Crônicas de Amor
A questão não é sobre quem manda, mas sobre a importância de ouvir um ao outro com humildade e amor. Em Efésios 5:22-25, a Palavra ensina que a esposa deve se sujeitar ao marido, mas também que o marido deve amar a esposa como Cristo amou a igreja, entregando-se por ela. Isso mostra que o marido tem uma liderança amorosa, mas não autoritária — ele deve cuidar, proteger e valorizar a esposa.
O amor, em sua natureza mais crua, é um paradoxo temporal e emocional, sua verdadeira dimensão só se revela na experiência da perda. Enquanto presente, é banalizado pela rotina, negligenciado pela falsa segurança da permanência. Somente na ausência é que suas camadas mais profundas se tornam perceptíveis, como uma arquitetura invisível que só se desenha no vazio.
Por mais que as atitudes sejam planejadas e ensaiadas, o amor é poderoso e sempre nos surpreende. O inesperado reencontro é o momento desejado para colocar em prática a repudia e o desprezo tantas vezes ensaiado para retribuir antigas mágoas. Mas nesse maquiavélico momento é que o amor aparece exibindo seu poder. Ele acaba com nosso discernimento e apresenta sua soberania. Esse sentimento sobrevive dentro de nós mesmo que nossa vontade seja de esquecê-lo.
Aqueles que criticam quem se entrega totalmente a um amor não conhecem esse sentimento. O risco da perda e do sofrimento subsequente é conivente a paixão. Mas a libido retribuída na mesma proporção que é auferida não tem definição. Trata-se de um prazer indecifrável, independente do espaço temporal do relacionamento.
Os ecos dolentes que dormem em minha alma são hoje um querer de amor quase sem nomes, sem as formas e sem todas as cores que há muito conheci. Mais do que agonizar-me em perdas, quero seguir em sintonia secreta com meus palácios de sombras e de sonhos. Posso escrever ainda sobre as luzes da noite tão minhas, sobre os ventos que cantam pra mim. Minha alma não se contentará sem os versos da paz que preciso. As pedras das ruas pelas quais não andei, a espuma do mar que não cheguei a vestir perderam-se hoje de mim. Todas as dádivas do outono cinza que eu não conheci serão palavras mudas e errantes também. Os passos na areia que não deixei, as muitas conchinhas que não cheguei a juntar, permanecerão lá, à espera de um novo milagre de amor.
O exato valor do amor, só reconhece quem por dor de nunca ter recebido optou por justiça da lei da vida, amar, amar, amar sempre mais para que um dia com sorte possa para si, um pouquinho voltar. Aquele que ama intensamente em qualquer direção, não se engane, tem por este verbo perene a atenuação da extrema dor de viver solitário.
Ninguém pode prometer a qualquer direção de forma lucida e verdadeira o eterno amor, o tênue carinho, o central interesse para sempre e a completa atenção. A figura e o cenário se alternam de lugares a cada nova percepção e emoção. A vida em plenitude só é justificada em um constante imprevisível movimento. Ser e não ser, entender e ter o desconhecimento.
O verdadeiro amor pela Amazônia brasileira dispensa novas mirabolantes paixões a distancia, o verdadeiro amor amazônico só pode ser vivido e exercido em plenitude, lá no coração pulsante verde da Grande Floresta. Sabe se que quem ama verdadeiramente cuida e neste caso também não poderia ser diferente.
Algumas escolhas que fazemos na vida mesmo pelo mais puro amor no coração e por abnegação de nossa estreita felicidade, muitas vezes aos olhos do mundo, são condenadas pois lhes parecem egoísmos torpes e vaidades. A vida, com o passar do tempo, das horas com seus vários movimentos imprevisíveis, não deixa nada sem respostas e sendo assim percebemos que fomos muito felizes por estas escolhas feitas no passado e passamos a ser vistos, de outra forma pelo mundo, agora como almas gentis, caridosas, altruístas, com mais alto desprendimento comum de qualquer felicidade pessoal. Passamos a sermos seres especiais por fé e entendimento que viemos viver a vida, acreditando que o importante desta existência passageira é semear diuturnamente o amor acima de todas as coisas, amar a Deus por toda sua divina sabedoria e por isto estão e sempre estarão no limiar da eternidade por sua especial e diferenciada espiritualidade. Felizes dos humildes convidados para a sagrada ceia com o Senhor, que vão conhecer o pão da vida que alimenta a alma.
O homem comum brasileiro nestes tempos de pouco amor a pátria amada Brasil é convidado a ser um cidadão cívico todos os dias nos diversos lugares que passa. Deve exaltar que ama este lugar e por isto aqui vive, que o que é publico tem dono sim, pertence a todos nos ao nosso povo brasileiro e que fazemos parte das mudanças necessárias para tornar nossa terra o melhor lugar do mundo para viver.
