Crônicas de Amor

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⁠Seria uma dádiva fazer parte dos teus melhores pensamentos, aqueles com gosto de saudade, regrados a beijos, sorrisos, momentos e abraços, que instigam a vontade de voltar no tempo e vivenciar tudo de bom que já foi vivenciado.

Se este meu desejo sincero fosse por ti fosse correspondido, ficaria verdadeiramente grato, então, meu espírito junto com o teu ficariam entrelaçados e felizes por nossos mundos estarem conectados como as estrelas e o céu.

Por enquanto, bela, estas palavras são apenas versos que refletem fielmente o que sinto, uma forma de desabafo de quem busca um amor recíproco, já que amar e ser amado certamente faz mais sentido.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠⁠Durante a sua infância rara, a sua essencialidade era bela e resplandecente como uma linda estrela na terra conectada com o mar,
cujo amor por si mesma era vivo e inocente e estava sempre a brilhar.

Sendo feliz, não se cobrava excessivamente, nem se importava em disfarçar a sua essência, assim, sua postura era espontânea, sossegada e sua presença era tão amável e reluzente que superava constantemente as suas falhas.

Com o passar do tempo, foi se perdendo do que lhe era essencial, seu brilho já não era mais o mesmo, pois de tanto se decepcionar, tinha ficado insegura, não se amava mais como antes, mas graças a Deus ainda tinha uma fagulha de esperança, perceber a sua tamanha importância.

Graças ao Senhor, a partir do momento que lhe veio esta percepção, sua vida passou por uma linda metamorfose, a qual fez valer tudo o que enfrentou, logo, seu amor próprio ganhou asas e seu essencialismo foi renovado, dessarte, uma bela borboleta avivada.

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Bela, ⁠feliz de quem despertar em ti uma ⁠inconfundível serenidade de um querer seguro, de um sentimento forte, que vai além de uma mera vontade, que abre as portas do teu mundo, pra quem estiver disposto a amar-te de verdade.

Que da tua parte, seja um amor correspondido, pois a reciprocidade é indispensável pra que haja um vínculo de mundos, amores, olhares com sonhos coexistindo numa realidade compartilhada com a racionalidade por não ser a vida um conto de fadas.

Este é um momento raro quando as peças se encaixam e a espera revela seu significado, um encontro de almas, a amada e seu amado abençoados fartamente, com tudo divinamente planejado pelo Deus único e verdadeiro que age sabiamente.

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⁠Seres bastante admiráveis, frutos da providência divina, que têm estruturas lindas, delicadas, mas que no momento certo, tornam-se de aço, quando enfrentam preconceitos, obstáculos, ainda que com lágrimas nos olhos, assim, não desistem fácil.

Graças a Deus, possuem uma grande perseverança que contraria certas circunstâncias, as vezes que choram, que surtam, que estão quase sem forças, por saberem que ninguém irá lutar as suas lutas e que se Deus quiser serão abençoadas alcançando muitas vitórias.

Com um amor tão forte que floresce e faz florescer, dessarte, têm um valor que não se mede, uma sensibilidade evidente, existências motivadoras, indispensáveis, além de terem sorrisos transformadores sendo belos, doces e profundamente amáveis.

Por tudo isso e mais um pouco, graças ao Senhor, reafirmam com eficácia os espaços que lhes são de direito, mostrando sua essência, guiadas por amores, verdades e respeito, cada uma com sua importância, seus aspectos, seu jeito de cativar, então, mulheres são uma benção, uma forma genuína de Deus amar.

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⁠Inevitavelmente, existe um lugar amado muito diferente dos outros por possuir algo bastante singular para cada um nós, onde encontramos uma paz preciosa, um conforto imediato, motivos para amar, uma liberdade satisfatória e, desta forma, podemos chamá-lo de lar.

O laço afetivo com lugares assim é tão forte que a distância deles pode gerar uma grande saudade, daquelas que nos trazem pra perto de um jeito que nunca ficamos plenamente distantes pelos tantos momentos marcantes que vivemos que já fazem parte de quem nós somos.

