Crônicas de Amor
No Longe Que Eu Aprendi A Sentir A Realidade.
Longe é apenas o nome que damos ao que não sabemos como vicejar.
Não é o espaço que nos separa, mas o silêncio entre dois corações que ainda se chamam.
Quando o amor for verdadeiro, nenhuma estrada o dissolve ele continua a pulsar no intervalo das lembranças, entre o que fomos e o que deixamos de dizer.
A saudade é alguém gritando por nós através do tempo.
É o som da memória pedindo para ser escutada, o eco do que não morreu inteiramente.
Há vozes que não cessam, mesmo quando o mundo silencia.
Elas habitam o ar, os objetos, o perfume antigo que o vento traz sem querer.
Quem já amou profundamente sabe:
não há fronteira capaz de separar o espírito do sentimento, mesmo de nenhum sentimento...
O longe é um disfarce que enfeita o amor, mesmo calado, continua a escrever cartas invisíveis, para ser plenamente mais sincero...para não mais doer, para não mais ser compreendido porque esta algemado na mesma saudade de lágrimas da saudade.
E a saudade…
a saudade é o envelope que nunca se fecha.
“A Santidade do Pecado Que Ainda Me Chama”
Há um altar em mim e nele repousas,
com o perfume dos que foram sagrados pelo erro.
Teu nome não se apaga, apenas silencia,
como se a eternidade tivesse medo de pronunciar o que fomos.
És santo agora dizem os anjos,
mas eu, que te amei no pó e no fogo, sei que há cinzas que ardem mais que a chama.
Tua inocência não me consola;
ela me fere, como a pureza de um véu sobre um corpo que ainda treme na lembrança.
Foste o pecado que ajoelhou,
o amor que quis absolvição,
mas o divino não apaga o humano, apenas o exila num suspiro.
Eu não sonho contigo apenas descanso nas fronteiras do que não pode voltar.
E quando o sono me concede tua sombra, não desperto: permaneço suspenso,
entre o sacrário e o abismo,
onde tua voz ainda pede perdão
por ter amado demais.
Na carne, morre-se uma vez;
no espírito, infinitas.
E em cada morte tua dentro de mim, renasce o silêncio,
funéreo, ardente, onde minha alma te beija pela última vez
sem jamais te deixar.
O Eterno Quadro da Ausência.
I — O Ateliê do Silêncio.
Há um instante em que a alma, fatigada, já não distingue se o que sente é dor ou lembrança.
O ar pesa como tinta não misturada, e o coração lateja como um relógio que perdeu a noção do tempo.
Tudo o que resta é o quadro diante de mim — o mesmo, sempre inacabado — e o vulto que ele insiste em reter, ainda que o corpo que o inspirou já não exista senão nas dobras do pensamento.
O amor, esse artista cruel, ensinou-me a pintar com lágrimas. Cada traço é uma despedida, cada cor, uma esperança morta.
Há dias em que creio tê-la libertado da tela, e outros em que percebo: foi ela quem me aprisionou nela.
II — O Olhar Que Permanece.
Há algo de doentio em amar o que já não nos responde.
E, no entanto, é nesse delírio que a vida encontra sua última beleza.
O olhar que me fita do retrato não é mais o dela — é o meu, devolvido em eco, fragmentado pela saudade.
Sou eu, dividido entre o que amo e o que perdi, entre o real que nega e o sonho que insiste.
Dizem que a morte é o fim, mas a ausência é mais cruel: ela continua viva, mas intocável.
A cada noite, o pincel busca uma cor que não existe — o tom exato daquilo que foi amado.
E, quando o encontro, já é tarde: a luz da manhã dissolve o milagre, e eu retorno à doença da razão.
III — Filosofia da Perda.
A realidade é um quadro imperfeito.
Negá-la é o instinto dos que amaram demais.
