárias, encontramos a nós mesmos. A conexão com a natureza e com a própria essência torna-se mais forte a cada batida de asas. A cada momento de silêncio, sou capaz de sentir minha verdadeira essência voando além dos limites do meu corpo.
Quando a noite chega e o sol se despede, retorno ao meu abrigo. O cansaço do dia é substituído pela gratidão. Ter a oportunidade de escutar o meu próprio voar é um privilégio único. É uma experiência que guardarei comigo para sempre, alimentando meu espírito, renovando minhas forças e inspirando-me a enfrentar todos os desafios que a vida me apresentar.
Lembre-se, não importa qual seja a sua paixão, encontrar momentos em que você possa escutar "o seu próprio voar" trará uma sensação de plenitude, liberdade e conexão consigo mesmo. Acredite em suas asas e nunca pare de voar.
( Adónis Silva )
..............Crónicas de Adonis Silva..............
Quanto mais me lês, mais me despes
Entre a alegria e a alergia,
Encontro abrigo em meu ser,
Recuso o tóxico que tenta me inocular,
Prefiro preservar minha essência pura.
No turbilhão do mundo lá fora,
Escolho ser virgem de negatividade,
Mantenho-me distante do amargo salgado,
Que por aí solto vagueia.
Encontro paz em minha alma,
Cultivo a alegria que em mim floresce,
Através dela, transbordo harmonia,
Enquanto a alergia ao tóxico desaparece.
Na pureza da minha existência,
Rejeito a amargura que tanto fere,
E me resguardo em meu refúgio,
Entre a alegria e a alergia, reinvento-me.
( Adónis Silva )
..............Crónicas de Adonis Silva.............
Quanto mais me lês, mais me despes
No brilho intenso do olhar, a beleza se revela
Minha alma, verde em tons singulares
Reflete no teu ser, uma tela tão bela
Cada olhar trocado, um novo horizonte
O verde dos meus olhos, mistério profundo
Pinta a tela da tua vida, sutileza que encanta
Transformando o mundo em matizes abundantes
No verde, a esperança encontra morada
Na cor dos meus olhos, uma jornada
Como um jardim exuberante em plena primavera
Nossa união, uma sinfonia sincera
E quando nos encontramos, tudo se ilumina
Com o verde dos meus olhos, tua vida germina
O mundo ganha vida e se torna mais vibrante
Pois juntos, criamos uma sinfonia cativante
Então, mergulha nesse mar verde que te ofereço
Deixe que a cor invada teu universo por inteiro
E descubra no olhar, a magia que trago contida
( Adónis Silva )
..............Crónicas de Adonis Silva..............
Quanto mais me lês, mais me despes
Quanto tu és a própria inspiração,
Um ser de luz que enche meu coração.
Teu sorriso é como um sol radiante,
Iluminando cada instante.
Tuas palavras são melodias no ar,
Que encantam meus ouvidos a reverberar.
Teu olhar é profundo e cheio de emoção,
Despertando em mim uma nova sensação.
Tu és a brisa suave que acalma minha alma,
A chama que aquece e acende a minha calma.
Tuas ideias são como poesias a se desenhar,
Criando um mundo onde tudo é belo e a transbordar.
Em cada gesto teu, vejo um leve encanto,
Uma força que move o vento e faz o tempo tanto.
És inspiração em pura forma humana,
Um ser único que o universo emana.
Quanto tu és a própria inspiração,
Encontro em ti meu refúgio, minha razão.
E que essa poesia possa te mostrar,
Quanto és especial e digno de admirar.
( Adónis Silva )
..............Crónicas de Adonis Silva..............
Quanto mais me lês, mais me despes
Nas asas do encanto, eu deslizo serena,
Meu charme é a fragrância que a alma envenena.
Como o perfume sutil que no ar paira,
Deixo marcas profundas, memórias que perduram.
Sou a sedução etérea, a delicadeza em poesia,
Um aroma envolvente que ao coração guia.
Minha presença, como um perfume raro,
Perfuma os sentidos, abre portas no amparo.
