Crônicas de Amor
Moramos no mais belo país
No país da poesia tudo pode
Só o nosso amor nos sacode
A poesia é um país de gente feliz
Você é um sonho que eu sempre quis
No país em que a freira se perde
Em meio a estação invernal
E depois se encontra feliz
No país onde a santa vira meretriz
Só para te endoidecer e te ver feliz
No país da poesia, estamos a sorrir
Estamos à espera do lindo porvir
Somos habitantes do país da poesia
No país da poesia a espera é alegria
É desculpa para escrever versos e poesias
No nosso país da poesia
O caminho da perdição é um prazer
Incito com as minhas palavras
Escrevo sobre nós para você não se esquecer
Que viver no país da poesia só cabe eu e você
No país da poesia tudo é normal
Tudo pode, até devaneio
Até prazer carnal no meio da perdição
Acaba virando celestial
Somos parte de um todo angelical
No país da poesia não há traição
Somos um do outro, verso e dedicação
Sonhos cheios de imaginação
Somos eu e você, um projeto e um só coração.
O teu amor instiga, convida os passos sejam acertados, e os ais semitonados
Você me aprecia quando falo de nós, estamos enamorados, e apaixonados
O teu doce pensar no calor da minha boca, provoca, excita, e atiça.
O teu amor é um convite siderado para nós dois, é vibrante de poesia
Não nos deixaremos nada para depois, já somos de nós dois
O teu doce pensar no meu respirar aquecido próximo a tua boca, amacia.
O teu amor provoca muito além do calor da respiração da minha boca perto da tua
O teu amor reflete as nossas sensualidades, os minutos já não são mais sem saudades
Somos dois, somos um do outro e da sensualidade que não se nega, e unida flutua.
O teu amor é a pura expressão de um beijo cálido, sinfonia de namorados
Os teus hormônios em fervura mexem com os meus, fazem a doce delícia de ser tua
Não queremos escapar desse momento divino de vivermos junto essa grata loucura
Anuncia-se
A primavera do amor,
Estou rendida de amor,
Leva-me contigo,
Sou o teu amor.
Você surgiu do nada,
Difícil explicação
Que só ao amor se aplica;
O amor é primavera que não passa.
Duas almas que se encontraram,
No estalo de um laço fecundo,
Pura mística;
Sagração autêntica do amor desnudo.
Anunciam-se escritos no universo,
- Versos intimistas
De uma primavera que não cessa;
Tens no colo a tua pantera,
Celebrando o amor da primavera anunciada.
I
Não existe tempo
para o amor,
Ele sempre chega
no seu próprio
tempo de amor;
Para uns como
um Ichiyo,
Florada julgada
como tardia
na Lua certa
no mundo da pressa.
Cerejeira tardia...
II
O amor vem,
e por ele coloco
as minhas duas
mãos no fogo;
A Lua absoluta
jamais nos trai,
Te garanto que
o amor vem,
Só quando for
para o seu bem.
Tardia cerejeira...
III
A formosura
da querida Lua
se confundiu
com a florada
da Jugatsuzakura,
E alguém disse
que eu é que
fiquei distraída
sonhando com você.
Cerejeiras tardias...
I
Dear Moon Poetry,
no silêncio do Rodeio 32
foi que eu encontrei
o meu amor tocando
para a Lua canções
do romance profundo.
II
Dear Moon Poetry,
no campos do Rodeio 12
e na velha fábrica,
voltei no tempo
que nós dois víamos
a Lua quando nós
dois éramos crianças.
III
Dear Moon Poetry,
no meio da mata
do Kaspereit
distraída do mundo
olhando a Lua,
descobri que o teu
amor é profundo.
Venho em igual
período orbital
de Vênus em anos
em sigilo de amor
no meu peito,
à espera por
um alguém com
estrelas nos ombros,
Neste momento
que o mundo
anda todo virado
ando pensando
como há de ser
daqui para frente:
Sinto-me assim
te esperando
na próxima alvorada,
pois destino não
concedeu a graça
do amor fazer
no coração morada;
Não tivemos tempo
de nos conhecer,
e isso tem me dado
um receio danado;
os teus olhos feitos
de meteorito raro.
Bem mais brilhosa
depois de ter ido
conhecer de perto
a Lua e com ela
quase nos confundem
porque esta poesia
quando surge
sempre se parece,
seguindo além como
quem ajoelha todas
as noites em prece:
Reverencio todo o dia
o Universo para que
o caminho se abra
sob a luz inefável
da próxima madrugada
de estrela Vésper,
assim tens me inspirado
os teus cálidos(cópios)
e pensamento forte
como o mais ilustre
cidadão do meu éter.