Um conceito que vai muito além do somatório de paredes e telhados, de um canto pra morar, a exemplo, um simples cenário de céu aberto, arborizado, talvez, com vista para o mar, então, os lares são diversos e amáveis, não precisam de luxo, mas que não lhes faltem Deus, amor e simplicidade.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠É possível concluir por meio de sua personalidade interessante que graças ao Senhor, ela aprendeu a ser de verdade e a tratar-se com mais amor sem a necessidade de corresponder a sua versão idealizada por aqueles que não a conhecem de fato, que querem apenas julgá-la, assim, não tem a intenção de agradá-los.

É claro que ainda existe uma grande instabilidade, mas desde que percebeu a sua relevância, renasce sempre que é preciso, respeitando suas fases, mantendo seus valores, admirando seus belos detalhes, sabores, formas e cores, uma resiliência em constante atividade.

Às vezes, ela chega a esquecer, então, acho prudente lembrá-la através dos meus versos que ela é uma mulher maravilhosa que merece ser amada e que quando se sente fraca, é Deus que renova suas forças, portanto, não carece de migalhas de atenção, nem de ser definida por suas falhas, pois com esta lembrança, poderá seguir com gratidão.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Falando francamente neste simples momento, vejo em ti, um florescer, belo, amável e naturalmente sedutor, um coração muito fértil, onde o amor pode germinar, sendo assim, uma linda flor que floresceu para amar.

Então, não é de se estranhar que despertas interesses, encantas olhares, pois uma natureza como a tua enriquece, sendo uma fonte de vitalidade, entretanto, acredito que muitos não percebem a tua entusiasmante essencialidade.

Não sou ingênuo para colocar-te num pedestal, sei que assim como eu, também erras, mas percebo bem as tuas qualidades, pelo menos uma parte delas, és uma bênção de verdade, uma mulher que é uma riqueza.

Inserida por jefferson_freitas_1

Seja você alguém solteiro ou comprometido, se ainda não o faz,
comece a Namorar a si mesmo, ⁠sinta a felicidade de estar consigo, perceba suas qualidades, não foque tanto nos seus defeitos, ou seja, demonstre a si um amor de verdade, um necessário respeito.

Penso honestamente que quando o amor vem de quem sabe se amar, deve ser um mais caloroso, acolhedor, mais saudável, que tem mais valor, um bem de quem está se amando para quem está sendo verdadeiramente amado, um inconfundível sabor.

A reciprocidade é rara e ficará ainda mais difícil de existir se uma das partes não se ama, além do mais quem tem amor por si, saberá a hora adequada de ir embora, portanto, um amor verdadeiro precisa ser certeiro de dentro para fora.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠Sendo bem honesto, vejo nos teus olhos um universo gracioso, intenso que já foi muito mal frequentado até que vieste despertar e, hoje, possivelmente, estás vivenciando o teu melhor momento com teu amor próprio transbordando e o Senhor reconstruindo-te aos poucos por dentro.

És preciosa, a profundidade do teu viver e o teu jeito veemente de sentir rejeitam a superficialidade, nem consegues fingir, pois tamanha é a transparência destas peculiaridades que permitem que a tua essência venha a seduzir facilmente, superando até a tua beleza física tão evidente.

Nesta tua fase atual, entendes que para amar-te de verdade, as palavras não são o bastante, os atos são indispensáveis, principalmente, os simples e calorosos, também alguns complexos, de uma troca de olhares, de carícias e beijos a uma demonstração clara de zelo.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠O charme do teu olhar profundo e certeiro é muito hipnotizante, uma clara similaridade com o desabrochar belo de uma rosa que logo exala o seu doce perfume e exibi suas pétalas delicadas e charmosas, iluminando um simples momento marcante sem que peça nada em troca.

Consoante com esta comparação, assim como uma linda flor, a grande admiração que provocas precisa e merece estar acompanhada do zelo, a rica essência do que é amar numa justa demonstração que torna o amor verdadeiro, que requer muito mais do que apenas um admirar.