Com elegância, caminho pelos caminhos,
Minha essência preenche os vazios e ninhos.
Crio memórias olfativas, momentos profundos,
O meu charme é como um sonho que inunda.
Deixa-me envolver-te com meu doce aroma,
Espalhar o encanto, trazer calma.
Cada sorriso, cada olhar, cada palavra,
São notas sutis de uma canção que não se cala.
Assim, meu charme segue pelos ares,
Trazendo beleza e encanto por onde passares.
Deixando marcas no coração de quem me sente,
Sou perfume e charme, a flor que não se mente.
( Adónis Silva )
..............Crónicas de Adonis Silva..............
Quanto mais me lês, mais me despes
No perfume da caminhada,
Esbaja-se a sedutora vida.
Nas trilhas do nosso ser,
O infinito se revela em cada medida.
Deixamos pegadas no tempo,
Marcas de sonhos e desejos.
Como estrelas no céu noturno,
Nossos momentos são espelhos.
O perfume da paixão se esparge,
No ar que nos envolve, nos consome.
Somos seres de infinitas possibilidades,
Descobrindo a essência que nos consome.
No esbajar das inseguranças,
Nos tornamos mais fortes a cada instante.
E juntos, compartilhamos a sedução,
Do amor que não tem fim, incessante.
Assim vamos trilhando nossa jornada,
Deixando nosso perfume no caminho.
Somos seres únicos, cheios de encanto,
No infinito do nosso ser, um destino.
( Adónis Silva )
.............Crónicas de Adonis Silva.............
Quanto mais me lês,mais me despes
Estava passeando na avenida
Tenho um encontro numa cave com malucos
No sol, sob a chuva,
Mostra o teu riso ou a tua pena
Algo na voz
Estou salpicando-me
Sem tremores sísmicos
Eu tenho a pele suave
A minha pergunta ainda permanece não respondida
Vocês, meus amigos, o sol está inundando-os.
Eu gostaria acreditar, sim
Vocês dizem que eu sairei das sombras…
Eu poderia me amaldiçoar
Diz-me para quem eu existiria
Eu tenho que encontrar as palavras
O sol nunca pode morrer
Mas vou lembrar-me
Não penso
Que voltarei um dia
Tu fazes a promessa
Aprofundando a audição
Siga-me pela neblina
Apenas foi preciso
Tempo e silêncio
( Adónis Silva )☆
...............Crónicas de Adonis Silva..............
Quanto mais me lês,mais me despes
No horizonte vasto, uma sombra emerge,
Um ser único, lutando contra a escuridão,
Em meio às espécies em vias de extinção,
Me ergo, determinado e imponente.
Com a minha pele marcada pelas cicatrizes da vida,
Eu testemunho a tristeza em cada habitat
Amigo dos rios mansos e das matas densas,
Meu coração se enche de amor por cada criatura.
Nos meus olhos daquele ser único e corajoso,
Brilha a necessidade de proteger o futuro,
Pois o meu destino está entrelaçado ao deles,
As espécies em risco, em busca de um abrigo.
Eu caminho em silêncio, como guardião solitário,
Em cada passo, sinto peso da responsabilidade,
O impacto desse ser no equilíbrio da natureza,
É um lembrete do quanto somos interconectados.
Enfrentando desafios e destruição desenfreada,
Eu nunca me curvo diante da adversidade,
Meu rugido ecoa como um chamado à ação,
Para proteger e preservar cada criatura valiosa.
E assim, eu provo ser, um guardião incansável,
Lutando pelas espécies em vias de extinção,
Um farol de esperança em um mundo incerto,
Sim, eu sou um ser único, um símbolo de resiliência.
Que a minha história inspire outros a se levantarem,
A entenderem que somos parte desse tecido frágil,
Cada um de nós pode fazer a diferença,
Para que o impacto das espécies renasça, em essência.
Assim a minha pele será a tua pele
( Adónis Silva )
..............Crónicas de Adonis Silva..............
Quanto mais me lês,mais me despes
No beijo sutil da brisa ao luar,
Nas palavras que o calor deixou gravadas,
Na pele morena que tanto amei tocar,
Tu as sobreas-te, lembranças abençoadas.
