Crônicas de Amor
A vida pode ser muitas coisas entre movimento e repouso...
É a vontade de ir, a coragem de ficar
É o desejo de ter, a reflexão do ser
É o sono que repara, a morte que separa
É caminhar para o futuro, estacionar no passado
É a fome que trabalha, a satisfação que descansa
É o amor em ação, a serenidade da espera
É o sorriso de quem faz, a paz de quem recebe
É estar presente na própria consciência e observar
É aceitar a vida com os resultados que conquistamos
É reconhecer o erros e os corrigir
Entre o mover-se para somar e o repouso que nos refaz
Existe o invisível que nos empurra e o visível que nos atrai
O amor é o movimento da vida e o repouso a paz de amar.
Já não sei mais empregar
Vírgulas, acentos agudos ou pontos
Nem como conjugar o verbo amar
Que desapareceu das anedotas ou contos
O verbo que resta comprar
O consumismo desenfreado
Nas almas animalescas a consumar
riscas as escritas do vil pecado
E escreves por uma imponente figura
A misturar-se no doentio coração
Lamentando infindável clausura
Alimentado pela pérfida paixão
Então finaliza esse estranho pedido
Que para a escrita sobrevive de rancor
Injuriado dentro do personagem escondido
Onde guarda o mais estranho amor
Não é à toa que o verbo amar
começa com a letra "A"
e termina com a letra "R",
formando a palavra AR .
Porque amar te dá ar,
sempre te leva às alturas.
O amor não te sufoca,
não limita os seus sonhos
não quebra suas asas.
Se tirar o "ar" de amar,
só sobra a palavra "ma".
Só sobra coisa má.
DANÇANDO CONFORME A MÚSICA
Hoje eu danço conforme a música, num ritmo mais calmo. Meus passos, dois pra lá e dois pra cá, faço uma volta e paro em frente ao meu par. Fixo o meu olhar, continuo no nosso ritmo, nada me faz parar.
Hoje eu danço conforme a música, mas meus problemas não vão passar, minha dança talvez faça amenizar. Seguro em suas mãos, delicadamente, encosto minha cabeça em seu ombro, fecho meus olhos, libero minha mente. Me aproximo um pouco mais e sinto seu coração batendo forte... Me sinto única!
Esqueço de tudo e continuo no ritmo conforme a música... O tempo passa e então a sua passada muda. O DJ troca o som e sua cara mais sisuda... Já não mais danço como antes, agora é diferente. Ele soltou as minhas mãos e se tornou ausente.
Me deixou, mas eu continuo minha dança. Agora danço só, no meu ritmo, com minha festança. Vida que segue e eu imponho minha perseverança. Não é porque ele me deixou que vou ficar parada, pois é melhor ficar sozinha que mal acompanhada.
Me sintonizo novamente ao ritmo de um novo som e um brinde a felicidade é muito bom. Vejo de longe ele me olhando, atormentado, vendo um outro me aplaudindo, admirado.
Fecho meus olhos e abro meu coração, para um novo amor que vá surgir, uma nova direção, para mudar novamente o meu molejo, porque dançar junto é o meu benfazejo.
FELICIDADE POR LINHAS TORTAS
Minha carruagem quebrou, meu cavalo branco morreu. Pra onde foi nosso amor, que da escuridão não padeceu? Nem fada madrinha dá jeito quando a gente vacila no amor. O ódio toma conta do pensamento e do coração toma conta o rancor.
É sangue nos olhos de quem é enganado. A faca nos dentes pela traição. É pura cólera. É uma fúria de titãs. O desejo de vingança quebra o último fio de esperança de reatar o laço.
Devemos pensar bem antes de ferir um sentimento. Colocar-se no lugar do outro antes de agir por impulso. Compaixão e empatia. Um vaso quando quebrado, nós podemos até colar, mas não como o imaginado, igual nunca ficará.
A raiva do outro é aceitável e se redimir começa com a desculpa, um real arrependimento para que viva de novo um amor sem impedimento.
Se o perdão de seu amor fora concedido, comece de novo, construa uma nova carruagem e desta vez deixe que o amor guie seu caminho.
Talvez esse erro faça o romance amadurecer, crescer e dar um novo passo para o futuro que, juntos, criarão um elo forte, uma aliança compacta, um amor que mesmo complexo, com altitudes onde já foi difícil de respirar, deu a volta por cima em prol de amar.
