Cronicas de Jorge Amado
O silêncio é a melhor resposta.
Não havendo dúvidas sobre a total ignorância da pergunta, ou sua total capacidade destrutiva o silêncio é a melhor resposta, inclusive ao que diz respeito a divergências que geminam à confusão.
Quando a semente da maldade torna-se a estrutura de um ser o melhor a fazer é calar-se.
A lágrima cai, o nó na garganta se faz;
A esperança quase se perde, a fé fica abalada;
O sol do otimismo vai se pondo, o brilho ofusca;
O terror da noite chega acompanhado de incertezas.
A decepção foi inevitável a beira do abismo se vê!
Mas sabe, não há hoje sem amanhã;
Não há noite sem dia;
Não haverá escuridão que o sol do amanhã não desfaça!
A tristeza terá um fim, porque a alegria vem chegando;
A cavalo no vento que sopra a tristeza e restaura a fé!
Existem momentos em que o amor é tudo que temos e nada mais faz sentido, até o tempo parece não conter esse amor, amor de certa força repreensível e agradável ao sentidos, perfeito como uma canção, mesmo quando não existe razão insisto em dizer que o amor é fruto sei lá de onde, mas é tão perfeito que não importa a quem amar, pois o importante é amar, pois no amor encontro a perfeição.
Jorge Mello
A Felicidade.
Ser feliz é uma busca em que nos empenhamos, muitas vezes as nossas tentativas não surtem efeito, talvez a escolha, talvez o momento, talvez a simplesmente, ou apenas não seja a hora, mas as coisas acontecem não se submetendo as nossas vontades, simplesmente surgem quando menos esperamos assim do "nada". Tenho certeza que a nossa principal motivação é a busca pela felicidade que em muitas vezes reside em "tesouros", ou simplesmente reside na simplicidade da vida onde tudo estar ao alcance das mãos. Seja feliz! Deus te abençoe!
Amor, você é a mulher mais bela que meus olhos já contemplaram,
A musa dos meus sonhos,
O paraíso dos meus pensamentos,
A senhorita dos meus dias felizes,
A satisfação da minha ansiedade...
Com você pretendo um dia ser feliz,
Pois você é tudo que o meu coração almeja,
Você é o alvo da minha das minhas ilusões
E o retiro mais completo da felicidade... Amo-te! Bjs!!!
Um rio que serpenteia solene
E sutura a mata degradada
Com lágrimas permanece perene
Fertiliza a floresta apaixonada!
Num abraço sem limites
O verde corado de timidez
Para sempre estarão quites
Cada um por si, um de cada vez!
De cima, o Sol como um voyeur
Encanta-se e esquenta o clima
Atrás das nuvens, o encontro do prazer
Procura a poesia e soletra a rima!
Pessimista? Não, cara senhora. Somos realistas. Nossa realidade é cinza, quase preta. Rosa é um Mundo ao qual os brasileiros não pertencem. 46 milhões a mais na Classe Média? Não , caríssima senhora. A Classe média que , antes, tinha direitos , hoje se achatou. E os pobres que foram convencidos a gastar , a financiar TV'S e eletro eletrônicos agora não tem como pagá-los. Inflação próxima de zero? Não, mil vezes não, muito cara senhora. Zero é paciência do povo brasileiro que se amontoa nas filas dos hospitais e postos de saúde, que tem medo de sair nas ruas, que não enxerga futuro para seus filhos, que sabe que pode perder o emprego com esta Inflação que sonhas zero e miras 10%. Acabou! Ainda te restam os eleitores Bolsas, reféns da fome! E muitos que ainda tentam acreditar num sonho que se tornou pesadelo. Cara senhora, caro é nosso país com impostos elevados, com pontes que levam ao nada, com viadutos banguelas, com hospitais cancerosos e com o esgoto a flor da terra, segundo Jabor. Caríssimo é nosso produto por falta de escoamento, por excesso de taxação, por falta de investimento nas indústrias. A Copa deu certo? Não , demasiada cara senhora. A Copa foi um fracasso no campo e um desperdício fora dele. Bilhões de reais de dinheiro público na construção de estádios, futuros fantasmas e em obras não concluídas. Agora compreendes porque tem que assumir teus erros? Porque estão escancarados, a vista de todos, mesmo para aqueles que estão condenados a viver de esmola. Não lhes ensinaram a pescar, como prometido. E a Transposição do São Francisco? Nada, carésima senhora. O velho Chico é um ente querido dos nordestinos e ele e seu povo foram traídos porque sua água continua deslizando com dificuldade pelos mesmos recantos. Mal agradecido? Não, definitivamente não, cara senhora! Somos um povo grato , mas não subserviente, humilde, mas não resignado, generoso, mas não ingênuo, muitas vezes otimista, idealista, mas JAMAIS seremos novamente massa de manobra. Não importa mais o Passado, tivemos conquistas , mas não vieram só dos governos recentes, vieram de outros e de muitos outros. Mas passou! Agora queremos MAIS! Mudança mesmo, com orgulho, com vontade de trabalhar, de brigar pelo Brasil, mas ter direito a uma melhor qualidade de vida em todos os níveis!