Aqueles que já tocaram o abismo da ternura sabem: o amor é uma forma de sofrimento escolhido — a mais nobre das enfermidades.
E há uma pureza nisso, uma santidade quase patológica: viver é prolongar o instante que nos mata.
O pensamento, esse médico impotente, observa o coração como quem assiste a um incêndio que não se apaga.
O amor é o fogo, e a ausência, o vento.
Nada é mais real do que a dor que se sente quando tudo o mais já cessou de existir.
IV — O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo — é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
Hoje estou naqueles dias, aqueles que você se sente só por mais que haja pessoas ao seu redor, na verdade, eu só queria uma pessoa agora, aquela que desde do primeiro dia eu olhei e sentir que precisaria dela em minha vida, não foi daqueles amores a primeira vista, mas eu precisava dela como preciso agora.
Foi eu, eu que afastei, porque em minha cabeça eu precisaria mudar, e hoje sinto tanta falta, tanta que dói aquela dor insuportável que só aumenta a cada minuto.
Mergulhei no orgulho sem saber o que ele causaria, ele foi me sufocando com tantos sentimentos e lágrimas que chegou há um ponto que não pude esconder mais, fui correndo dizer o quanto eu a amo, sei que não somos mais as mesma, que algumas das nossas manias se foram e outras permanecem.
Fui me desabafando para ela, dentro de mim algo dizia que não era o fim, mas a minha cabeça e os sinais que ela demonstrou depois de tudo que lhe disse parecia que era.
Não queria aceitar que tudo que vivemos fosse ficar só em minhas lembranças, que ela pode seguir em frente e estou aqui parada, me torturando, tentando esquece lá pelo menos 5 minutos.
Estava confusa, mas o meu amor por ela grita e não aceita duvidas.
Fui direto ao poto, perguntei se ainda ela me ama.
Por dentro eu estava cheia de dúvidas com as respostas que ela daria (E se ela disser: Não. Se ela disser que: O que vivemos está no passado e se ela disser: Sim, o que devo fazer)?
Ela disse sim, aquele sim mudou tudo, fui ficando aliviada e as dores foram passando e me dei conta que eu estava sorrindo para tudo ao meu redor.
Eu lhe prometi que te faria a mulher mais feliz desse mundo, então deixa eu cumprir?
K.B
Eu estava com medo confesso!
Me entregar por inteira para alguém que não conheço , alguém que me tirou sorrisos e colocou um sentimento inexplicável, como isso é possível? !
Me entrelacei em teus abraços e me afoguei em seu corpo, me despir de todo o meu ser para conhecer e saber como ela pode me fazer perder todo aquele medo.
Ela me deixou confiante, se sentir amada e me propôs amar , mas no fim ela me deixou tão segura que me fez me jogar , mas ela não estava lá para me segurar ou me levantar .
Novamente o medo voltou!
K.B
Daí me faz pensar e aprender a amar contigo... Que perante o meu alfabeto romântico e apaixonado, se fez átomo perto do que me disséras...
Eis que de bucólico é o meu amor por ti... Aquele amor puro, gracioso e lindo.
Eis que de pedras eu faço gotas de água límpida e delas eu farei nosso mar.
Aquele mar de sonhos que criamos e criaremos juntos se você quiser...
É que eu já me apeguei a esse teu jeitinho doce, feito flor que cheira na primeira hora da manhã.
Eis que de aprendiz eu me fiz professor nesse dito poema de amor...
Que fizera encantar-me os olhos ao te ver.
Garota de poucas palavras, garota de poucos amores...
Quisera eu estudar poemas para demonstrar perante as letras e frases, o que eu sinto por ti.
Mas prefiro estudar-te ao invés de fazer arte com meus desenhos mentais.
Ó garota pequena, morena...
Que de tão sublime me encatáras
des da primeira vez que vi, fizera do meu mundo perdido, mapa de amor... Onde a chave dele se encontra nesse símbolo bucólico que chamam de coração.
