Cronicas de Jorge Amado
Por onde tu andavas?
AMOR PRÓPRIO
"Antigamente andava pelas ruas, esquecida e sem destino. Ia tropeçando em fantasmas em anjos caídos. No mundo de ilusão, estava desconsolada, estava abandonada, vivia sem sentido. Porém, você chegou a minha vida e curou todas as feridas." Música: Você é minha religião.
Louca de saudade
Se uma canção me lembrar,
Troque o CD, não ouça mais,
Se um perfume me recordar,
Troque de marca, não use mais,
Já que me trocou por um outro alguém,
Substituir é o que te convém,
Mas quando o coração não me enxergar,
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade,
O coração vai me desejar,
E te deixar louca de saudade, louca de saudade,
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração!
A escola maternalista está equivocada, técnicos da educação acham que alunos são bons porque são amados, e deveriam ser amados por serem bons! Dar não ajuda ninguém, as pessoas precisam de dignidade. O mundo já está cheio de "esmolengo". E assim, ao invés de "vender" ESTUDANTES, ela "compra filhos".
A. impossibilidade de participar de todas as combinações em desenvolvimento a qualquer instante numa grande cidade tem sido uma das dores de minha vida. Sofro como se sentisse em mim, como se houvesse em mim uma capacidade desmesurada de agir. Entretanto, na parte de ação que a vida me reserva, muitas vezes me abstenho e outras me confundo. […] A ideia de que diariamente, a cada hora, a cada minuto e em cada lugar se realizam milhares de ações que me teriam profundamente interessado, de que eu certamente deveria tomar conhecimento e que entretanto jamais me serão comunicadas — basta para tirar o sabor a todas as perspectivas de ação que encontro à minha frente. O pouco que eu pudesse obter não compensaria jamais esse infinito perdido. Nem me consola o pensamento de que, entrando na confrontação simultânea de tantos acontecimentos, eu não pudesse sequer registrá-los, quanto mais dirigi-los à minha maneira ou mesmo tomar de cada um o aspecto singular, o tom e o desenho próprios, uma porção, mínima que fosse, de sua peculiar substância.
É curioso, a alegria não é um sentimento nem uma atmosfera de vida nada criadora. Eu só sei criar na dor e na tristeza, mesmo que as coisas que resultem sejam alegres. Não me considero uma pessoa negativa, quer dizer, eu não deprimo o ser humano. É por isso que acho que estou vivendo num movimento de equilibrio infecundo do qual estou tentando me libertar. O paradigma máximo para mim seria: a calma no seio da paixão. Mas realmente não sei se é um ideal humanamente atingível.
E é então que esqueço de tudo e vou olhar nos olhos de minha bem-amada como se nunca tivesse visto antes. É ela, Deus do céu, é ela! Como a encontrei, não sei. Como chegou até aqui, não vi. Mas é ela, eu sei que é ela porque há um rastro de luz quando ela passa; e quando ela me abre os braços eu me crucifico neles banhado em lágrimas de ternura; e sei que mataria friamente quem quer que lhe causasse dano; e gostaria que morrêssemos juntos e fôssemos enterrados de mãos dadas, e nossos olhos indecomponíveis ficassem para sempre abertos mirando muito além das estrelas.
Data daí a opinião particular que tenho do canapé. Ele faz aliar a intimidade e o decoro, e mostra a casa toda sem sair da sala. Dois homens sentados nele podem debater o destino de um império, e duas mulheres a graça de um vestido; mas, um homem e uma mulher só por aberração das leis naturais dirão outra coisa que não seja de si mesmos.
A influência exercida sobre a nossa alma, pelos diferentes lugares, é uma coisa digna de observação. Se a melancolia nos conquista infalivelmente quando estamos à beira das águas, uma outra lei da nossa natureza impressionante faz com que, nas montanhas, os nossos sentimentos se purifiquem: ali a paixão ganha em profundidade o que parece perder em vivacidade.
Mas para isso precisaria de um gênio criador, porque teria de carregar o homem de qualquer coisa, da mesma maneira que eu o carrego de uma inclinação para o mar que fará dele construtor de navios. Só assim cresceria essa árvore que depois se iria diversificando. E ele havia de pedir de novo a canção triste.
Aprendi muito cedo que o sonho é mais que a realidade. No sonho, o cruel se desfaz com a mudança de foco. É simples. É só deixar de pensar. Se a paixão não convém é só trocar a cara. Fácil de resolver. A imaginação permite retoques, mudanças constantes. De Belo Horizonte a Paris eu levo um segundo. Não pago passagem, nem tenho problema com excesso de bagagem. Eu vou leve. Esqueço as roupas, Volto pra buscar. Troco a cena. Mudo o clima. Faço vir a chuva pra dormir logo. Invoco o sol para o meu mergulho e imagino a neve para amenizar o calor. Acendo lareiras nas noites frias; encontro a promissória perdida; ganho na loteria, e divido o prêmio com os pobres. Na angústia, adio a decisão. Na agonia, antecipo o fim. Na alegria, prolongo o início.
Não me move, meu Deus, para querer-te
O céu que me hás um dia prometido:
E nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de ofender-te.
Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
Cravado nessa cruz e escarnecido.
Move-me no teu corpo tão ferido
Ver o suor de agonia que ele verte.
Moves-me ao teu amor de tal maneira,
Que a não haver o céu, ainda te amara
E a não haver o inferno te temera.