Jorge Rodini
A minha Ribeirão Preto não é a gênese, é a revisita. Não é a metrópole , é a cidade pacata do quarteirão francês. É onde o público ensina e forma os jovens a se transformarem líderes da coisa privada.
É a cidade largo, outrora capital da cultura, do renascimento, do experiente cheirando a novo.
É a do Teatro do Imperador, das praças e do cafezinho. É Única. Altiva, capitaneia a região soberana , congrega os locais.
A Ribeirão pela qual me apaixonei é a do Otoniel, do antigo e , ao mesmo tempo, renovador, colégio Estadão. Diretor herói do Sertão, que clamava pelo Hino Nacional com respeito e orgulho.
Ribeirão, das domingueiras recreativas aos sábados da Nove de Julho. É a cidade dos nomes globais. De Heraldo a Ernesto. Do Nacional ao Fantástico. Do Pereira ao Paglia. Universo das rádios, do Datena ao Marcio, irmão do Zé e do Edmo.
A Ribeirão em que meus filhos e meu neto nasceram não é menos charmosa, é mais comercial. É política, com conquistas e dissabores.
A Ribeirão que me entristece é a que não reconhece. Grandes nomes da educação, da cultura, das artes e do esporte. Figuras carimbadas , hoje desdenhadas. Esta não é , definitivamente, a minha terra.
A minha terra tem palmeiras na Jerônimo, tem Museus, tem Bosques, tem Condomínios de luxo , tem estádios grandes e vazios, tem desenvolvimento, tem futuro.
Quem tem raíz, tem vida. Tem o chopp na veia, tem a história bem formulada , nunca acabada. Tem orgulho e cuidado. Somos responsáveis pelo que amamos.
A Ribeirão, enfim , que queremos é a que iremos construir, divulgar e respeitar.
A Brasília que conheço é a cidade de uma amor mal resolvido, de idas e vindas, de ventos e contratempos. É uma cidade planalto que mira do alto o nosso chão das planícies.
É a Brasília origem - polis - urbis sem vales e sem becos. Muitos dos que aí vivem pensam ser maestros da nossa orquestra, mas desafinam a toda sessão.
Brasília de um amor moroso, amoroso, distante, tão perto ao alcance de um tom e tão impossível que não conhece meu som.
Essa é a Brasília que habito, porque não moro, porque quanto mais eu desejo mais eu demoro.
Filho, notável brilho
Armadilha da falsa ilha
Viagem de bela imagem
Malabarista da conquista
Amado deste condado
Dom pra virar som
Alegria, que maestria
Memória conta vitória
Ao Mundo se diz profundo
Menino parte pro ensino
Estrangeiro com cara de brasileiro
Mágicas bolas finas estolas
Sonha seu sonho cegonha
Lona que traz a tona
Circo rico pobre mico
Fantasia pura doçura
Meu menino escuta o sino
Busca felicidade noutra cidade
Mais um ensaio cansaço baio
Dança das esferas, loucas quimeras!
Ao meu filho Marcelo , psicólogo dos Malabares, que procura um lugar num mundo ou procura o Mundo no seu próprio lugar!
Na sala fria está o centro de tudo
Olhares únicos como um arranjo
O grupo chega , admira e sai mudo
Um manto branco envolve um anjo.
Angústia , desespero e esperança
Daquela visão inesperada e terna
Um choro coletivo e dolorido avança
A mão do anjo sossega a alma materna.
Ponto de vista
Me vejo como um idiota, não sei seu ponto de visão sobre mim. Me vejo como sujo e ruim "não sei seu ponto de visão sobre mim. Caminho com várias pessoas, mas sei estar sozinho, sem amigos, sem dores, sem mim "não sei seu ponto de visão sobre mim".
Eu abandono meus amigos, crio rebeldia alheia, vou e volto como grãos de areia. Me construo e me desfaço como um lanço.
Me prendo sabendo ser livre, me solto sabendo da queda, convulciono no chão sabendo que é outubro, choro não chão sabendo oque eu fiz.
