Crônicas de Amor

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⁠Lil Nan - Vem


Okay!
Vem vem vem
vem me abraçar e venha me amar amar amar
cê sabe que eu não consigo me afastar tar tar tar
quando cê tá longe pareço me afogar gar gar gar.... gar gar gar Oh!

Okay!
Vem vem vem
vem me abraçar e venha me amar amar amar
cê sabe que eu não consigo me afastar tar tar tar
quando cê tá longe pareço me afogar gar gar gar.... gar gar gar Oh!


Eu não consigo explicar
A sensação de te ver eu juro que é tipo se apaixonar
de novo e de novo
e se eu pudesse contar tudo que tenho pra te falar
roubava a estrela do céu
tirava o coração do mar
só pra poder eu te dar
você é o tipo de mina que vale meu tempo
quando cê tá comigo tudo passa tão lento
as pílulas em meus olhos você me ver por dentro
mais eu não preciso esconder
sei que cê vai me entender
ela já conhece o meu ser
fodi com tudo não sei se ela vai voltar
será que eu devo te esperar ?
ou talvez devesse sair pra te procurar
tanto tempo passou e nada restou
garota meu coração é só seu
cheio de dor, com trauma sem cor
mais sei que cê vai curar os danos que me causou

e nada aqui
vai escapar do que eu tenho pra dar
e muita coisa que tenho pra te falar
muito amor pra te mostrar
pequena eu vou te dar o mar
te mostrar que sou real
pra nunca mais te ver chorar

Okay!
Vem vem vem
vem me abraçar e venha me amar amar amar
cê sabe que eu não consigo me afastar tar tar tar
quando cê tá longe pareço me afogar gar gar gar.... gar gar gar Oh!



Okay!
Vem vem vem
vem me abraçar e venha me amar amar amar
cê sabe que eu não consigo me afastar tar tar tar
quando cê tá longe pareço me afogar gar gar gar.... gar gar gar Oh!

Amar de verdade não é ceder tudo.
É saber o que é negociável e o que é digno.
É entender que diálogo não é favor, é fundamento.
Que assumir erro não é humilhação, é maturidade.
Que esperança não é sentimento, é prática.
E que silêncio, quando vira hábito, não é paz.
É abandono em câmera lenta.

[Não só é possível,
como totalmente
plausível e factual]


Amar de igual pra igual,
numa paridade
matemática,


em proporções simétricas,
como somente os sapiens
sabem fazer.


harmonicamente
nesta sinfonia
melódica,


de intensidade
astronômica
e musical.


garimpando
a virtuosa
poeticidade,


como somente os sapiens
sabem fazer.


Amar de igual pra igual,
numa paridade cósmica.


alguns corpos celestes
esperam bilhões
de anos
para se chocar,


nós nos chocamos
desde o princípio
e muito antes disso.


(Bruno Michel Ferraz Margoni - 06/12/23)

O evangelho nos chama a sermos especialistas em amar e servir, porque foi isso que Jesus fez. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos (Marcos 10:45).


A verdadeira coroa dos santos
é o amor praticado.
O verdadeiro diploma do céu
é ter sido especialista em ajudar.

Quando você se amar a vida vai ser diferente…

O sol vai brilhar mais por sua causa,
Sua roupa vai dizer o quão feliz você é..

Você vai correr na praia ou na academia…

Quando você se amar aquela viagem que parecia impossível vai acontecer e vai ser incrível.

Quando você se amar vai parar de dizer sim para tudo aquilo que te causa dor, e vai abrir mão de lugares e pessoas que não se amam

Quando
Você se amar, vai começar a contar sua história para que ela cure outras pessoas também…

Quando você se amar, vai doer menos a saudade de quem partiu e levou consigo uma parte sua que não volta mais …

Quando você se amar, vai entender que o melhor da vida já aconteceu.

Você.

Para quando você se amar !🩵

Amar no meio da peste e do caos é o gesto mais aristocrático que um ser humano pode realizar, pois exige a doação total sem a garantia de qualquer colheita futura. É o compromisso de cuidar da fragilidade do outro como se fosse o último tesouro de uma civilização que está prestes a desaparecer sob as águas do esquecimento. Que o afeto seja o diapasão que nos mantém afinados com o que é humano, impedindo que o gelo da indiferença técnica congele as fontes da nossa compaixão.


- Tiago Scheimann

Sobre Amar
Marcio Melo


Se alguém me disser que não vale a pena amar,
eu diria que é o mesmo que
cortar as asas de um pássaro e impedir ele de voar.


Ou como um rio sem água,
que nunca vai encontrar o mar.


Será que vale a pena um pássaro não voar?
Será que existe rio sem água chegando ao mar?


Então eu pergunto:
qual o sentido da vida,
se não vale a pena amar?