Este que te ama de coração, que fizera poemas de garoto apaixonado.
Que fizera cantigas de amor e que de tão bobo, se jogou nesse mar de sonhos e rosas, onde o eu te amo é cotidiano... que adoça nossos ouvidos.
Eu te amo e te amarei pra sempre, pois mais distante que esteja, sempre estará comigo... Pois meu anjo amigo eis de te levar, meu pequeno coração com asas... Este que de ti já não quer deixar.
para Ranea
Quando eu já tinha desistido da benção que é amar uma mulher de valor,voce aparece .Estava totalmente fechado ,endurecido,parecendo um porco espinho ,um ogro.Mas devagarinho com amor,entrega e sensibilidade voce veio me conquistando .Não conheço seus misterios ,mas quero conhece-los .Por voce,pra voce ,por nós já tão machucados e com cicatrizes ,seremos vitoriosos no amor verdadeiro.Serei seu melhor amigo,confidente,amante,companheiro,cúmplice .Ranea só você toca minha alma e me revive .Sou seu ,estarei sempre ao seu lado através do tempo e do espaço.
E DESDE ENTÃO
E desde então...
tornei-me feliz!
Feliz por ter tido
a oportunidade de te amar.
Muito embora
mesmo sem saber
você já era parte de mim
amante dos meus sonhos
das minhas fantasias
e eu te procurava
procurava como quem procura
minha outra metade
e sabia...
sabia que essa outra metade
também vivia a me procurar...
e eu precisava de meios
meios que fizessem
me aproximar da felicidade
porque dois amantes
não se completam
afastados, distantes
eles precisam viver um encontro
encontro onde o amor
se declare feliz, contundente
e desde então...!
SE NÃO PUDERES ME AMAR
Se não puderes me amar
Então, resignado te pedirei:
Por favor me esqueça.
E por bondade não me odeie!
Se nas nossas vidas...
Algumas coisas são impossíveis
Por que torná-las amarguradas?
O amor é um presente, dádiva
Não se pode usá-lo, maltratá-lo!
O ódio é vil, traiçoeiro, mesquinho
Devemos cada vez mais amar!
Odiar? Não! Muito pelo contrário...
Trilhar sempre um novo caminho
Pois, a vida gira como redemoinho
E quando menos se espera...
Reencontramo-nos no mesmo itinerário!
ENSINA-ME A TE AMAR
Ensina-me a te amar
Sem sofrimento, sem dor.
Definitivamente, ensina-me
Como entender o amor!
E nesse relacionamento
Se permita viver sem que tudo
Seja ponto de interrogação.
Ensina-me a te amar
Com alegria, razão, cumplicidade
Sem cobrança, sem omissão.
Se tudo gira em torno do amor
Sonhos, desejos, felicidades
Ensina-me a te amar
Que te amarei pra posteridade!
AMAR DE VERDADE
Amar de verdade...
É esperar com paciência,alegria.
É sorrir, cantar, desejar.
É estar pertinho, compartilhar.
É sentir saudades da ausência
Como se um minuto fosse dias!
Amar de verdade...
É sonhar juntinhos, fazer brilhar.
Curtir cada momento da vida
É acordar cedinho só pra te olhar.
É amar sem sentir medo de ser feliz.
E ao cometer erro, saber perdoar!
Amar de verdade...
É se entregar por inteiro.
É servir, afagar, acarinhar.
É superar obstáculos, fronteiras
É saber cuidar, abraçar, zelar.
É ser leal sem meias verdades.
BRINCAR DE AMAR
Como é bom estar ao seu lado
Recebendo carinho, afago!
Em cada beijo um sorriso
Em cada abraço um acarinhar.
Como é bom se sentir amado!
Viver esses momentos verdadeiros
Se entregando por inteiro
Sensualizando no tempo apropriado.
Nos seus braços dividir confissões
E ao ouvir sua voz fechar os olhos
E na amplidão do momento...