O sol escaldante pelo céu a dançar,
Reflete em teu rosto os raios dourados,
E eu, perdido na imensidão do olhar,
Encontro em cada palavra o que temos sonhado.
Cada suspiro, a brisa que envolve o mar,
Faz lembrar as juras que um dia fizemos,
E o amor em cada verso vem nos encontrar,
Como as ondas que retornam para onde prometemos.
E nas asas do vento, palavras ganham vida,
Soprando-as ao universo, liberdade infinda,
Devolvendo ao tempo, o eco de um amor aceso,
Que jamais desvanecerá, eternizado e imerso.
Assim, com o mar como aliado e confidente,
Eu devolvo ao vento nossas histórias ardentes,
Palavras tatuadas na pele com calor profundo,
Inesquecíveis momentos, nós dois e o mundo.
Assim respiro....
( Adónis Silva )
..............Crónicas de Adonis Silva..............
Quanto mais me lês,mais me despes
Desde cedo, eu descobri que a vida é uma jornada cheia de altos e baixos. Sou um ser humano como qualquer outro, com minhas próprias peculiaridades e idiossincrasias. Sou uma mistura de desastres e milagres, uma amalgama de experiências e contradições.
A minha mania é ser autêntico, nunca me escondendo atrás de máscaras ou fachadas. O verdadeiro eu está sempre à mostra, enfrentando o mundo de peito aberto. Não tenho medo de mostrar minhas vulnerabilidades, pois é através delas que encontro forças para seguir em frente.
Sou movido pelo amor, pela paixão que permeia tudo o que faço. Amando com intensidade, abraçando cada experiência com fervor. Não importa se é um amor romântico, uma amizade profunda ou uma simples conexão humana - eu me entrego de corpo e alma.
A diferença entre o vestido e o nu, para mim, é apenas superficial. Afinal, a verdadeira essência de alguém não está nas vestimentas, mas sim no coração. Eu abraço a diversidade, acolhendo a todos independentemente de sua aparência ou origem. Valorizo cada indivíduo por suas qualidades interiores, pela beleza que emana de dentro.
Nessa jornada da vida, aprendi que os desastres são parte integrante do meu crescimento. Cada queda, cada fracasso, me torna mais resiliente e determinado. Transformo essas adversidades em oportunidades de aprendizado, encontrando o meio de me superar e seguir em frente.
Ao mesmo tempo, testemunho os milagres que surgem ao meu redor. Nas pequenas conquistas do dia a dia, nos momentos de felicidade e realização. A vida é cheia de maravilhas, basta olhar com olhos abertos e coração receptivo para enxergá-las.
Eu sou quem sou, com minhas imperfeições e peculiaridades. Aceito-me integralmente, abraçando tanto minhas virtudes quanto meus defeitos. Não busco a perfeição, mas sim a autenticidade.
Assim, sigo adiante, aberto ao que o futuro reserva. Um ser humano em constante evolução, aprendendo com os desastres e valorizando os milagres. Amando incondicionalmente, acolhendo a diversidade e celebrando a verdadeira essência de cada pessoa. Essa é a mania de quem realmente sou, uma mistura infinita de desastres e milagres.
( Adónis Silva )
Crônicas de um diaristas
Hoje me sinto triste, confuso, decepcionado, perdido, aborrecido e com um alto teor de me recusar a viver. Podia considerar Isto como um diário, mas não é o caso. Diário é para adolescentes que não compreendem nada ainda, não sabem quem são, para onde vão, o que precisam e quais as suas prioridades. Embora haja nisso uma semelhança muito alta, pois ainda sinto estes sentimentos e dúvidas pairando na cabeça e, confundo-me às vezes se de fato passei dessa fase de reclamações e imaturidade, na verdade há fases que um homem nunca passará. Quero compreender a razão disso... Nada que façamos nos fará adultos e responsáveis, somos uma metade de tristeza sem razão, decepção constante e perdas que provocamos. Acho que nesse momento estou mais perto de considerar estas escritas como o preâmbulo de um diário, infelizmente, prova que, há “adolescência em mim ainda, há irresponsabilidade, há perdas constantes, há amor sem conhecer , há ódio sem nunca ter visto e desejo de algo que não terei”. Mas tudo bem!