Cartas que Não Enviei


Se amar fosse um erro,
eu colecionaria pecados como estrelas,
cada batida do peito uma confissão
escrita em tinta invisível.
Cada carta guarda um segredo:
o tremor da mão ao traçar teu nome,
a saudade que se disfarça de ponto final,


o “eu te amo” escondido entre as linhas
como quem tem medo de ser lido inteiro.
E eu, a mais sortuda dos errantes,
continuo escrevendo sem selo,
sem endereço, sem coragem de enviar...


porque entregar-te o coração
é o único erro que eu faria
mil vezes, sem pedir perdão.

Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.


E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.


Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.


Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.


Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.


Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.

Amar, hoje em dia, não tem mais esse glamour todo de novela das nove, com gente correndo na chuva, tropeçando na própria dignidade e chamando isso de intensidade. Eu mesma já fui dessas, dramática profissional, achando que amor de verdade precisava doer um pouquinho, como quem aperta o sapato novo só pra ter certeza que ele é caro. Só que uma hora a gente cansa de sangrar por estilo.


A verdade é que amar virou quase um exercício de resistência emocional, tipo academia, só que sem espelho e sem aplauso. É acordar num dia em que tudo dentro de mim quer silêncio, isolamento e um bom “ninguém me toca”, e ainda assim escolher olhar pro outro e pensar, eu fico. Não porque é fácil. Não porque tá lindo. Mas porque tem algo ali que vale mais do que o conforto de ir embora.


E olha que ir embora, às vezes, parece uma proposta tentadora, quase um convite VIP pra paz imediata. Só que a gente descobre, com o tempo, que paz que vem fácil demais costuma ir embora do mesmo jeito. Permanecer, não. Permanecer é quase uma arte esquecida. É tipo cuidar de planta que insiste em não crescer, mas um dia, do nada, dá flor e você fica ali olhando, meio emocionada, meio besta, pensando, ainda bem que eu não joguei fora.


Amar assim exige uma coragem silenciosa. Não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem ninguém dizendo “nossa, que lindo vocês dois resistindo ao tédio de uma terça-feira qualquer”. Mas tem uma coisa muito maior acontecendo ali, escondida no cotidiano. Tem dois seres imperfeitos, cheios de bagagem, traumas, manias irritantes e fases insuportáveis, decidindo não transformar qualquer desconforto em despedida.


E isso, sinceramente, é revolucionário. Num mundo onde tudo é descartável, inclusive gente, escolher ficar virou quase um ato de rebeldia. É tipo dizer pro universo, eu sei que seria mais fácil recomeçar com alguém novo, mais empolgante, mais leve, mas eu escolho construir, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando dá vontade de sumir.


Porque no fim das contas, amar não é sobre aquele pico de emoção que faz o coração disparar. Isso aí até café resolve. Amar é sobre constância, sobre presença, sobre aquele gesto meio despretensioso de continuar ali, mesmo quando não tem nada de extraordinário acontecendo.


E talvez seja exatamente isso que torna tudo extraordinário.

Tem dias em que eu paro e penso que amar é quase um esporte radical, daqueles que a gente entra achando que é caminhada leve e, de repente, já está pendurada num penhasco emocional, sem equipamento, só com fé e um pouco de teimosia. E eu amei… amei de um jeito que não cabe em explicação bonita, dessas que ficam bem em legenda de foto. Foi um amor que existiu, que teve voz, que teve troca, que teve vida em algum canto do mundo. Não foi invenção da minha cabeça, não. Foi real. E talvez justamente por isso tenha doído tanto.


E aí vem a vida, com aquela elegância duvidosa dela, e me coloca dentro de outro amor. Um amor que não nasceu perfeito, que não veio embalado em promessas cinematográficas, mas que foi sendo construído no meio dos cacos. Porque é isso que ninguém conta, a gente não constrói amor só com flores, a gente constrói com restos também. Com pedaços que sobraram de histórias antigas, com silêncios desconfortáveis, com verdades que poderiam muito bem ter sido escondidas, mas não foram.


Eu poderia ter guardado esse amor antigo como um segredo bonito, desses que a gente esconde numa gaveta interna e visita de vez em quando, em silêncio. Mas não. Eu escolhi abrir. Escolhi colocar na mesa, olhar de frente, dividir. E isso… isso não é simples. Não é leve. Não é coisa de gente fraca. É coisa de quem decidiu não viver pela metade.


E ele ficou. Olhou para tudo isso e não saiu correndo. Pelo contrário, teve a coragem de me perguntar por que eu não escrevo sobre isso. Como se, no meio de toda essa bagunça emocional, ele ainda enxergasse arte. Como se ele dissesse, sem dizer exatamente: transforma essa confusão em algo bonito.