Às vezes a felicidade vem por linhas tortas, demora a chegar, faz o caminho mais difícil, passa por vários testes, mas ela sempre vem e não importa pra quem. Pense antes de fazer o errado. Você pode não ter duas chances.
METAMORFOSE FIXA
Eu quero ser o sorriso que ilumina os teus dias, a paz que reina em seu coração, os bons pensamentos que habitam sua mente, as borboletas que se movem em seu estômago, o perfume que se espalha em sua pele, a flor que embeleza seu jardim.
Eu quero ser os dedos que enxugam suas lágrimas, o abraço que te acolhe no sofrimento, o beijo que lhe conforta mudando a situação, o motivo da sua alegria todos os dias, o brilhar dos teus olhos e o fim da monotonia. Eu vou ser tudo que você precisa para ser feliz.
Eu vou te dar meu coração. Uma joia rara, frágil, sensível e que guarda dentro dela um tesouro ainda maior, chamado amor. E dentro desse tal de amor tem uma foto sua sorrindo. E este é o motivo do qual eu me apaixono ainda mais por você a cada instante que passa.
Lembre-se: nos momentos bons eu estou aqui para multiplicar estes sentimentos contigo, mas nos momentos ruins eu também estarei aqui para dividir sua dor, de forma que subtraia seu sofrimento.
Sempre estarei por perto para causar sua transformação. Do estado triste para o alegre e do alegre para o serelepe.Porque eu te amo e isso não vai passar. Te fazer feliz é minha forma de amar.
Já imaginou qual o limite do carinho? Um homem, 22h da noite num ônibus lotado, protege o seu buquê de flores de um terrível fim: ser amassado pelo vaivém cotidiano dos engravatados, dos bem-arrumados e dos nem tão bem-arrumados assim. Ele desce da condução e corre loucamente pra casa, esquece o cansaço de um dia inteiro de trabalho, abre a porta e encontra sua namorada arrumando a mesa do jantar.
Ele esquece suas preocupações, seu dia difícil, porque ali, nos braços de quem ama, ele encontrou o seu pedacinho diário do paraíso. As histórias de pessoas comuns, suas vidas simples e sem a mesma emoção de um dublê de cinema, esconde uma beleza muito sutil e calorosa.
Para o desejar, criou - se o espaço.
O Laço, o nó do embaraço.
Para o bem querer, criou - se o mar.
Sóbrio, tênue à vagar.
Para o sonho, criou - se o ar.
Essência da vida, o mundo a cantar.
Para o carinho, criou - se o chão.
União dos sentidos, pousar da canção.
E para o amor, criou - se um alguém.
Misterioso, sereno, quando vem se dispersa, se move depressa, conversa.
Quando ama, não quer mais ninguém.
Tudo que há, mais do que um ato de amor, foi criado.
Criado, vibrante, brilhante, apaixonado.
"Situações desesperadas pedem medidas pensadas", disse o rapaz contrariando a versão original do ditado popular. Mesmo com a camisa branca com resquícios de ketchup, a moça ria descontroladamente das medidas nada pensadas, desesperadas e desajeitadas que aquele garoto utilizava para resolver o problema.
Depois de mil e uma fórmulas químicas que ele havia tentado, o resultado final foi uma camisa bem manchada, risos e um brinde a momentos estranhos e únicos como esse.
Molho de tomate era capaz de criar situações "apaixonantemente" hilárias.
Dedicava-se plenamente ao seu ofício como sapateiro. Certa vez, levou trabalho para casa. Um pequeno pote com graxa e um par de sapatos velhos, que desesperadamente imploravam por um brilho, e se possível, solas novas. "Só o seu café quentinho pra anular esse cheiro de graxa", disse ele, usando uma indireta, jogando um verde.
Ela veio da cozinha, seus passos lentos, pés cansados que se arrastavam, relatos auditivos que evidenciavam a passagem do tempo. No topo de sua cabeça, uma coroa de cabelos brancos.
Décadas de uma mistura nada convencional, que envolvia graxa, café, antigos sapatos e sorrisos que sempre foram exemplos do amor e companheirismo.
Ela é fogo, ele é gelo.