Quando fui convidado a fazer parte deste mundo, cheguei aqui diante de muito amor de meus pais e de minha família muito celebrado mas mesmo assim muito puro, nu, assustado e equivocadamente indefeso. Desde então cresci e me foi adicionado de forma abrupta em minhas tantas trajetórias de perguntar e responder, o sujo, o falso distante do pudor, a dor, a mentira, as errôneas seguranças transitórias e os equivocados poderes temporais que pouco nos valem. Hoje na idade madura, diante da verdadeira luz caminho num esforço sobre humano de corpo, mente e espirito, tentar voltar ao que era perfeito e resgatar minha original despreparação, pureza, fé inabalável e esperançosa ingenuidade, diante da triste certeza que em espirito e verdade dentro de meu coração antes eu já era sem saber, bem mais próximo do perfeito e da imortalidade que nunca deveria ter crescido e me deixado contaminar com as doces mentiras e as imperfeitas ilusões deste mundo.
São imensuráveis os tipos de amores: há o amor por um filho(a); por um irmão(ã); por um(a) pai(mãe); por um parente ou amigo(a); há o amor por lugares e até coisas; há também o amor conjugal e o amor infantil. Ainda que sejam muitas as faces do amor, amor mesmo só é quando se quer perto, junto ou apenas ter a certeza de que se está bem, pois se for para ter para si, para mais que cuidar, se para dominar ou como objeto de amostra, não é amor.
Simplicidade e amor que você tem no coração! Isso que percebi no primeiro dia que se conhecemos e no decorrer de nossas poucas conversas que tivemos. Apesar de não te conhecer muito ainda, tenho certeza de que você é uma excelente companhia pra qualquer relacionamento, sendo amiga, colega, parceira, mas hoje quero de você algo a mais. Quer ser minha namorada ?
O amor conquista, não se conquista. Acredito na conquista, não acredito no amor pela conquista. A arte da conquista em ser conquistado é uma linguagem que poucos decifram. O amor é dado sem ser conquistado, o conquistado é que se conquistou pelo amor. Que tal mudar a perspectiva numa perfeita atenção, em vez de querer o amor do outro, seja certo dar amor ao outro.
Que não nos falte sensibilidade para encarar os momentos de instabilidade. Que não nos falte amor para distribuí-lo. Que não nos falte serenidade, paz, harmonia e amor. Que consigamos observar as belezas ao nosso redor e que olhemos para o passado sempre com olhar de sabedoria. O que passou serviu para o nosso crescimento e o nosso desenvolvimento como seres humanos. Somos um misto de amor e de ternura em busca de um lugar onde vida e morte se misturam para semear esta liberdade tão sonhada.
No amor sou egoísta. Quero o inteiro, o sensato, o perspicaz, o maduro, o ilimitado. No amor ou vem completo ou nada feito. O superficial não está no meu dicionário. Quero o vendaval, a calmaria, o grito, a paz, o escuro, o claro, o manso, o cruel, o limitado e o ilimitado, tudo ao mesmo tempo. Quero o equilíbrio de todos os pesos da balança. Afinal, metade não me satisfaz. Sou inteira por dentro e por fora. Sou inteira até dentro de outra metade, esperando para formar o inteiro e manter o equilíbrio das massas do universo. Portanto, não me venhas com metades, traga consigo os complementos, para formarmos o total...
O amor é um atributo e quase não percebemos. Ele vive dentro de nós quietinho. Não o sentimos porque o amor não faz sofrer, não desconfia, não deixa dúvidas. O amor verdadeiro é sutil, ao ponto de não revelar a sua verdadeira identidade. Por ele ser assim, não conseguimos a maioria das vezes encontrá-lo.
Amor eterno existe. Esta é uma afirmação? Sim. Uma afirmação concreta. Amor verdadeiro é eterno e existe por ser espiritual. O que acaba, é a paixão. Paixão acabamos tendo várias. Dizemos que amamos alguém e de repente tudo acaba e nasce outra e outra, e outra...até que um dia o amor eterno resolve aparecer.
Como estar aqui se o teu amor vive em terrenos áridos? Como estar em paz se o teu amor é guerra? Entre a seca e a guerra o teu amor vai sobrevivendo capenga. Será que é amor ou apenas uma ilusão? O amor é luz, é paz, é harmonia, é vida, é eterno. E por ser eterno ele nunca machuca e nem morre.
Dizer que a nossa paz foi roubada, que o amor não existe mais e a união desfeita, é muita pretensão. Se roubaram é porque não existia, nem a paz, nem a união e nem o amor. Tudo não passava de mera ilusão. A paz, a união e o amor são atributos internos. Se o cultivarmos, jamais morrerão. Nada externo derruba se o interno for consistente.