Encontrar o céu de estrelas, levitar.
Verdadeiramente encontrar a paz!
Se entregar sem menos, nem mais.
Sonhando brincar de viver, de amar!
PORQUE ME PERGUNTAS?
Porque me perguntas
Se deixei de te amar?
Não sentes, não vês
Que meu coração sorrindo
Alegremente pulsa, palpita
Cheio de amor por você?
E também hás de convir
Que tamanha paixão
Me provoca, me excita
Me deixa zonzo, ansioso
Desvairado por seu porvir!
Deixe que tudo aconteça
Da melhor maneira possível.
Que seus temores
Sejam todos superados.
Nós somos amantes, cúmplices
Do mesmo sonho compartilhado!
AME AO MÁXIMO
Ame ao máximo.
Devemos amar ao máximo que pudermos. E, ao meu ver, ao nascer de uma criança, deveríamos fazer uma grande festa de celebração... Pois, quando perdemos um ente querido, é como se o mundo desmoronasse tanto pela perda, como pela angústia da separação! Amemos!
DESEJO CONSTANTE DE AMAR
Um dia
quando menos esperei
ela de mim aproximou-se...
e sem que eu esperasse
de pronto, enroscou-se
mansamente em meus braços
se gostei?
Simplesmente adorei!
Seu cheiro leve, suave
fez-me viajar pelo seu corpo
e fui descobrindo...
a cada milímetro
seu mais profundo eu
até alcançar todo percurso
depois do trajeto percorrido
debrucei-me em seu olhar
analisando cada curva
foi quando resolvi
estimular dentro do seu íntimo...
a maior festa
que alguém poderia provocar:
o desejo constante de lhe amar!
UMA VIDA A DOIS
Amar não é ato banal
amar é doar-se, entregar-se
de maneira incondicional.
Amar é a cada dia querer
ver florescer no âmago do outro ser
todo calor latente da alquimia
e apesar de muito tempo depois
continuar sempre juntinhos
com a mesma disposição agarradinhos
sempre com o mesmo carinho
carinho que move, renova e contagia
viver a dois com intensidade e alegria!
EU QUERO TE AMAR
Eu quero te amar
me entregar por inteiro
percorrer teu corpo
ir longe até desalinhar
todo seu roteiro
quero sentir seu prazer
bem dentro de mim
e vê-la aos poucos
os cabelos desgrenhar
nascendo sussurros loucos
até totalmente se entregar
e como um botão de rosas
ao meu apelo sorrindo
devagarinho se abrindo
entregue ao despudor
e durante todo o ápice...
gemer, gritar de amor.
Apenas aqui existe
- uma poesia -
Escrita com requinte
Porque amar é lira
- dádiva única -
De quem vive plena
- a vida nem tão doce
Como muitos pensam.
Não há nada seu por aqui,
Apenas uma poesia lírica,
- intimista -
De quem tenta sorrir,
Espera e confia,
No que a vida tem para dar,
E o amor que guarda libertar.
Tenho verdade naquilo
Que escrevo,
Tenho bondade naquilo
Que sinto,
Tenho carinho, se me aprecia,
Sou poema-mulher,
Sou poesia-feminina, sibila.
Apenas aqui existe,
- um espelho -
Escrito com doçura,
Que você procura,
Nesse mundo desprovido
De carinho e doçura;
Não! Espere nada...,
Simplesmente me leia
Um poema virtuoso - que incendeia.
Trago em mim cada pedaço,
De todas as mulheres,
Que me ensinaram a amar.
O destino soube marcar,
Aprendi com o tempo,
Além de ti e de mim,
A colher flores e amar.
Trago dessas mulheres,
Os temperos e os segredos,
Que ainda hei de te entregar.
Os sonhos e os anseios,
Nascidos do destino,
Para mim e por ti,
Sinais previstos a nos devorar.
