Crônicas de Amor
Amar é compartilhar as certezas da vida com as devidas felicidades;
Amar é gentileza sobre-humana que transparece a pureza da alma;
Amar é respeito à flor da pele que desabrocha o pecado aceitável;
Amar é sensibilidade e importância que o próprio limite possa dar ao próximo;
Amar é admiração a vida no qual engrandece o coração alheio;
Te amar assim não é por querer e sim por você, felicitar o seu viver, cortejar o teu ser;
Deixe-me aproximar bem próximo dos seus sentimentos, me deixa seguir o teu regimento para que o meu coração tenha o seu seguimento;
E é pelas rosas que brotam a sua tão formosa face, és a primeira nas minhas conclusões para acalentar minhas ansiedades pelo amor e pela dor para me fazer máster;
Eu te amo pela razão de amar e pelo mesmo motivo de quem gosta
Te amo sem necessidade, te amo sem frustração, mas com um sentimento em verdade...
Te amo porque eu tenho um coração e o sentimento mais forte que existe... É o amor queimando em paixão;
Te amo como homem que luta pelo querer
É um amor mais que sincero é o amor que me faz viver!
É um amor que não é cobrado... É o amor que é preciso, é um amor confiável.
Te amo para ser feliz, te amo para ser forte
O meu amor é eterno e vai além da morte;
Amar a si mesmo é aceitar os próprios fracassos.
A vida é um pêndulo, uma gangorra... Um contínuo caminho de altos e baixos...
As frustrações não são anomalias, não são erros e muito menos sinais de fraqueza...
Frustrações são dores dos humanos de verdade...
Frustrações são cicatrizes apenas daqueles que renunciaram aos desejos sórdidos para fazer o certo... Não sinta vergonha das frustrações, elas são a prova que você não machucou ninguém.
Amar você foi como andar com o infinito,
Sem começo exato, nem fim definido.
Cada passo era leve, flutuava no ar,
Como quem ama sem medo de se entregar.
Foi perder o rumo, mas encontrar sentido,
Ver no teu olhar um céu nunca visto.
Foi silêncio que falava mais que som,
Foi tudo e nada, intenso e bom.
E mesmo que o tempo queira apagar,
Esse amor não dá pra calcular.
Porque amar você…
Foi como andar com o infinito.
*– Binilson Quissama*
A CERTEZA DE TE AMAR
Posso dizer com toda certeza que não é difícil te amar. Difícil seria encontrar palavras capazes de explicar a intensidade do que sinto por você. O meu coração te escolheu de um jeito que não consigo controlar, e a cada dia esse amor cresce ainda mais. Você se tornou parte dos meus sonhos, dos meus pensamentos e da minha vida. Não importa o que aconteça, amar você sempre será a decisão mais bonita que o meu coração já tomou. Se um dia me perguntarem o que é o amor, vou apenas pensar em você, porque foi em você que encontrei o verdadeiro significado de amar. Eu te amo de uma forma que o tempo não diminui, a distância não apaga e as dificuldades jamais serão capazes de destruir. Só sei dizer que te amo muito, te amo mais do que você possa imaginar!
Conexões da alma 🤍
Eu posso te amar
sem te prender nas minhas mãos.
Posso te querer perto,
mas ainda assim sorrir
se a tua alegria vier de outro abraço,
de outra voz,
de outro caminho que não cruza o meu.
Porque amar, do meu jeito,
não é possuir —
é desejar que floresça,
mesmo que o jardim não seja o meu.
Eu me sinto em paz
sabendo que quem eu quero bem
está bem.
Mesmo que eu não seja
o motivo do teu riso,
sou sincera no desejo
de que ele exista.
Viemos sozinhos ao mundo,
e por mais que as conexões aqueçam a alma,
nem todo mundo permanece.
Alguns são estação,
outros são ponte,
outros são só vento que passa —
mas todos deixam marcas.
E cada marca é história.
Cada despedida, um capítulo.
Cada presença, ainda que breve,
é prova de que viver
é colecionar passagens
e aprender a amar
sem perder a leveza de deixar ir.