E eu fico pensando… que tipo de amor é esse que não exige perfeição, mas presença? Que não pede um passado limpo, mas um presente honesto? Porque, vamos combinar, talvez muita gente não suportasse. Talvez muita gente preferisse a versão editada da história, aquela sem capítulos difíceis, sem sentimentos atravessados. Mas a gente… a gente escolheu ficar.


E não foi porque era fácil. Foi porque, de algum jeito meio torto e muito humano, ainda existia vontade. Vontade de tentar, de reconstruir, de olhar para os degraus quebrados e, ao invés de desistir da escada, começar a consertar um por um.


Eu não sei se isso é o tipo de amor que vira conto de fadas. Provavelmente não. Mas talvez seja o tipo que vira verdade. E no fim das contas, verdade sustenta muito mais do que qualquer ilusão bem contada.


Então eu escrevo. Escrevo porque viver isso tudo e ficar em silêncio seria quase um desperdício emocional. Escrevo porque, no meio de tanta coisa que poderia ter nos separado, a gente decidiu, de forma quase teimosa, continuar.


E se isso não é uma forma bonita de amor… eu sinceramente não sei o que é.

Será que existe motivo maior para deixar alguém ir do que essa pessoa não te amar mais?
Não adianta: nenhum amor resiste à sua falta de tempo. O sentimento se perdeu no meio das suas dúvidas. Amizade é mais que uma mão estendida. Mais que um sorriso bonito. Mais que a alegria de dividir coisas. Mais que sonhar juntos ou sentir as mesmas dores. Muito mais que o silêncio que fala ou a voz que se cala para escutar. Amizade é o alimento que enche a nossa alma. E ela é dada por alguém que acredita em nós.
Amizade...
Coisa de Gente...


Alexandre Sefardi

Há uma verdade que poucas pessoas têm coragem de aceitar: nem sempre deixamos de amar. Às vezes, apenas deixamos que o medo fale mais alto do que o sentimento.


É curioso perceber como alguém pode amar intensamente e, ao mesmo tempo, se convencer de que ir embora é a melhor escolha. Não porque o amor acabou, mas porque as dúvidas cresceram mais rápido do que a confiança. Porque pessoas de fora deram opiniões sobre uma história que nunca viveram. Porque o orgulho fez parecer fraqueza aquilo que, na verdade, era coragem: permanecer.


O ser humano possui um hábito silencioso de acreditar mais nas próprias inseguranças do que nas demonstrações de carinho que recebe. Uma palavra negativa pesa mais do que cem gestos de amor. Uma desconfiança pode destruir em minutos aquilo que levou anos para ser construído.


E então a distância começa.


Primeiro diminuem as mensagens. Depois desaparecem as ligações. Os "eu te amo" se transformam em silêncio. Até que um dia dois corações que ainda se amam passam a viver como completos estranhos.


O mais triste é que, muitas vezes, ninguém traiu, ninguém deixou de sentir. Apenas deixaram de conversar. Deixaram que o orgulho respondesse no lugar do coração. Deixaram que outras pessoas escrevessem o final de uma história que só pertencia aos dois.


O tempo passa, e a vida continua. Mas há sentimentos que não obedecem ao relógio. Existem pessoas que seguimos amando em silêncio, mesmo depois de meses ou anos. Não porque esperamos que voltem, mas porque certos sentimentos não desaparecem; eles apenas aprendem a existir em um lugar onde já não fazem barulho.


Talvez o maior erro do ser humano seja imaginar que sempre haverá tempo para voltar atrás. Que um pedido de desculpas pode esperar. Que um abraço pode ser dado amanhã. Que quem ama estará ali para sempre.


Mas a verdade é que o tempo nunca promete outro encontro. Existem despedidas que acontecem sem que ninguém perceba. O último abraço nem sempre parece o último. A última conversa quase nunca tem cara de despedida.


E quando entendemos isso, resta apenas o peso de uma pergunta que ecoa dentro da alma:


**"Será que eu perdi essa pessoa porque ela deixou de me amar... ou porque deixei minhas dúvidas falarem mais alto do que o amor que ela me oferecia?"**


Algumas respostas chegam tarde demais. E, quando chegam, já não servem para mudar a história. Servem apenas para ensinar que o amor raramente acaba de uma vez. Na maioria das vezes, ele é sufocado, pouco a pouco, pelas palavras que nunca foram ditas, pelos medos que nunca foram enfrentados e pelas pessoas que jamais deveriam ter tido voz dentro de uma relação construída por dois corações.

Amar é caminhar junto na vida, cheia de surpresas. É cuidar do outro, mas dar espaço. É encarar medos, abraçar pra aliviar dores e sorrir à toa só porque o outro existe. Procuramos uma amiga que goste das mesmas coisas, que se emocione, que saiba falar do simples: da chuva, das lembranças da infância. Precisamos dela pra não pirar, pra contar o belo e o triste do dia, os sonhos e a realidade. Alguém que curta ruas vazias, poças d'água, mato depois da chuva e deitar no capim.
Coisa de Gente...