Quem quiser ler-me como alguém que escreve a um diário, tudo bem, entendo que tudo nessa vida vagabunda, não passa mesmo de um diário.
Depois do primeiro, o último amor.
Hoje, enquanto lia algumas crônicas, me deparei com uma que me descreveu em especial, ‘’Meu primeiro amor’’ de Caio Geraldini Ferreira, pra quem ainda não leu, a crônica fala de um amor de infância, Sabe? Aquela paixão inocente de uma criança? Então. Quando li a crônica lembrei da minha infância, ah como era bom amar naquela época, imaginar você lá fazendo declarações de amor quando crescesse, imaginar você super feliz e namorando com a mulher da sua vida, imaginar você casando, enchendo a casa de filhos, enfim... Ai você cresce e vê o quanto é difícil ser feliz, crescer não é tão bom o quanto parecia, não é? As vezes nem é tão difícil ser feliz, mais sabe né, o ser humano tem que complicar tudo, tudo. Mas sei lá, no meu caso acho que a minha infelicidade não é só culpa minha, não é que eu seja totalmente infeliz, não é isso, eu sou feliz, tenho amigos, uma família linda, um emprego, enfim, mas com o amor, a com o amor eu sou um infeliz sim. A crônica do Caio, se resume em um garotinho apaixonado pela melhor amiga, e quando vai se declarar, ela se antecipa e revela pra ele que está apaixonada por um outro garoto, e é basicamente essa a minha situação, conheci uma garota a algum tempo, era só amizade, mais sabe, tipo melhores amigos? Então, Aconteceu que eu acabei me apaixonado por ela, eu fico feliz por isso, ela é linda, eu sempre a amei, mesmo antes só como amigo, sempre a admirei, e agente sempre brincou de que um dia vamos nos casar, talvez isso tenho alimentado um pouco meu sentimento. As vezes parece estranho eu sei, como eu vou chegar na minha melhor amiga e falar que quero ela como minha futura esposa? Não é como em um filme que ela vai responder que também sempre me amou e vamos ser felizes para sempre, eu sei que ela não sente o mesmo por mim, e é por isso que eu estou infeliz. Mas enfim, eu acredito em dois possíveis finais pra essa história, a primeira é que eu posso esquece - lá, sabe, na minha infância eu superei, eu cresci, e talvez eu ainda vou crescer mais e esquecer ela. E a segunda, a que eu oro todos os dias pra que aconteça, é que eu consiga conquistar o coração dela, que eu consiga mostrar pra ela o quanto eu a amo e mostrar que eu posso ser um melhor amigo que espera a melhor amigo no altar.
Crônicas de verão
Nos raios iniciais solares
Na escola, antes das aulas
Devaneando suavemente nos bancos escolares
Do lado de fora na frente das salas.
Numa preguicinha matinal
Sono em mim se mostrando
Sentindo o sol e me sentindo menos mal
Pelos corredores me pego caminhando.
Com a leve brisa do vento
Caminhando lentamente com meus amigos
Bem devagar, lento
Passando pelos pés de figos.
Em mim mesmo procurando abrigo
Para sumir esse sentimento de vazio
Pisando nesse chão antigo
Na pele sentindo o frio.
Crônicas de Diane Leite
Bem-vindo à Jornada de Reflexão e Transformação
Olá, querido leitor!
Com gratidão e entusiasmo, dou as boas-vindas ao "Crônicas de Diane Leite". Este livro é mais do que uma coletânea de histórias é um convite para refletir sobre os recomeços que moldam nossas vidas. Cada página foi criada para inspirar e conectar você às suas próprias vivências, reconhecendo que cada passo rumo ao desconhecido é uma oportunidade única de crescimento e autodescoberta.