Os Desafios de Amar
Amar não nasce pronto, acabado, Nem vive apenas da emoção. É um caminho iluminado, Construído por cada decisão.
Paixão acende como chama, Fascina com seu brilho fugaz. Mas só o amor sustenta a trama Que o tempo nunca desfaz.
Quem ama aprende a renunciar Ao orgulho que separa corações. Descobre que o verbo amar Floresce em pequenas ações.
Amar é ouvir no silêncio, É compreender sem condenar. É transformar o sofrimento Em nova razão para caminhar.
Há dias de céu sem estrelas, Há noites de dor e aflição. Mas o amor abre janelas Onde havia apenas solidão.
Amar é servir com alegria, Sem exigir recompensa. É repartir o pão de cada dia Com ternura e esperança.
O amor não busca perfeição, Nem faz do outro um ideal. Abraça a humana condição Com um afeto leal.
Os desafios de amar são muitos, Mas maior é a perseverança. Quem semeia gestos absolutos Colhe os frutos da esperança.
O amor amadurece na espera, Fortalece-se no perdão. É fonte viva que supera As tempestades do coração.
Por isso escolho amar, Mesmo quando o mundo diz não. Pois quem aprende a se doar Descobre em Deus a verdadeira razão.
Poeta Mbra
Não foi fraqueza.
Foi entrega.
A gente não erra por amar.
Erra por aceitar pouco quando está oferecendo tudo.
Muita gente se apaixona por versões.
Pela pessoa que existe na madrugada,
na conversa intensa,
na promessa sussurrada,
no “talvez um dia”.
Mas caráter não aparece só no que alguém diz no privado.
Aparece no que assume no público.
Quem te esconde, já está escolhendo.
Quem te mantém em espera, já decidiu.
Quem vive de versões, nunca oferece verdade inteira.
O problema nunca é sentir demais.
É sentir sozinho.
E quando a incoerência vira rotina...
Mentira descoberta,
decepção engolida,
esperança renovada...
Não é amor que sustenta.
É apego.
Dói perceber que se foi opção enquanto acreditava ser escolha.
Dói entender que intensidade não transforma quem não quer mudar.
Mas há uma virada silenciosa nisso tudo:
Não é fracasso amar forte.
Fracasso é permanecer onde não há respeito.
Quem não te assume na luz
não merece teu amor no escuro.
E um dia a dor vira lucidez.
E a lucidez vira limite.
E o limite vira dignidade.
E a partir dali,
ninguém mais te mantém...
Ou te escolhe
ou te perde.
PERMITA-ME
Oh menina linda permita-me te amar...
Com a força das ondas do mar....
Com a luz da lua cheia que passa a noite inteira a nos iluminar...
Oh linda menina permita-me te amar.....
Com a esperança de uma nova vida.....
Como o remédio que cura a ferida....
Oh menina linda permita-me no teu ouvido sussurrar...
Como fiz outrora e vi seus olhos brilhar....
Senti teu corpo estremecer, com um grande desejo de amar....
Menina linda de andar provocante...
De olhar sedutor, carinhoso, elegante....
Permita-me te amar e tornar tua vida ainda mais interessante...
Menina meiga, inteligente, atraente....
Que chama a atenção de tanta gente....
Permita-se me amar e viver isto tudo intensamente....
CHAMAS
Como pode alguém amar quem só retribuiu com silêncio?
Porque o amo tão intensamente e ele nem imagina...
Nem imagina que passo o dia me lembrando dos seus olhos,
da sua boca, dos seus cabelos cor de fogo e até do sorriso fofo
e do olhar que faz para mim quando quer me provocar.
Eu te amo, amo muito.
Mas, não aguento mais tanto silêncio e me questiono:
Como pode alguém não me amar?
Você fica aí pensativo, no seu trabalho, nos seus medos, na sua insegurança,
no seu mundo e nos seus flertes...
E eu aqui, te amando apesar do tempo, da distância e das tuas falhas.
Sem pedir permissão para amar sigo te amando como uma luz disposta a ser
tudo o que você um dia sonhou ter como mulher.
Como pode você não me amar?
Meu coração esquenta só de pensar no teu nome.