Nada me tens que dar porque te queira;
Que se o que ouso esperar não esperara,
O mesmo que te quero te quisera.
Por que as pessoas entram na sua vida?
Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.
De todos os meios possíveis para perceber ou interpretar ,aconselho que não seja por SMS ,facebook ,email,Skype e o pior " whatsapp fdp"
Carta: As Juras que Prometi
Por Caio Cavalcante
29 de Agosto de 2013.
As Juras que Prometi.
São Joaquim da Barra, 14 de setembro de 1995.
Mariana, meu baby,
Promessa é dívida, então pagarei. Hoje estou aqui para te dizer que as juras que um dia te fiz ainda estão aqui dentro do meu coração intactas e continuam as mesmas. Agora, a única coisa que mudou foi a forma de enxergar o mundo e poder te proporcionar estrelas maiores e mais brilhantes. Rego nosso amor como um florista rega as rosas de uma pequena estufa no meio do nada.
Nunca pude ter a noção de tamanho amor na minha vida como é o amor que sentimos um pelo outro. Ainda assim, me passou pela cabeça a ideia de te dar uma coisa ainda maior do que um céu cheio de estrelas: vou te dar o céu azul anil com um sol ofuscante para iluminar o teu dia e te tirar desses dias cinzentos que anda vivendo.
Impressionante a minha capacidade de te amar porque hoje estou aqui te escrevendo a continuação de um poema não finalizado, e estou escrevendo com meus mais singelos sentimentos. Gosto quando pensa em “nós”, porque eu também penso todos os dias.
Amo cada olhar, cada gesto, cada detalhe do teu sorriso que ficou marcado em minha mente que não me sai dos pensamentos. Outro dia mesmo, me pego imaginando a mesma coisa que passou pela sua mente: o casamento.
Um momento nosso e crucial em nossas vidas que eu prometo que assim que estivermos legalmente casados perante Deus, prometo te fazer a mulher mais feliz do mundo. Sei que isso é meio frase feita de novela, mas é a realidade, é o que sinto.
Tenho que ir, já está tarde, mas não antes de deixar carimbada e selada a minha marquinha.
Um grande beijo,
Evandro Aparecido Arantes.
Grilos
O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China, onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste sina: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós grilos, somos vitimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão, uma diversão cruel, doentia...uni-vos, grilos! Nada tendes a perder, a não ser a vossa condição de escravos!”
No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os humanos, condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O que ele queria era proteção para seus companheiros. E listou suas condições: as lutas, daí em diante, deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que lutavam seria confortável, com ar condicionado. Os grilos teriam direito a ração dupla de alimento e, etc...
Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.
Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre os demais.
Meu Amado Senhor, que nunca desistiu de mim, Amado Senhor no qual eu O encontrei na Eucaristia, Amado Senhor, sonda-me, toca-me, deixe-me senti-Lo no mais profundo do meu ser, abraça-me, que minha alma suspire por Vós, que eu vos ame profundamente, que eu sempre O sinta no Sacramento do Altar... Meu Amado Senhor...
O que importa é que meu amor te alimente, que você se sinta amado, cuidado, protegido dentro do meu abraço. E que essa vontade de se perder no meu aconchego seja infinita. Que os dias sejam cheios de sorrisos nossos. Que a certeza de um amor não passageiro permaneça até nas turbulências. Que nós sejamos maiores que as tempestades. Que quando não houver sol, somente chuva, nós dancemos nela. Que o amar seja nossa rotina.
A vida é uma escola onde passamos a maior parte do tempo, tentando aprender, como amar e ser amado, respeitar aquele que te dá o respeito, há confiar naquele que te dá a confiança, e mesmo assim nos machucamos com aquele (a),que te deu o amor, somos desrespeitados por aqueles que a respeitamos, e desmoronamos com a confiança que demos à quem não merecia.
Quando li esta frase de Paolo Mantegazza: "Mestre que não é amado pelos seus discípulos é um mau mestre." Eu me desesperei para a entender e, o que está acontecendo comigo. Será se a culpa é toda minha? Então, depois de um tempo de agonia e inquietação no espírito, confortei-me na concepção em que tenho alunos e não discípulos. Aff, que alívio!
A questão não é o que se faz ou com quem se faz. Quem se ama ou por quem se é amado. A questão é não aceitar para si a despropriação do próprio corpo. Ele se veste como se quer. Unica e exclusiva propriedade de mim mesmo, pois é dentro dele que meus pensamentos se constroem. Só a cada um, e apenas a cada um cabe a fantasia das realizações.
Jamais tenha medo de se desfazer de coisas que te fazem mal. Não tenha medo de mudar de cidade por uma pessoa amada, um novo emprego ou desafio. Pessoas vivem infelizes pois não confiam em si mesmas. Se você fizer o que gosta, estiver em um lugar que se sinta à vontade ou com quem ame, as coisas fluirão rapidamente. Não se algeme a um salário ou a uma má companhia. A razão não deve prevalecer, deve haver um equilíbrio entre a razão e o coração.
Choverão pessoas dizendo que não será fácil arriscar, trocar o certo pelo duvidoso. Trocar o certo pelo duvidoso? Pessoas falam isso pois o evento, a indecisão ou a situação não ocorre com elas. Quem presencia e se excita com a nova oportunidade ou possibilidade de arriscar, sabe que o correto não é permanecer como está. Aceite novos desafios sem receios. Abra agora a porta para a sorte! Ou você prefere ficar com o ressentimento de não ter ao menos arriscado?