Vivemos em um mundo onde a mudança é a única constante. Ao longo da vida, somos desafiados por novos começos: mudar a maneira como enxergamos o mundo, abandonar crenças que já não nos servem, iniciar um relacionamento que nos ensina sobre amor e vulnerabilidade, ou descobrir uma paixão que reacende nossa chama interior. Esses momentos são sementes de transformação que, mesmo em meio aos desafios, nos impulsionam a crescer.
Esta jornada começa com o reconhecimento de que cada início é único, mas também universal. Ao longo dos capítulos, você encontrará histórias que simbolizam os diferentes aspectos dos recomeços. Meu desejo é que elas ressoem com você e o inspirem a enxergar os seus próprios caminhos com novos olhos. Afinal, o que significa realmente começar? É um chamado para abandonar a zona de conforto e abraçar a aventura de se redescobrir.
Espero que este livro o guie em sua própria jornada de autoconhecimento e que, ao virar cada página, você se sinta inspirado a explorar o poder transformador dos recomeços.
Com carinho,
Diane Leite.
PREFÁCIO
Crônicas de Diane Leite
O Chamado para a Transformação
Há histórias que nascem no silêncio.
Como aquela tarde em que me sentei à beira do rio, observando as folhas caírem na água, e percebi que elas não lutavam contra a correnteza – apenas seguiam. Assim como eu, anos atrás, quando a vida me levou a lugares que jamais imaginei pisar.
Este livro não é sobre respostas.
É sobre perguntas que ecoam no escuro do seu quarto, quando o mundo dorme e só resta o bater do seu coração. Aquela dúvida que você não ousa compartilhar, a saudade que não tem nome, o vazio que insiste em sussurrar: "E se houver mais?"
Escrevi essas palavras não como autora, mas como alguém que já se perdeu no próprio labirinto.
Como a mulher que carregou 35 quilos de dor nas costas e descobriu que leveza não está no corpo, mas na forma como olhamos para o espelho da alma. Você sabe do que falo. Todos temos nossos 35 quilos.
Aqui, não há lições.
Há espelhos.
Frases que vão se infiltrar em você como a luz da manhã entra pela fresta da janela – sem pedir licença, sem fazer barulho. Até que, de repente, você percebe: está vendo partes de si que nem sabia existirem.
Não me importo se você acredita em destino, ciência ou magia.
Importa-me apenas que, ao virar estas páginas, você sinta.
Como sente o cheiro da chuva antes da tempestade.
Como reconhece o gosto amargo da despedida antes mesmo de ela chegar.
Isso é o que importa: o que habita nas entrelinhas da sua existência.
Se algo aqui tocar você, não fui eu quem escreveu.
Foi a parte sua que ainda lembra como é ouvir a própria voz em meio ao ruído do mundo.
Com fé e autenticidade,
Diane Leite
Crônicas do Efêmero
No ritual matinal do café quente,
abre-se o dia com moderação,
enquanto o sol, comedidamente,
ensaiando seu brilho, molda a mesa com precisão.
A brisa, tímida e reflexiva,
percorre as folhas com lembranças,
como quem passeia entre memórias,
de um tempo que, na verdade, nunca se foi.
O riso infantil, puro e indomável,
corre sem destino certo,
como se a vida lhe pertencesse,
e o momento fosse uma eternidade.
Um abraço inesperado,
que sem alarde se anuncia,
carregando em seu simples gesto
todo o peso suave da afeição.
E no reencontro com os amigos,
as palavras fluem sem pressa,
entre risos, confidências e recordações,
como se o tempo, por um instante, se esquecesse de passar.
São essas minúcias da existência,
aparentemente insignificantes,
que compõem, em segredo,
o grande romance da vida.
Pequeno conto sobre contar contos
Contador de histórias, narrativas, crônicas, contos, recontos, relatos, porandubas, gestas, gamelas, percursos, enredos, fatos, piadas, historietas, anedotas, suscetibilidades, melindres, perplexidades, sentimentos, aborrecimentos, gostos, tramas, teias, intrigas, entrechos, fabulas, romances, troços, urdiduras, alegretes, invenções...
Contador de HistóriAS