O choro me engasga a alma só de pensar que podemos nunca mais se
reencontrar e essa é uma dor que não sei se vou superar.
Queria ser o teu tudo, porque você foi alguém que me fez voltar a querer amar.
Porque esse amor surgiu das cinzas, do que nem achava ser mais possível
voltar a desejar.
Mas, infelizmente, não é recíproco.
Estamos em tempos diferentes...ou sei lá mais o que se utiliza como desculpa
para não se viver uma linda história de amor.
Se não me ama, eu me amo, me amo por nós dois.
E agora eu que me fecho para o meu autoamor.
Deixo então, para você, o seu silêncio que foi tudo o que me entregou.
Veneno
Veneno, do latim,
“poção mágica para se fazer amar, encanto e sedução”.
Veneno... de Vênus - da beleza, da sensualidade, livres de um padrão.
Veneno... de Vênus, que surge das espumas do mar sem fim.
...
Veneno... sufocando, corroendo, dilacerando...
lentamente, a vida anoitecendo...
o pensamento escurecendo...
o corpo se desfazendo.
Sentimento... escondido, disfarçado, mascarado?
...
Na quase consciência, inconsciência....na consciência
descaradamente escancarado?
Veneno que lentamente à vida vai dando cabo.
Veneno... onde ficou seu significado original?
Por que, em mim... está em dose mortal!
Um dia eu achei que não poderia mais amar alguém que não pudesse estar ao meu alcance em presença .
Eu corri tão longe de você que quanto mais eu fugi mas perto ficamos.
A distância sempre foi um problema pra mim
Mas nunca estivemos distantes
Compartilhamos risos , lágrimas, preocupações,parceria
Compartilhamos desventuras amorosas .
Problemas ,dia a dia.
Ligações de surpresa
E sabe o que descobri?
Que sempre estivemos mais pertos que muitos casais que moram juntos.
Não eramos um casal mas éramos melhores q muitos .
Tínhamos ciúmes e DRs .
E um belo dia eu parei pra observar uma DR e disse ,esse cara tá apaixonado e eu tive certeza que iria me apaixonar .
E o mais profundo que no fundo desde o começo eu sempre soube que iríamos nos amar.
Mas não queria trilhar a distância geográfica .
E no final de tudo isso não diz muito sobre dois corações quando estão dispostos a viver um grande amor.
E não foi diferente com a gente que tá fazendo de tudo pra viver isso um com outro
Somos dois dispostos ao amor.
Eu e vc o meu melhor amigo se tornou meu amor.
Na verdade sempre estávamos ali
Nos amando sem rótulos
E hoje aqui olhando o outro fechar os olhos em uma ligação de vídeo,porque presença é mais que corpo.
Presença é constância é alma .
A lógica do sentir
Sinto muito.
Tenho essa mania de sentir demais.
Mas amar é isso, né?
Sentir mais do que se pode entender.
Não é defeito sentir além da conta.
Às vezes dói, às vezes cansa,
mas é isso que faz o amor ser vivo
não morno.
Quem ama não entende tudo:
sente primeiro,
entende depois…
quando entende.
Não faz sentido amar o outro mais que a si!
O outro, um dia se vai.
Mas você, o seu EU, mesmo com suas cicatrizes, continuará contigo, ainda que você tenha mudado tanto à ponto de nem se reconhecer mais.
Nessa situação, Ame-se ainda mais!
Se você não for capaz de amar-se em primeiro lugar, espera mesmo que o outro faça isso por você?
Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.
E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.
Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.
Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.
Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.
Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.
Amar, hoje em dia, não tem mais esse glamour todo de novela das nove, com gente correndo na chuva, tropeçando na própria dignidade e chamando isso de intensidade. Eu mesma já fui dessas, dramática profissional, achando que amor de verdade precisava doer um pouquinho, como quem aperta o sapato novo só pra ter certeza que ele é caro. Só que uma hora a gente cansa de sangrar por estilo.
A verdade é que amar virou quase um exercício de resistência emocional, tipo academia, só que sem espelho e sem aplauso. É acordar num dia em que tudo dentro de mim quer silêncio, isolamento e um bom “ninguém me toca”, e ainda assim escolher olhar pro outro e pensar, eu fico. Não porque é fácil. Não porque tá lindo. Mas porque tem algo ali que vale mais do que o conforto de ir embora.