Curtia seus dias dançando sob a lua, no anoitecer e nas madrugadas. Sempre que possível, festas faziam parte de sua tabela de planejamentos. Enquanto ele pouco saía. Gostava de seus livros, da sua própria bagunça e pensamentos escritos em bolas de papel na lixeira. Certa vez, ele foi até um barzinho que tocava Raúl, Paralamas e outras músicas que gostava. Levantou - se até a máquina e escolheu um música.
"Eu amo Engenheiros do Havaii", a voz dela por trás de suas costas, segurando uma moeda (imagino que para utilizar a máquina também) . Sem muita reação, ele confirmou o mesmo.
Após horas de conversa leve e noções sobre o gosto musical, o rapaz que vivia em sua caverna e a moça das baladas e luzes de neon, dançaram juntos.
Fogo e gelo, provaram que os opostos se atraem, de fato.
"Eu acho que isso é ilegal, podemos até ser presos", disse a moça preocupada com o que poderia acontecer caso os dois entrassem na fonte que ficava bem no meio da praça da cidade em um frio de 15°.
Cuidadosamente, ela calculava o peso das ações, enquanto ele era completamente desprovido de juízo.
"Amor, nesse momento eu sou a lei. Se não pular, serei o jure, e logo em seguida o executor, porque eu mesmo vou te jogar aí dentro".
Ela gargalhou alto. "Não me desafie", disse ele. Ambos pularam, riram e se beijaram. Cúmplices de um "crime" quase perfeito. Que seria eternamente lembrado graças ao frio que sentiram assim que saíram da água.
Deitados sob o sofá - cama, assistindo um filme de velho oeste, ele se vira para a direção dela e subitamente diz: "eu vou te amar para sempre!".
Ela franziu as sobrancelhas e disse: "Jura? Não sei não, as pessoas sempre dizem isso e até falam de um amor para até depois da vida, mas aí terminam e dizem coisas como: "tô livre na pista!" Então faz assim, diz que me ama todos os dias, e a gente vai se amando até quando a vida quiser".
O rapaz olhou, primeiro espantado, depois rindo e disse: "Você é meio paranóica né?"
Ambos caíram na gargalhada até que ela falou: "Ok, eu me rendo. Vou te amar pra sempre também!"
E assim o "para sempre" foi feito.
Depois de 1 hora plantada naquele baile de formatura, ela já pensava em ir embora, achando que estava sendo completamente ignorada. Apesar de possuir uma beleza ímpar, desconfiava de seus próprios atributos, e quase nunca sentia-se com a confiança que deveria possuir.
O rapaz, vestindo um belo terno cinza, atravessa o salão em sua direção, sua postura revelava imponência e suavidade, dizendo: "Ei, desculpa pela falta de coragem dos meus amigos. Acho que sua beleza travou todos eles. Mas arrisco ouvir um "não" se vc não quiser dançar. Acho o risco bem válido." Ele diz sorrindo, estendendo a mão para ela.
"Então seria você o cavaleiro de armadura reluzente à me salvar?" Ela diz. E sorrindo ele responde: "Eu posso arranjar uma armadura se aceitar o convite."
Ambos riram da situação, dançaram por toda a noite, muita inovação nas histórias de amor que tomariam rumo a partir daquilo.
Depois de 1 hora plantada naquele baile de formatura, ela já pensava em ir embora, achando que estava sendo completamente ignorada. Apesar de possuir uma beleza ímpar, desconfiava de seus próprios atributos, e quase nunca sentia-se com a confiança que deveria possuir.
O rapaz, vestindo um belo terno cinza, atravessa o salão em sua direção, sua postura revelava imponência e suavidade, dizendo: "Ei, desculpa pela falta de coragem dos meus amigos. Acho que sua beleza travou todos eles. Mas arrisco ouvir um "não" se vc não quiser dançar. Acho o risco bem válido." Ele diz sorrindo, estendendo a mão para ela.
"Então seria você o cavaleiro de armadura reluzente à me salvar?" Ela diz. E sorrindo ele responde: "Eu posso arranjar uma armadura se aceitar o convite."
Ambos riram da situação, dançaram por toda a noite, muita inovação nas histórias de amor que tomariam rumo a partir daquilo.
Fazia um frio assombroso naquela madrugada. A janela, borrada pela neblina, e gotas de água que escorriam, revelavam o quanto era difícil sair de baixo das três camadas de edredom, e da única camada de abraço que vinha exatamente dela.