Nossas lágrimas queimam a alma
Nosso espírito condenado por amar...
Somos o destino que abraço o fim..
Nos laços eternos o abraço te significado ligados para sempre.
O sempre amar a verdadeira verdade que sempre nos amamos.
Seria simplório de alegrias a lágrimas...
Revelamos o sentimentos observamos a eternidade como a poeira de nossos ossos tem mesmo sentimentos.
Os pássaros fazem ninhos sobre sonho que tivemos na vida foi nosso destino.

Amar você é como finalmente encontrar o caminho de casa depois de uma longa viagem por estradas desconhecidas. Sabe aquele suspiro de alívio quando a porta se abre e o frio lá de fora deixa de importar? É assim que me sinto ao seu lado.
O mundo lá fora é barulhento, incerto e, às vezes, um pouco assustador. Mas em você, encontrei meu lugar de descanso. Se o amor é um oceano, aceito de bom grado as suas marés, porque até na dor existe a beleza de saber que não estou navegando sozinho.
Você é a luz que atravessa a janela de manhã e o fogo que me aquece quando a noite insiste em ser gelada. Se alguns dizem que amar é deixar ir e outros dizem que é segurar firme, eu digo que amar você é simplesmente ser. É a paz de saber que, independentemente de onde a vida me leve ou de quantos sonhos eu consiga realizar, a memória mais bonita que carregarei comigo será sempre o brilho do seu olhar.
Porque, no fim das contas, todos os meus caminhos — os tortos, os planos e os novos — sempre tiveram um único destino final: você.

Tem gente que não ama você…
ama o que você tem.
Observe bem:
quem troca quem dizia amar
por conforto ou vantagem
nunca escolheu o coração
escolheu o benefício.
Porque a lógica é simples:
o interesse fica…
só enquanto vale a pena.
Mas quem ama de verdade
fica mesmo quando não há nada
a ganhar.

Entre o Risco e o Toque
Eu gosto do risco…
ele percorre meu corpo como um sussurro lento,
amar nunca foi simples —
é pele chamando pele no silêncio do momento.
Dizem que não é nada…
mas meu arrepio desmente qualquer razão,
carinho em mim vira chama acesa,
um toque já vira confissão.
Eu caminho devagar no perigo,
saboreando cada sensação,
não me dou por inteiro de imediato…
eu deixo faltar… pra aumentar a tentação.
Meu olhar te prende sem força,
minha boca promete sem falar,
sou livre até no desejo…
e sei exatamente onde tocar.
Se vier… venha sem pressa,
sinta o ritmo que eu quiser te dar,
porque eu não vivo de metades…
eu faço o instante… te marcar.


Helaine machado

Pele, Risco e Liberdade
Eu gosto do risco…
ele desliza em mim como um segredo proibido.
Amar não é simples —
é desejo aceso em silêncio contido.
Dizem que não é nada…
mas meu corpo sabe quando é real,
carinho na minha pele vira chama,
um toque já diz muito mais.
Não me entrego por pouco,
nem me perco em qualquer intensidade,
eu provo devagar o perigo…
saboreando cada verdade.
Meu olhar não pede — convida,
minha presença não implora — conduz,
sou livre até no desejo…
e é isso que me traduz.
Se vier, venha inteiro,
sem medo do que pode acontecer,
porque eu não amo raso…
eu faço sentir… sem dizer.
Helaine machado

|Amar é Ser Presente|


Ser diferente não é ser indiferente.


Amar é ser inteiro — presente até na ausência.


Incluir não é limitar-se a falas que nada causam.


Ser diferente é ser igual na alma e no coração.


Amar é enxergar além da forma,
é tocar sem mãos, é ouvir sem som,
é traduzir silêncios com olhos atentos
e acolher o outro como extensão do dom.


É saber que a ausência também pode ser presença,
quando o coração permanece em vigília e afeto.


É entender que nem todo amor grita —
alguns apenas permanecem, serenos e discretos.


Amar é romper o cárcere do ego,
abrir portas para o improvável,
e descobrir que há beleza no que escapa ao padrão,
que há luz onde o mundo só vê sombra.


O amor verdadeiro não mede, não pesa, não rotula.


Ele aceita, respeita e dança conforme o compasso do outro.


Ele não exige que o diferente se molde,
mas se curva com ternura para caminhar junto.


Porque amar não é consertar,
é compartilhar.


Não é corrigir,
é compreender.


É saber que a alma não usa uniforme,
e o coração não tem manual de instruções.


É reconhecer a grandeza de quem caminha em silêncio,
mas carrega um universo inteiro nas mãos e dentro do coração!


Poeta Balsa Melo


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Arthur G. Melo