E olha que ir embora, às vezes, parece uma proposta tentadora, quase um convite VIP pra paz imediata. Só que a gente descobre, com o tempo, que paz que vem fácil demais costuma ir embora do mesmo jeito. Permanecer, não. Permanecer é quase uma arte esquecida. É tipo cuidar de planta que insiste em não crescer, mas um dia, do nada, dá flor e você fica ali olhando, meio emocionada, meio besta, pensando, ainda bem que eu não joguei fora.
Amar assim exige uma coragem silenciosa. Não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem ninguém dizendo “nossa, que lindo vocês dois resistindo ao tédio de uma terça-feira qualquer”. Mas tem uma coisa muito maior acontecendo ali, escondida no cotidiano. Tem dois seres imperfeitos, cheios de bagagem, traumas, manias irritantes e fases insuportáveis, decidindo não transformar qualquer desconforto em despedida.
E isso, sinceramente, é revolucionário. Num mundo onde tudo é descartável, inclusive gente, escolher ficar virou quase um ato de rebeldia. É tipo dizer pro universo, eu sei que seria mais fácil recomeçar com alguém novo, mais empolgante, mais leve, mas eu escolho construir, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando dá vontade de sumir.
Porque no fim das contas, amar não é sobre aquele pico de emoção que faz o coração disparar. Isso aí até café resolve. Amar é sobre constância, sobre presença, sobre aquele gesto meio despretensioso de continuar ali, mesmo quando não tem nada de extraordinário acontecendo.
E talvez seja exatamente isso que torna tudo extraordinário.
Tem dias em que eu paro e penso que amar é quase um esporte radical, daqueles que a gente entra achando que é caminhada leve e, de repente, já está pendurada num penhasco emocional, sem equipamento, só com fé e um pouco de teimosia. E eu amei… amei de um jeito que não cabe em explicação bonita, dessas que ficam bem em legenda de foto. Foi um amor que existiu, que teve voz, que teve troca, que teve vida em algum canto do mundo. Não foi invenção da minha cabeça, não. Foi real. E talvez justamente por isso tenha doído tanto.
E aí vem a vida, com aquela elegância duvidosa dela, e me coloca dentro de outro amor. Um amor que não nasceu perfeito, que não veio embalado em promessas cinematográficas, mas que foi sendo construído no meio dos cacos. Porque é isso que ninguém conta, a gente não constrói amor só com flores, a gente constrói com restos também. Com pedaços que sobraram de histórias antigas, com silêncios desconfortáveis, com verdades que poderiam muito bem ter sido escondidas, mas não foram.
Eu poderia ter guardado esse amor antigo como um segredo bonito, desses que a gente esconde numa gaveta interna e visita de vez em quando, em silêncio. Mas não. Eu escolhi abrir. Escolhi colocar na mesa, olhar de frente, dividir. E isso… isso não é simples. Não é leve. Não é coisa de gente fraca. É coisa de quem decidiu não viver pela metade.
E ele ficou. Olhou para tudo isso e não saiu correndo. Pelo contrário, teve a coragem de me perguntar por que eu não escrevo sobre isso. Como se, no meio de toda essa bagunça emocional, ele ainda enxergasse arte. Como se ele dissesse, sem dizer exatamente: transforma essa confusão em algo bonito.
E eu fico pensando… que tipo de amor é esse que não exige perfeição, mas presença? Que não pede um passado limpo, mas um presente honesto? Porque, vamos combinar, talvez muita gente não suportasse. Talvez muita gente preferisse a versão editada da história, aquela sem capítulos difíceis, sem sentimentos atravessados. Mas a gente… a gente escolheu ficar.
E não foi porque era fácil. Foi porque, de algum jeito meio torto e muito humano, ainda existia vontade. Vontade de tentar, de reconstruir, de olhar para os degraus quebrados e, ao invés de desistir da escada, começar a consertar um por um.