Na prece silenciosa
desta tarde azul,
não paro de pensar
na força do destino
deste amor bonito
que há de nos unir.
O Sol dando beijos
na mata verde,
parece até contigo
que nunca sai
da minha mente.
O romance da Lua
tão aguardada
que prateando
a mata adormecida,
há de entreter-me
esta noite porque
não tenho você
para me distrair.
Tudo isso me faz
meditar as cores
da Pátria gentil
que erguidas num
dos topos do mundo,
trazem um sinal
parecido comigo;
porque em teu
peito vou ocupar
território fixo,
e jamais deixarei
que me toquem em retiro.
A rua acima
da minha rua
é o endereço
da memória
do amor de
muita gente
que migrou
para o infinito.
E todos nós
nos divertindo
com a tragédia
de quem não
nos entende,
e se colocou
num mundo
em guerra por
ignorar que
viver significa
fazer o bem
sem ver a quem.
Da rua acima
da minha rua
não olhamos
só para trás
e para quem
longe se foi,
Em noites
mui escuras
ali sempre
contemplamos
a luz da Lua.
Os que vão
contra o oculto
e o destino
são todos
os que creem
na vida curta,
nem no verdor
e no balanço
das árvores
poemas não leem.
Quando te vi
pela primeira
vez cheguei
a crer que era
amor para
a vida inteira.
Você brilhou
no meio de
uma elegante
reunião com
a sua presença.
Bem rápido
conversamos,
números dos
telefones nós
dois trocamos.
Você veio até
o carro para
se despedir,
o céu estrelado
do balneário
foi testemunha.
Não me recordo
de quem foi em
busca de quem,
só me lembro
do primeiro beijo
que jamais
me esquecerei.
Quando você
não quis mais
permanecer,
decidi partir
para o amor
no coração
não se perder
para quem
merece receber.
O amor jamais
irá se perder
e nem deixará
ninguém o levar,
Sei que ele vem
e me fará confiar.
Nele há toda
a maior sedução
de todo o mundo,
E a melhor, doce
e sã perversão.
O mundo está
em guerra,
e mesmo
assim estou
na perfeita paz.
O coração rejeita
a desesperança,
tem a fé de
uma criança
que crê tudo
há de se ajeitar,
por ter olhos
inteiros de festa.
Amor inevitável amor,
o céu que me guia ilumina
é o mesmo que te rege,
Um luar em sua companhia
há de ser por ti concedida,
quando findar a agonia,
Amor inelutável amor,
tens nas mãos todas
as manhas e minhas defesas,
Um turbilhão de emoções
valsando na noite fria
tem feito companhia,
Amor irrepreensível amor
os meus códigos tu
muito bem os domina,
Um aroma de cravo-da-índia
espargido pela casa
relembra uma perfumaria,
Amor inevitável amor
as minhas diabruras
sempre te divertem,
Uma loucura de amor
simplesmente engolida
do anoitecer ao raiar do dia,
Amor inefável amor,
você que muito mais
do que pele com pele,
E como não tenho ainda
a constelação tão linda
dos teus olhos austrais
para vir me enredar
e de ti pedir sempre
mais e muito mais,
tenho as estrelas
por aqui à me alegrar
e estratégias a traçar
para estar pronta
romanticamente
para quando você chegar.
Algo me diz que a busca
pelo teu amor fino
tem muito mais de espera
do que eu imagino,
Como Lua no teu Oriente
nestas noites longas
em preparação ando
vestindo-me de platina
e amorosamente latina;
Para que ninguém
tenha poder sobre nós,
para que estas almas
de chumbo
não nos alcancem:
Eu venho neste mundo
à beira do precipício
desenhando estrelas
com os meus poemas,
Com tremendo orgulho
místico protegendo
a existência do amor
romântico neste oceano
em brutal turbulência,
Que do apelo do mundo
dos corações não tem
dado trégua, clemência
e a resiliência,
Inconfidente insistente
pedindo às pessoas
que se tornem heroínas
deste século confuso
perseverando no amor,
Permaneço na trilha
para quando você vier
por si ou eu pelas
próprias pernas for
na hora certa de dar
uma chance plena ao amor.
A Bandeira da Pátria
no peito está tatuada,
é deste amor sublime
que por todos os anos
tenho sido sustentada.
Sei que tudo passa,
mas é com poesia
que alivio a agonia
diante da estiagem
e da grande desgraça.
Muito mais de mil
vidas foram dragadas
na guerra sem tiros
onde uns ainda vivos
mataram a própria alma.