Devido a permissão do Senhor, és um florescer profundamente amável e atraente que faz germinar o melhor de alguém, que, pouco a pouco, no seu coração, vai florescendo bons sentimentos consistentes, portanto, um bem que não pode ser menosprezado, vindo de uma mulher tão envolvente.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠Sua existência é provadamente rara, falo isso sem exageros, por ser bela de várias formas, tendo olhos vívidos, verdadeiros, que refletem o amor, uma autencidade no sorriso, um resplendor emocionante na alma, um caráter íntegro, muito encantador, uma prova de regozijo, um fruto legítimo do Senhor.

Singularidade difícil de encontrar por tamanha preciosidade, sendo bastante salutar para quem encontrá-la, desde que saiba o que é amar pra que possa respeitá-la, perceba suas qualidades, não a despreze por causa de suas falhas, as quais não diminuem o seu valor e o mérito de ser amada.

Quando for encontrada finalmente, será como alcançar a vida fascinante que existe no fundo do mar, chegar até um almejado oásis no deserto, ser conduzido por uma luz amável na densa escuridão, iluminado por raios de sol num dia cinzento, portanto, poder sentir uma distinta exultação.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠⁠⁠Não tenho dúvida de que se alcança uma grande vitória ao perceber que amar é um verbo que carece ser conjugado numa constância de atos que o comprovem, não como um fardo e nem de um modo perfeito, mas que seja notável, verdadeiro e contigo não pode ser diferente, é exatamente esta conjugação amável que mereces.

Partindo deste entendimento, espero que o teu mundo seja acessado por intermédio de um amor sincero, acalorado, cativado constantemente, compartilhando um elo precioso, admirável, fortalecido reciprocamente, unindo mundos, pois, consequemente, estarás amando e sendo amada verdadeiramente.

Desconheço se pensas desse jeito, mas este é o ideal que acredito e quero para ti, muito difícil de ser alcançado, o que não o torna impossível ou menos relevante, se amares a Deus e a ti mesma, darás o primeiro passo, talvez, o de maior importância, uma diferença deleitável, já serás amavelmente vitoriosa.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠Há alguns anos, certa vez, estava assistindo a um filme, no qual, em uma das cenas, foi dita a seguinte frase "A coisa mais importante que se pode aprender na vida é amar. E em troca, amado ser." , vi tanta verdade que ficou marcada na minha mente, uma indispensável aprendizagem.

Refletindo nas palavras em destaque, sem ultrapassar o âmbito humano, pensei no amor próprio, pois aquele que aprende a amar-se verdadeiramente, por conseguinte, é amado de volta e está apto para demostrar a outrem o seu amor com um valor bastante notável.

E de acordo com esta forma de pensar, a "troca" citada anteriormente trata-se de uma recompensa e não de uma condição, levando em conta que é contraditório alguém que aprendeu amar a si, ainda assim, ficar na dependência de ser correspondido por outro para só então agir.

Continuando a refletir sobre o que foi dito na cena em questão, penso que, talvez, o protagonista estivesse dizendo em outras palavras que tinha a aptidão necessária para prestar o seu amor, que estava disposto a amar e que seria muito recompensado se fosse amado de volta num vínculo salutar.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Não nos lembramos de dias, lembramos de momentos.

Viva o momento, se você tem uma pessoa que você ama, fale para ela pois não sabemos o dia de amanhã e pode ser tarde demais e tudo acabar, então viva o agora e fale que ama essa pessoa pois esta pessoa pode gostar de você também, você pode está perdendo o amor de sua vida então aproveite cada momento ao lado da pessoa que você ama.