Eu não sei se isso é o tipo de amor que vira conto de fadas. Provavelmente não. Mas talvez seja o tipo que vira verdade. E no fim das contas, verdade sustenta muito mais do que qualquer ilusão bem contada.
Então eu escrevo. Escrevo porque viver isso tudo e ficar em silêncio seria quase um desperdício emocional. Escrevo porque, no meio de tanta coisa que poderia ter nos separado, a gente decidiu, de forma quase teimosa, continuar.
E se isso não é uma forma bonita de amor… eu sinceramente não sei o que é.
Carta que nunca te entreguei
Eu sei que você me amou do jeito mais limpo que alguém pode amar.
Sem jogos, sem fuga, sem meio-termo.
E talvez por isso tenha doído tanto.
Eu ouvi quando você disse que me amava.
Ouvi uma, duas, tantas vezes que perdi a conta.
Cada palavra sua era casa, era futuro, era permanência.
E dentro de mim havia vontade, sim,
mas havia também um peso antigo,
um cansaço que não nasceu em você
e uma resistência que eu não escolhi ter.
Existe um muro em mim.
Não foi levantado contra você,
nem para te ferir.
Ele só estava lá antes.
Toda vez que você dizia que me amava,
algo em mim queria correr na sua direção.
Mas outra parte, menor e mais antiga,
batia desesperada por dentro desse concreto,
pedindo que nada fosse aberto.
Você chamava de amor.
Eu sentia como risco.
O problema nunca foi você.
Nunca foi falta de amor.
Foi excesso de medo dentro de mim.
Quando você falava de futuro, algo em mim se fechava.
Não por desprezo,
mas por pânico.
Como se amar significasse perder a mim mesma outra vez.
Porque deixar alguém entrar
sempre significou desmoronar depois.
Existe em mim uma vontade imensa de ser amada assim,
desse jeito inteiro, sem reservas.
Eu sei que mereço.
Mas hoje eu não consigo corresponder
sem me violentar por dentro.
Eu queria sentir só o amor,
mas sentia o medo junto.
Queria ficar,
mas meu corpo gritava para não prometer
o que ainda não sei sustentar.
Você me ofereceu paciência,
futuro, permanência.
E eu sei que isso é raro.
Mas o problema do muro
é que ele não cai com promessas.
Ele cai com tempo.
E eu ainda não tenho esse tempo dentro de mim.
Eu me irritava, me afastava, me culpava.
Não porque você errava,
mas porque eu ainda não sei receber cuidado sem desconfiar.
Você merece alguém que te ame sem hesitar,
sem se irritar sem motivo,
sem carregar fantasmas que não são seus.
Merece descanso, não dúvidas.
Te deixar ir foi uma forma torta de respeito.
Porque te amar pela metade
seria mais cruel do que te perder inteira.
Talvez um dia eu aprenda a amar sem esse nó no peito.
Talvez um dia o futuro deixe de me causar náusea
e passe a parecer escolha.
Hoje, amar você exigiria
trair o silêncio que ainda me protege.
Se eu fui embora,
não foi por falta de sentimento.
Foi porque ainda estou aprendendo
a distinguir abrigo de prisão,
amor de sobrevivência.
Um dia, talvez,
esse muro vire porta.
Hoje, ele ainda é o que me mantém de pé.
Quem te feriu sabe e também sabe que mulheres fortes ainda que frágeis na hora de amar ,mulheres de personalidade forte elas partem e não voltam ,mentiu enganou escondeu acusou de se fazer de vítima porque assim são os cobardes os incapazes de sentir ..
Ficava um dia inteiro sem responder ..
Marcava encontros na hora para destabilizar ,quando a pessoa pedia para o fazer no dia anterior .
Portanto isto não é querer alguém, é querer quando lhe é conveniente quando não existia mais ninguém para falar ..
Este tipo de comportamento vêm de pessoas inseguras e insesatas ..
E ninguém é obrigado a levar com a insegurança de ninguém..
Se a pessoa é meiga ,carinhosa transparente ela não merece ser colocada em segundo plano ..
Cresça primeiro trate do seu emocional antes de querer ocupar um lugar especial num coração que já foi ferido e precisa de Amor não de indecisões!