O ar há tempos não
anda leve e para foragir
de discussões inúteis,
preferi caçar estrelas,
descobrir planetas
e viajar pelas luas,
não ando podendo
andar pelas pelas ruas.
Sei que você está
da mesma maneira
nesta sexta-feira,
o importante é não
perder o ânimo,
a lucidez e a serenidade,
para manter a esperança inteira.
Tenho nas mãos
a sutil pérola
do teu divino amor
em oceano,
sei que sou o teu
mais audaz plano.
Nos lábios silencio
a secreta canção
que leva o teu nome,
por ti firmei acordo
com o tempo
muito além do hoje.
Como se desbrava
uma eclipse penumbral
é o quê de ti peço
num deslumbramento
total diante de uma
galáxia em espiral.
No cair desta noite
ao ouvir os sinos
só me veio uma
única sentença:
na vida o amor
é o quê compensa.
Em liberdade ou não
tenho a poesia e a oração
como companheiras
enquanto o amor
de verdade não vem,
acontece que eu
sou habitante no teu peito
mesmo que os teus
olhos não me veem.
Não sei se é preciso
fazer um novo
movimento romântico
para você entender
que o amor e a amizade
não sobrevivem
a falta de educação
e a falta de interesse.
Em giros na tua orbe
como se eu fosse
a personificação
delta aquáridas do sul
ou a própria Lua Azul,
sou um misto de trégua,
oração e rendição
depois de uma explosão
e a esperança que
em ti jamais cessa.
Sem querer você
acostumado comigo
ainda não faz idéia
do que eu sou capaz de fazer,
só sei que você pediu
muito além dos meus passos
e neles você conseguiu
por tanta ousadia se perder.
Se pudesse dizer
ao mundo como
é a voz do amor
descreveria
que é a sua voz,
e sobre os teus
olhos lindos diria
que abrigam
as constelações
e a cosmogonia.
É do meu sul até
o teu sutil norte
os anseios doces
todos convergem
em caravana
rumo ao mistério
em busca do éden.
Nada em mim é
segredo para você,
algo me diz que
nos teus lábios
tenho o meu oásis
mesmo sendo
para mim miragem.
É deste outro lado
do Oceano Atlântico
e sob a luz da Lua
tenho conseguido
ouvir que o teu peito
não é mais o mesmo:
é por mim que ele vem batendo.
Solstício de Verão,
amor em quentura,
Estamos esperando
pela próxima Lua,
Galáxia Charuto,
tabaco de estrelas,
Mil beijos estetas
os lábios ensejam,...
Cadenciados nunca
haverão de cessar,
Poros em rumba
o amor irá celebrar;
Amor, eu te quero
e não irei largar,
De ti só espero
o mais profundo apego,
e de ti não mais voltar.
LXXXIV
Tua gente veio
e o destino fundou,
a tirolesa cruzou
o céu da memória
que foi com amor
foi feita a História.
O sino da Matriz
a manhã brinda,
não deixa esquecer
que a herança de fé
é a coisa mais linda.
Tua gente cruzou
um Oceano inteiro,
o acorde na gaita
do tempo tocou:
tudo nesta terra
cada um superou.
O passo do teu
lindo folk trentino
ninguém parou,
em nós e aqui
mora a esperança.
Tua gente semeia
com boa vontade
e colhe com a bênção
das matas serenas,
não teme desafios
e faz a vida valer a pena.
O amor por mim
o teu peito ocupa,
e tornou-me tua
almenara radiante
que ninguém apaga
no alto da atalaia
em madrugada fria.
No topo do mundo
tenho de colocado,
o meu coração
não anda sossegado,
te quero o tempo
todo do meu lado.
O amor por tua
presença longe
de ser a luz da Lua
que ocultará Lira
em noite de chuva
de lirídeas erguida,
há de ser a doce
sentença da vida.
No topo do mundo
estou te guardando,
o meu coração
por ti anda contente,
se há futuro para nós:
ao Universo pertence.
Das reprovações
que nascem
do teu casto amor,
nenhuma delas
me aborrecem,
e sim enternecem.
Tal como a Lua
aguarda pelo Sol,
te quero com todo
o calor do amor;
você é o meu feito
mais enlouquecedor.
Teus olhos feitos
de Via Láctea
são o meu pendor,
você é o quê há
de mais provocador,
e mel doce de amor.
Do sutil destino
das quatro fortalezas,
nunca irá sossegar
se não alcançar;
teu lugar de amar
é comigo e não
há mais como negar.
Sobre as estrelas,
tantos segredos
e ritos interiores,
as pétalas de flores
viraram poemas
nestas correntezas
porque do teu amor
jamais me perderei.