Inserida por ThallyssonMF

Carta Lenta à Velocidade do Mundo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

meu bem,
há em caligrafar uma carta
um gesto arcaico que resiste
como se a mão, ao traçar o contorno das palavras,
buscasse recuperar o antigo rito
em que a mensagem era também oferenda
e cada sílaba repousava
no silêncio atento de quem a enviava

mas o tempo, esse senhor impaciente,
anunciou a nova ordem
em que a pressa submete o afeto
e o correio, outrora cortejo cerimonioso,
foi mutilado pela urgência
até que a missiva, privada de sua demora,
se converteu em míssil
um projétil que fere aquilo que tenta alcançar

sendo assim
pergunto a mim mesmo o que fazer
como seguir escrevendo
num mundo que desaprende a espera
e teme a profundidade dos gestos?

ainda assim, e talvez por isso mesmo
insisto em lhe escrever
uma salva de ternuras
que não busca destino
mas presença,
uma pequena convocação ao eterno
para que saiba que, entre ruínas e ruídos,
há alguém que continua a lhe querer
na paciência do que é verdadeiro, e que cada palavra enviada
mesmo que perdida no vento
é uma centelha acesa
contra o desaparecimento, pois só o que escrevemos com a alma, perdura e segue respirando
na vastidão luminosa do que cremos.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A ROSA QUE NASCE NO INTERIOR DO AFETO.

Do Livro: Primavera De Solidão. Ano: 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante em que o coração compreende o que a razão sempre hesitou em admitir: ninguém se inclina a decifrar outro ser se não houver, dentro de si, uma chama que o mova. Conhecer alguém não é um gesto automático; é um desvelo que exige paciência, vigília, escuta, quase uma peregrinação íntima. E quando alguém percorre esse caminho para dentro de você, não o faz por curiosidade, mas por ternura silenciosa.

É por isso que a rosa única tem força maior do que todas as demais. Há muitas espalhadas pelo mundo, mas apenas aquela que recebeu nossas mãos, nossas dúvidas, nossos cuidados e nossas noites insones adquire sentido verdadeiro. Ela não é rara por natureza, mas torna-se insubstituível pela intensidade com que a amamos.

Assim também acontece com as pessoas: o mundo está cheio delas, porém só uma toca a alma naquela profundidade em que o tempo perde peso e a memória se converte em abrigo. São essas almas que nos aprendem, que nos escutam por dentro, que se detêm em nossos medos e tentam compreendê-los como se fossem seus.

No fim, amar é escolher uma só rosa num jardim infinito, e conhecê-la até que o perfume que dela brota passe a perfumar também o que somos. É essa escolha que transforma o ordinário em destino e o encontro em promessa de permanência.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A GEOGRAFIA SECRETA DO DESEJO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

O convite não é súbito nem vulgar. Ele nasce da lenta consciência de que o corpo do outro não é apenas matéria oferecida ao toque, mas território onde a própria identidade reorganiza-se. Aproximar-se é um ato filosófico,estranho e secreto. Cada centímetro revelado desmonta antigas certezas e reconstrói-se o pensamento a partir da carne sentida.

O corpo amado deixa de ser limite torna-se linguagem. A pele já não conserva cor porque a cor pertence ao olhar comum e aqui não há superfície. Há profundidade. Há uma psicologia na ampulheta do gesto e uma ética no toque. O desejo não invade. Ele interroga. Ele escuta. Ele compreende antes de possuir.

Neste encontro não existe pressa. A tradição clássica desse desjo conhece o valor da espera e da contemplação. O olhar percorre como quem lê um tratado silencioso. O toque argumenta. O corpo responde. Cada aproximação formula-se como uma tese sobre o que significa existir para além de si no corpo de alguém amado, mesmo sem anular a própria essência.

A mente e o raciocínio não se ausentam. Pelo contrário. Eles observam o próprio abandono com lucidez. O prazer não dissolve-se do pensamento. Ele aprofunda-se. O outro torna-se espelho e amor de rendição. Nele a identidade expande-se sem perder-se. Nele o desejo alcança a dignidade da reflexão real.

Quando enfim o encontro completa-se não há triunfo nem posse. Há reconhecimento. Dois universos não fundem-se. Eles compreendem-se em silêncio e permanecem íntegros.