5:00 da manhã e o dever o chamava.
"Sério, amor. O frio já é desmotivante, se você não me deixar ir, eu não vou poder trabalhar." Disse ele, que em sua mente confinou o desejo de permanecer ali, naquele abraço angelical.
Ela abre apenas um olho, cara de sono e responde: "Relaxa, hoje é domingo. Você esqueceu de desligar o despertador de novo".
"Graças a Deus", ele pensou. Seria um pecado deixar ela sozinha na cama fria, isso o preocupava mais do que um dia de serviço perdido.
Numa cova no chão, havia uma lápide com os dizeres: "Aqui jazem os sonhos nunca alcançados". O homem de pé, frente a frente com aquilo, sentiu um gosto amargo na boca. Ali estavam todos os amores irreais, as profissões nunca alcançadas, as viagens perdidas, os bebês que nunca saíram do imaginário. Ele anda para os lados até que lê o verso da lápide, onde estava escrito: "Estão aqui por faltar coragem aos corações, garra para as conquistas, agir mais que imaginar. Mas aqui não é o fim de todos os sonhos se você que está lendo não se enquadra nesse perfil."
Reflexivo, ele virou-se para frente e saiu do local. Prontamente tratou de resolver aquilo, pegou o telefone e ligou pra ela: "um chopp gelado pra hoje, tá afim?"
Não perderia mais tempo, recusava-se a ter seus sonhos em qualquer outro lugar que não o altar das realizações.
Por que vocês homens viram bebês grandes quando estão gripados" ela pergunta enquanto se direcionava até ele, segurando uma xícara de chá de maçã (seu favorito). O clima louco sempre o afetava. Jogava bola na chuva, abria a geladeira com o corpo quente, andava descalço pela casa, todas aquelas coisas que sua mãe sempre dizia pra ele não fazer. "Amor, não faça perguntas que eu não posso responder. Acho que nós homens odiamos ficar doentes. Quando a oportunidade surge, queremos só um pouco daquele mimo". Ele respondeu. E olhou para ele com uma expressão bem séria, mas depois libertou um sorriso no canto da boca, dizendo: " vai lá jogar bola na chuva, seu bebezão! "
Enquanto ela saía, ele desmarcava uma partida com os amigos através do celular.
Se uma mulher cuidadava de um homem manhoso, ela merecia total atenção. O que valeu alguns filmes, pipoca e todas as coisas que ela gostava, preparadas por ele, é claro.
Tomava altas doses de esperança, doses cavalares, e pra dificultar as coisas, não tinha pena de misturar. Drinks de suavidade, copos de gentileza, garrafas de charme. Ao preparar a refeição, era muito rigoroso. Uma pitada de temperança, duas colheres surpresa e uma de audácia.
Gostava de ser exagerado em 60% da vida, e os outros 40% eram mais serenos.
Porém aquele era um dia especial, tentava aceitar tudo com cuidado, perfeição e um par de taças bem representativas. Ao ouvir os cachorros, corre para a sala, apaga as luzes e com o abrir da porta ele diz: "Feliz 2 anos de namoro! Espero que não tenha achado o terno meio exagerado, eu juro que se achou eu desfaço tudo e vamos passar o nosso dia vendo TV"
Ela não conseguia responder, em sua mistura de lágrimas, risos e beijos. Percebeu que era só o segundo ano de toda vida ao lado da pessoa certa.
Tomava altas doses de esperança, doses cavalares, e pra dificultar as coisas, não tinha pena de misturar. Drinks de suavidade, copos de gentileza, garrafas de charme. Ao preparar a refeição, era muito rigoroso. Uma pitada de temperança, duas colheres de surpresa e uma de audácia.
Gostava de ser exagerado em 60% da vida, e os outros 40% eram mais serenos.
Porém aquele era um dia especial, tentava ajeitar tudo com cuidado, perfeição e um par de taças bem representativas. Ao ouvir os cachorros, corre para a sala, apaga as luzes e com o abrir da porta ele diz: "Feliz 2 anos de namoro! Espero que não tenha achado o terno meio exagerado, eu juro que se achou eu desfaço tudo e vamos passar o nosso dia vendo TV"
Ela não conseguia responder, em sua mistura de lágrimas, risos e beijos. Percebeu que era só o segundo ano de toda vida ao lado da pessoa certa.