*O abraço dela.*
Eu gostaria de te ter em meus braços, sentindo teu cheiro e a sensação maravilhosa que esse abraço me traria. Queria te ter nos meus lábios. Queria que você me tivesse no seu coração, assim como eu o tenho. Quer saber o que é amar? Abraça tua namorada, deixe-a jogar as pernas por cima e faça muitos cafunés. Divida os sorrisos e o seu dia. Seja o que tem que ser, seja quem se é! Seja paz, seja luz, seja presença inesperada, seja um café. E assim se faz amor, o dia inteiro e o tanto que puder! Esboçou um sorriso ao escutar a pergunta do outro, deixando seu olhar cair sobre a boca alheia enquanto seus dedos passeavam sobre os fios negros meus. — Eu acho que só seria realmente ruim se você não quisesse… — Seu tom de voz era baixo devido a proximidade que ambos já estavam um do outro. Queria o beijar de uma vez, mas não se importava com a demora. A espera a deixava ansiosa, mas naquele caso, a sensação era boa. — Seria ruim porque eu realmente quero que você me beije. — O olhava agora, observando seus traços com atenção enquanto deixava o sorriso no canto dos lábios nítido. — Eu quero muito que você me beije agora. — Um suspiro escapara ao final da frase. Estar tão perto de mim a provocava sensações diferentes e, ao contrário do que estava sentido instantes atrás, não sabia se aguentaria mais um segundo sem seus lábios colados nos do outro. Não importa quantos abraços eu recebi, o seu é o que mais eu desejo sentir novamente! - Ah moça, nos dias frios vou embrulhar o seu corpo com o meu corpo! E foi no seu abraço que eu me confortei, e é nele que eu quero permanecer, o resto da minha vida pra sentir seu cheiro no meu.
Meu Rascunho
Meu pensar afundou na hora de relembrar
meu viver me transformou assim com você,
meu desejo foi sempre de tentar,
minha vida modificou sem te conhecer.
Minha vida agora não é mais vivida
meu sentimento agora não tem um coração,
meu romance já não tem mais saída,
meus testamentos estão sem uma paixão.
Meu tempo é só de pensar no que é meu,
minha lembrança é só de tentar te dizer,
meu caminho é aquele que você nunca percorreu
meu sentimento é aquele que você não ver.
Hoje,
Em você tracei meu caminho, mas estou cansado de viver só, muitas vezes a beira da agonia respiro solidão, mas quero a luz do fim do túnel, quero um amor que eu possa amar de verdade, quero meus sonhos. Quero poder desfrutar da nossa harmonia. Desejo mudar o meu mundo, me despir da ilusão, respirar a emoção. Entrei, vi e revi você apenas na pintura que sonhei e a fiz nos traços da imaginação, no aconchego do meu coração, na despedida da minha ilusão, no despertar de uma emoção, lacuna que atraio pelo espaço vazio, eu e você.
Madureira eu te amo.
A beleza que encontramos em muitos lugares se concentra aqui,
O mais belo dos lugares onde encontramos um pouco de tudo.
Um pouco da vida, um pouco de amor e muito carinho,
Onde as pessoas ainda se complementam nas ruas,
Onde muitos amores foram formados, onde famílias nasceram.
Esse é o meu lugar, o nosso habitat, a suburbana Madureira.
Que retoca as muitas distrações e tua beleza na pura harmonia.
Respire fundo e caminhe com firmeza, pois a estrada pode ser longa, mas há luz em cada passo.
As promessas de dias melhores são sementes plantadas no agora.
Alimente-as com otimismo, fé e aquela confiança que nasce do Poder Divino.
Em meio ao que ainda não se cumpriu, floresce a esperança – discreta, mas viva.
Que você possa enxergar beleza até nos dias nublados.
A força que te sustenta vem do alto, e nada pode apagar aquilo que foi escrito com propósito.
Se o ontem cansou, que o hoje renove. Se o hoje doer, que o amanhã cure.
A vida se move em ciclos, e em cada um deles mora uma centelha de esperança.
(Jorge Tolim)
Noite em Astana
Na noite chuvosa, clamo
Pela tua presença.
A saudade é imensa -
Maior que a própria distância.
Aqui, neste continente,
No extremo Oriente,
Enxergo o teu retrato
E a desejo, com ânsia,
Entre os fusos horários,
Que me infundem a lembrança;
Eu me afundo no choro,
E longe, você descansa.
Soneto da Carta ao Araújo
No teu quarto quieto, lotado de sonhos
Que tu vivencias, na mais sóbria graça,
Te digo, meu amigo: o tempo passa
Enquanto vivemos dias enfadonhos.
Depois de nós, tudo seguirá o mesmo,
Assim como já eram as coisas antes,
Hão de haver boêmios e delirantes
Para ocuparem os bares, a esmo.
Mas sonhador como tu, não haverá igual:
Seja nesta, ou em qualquer galáxia,
És para sempre, excêntrico e único.
E me é consolo, saber que ao final
Serás tu a árvore asclepidácea
A enfeitar meu esquecido túmulo.