Amar assim é aceitar que o desejo mais elevado não quer consumir o outro, mas revelar aquilo que só existe quando dois corpos pensam juntos.

Inserida por marcelo_monteiro_4

A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.

À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.

O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.

Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.

Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.

Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.

Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.

Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.

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A MULHER QUE TOCAVA ESTRELAS COM A ALMA.

Numa manhã fria de março de 1857, na cidade escocesa de Dundee, nasceu Williamina Paton Stevens Fleming — uma menina que, ainda antes de conhecer o céu, já carregava as estrelas dentro de si.

Aos 14 anos, já era professora.
Mais tarde, foi abandonada grávida pelo marido ao chegar aos EUA.
Sem opções, tornou-se empregada doméstica…
…na casa do diretor do Observatório de Harvard.

Frustrado com seus assistentes homens, ele disse:

“Minha criada escocesa faria um trabalho melhor que todos vocês.”
E fez.

Em 1881, Williamina trocou o avental pelas lentes astronômicas.
Sem diploma. Sem cátedra.
Mas com a mente brilhante e a alma determinada.

Foi pioneira entre as “Computadores de Harvard”, um grupo de mulheres que — nos bastidores da ciência — traçou os mapas do céu com os próprios olhos.

*Ela catalogou mais de 10.000 estrelas.
*Descobriu 10 novas.
*Identificou 59 nebulosas e mais de 300 estrelas variáveis.
*Criou o sistema de classificação estelar ainda usado hoje.

Num universo dominado por homens, ela se tornou a primeira mulher membro honorário da Real Sociedade Astronômica.

Williamina não apenas estudou as estrelas.
Ela se tornou uma.

Inspiração que atravessa séculos

Mesmo invisível aos olhos de seu tempo, ela redesenhou o céu.
E nos ensinou que é possível renascer das cinzas,
brilhar no silêncio,
e escrever a própria constelação — com coragem.

“Quando você sentir que está à margem da história, lembre-se: até as constelações só se formam depois de noites inteiras de paciência.”

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Entre Espinhos e Estrelas.

" Só senti as dores da minha rosa quando me feri nos seus espinhos. "
Antes disso, eu apenas a contemplava sem compreender que a beleza também pode ser uma forma de abismo.
Há perfumes que embriagam a alma antes de feri-la,
e há sentidos tão suaves que, quando se vão, deixam cicatrizes invisíveis.

A vida não se revela a cada dia mas a cada segundo.
Ela se insinua em lampejos, no intervalo entre um suspiro e outro,
quando o coração se distrai e o tempo aproveita para nos ensinar algo.
E o que aprendemos não é o que queríamos,
mas o que precisávamos para continuar respirando entre as dores.

Descobri que toda rosa carrega o peso do seu próprio espinho,
assim como cada amor traz consigo a possibilidade da perda.
Mas ainda assim quem recusaria o toque de uma rosa,
sabendo que ela é o instante em que o eterno decide ser belo por um momento?

Minhas lágrimas caem nas estrelas,
e o céu, compassivo, as recolhe como se entendesse o idioma do meu silêncio.
Há dores que não se dizem apenas cintilam.
Elas se transformam em luz quando a alma não encontra mais lugar para escondê-las.

E então compreendo: o que dói em mim não é apenas o espinho,
mas o amor que ainda pulsa, mesmo depois da ferida.
A rosa não me pertenceu e, ainda assim, foi minha,
porque me ensinou que a beleza é o instante em que o sofrimento decide florescer.

Há quem olhe para o céu em busca de respostas;
eu apenas observo as estrelas e choro nelas,
porque nelas reconheço o brilho das minhas próprias quedas.
E quando o vento passa, sinto que a vida
essa estranha combinação de dor e deslumbramento
ainda me sopra o perfume daquilo que perdi.

E é assim que sigo:
entre espinhos e estrelas,
entre feridas e perfumes,
aprendendo que amar é, talvez,
a mais bela forma de doer.

Inserida por marcelo_monteiro_4